Sonhar é…

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Sonhar é planar por cima das nuvens à procura de momentos inesquecíveis, como se pudéssemos voar e não houvesse nunca impossíveis. É acreditarmos que  não há limites,  caras feias, nem desmancha prazeres, é tornar a realidade algo que nos dá prazer. É fecharmos os olhos e deixarmos toda a energia de felicidade percorrer o nosso corpo numa corrente de ânimo e bem estar. É viajarmos muito sem cansar, percorrermos o mundo, saltar, dançar, subir montanhas, templos e monumentos sempre em movimento, e sentir-nos sedentos de cada momento. É ouvirmos uma sonoridade que contagia, é sentirmos os cheiros e os odores, o contacto da terra nos pés, é abraçarmos árvores milenares e cantarmos em paisagens distantes, é meditarmos à beira de um rio, sentindo a leve brisa a soprar-nos o rosto. É sentirmos o sol na pele a queimar, é tomarmos um banho no mar, é sorrirmos sem motivo e querermos sempre mais, é sentirmos os sonhos tão reais que quase conseguimos tocá-los com a ponta dos dedos.

Sonhar é acalmar a mente e deixá-la num turbilhão de vontades, é ganhar força e esquecer a tristeza, é como um balsámo para dias frios e uma corrente fresca para dias quentes. É ser insaciável e nunca descontente, é ter tanto para fazer, que nunca o fio se acaba, pois de vontade em vontade, vai-se um sonho e logo chega outro no seu lugar.

Sonhar é de todas as capacidades humanas aquela que ganha mais significado, a mais desafiante e a que permite os grandes progressos civilizacionais, pois o desejo nunca se mata e renasce em cada instante sem nunca se perder. Se não sonhasse o homem que mais haveria a fazer? O tédio, a tristeza, a mesmice dos dias encher-nos-iam de nada, e esse nada não faria com que o mundo andasse , crescesse e chegasse mais longe…

Por isso, sonha, não imponhas limites, nem obstáculos, permite-te que eles comandem a tua vida, mesmo nos dias em que nada te motiva. Nunca lhes feches a porta, ou deixes de os ouvir, eles fizeram-se para lhes darmos cor e os deixarmos exprimir.

Que sonhos trazes dentro de ti? Dá-lhes luz, carinho, amor, afeto e toda a tua determinação. Se querer é poder, arregaça as mangas e vai-te a eles… mais vale uma vida por um sonho, do que um sonho sem vida!

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Amor Próprio

Naquela noite escura e fria de ventania e tempestade, onde não havia nem luz nem esperança, alguém bateu na porta daquela casa, com pancada forte e sonora.
Perguntei quem era, mas ninguém respondeu. Voltei a perguntar e do outro lado uma voz soou, grave e séria: – Abre!
A medo abri a porta e ele sorriu para mim dizendo:
– Não temas, que eu nunca te trarei medo…mas apenas confiança e a certeza que não há motivos para desespero, nem para te perderes em caminhos sinuosos. A noite escura dará lugar à alvorada e nessa altura toda a tormenta passará, porque tudo ficará limpo e transparente e a brisa será amena e serena e tu poderás finalmente respirar de alívio. Tudo passará, tudo abrandará e tu serás de novo tu própria, na tua essência e no teu esplendor. Mas para isso, terás de me deixar ficar contigo, abrigar-me no teu refúgio e permitir que me instale em todas as divisões da tua casa. Deixa-me fazer-te acreditar que é possível seres feliz de novo e dar-te sempre motivos para que os teus olhos brilhem. Deixa-me morar no teu coração e acordarás todas as manhãs com o se cada dia fosse mágico e cada instante um milagre. Abriga-me na tua mente e todos os teus pensamentos serão luminosos e positivos, sente-me no teu corpo e não terás mais qualquer tipo de dor, nem tristeza e voarás ao sabor do vento e da música que te embala, passo a passo, nessa melodia do sorriso que te transforma em menina que tem sonhos para realizar.
Deixa-me aconchegar o teu sono serenamente e transformar a tua noite em calma e descanso e libertar-te de todas as prisões, todos os pesadelos, todas as ilusões que se desfazem como bolas de sabão. Deixa-me fazer-te acreditar que podes ser pássaro e voar, mesmo que não tenhas asas. Alimentar-te de alegria, de paz e tranquilidade e fazer-te correr pela praia como se não houvesse impossíveis.
Comigo terás sempre tanto, que nunca te secará a fonte do dar e do receber e o teu fluxo será sempre abundante, jorrando noite e dia sem parar, e todo o universo quererá dar-te sempre mais. Comigo as cores com que te vestes serão sempre vistosas e coloridas, e em todas as manhãs verás sempre um rosto radioso refletido no outro lado do espelho. As tuas palavras serão sempre gentis e amáveis e não haverá azedume, nem sentimentos pesados que te maculem o ser.
Deixa-me ficar contigo e permanecer, de verdade e para sempre, sem máscaras, porque sararei todas as tuas feridas e nunca te deixarei sangrar.

E depois de ouvir tudo o que ele tinha para me dizer, fez-se um silêncio e tornei a perguntar:
-Quem és tu afinal?
E ele respondeu: – Não adivinhas? Sou o teu próprio amor.
E naquela noite fria, o calor entrou naquela casa, e eu deixei-o ficar. Sorri-lhe, abracei-o, cuidei dele e prometi-lhe que nunca mais o deixaria partir!

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Carta de agradecimento a 2017

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2017 está prestes a chegar ao fim, a queimar os últimos cartuchos…pedindo um olhar para trás, que percorre 12 meses milagrosos que passaram por mim num ápice e tanto me trouxeram…

Considero que para mim foi uma jornada de alma, de missão e de partilha, abrindo um portal de enorme  fluxo divino em que dei por mim simplesmente a ir atrás das mensagens que me chegavam intuitivamente e me fizeram arregaçar as mangas e fazer…quantas vezes sem questionar se as ideias que me chegavam seriam certas ou erradas, simplesmente aceitando  a os desafios, como algo superior à minha vontade. Quando nos permitimos ser esses canais, as mensagens começam a chegar de uma forma que dificilmente controlamos, e quando vemos, elas chegaram e já concretizámos. Nesse sentido, 2017 foi para o mim um ano verdadeiramente mágico, pois fiz coisas que nem em sonhos eu podia ter imaginado fazer.

Em janeiro decidi criar o Grupo da Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras no Facebook, concluir o meu site e a partir daí tudo se conjugou como peças de puzzle, sendo os estímulos que encontrei para acordar todos os dias inspirada e com vontade de contaminar positivamente mais mulheres, despertando as consciências, a motivação e a liderança pessoal através dos artigos que comecei a escrever nos meus blogues, do site «Mad About Dreams» e «Dreamcatcher», e no site do «Onde Ir», de Sandra Isabel Pereira, das sessões de coaching que facultei e do próprio grupo que dinamizei no facebook.

De estímulo em estímulo, ganhei coragem e comecei cada dia a ir mais longe, saindo da minha confortável esfera, dando mais de mim, em workshops de escrita criativa, sessões de coaching e até de yoga do riso, levando a boa disposição, a criatividade e alegria a várias pessoas. E foi tão gratificante perceber que as horas que levava a conceber, a criar e a facilitar tinham sempre um retorno tão positivo…

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Assim, foi sem dúvida o ano do desenvolvimento do chackra da garganta e da exposição pública, o que para uma capricorniana um pouco introspetiva representa muito, palestrando, ensinando e deixando sementes por onde passava, como foi a palestra no Campo Universitário, a 7 de abril, no dia Mundial da Saúde, «Motiva-te e torna-te Inspirador», que constituiu um dos melhores momentos do ano a este nível e um grande teste, e que agradeço à Tatiana Sanches e à Susana Henriques. E também o workshop de Coaching na Câmara do Seixal…

Dia Solidario 2017

Depois vieram os encontros e jantares das mulheres inspiradoras que foram juntando cada vez mais gente e chegaram até ao Porto, onde foi uma verdadeira aventura, com a parceria da Brands in Motions, na pessoa da Isaura Santos. Como a fé não faltou as pessoas certas apareceram naquele dia no Café Rivoli e de um encontro de networking e convívio feminino, surgiu uma oportunidade para muitas mulheres se unirem e seguirem juntas na sua missão de vida, singrando negócios e parcerias e por isso sinto-me afortunada por lhes ter proporcionado esse encontro e ter motivado a criação de um outro grupo virtual que já tem 1581 mulheres inscritas: reencontros- mulheres que se reconhecem.

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Fizeram-se muitas parcerias, com o espaço Gira Sol- Terapias em Movimento, na Cruz de Pau, Espírito Reikiano, na Cova da Piedade, com a Cidália Godinho, com a Judite Resende e a Laranja-Desenvolvimento Pessoal, em Lisboa, com a Brands in Motion, a Confraria Vermelha –Livraria de Mulheres, a Shambala no Porto, com a Sofia Vieira, na Selenita, em Fernão Ferro.

Abraçaram-se causas como a causa animal da União Zoófila com o Passeio Solidário na Peninha, com a Cidália Godinho, revertendo os donativos para compra de comida dos animais; contribuiu-se para ajudar os Bombeiros de de Pedrogão Grande, após o trágico incêndio de junho, com a sessão solidária de meditação e Yoga do Riso, que contou com a ajuda da Carla Melo, do Walter Agostinho e da Judite Resende; participou-se no projeto «Doe Sentimentos Positivos», com a Manuela Rocha, do GiraSol- Terapias em Movimento, distribuindo-se corações com mensagens positivas na Baía do Seixal. E como esta vertente foi sempre muito importante criou-se também um grupo no facebook, com esta vertente solidária, designado Mad About Dreams Voluntariado e Solidariedade (https://www.facebook.com/groups/1716401901988293/) que divulga várias ações com o intuito de angariar fundos ou voluntários para ajudar associações sem fins lucrativos.

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Um ano em que cheguei ao fim quase sem baterias para carregar, por isso se sentiu no final um certo abrandamento nas atividades, mas que revelou sem dúvida vontade de construir uma diferença, de ajudar e de abraçar muitas pessoas. Um ano em que agradeço do fundo do meu coração a cada pessoa que se cruzou com o meu olhar e me facilitou a realização de muitos sonhos e me fez sentir também uma mulher inspiradora.

Que 2018 seja tão bom como este ano especial! Muitos sonhos! Muitas realizações.

Agradecimentos especiais neste ano de 2017:

Judite Resende – Laranja-Desenvolvimento Pessoal

Manuela Rocha – Gira Sol –Terapias em Movimento

Isaura Santos – Brands in Motion

Ricardo Pombo

Confraria Vermelha- Livraria de Mulheres

Tatiana Sanches

Susana Henriques

Carla Faria – Shambala

Sofia Vieira- Selenita

Carla Melo

Valter Agostinho

Cidália Godinho

Sandra Isabel Pereira – site «Onde Ir»

e a todos e todas que seguem e participam no Projeto da Mad About Dreams.

Aproveita a magia do Solstício

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Hoje é dia do Solstício, o dia em que damos as boas vindas ao Inverno e lhe dizemos que pode entrar, é o dia consagrado ao sol, com a noite mais longa do ano, que nos recorda que da escuridão  pode surgir a luz, convidando-nos a um período de reflexão, interiorização, de pausa e introspeção. É por isso um excelente momento para olharmos bem fundo na nossa alma e sentirmos os efeitos do que andámos a fazer nos últimos tempos e fazermos balanços de vida. O que fiz? O que posso ainda fazer? O que aprendi com as minhas experiências? Se gostares de escrever, convido-te a aproveitares o momento e colocares tudo num papel, ajudando-te a clarificar as ideias. E depois coloca as tuas intenções para o tempo novo que aí vem, para os novos ciclos que se inauguram com esta nova estação. Acende uma vela, como símbolo deste período luminoso em que estamos a entrar, e faz uma breve meditação, pede o que te vem na alma, aquilo que te fará feliz.

Aproveita toda a conjuntura astral que vivemos, primeiro com a Lua Nova em Sagitário, no dia 18 de dezembro, depois com a entrada de Saturno em Capricórnio, dia 20 de dezembro, depois de quase 30 anos desde a última vez, e agora o Solstício, a 21,  e expressa todos os teus desejos e sonhos, para que eles possam ter concretização e se tornar uma realidade. Saturno em capricórnio, que ficará cerca de 3 anos, pede-nos tempo, responsabilidade e foco, por isso estes próximos meses vão ser seguramente exigentes, mas também vão permitir que nos agarremos mesmo ao que queremos transformar e criar.

Deixo-te algumas questões que poderás escrever na tua folha de papel.

O que agradeces neste ano de 2017? Que imagens te saltam à memória? Que emoções viveste? O que te surpreendeu? O que te desiludiu? O que é que gostavas que se tivesse materializado e ainda não conseguiste realizar? Se possível lembra-te do que foi significativo em cada mês e agradece os melhores  momentos e aprendizagens que tiveste em cada um deles.

O que é que queres deixar em 2017, que não te fará falta no próximo ano? (Podem ser pessoas tóxicas, situações,relacionamentos, doenças, o que entenderes que já te fartaste e não precisas mais)

O que é que queres que 2018 te traga? (Faz uma lista, ajuda-te a dares foco ao que queres realizar e se possível acrescenta imagens para te empoderar os teus desejos).

O que é que estás disposta a criar na tua vida nesta nova estação? (atitudes, comportamentos, experiências, aprendizagens) e o que precisas mudar em ti para te abrir em plenitude para esta nova fase que agora começa?

Aproveita este portal de luz, esta nesga de esperança que nos traz este Solstício e ama, ama muito o que tens de mais puro e autêntico, a tua eterna criança que em ti vive, abraça-a num calor fraterno e ouve o que ela tem para te dizer, que palavras te sussurra ao ouvido! Aproveita esta magia da noite mais longa do ano e abre-te à luz que dela emana!

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Fim de semana de mergulho interior

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Há muito tempo que aqui não escrevo, é verdade…o que é feito da minha disciplina? Com a chegada do verão decidi que era tempo de abrandar e o dever cedeu ao prazer, ao usufruto do momento, as palavras deixaram de brotar, porque ficaram encantadas com tudo o que se viveu, num tempo lento, muitas vezes calado, ao sabor do vento, enternecidas pelas paisagens que os olhos captaram.

Mas, este fim de semana fez-me romper esse mutismo, porque foi tão intenso que não posso deixar passar sem o partilhar convosco…

Estes últimos dias têm sido de grande mergulho interior na minha alma através do riso, da meditação, de rituais, de dança, da música, libertando-me das prisões do passado. Hoje nasci grávida de mim e sei que o céu é o limite para tanto amor que sinto a brotar e transbordar. Celebro a vida e deixo para trás tudo o que não me serve mais. Entrego-me a esta luz que me guia e deixo as amarras, os padrões e as crenças limitadoras no tempo fora de mim. Percebi que transporto comigo a luz da minha alma e sou responsável pela sua sabedoria. Cada dia, cada momento, eu posso, eu devo, eu consigo renová-la.

Três dias em que a energia esteve alta e à solta, sem comandos, nem disciplina, em que me permiti simplesmente ser, voar, dançar, saltar e rir, levando o meu corpo a nascer de novo. No workshop «Awakening», na Feira Alternativa de Lisboa, confiei no profissionalismo de Paulo Shiva, da Escola do Amor, e deixei-me levar por essa viagem interior, onde interagi com pessoas nunca vistas, com total à vontade, rodopiando ao som da música, como se ninguém estivesse a ver, isenta de julgamentos ou de pressões, soltando a minha criança interior, que vibrou com tanta vontade de sair cá para fora. O corpo liberto, parecia outro, com outra forma e outra postura e o renascimento seguiu-se logo após uma viagem à nossa vida uterina, onde foi possível reproduzir todo um novo começo, um crescimento e uma libertação de dogmas e de  pressões. O movimento do corpo fez-me regressar à infância, quando eu podia de facto cantar e dançar de forma alegre e descontraída, sem que ninguém pudesse reclamar disso ou colocar rótulos. Percebi que através da dança nós podemos perceber quem somos de verdade, sentir a nossa verdadeira essência e manifestá-la com todo o nosso ser…

Depois, seguiram-se olhares que se demoraram em outros olhos, mergulhando na alma dos que nos cercavam, desconhecidos que tinham tudo igual a nós, humanos que miravam outros humanos… como podia ser tudo diferente se nos detivéssemos mais tempo nos olhos uns dos outros procurando a nossa verdadeira natureza…?

No dia seguinte, a gargalhada invadiu o Fórum Lisboa, no Congresso «Rir é Saúde». Encontrei a minha tribo, aquela que acredita que rir e brincar não é apenas exclusividade da infância, aquela que não se julga, nem estranha, aquela que acolhe e incentiva, em que a loucura é sempre saudável e com um propósito maior. Foram horas de dores na barriga, não de aflição, mas de prazer, em que se seguiram várias sessões e workshops sempre inspirados e vibrantes, magnéticos e desafiantes. Não fôssemos nós quase todos líderes do riso e não teríamos aguentado tanto tempo naquela vibração. Aprendemos sempre muito com estes eventos, conhecemos pessoas novas, trocamos experiências, e percebemos que o riso é mesmo fundamental para curar as maleitas do corpo e da alma.

Tocamos em cada um que passa por nós e mais uma vez os olhares se fixam nos dos nossos companheiros de gargalhadas, a ponto que as emoções falam mais alto e os sorrisos dão lugar a olhos transbordantes, mas de água salgada… porque a emoção não pode ser entupida e tem de sair. É preciso libertar, limpar, cuidar! O riso que é uma libertação da alma, é apenas a porta de entrada para as várias dimensões do ser, queremos ir cada vez mais fundo, chegar à alma e … até chegamos meditamos, inspiramos, dançamos e até cantamos.

88326622774db9a185ab311294084dabPor fim, um dos momentos mais bonitos e inspiradores do fim de semana: O Ritual do Útero, que recebi da Helena Pereira. Trata-se de um ritual de limpeza e empoderamento feminino que resgata o sagrado na mulher, abençoando o seu útero como lugar de criação e de divino. Foi transmitido ao ocidente por Marcela Lobos, após a mesma o ter recebido pelas mulheres da Amazónia. É considerado o 13º rito do Munay-Ki.

É um ritual simples, com muitos cânticos e meditação, com pétalas de flores, com um altar consagrado  em que as mulheres são abençoadas e protegidas com rosas,  enaltecendo o seu  poder criativo e expressivo, libertando os medos, as dores localizadas nos nossos úteros, bem como os bloqueios e as opressões.

Foram momentos de grande comoção, em que foi possível  voltar ao útero da minha mãe pela segunda vez no espaço de dois dias e sentir a proteção, o amor, o cuidado com que ela me carregou durante a gestação.  É um ritual que nos cura e enaltece toda a nossa linhagem ancestral de todas as mulheres da família. É um momento de homenagem ao nosso passado e a celebração do nosso presente.

Tornei-me oficialmente womb keeper , uma guardião de úteros, podendo fazer a partir de agora este ritual e poder passá-lo às mulheres que o pretenderem. Mais um passo a dobrar, para a minha autocura e potenciar a minha missão de inspirar, motivar e encaminhar.

A felicidade não cabe em mim…sinto-me renascida…outra Ana nasceu este fim de semana… e é tão bom, quando sentimos o fim dos ciclos como aprendizagem e o começo de outros para crescermos ainda mais… o que ficou para trás é já passado…toca a viver! Costumo dizer que para a frente é que é caminho, por isso são estes momentos que nos fazem descolar e crescer…sempre…sempre!!!!

Movimento «Solta o GirlPower que há em ti»

Seguindo o desafio da Raquel Cristina do Blogue The Brunette’s Tofu, que criou o Movimento «Solta o GirlPower que há em ti», falo-vos hoje da importância que tem para mim, a motivação e o empoderamento feminino. Sou criadora de um projeto pessoal chamado Mad About Dreams, que tem como objetivo, motivar, inspirar e potenciar a realização dos sonhos, através do coaching e exercitar a criatividade pela escrita e pelo riso.

p copyNo projeto da Mad About Dreams há uma vertente que promove diariamente essa motivação, esse olhar para dentro e sobretudo esse ponto de contacto entre mulheres, que é feito através de um grupo fechado no facebook designado Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras.

Porque acredito que todas nós podemos ser inspiradoras e sobretudo darmos forças umas às outras, reforçando os nossos laços femininos, em vez de nos vermos como concorrentes e inimigas, promovo diariamente nesse grupo esse sentimento de que juntas podemos ir mais longe, mais seguras, mais determinadas e também mais apoiadas por nos revermos na história de vida de tantas mulheres.

Neste sentido, considero-me uma militante diária do « Movimento «Solta o GirlPower que há em ti» e nesse sentido gostaria de salientar o trabalho e ação de outras mulheres, que considero notáveis no nosso país, por incentivarem a visibilidade das mulheres no mundo do empreendedorismo e do trabalho, falo de Sandra Isabel Correia, com o seu projeto Women’s Club; falo-vos da blogger Paula Cordeiro, do blogue Urbanista que realça constantemente a necessidade de nós vivermos com o corpo que temos sem culpas, assumindo quem somos; falo de Vera Luz, que concilia um trabalho ligado com o desenvolvimento pessoal e espiritual; falo de Sandra Ribeiro na área do Coaching, com o seu projeto Walking Mind, entre o de muitas outras mulheres que têm potenciado um mundo de mais oportunidades para todas nós, e que são uma autêntica fonte de inspiração diária.

Como eu vivo este movimento? 

13.JPGDiariamente, através da minha missão e propósito de vida, que consiste em motivar e inspirar pessoas, promovendo o seu desenvolvimento numa melhor versão da sua vida, impulsionar sonhos através de estabelecimento de metas e objetivos usando os seus recursos intelectuais e habilidades para alcançar resultados extraordinários na sua vida pessoal e profissional.

Empoderando mulheres, realçando a sua confiança e competência e a sua matriz feminina.

Através da criatividade, que me invade o pensamento e me apoia no desenvolvimento dos workshops que desenvolvo; do amor que coloco nas pequenas coisas e que me permite ajudar, apoiar, ouvir e estimular quem me procura e necessita de uma palavra de incentivo, através da minha escrita, em que reforço a motivação que quero transmitir.

Apoiando causas sociais e humanitárias e animais que contribuam para um mundo melhor.

Promovendo o entendimento entre as pessoas, vivendo os valores da paz, do amor e da amizade.

E tu queres juntar-te a este movimento? Faz um pequeno post com uma imagem tua e diz qual é a tua missão de vida, postem no vosso blogue ou instagram, «Movimento Solta a Girlpower que há em ti». Não te esqueças do #hastag.

Ver blogue da The Brunette’s Tofu in:

thebrunettetofu.blogspot.pt/search?q=miss%C3%A3o

Grupo Mad about Dreams para Mulheres Inspiradoras

www.facebook.com/groups/697695000403858/

Dar e receber…

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O tema de reflexão deste post é dedicado ao delicado assunto do “dar e receber”. E chamo delicado, porque nós mulheres, temos o péssimo hábito de sermos doadoras em excesso, e por isso a tendência natural é para darmos mais do que recebemos nas nossas relações, sejam elas amorosas, de amizade, profissionais ou outras. E isso faz-nos sofrer, muitas vezes em silêncio,  por não nos sentirmos em equilíbrio. Mas, se invertermos a questão e perguntarmos, e nós sabemos receber? A verdade é que muitas de nós responde que não está recetiva para receber nada dos outros, como se fosse algo que diminuísse a sua condição.

Este facto é algo que trazemos connosco das nossas ancestrais, dos nossos códigos culturais, se percorrermos o historial das mulheres que nos moldaram, verificamos uma herança de valores transmitida por mães, avós e bisavós, em que o correto era que a mulher desse e servisse através dos seus papéis de esposa e de mãe. «Mulher que é mulher deve servir», foi isto que foi passado de geração em geração, durante séculos, e por todos esses factores, apesar de todo o progresso e modernismo, há traços de caráter e atitude que dificilmente conseguem mudar entre nós, sentindo-nos por vezes num plano de contradições. O coração pede uma coisa e a mente outra. Por isso nós mulheres, que fomos criadas para esses papéis de doadoras temos tanta dificuldade em admitir um “Não” aos outros, preferindo tantas vezes sacrificarmo-nos e darmos o que temos e não temos, mesmo que esgotadas. Aprendemos a não saber receber, porque isso pode representar vulnerabilidade ou fraqueza. E no entanto, isso não tem nada a ver, pois podemos ser fortes e estarmos disponíveis para receber o que nos dão. O que aqui importa salientar é a importância do conceito de reciprocidade em toda as relações, se eu dou, eu também devo receber. Se nós passamos a vida a dar, dar, dar e não recebemos nada de volta, com a mesma qualidade que demos, algo está errado, e é necessário analisar como estão os pratos dessa balança, quase sempre desequilibrados pela falta de reciprocidade. Estas situações devem ser analisadas sobretudo em casos em que não pode existir amor incondicional, como é o caso das parcerias amorosas, sob pena de se tornar um conceito subversivo e destruir a autoestima e a identidade do excessivo doador. Nesses casos, para que sejam relações de sucesso é importante que haja uma dose equilibrada entre “o dar e receber” para que não existam na nossa história nem vítimas nem algozes.

Como temos um instinto maternal, outro erro em que frequentemente caímos é o de encarar as fragilidades dos outros como algo que devemos proteger, e nesse sentido, sentimo-nos super mulheres com o poder de levantar os outros do chão e acolher as suas dores, achamos que se cuidarmos das suas feridas, os outros vão gostar mais de nós e ter mais respeito, quando na verdade o que estamos a fazer é a torna-los reféns e dependentes desse excesso de amor protetor. Damos para poder receber, porque criamos na nossa cabeça a fantasia de estarmos a salvar os outros de si próprios. Quando percebemos que eles não têm a capacidade, a vontade ou o interesse de devolver esse amor que nós lhes damos, a tendência natural é ficarmos muito tristes, amarguradas e julgarmos de pouco agradecidos os que foram protegidos por nós. Mas, a verdade é que os outros até podem ser sugadores de energia e terem um efeito negativo sobre nós, mas fomos nós que criámos uma ideia destorcida de lhes agradar, fomos nós que demos em demasia, esperando que nos fosse retribuído o que esperávamos.

É altura portanto de parar um pouco e refletir sobre este tema e perceber se está a existir esse equilíbrio nas nossas vidas ou estamos nós a forçar um dos lados, e compreender de que modo nos estamos a sabotar, por isso não devemos ser nem demasiados doadoras, nem incapazes de receber, nem vivermos só à espera do que nos dão. Enquanto não existir esse meio termo, esse olhar para dentro e averiguarmos a nossa responsabilidade nas nossas relações,  vamos andar sempre à volta do mesmo, da queixa e da lamúria, a atribuir a culpa aos outros, e fazermo-nos de vítimas inocentes. É hora de agir e parar o padrão que temos arrastado ao longo da vida e fazer algo de novo e diferente. Queres resultados diferentes? Toma novas atitudes!

Procrastinação…esse grande palavrão

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Hoje venho falar-vos da Procrastinação, síndroma que todas nós, de vez em quando, sofremos, e que é nada mais, nada menos, do que ter a tendência para adiar constantemente uma tarefa, uma decisão, uma reflexão, empurrando as mesmas para o dia seguinte, ou para uma  ocasião mais propícia, e  a verdade é que os dias vão passando, os prazos vão-se arrastando e nada se faz sobre o assunto. Para justificar o sucedido dizemos que não estamos preparados, ou que não estão reunidas as condições ideais, inventamos sempre as melhores desculpas para validar a nossa falta de ação.
Consegues rever-te nesta situação? É um padrão na tua vida, ou uma situação pontual? Sabes o que te está a impedir de agires? O que sentes por te veres enredada numa teia que te bloqueia? Tens dificuldade em estabeleceres prioridades na tua vida? Chegas constantemente atrasada a compromissos ou nunca consegues cumprir um prazo estabelecido anteriormente?

Se este é o teu caso, o coaching pode ajudar-te a entenderes as razões que te levam a adiar sistematicamente tarefas ou situações, permitindo-te estabelecer metas realistas que consigas cumprir, planear melhor a tua vida e as tuas tarefas e identificar claramente as tuas prioridades e gerir melhor o teu tempo. Neste sentido, o coaching pode ser uma ferramenta de autoconhecimento essencial para estes casos, porque muitas vezes o ato de adiar constantemente situações e decisões, podem ter razões mais profundas, que nem sempre temos consciência, permitindo-nos perceber que emoções são despertadas pelo ato de procrastinar, e o modo como lidamos com elas, pois muitas vezes essas situações são uma autossabotagem da nossa mente, produzida por algo que nos condicionou anteriormente. Quantas vezes nós não evitamos fazer algo, porque uma experiência anterior nos deixou marcas de fragilidade? Logo a reação mais comum, quando repetimos alguma experiência semelhante é congelar, não agir, adiar, remetendo a mesma para uma altura em que nos possamos sentir mais capazes de lidar com essas emoções, que vêm ao de cima novamente.

Se este síndroma está a começar a ganhar contornos insustentáveis na tua vida, seja na área profissional ou pessoal, o que te posso propor é que tentes começar a fazer algo sobre o assunto, nem que seja dares um pequeno passo em relação a isso. Se tiveres essa iniciativa, que para ti até pode ser bastante pequena, essa ação será como uma engrenagem, levará a que tudo se mova e agilize, ainda que seja ao teu ritmo e ao teu tempo. Se por acaso, estás com um desafio de organização de papelada, de organização doméstica, ou um trabalho académico que necessita urgentemente ser acabado, não te deixes assustar pela tarefa na sua globalidade. Decompõe-na em pequenas ações e tarefas, faz um plano à semana, à quinzena, ao mês, e começa aos poucos a engrenar na sua realização. A motivação surgirá a partir do momento em que começas a ver coisas a serem solucionadas e resolvidas. Mesmo que a tarefa seja particularmente complexa, acredita que, com o tempo e a  planificação adequada, tudo se consegue e tudo se faz, etapa a etapa, chegarás lá.  E depois de cada meta estabelecida, e da tua ação cumprida, celebra a sua realização, faz algo para te mimar e te fazer ganhar mais confiança nas tuas capacidades.

eric-rothermel-23788.jpgPodes também inventar estratégias que tornem a ideia de planificação das tarefas algo mais divertido e criativo, podendo arranjar  um planner,  daqueles bonitos que se vendem agora nas lojas, onde podes distribuir as atividades a desenvolver, colocar uns post-its coloridos, usar umas agendas com um design sugestivo, um quadro fixo onde assinalas as tuas tarefas diárias ou semanais, num local da casa ou do escritório, bem visível, colocar toques no telemóvel com lembretes ou mensagens a dizer o que tens de fazer ou com palavras de encorajamento e motivação para que faças as mesmas com mais positivismo. Tudo vale quando queremos dar o nosso melhor e provar a nós mesmas que conseguimos superar esse síndroma, que tantas vezes nos bloqueia e impede de viver dias melhores e fantásticos.
Eu sei que depois de leres este texto já te sentes mais motivada, por isso o meu desafio é que comeces esta semana mesmo aquela tarefa que há tempos vens adiando ou que ganhes coragem para ir para a frente com determinada decisão. É hora, é agora, vamos lá!

Ana Machado

Abril Mágico

magia

Abril já está a terminar e foi um mês verdadeiramente mágico que me provou que quando queremos, nos focamos e nos alinhamos com o nosso propósito podemos estar a abrir as portas para um portal maravilhoso, uma espécie de mundo de Alice, uma realidade paralela, o que lhe quiserem chamar.

Quem me ler, poderá pensar, “pois, para ela até parece fácil, mas para mim não é” ou até podem se interrogar, “ que raio de droga será aquela que ela anda a tomar que parece ser tão boa?” E o que vos posso dizer, é que de facto não se trata de uma droga, mas de uma vivência, de dois anos (faz dia 1 de maio dois anos que comecei a minha paixão pelo Coaching, quando fiz a Certificação) e neste período tenho aprendido muito sobre mim, sobre os outros, tenho apostado muito em formações de Desenvolvimento Pessoal, tenho feito sessões de Coaching a várias pessoas, tenho investido em leituras e tenho integrado muitos conhecimentos e teorias ao longo deste tempo.

Se não tive desafios ou obstáculos ao longo deste caminho? Claro que sim, que os tive, e ainda os tenho, faz parte da minha condição humana, mas estou mais consciente que tenho uma opção a tomar e por isso, tenho aprendido que o melhor a fazer é escolher sempre o que me faz feliz, o que me pode empoderar e motivar, o que posso fazer melhor. É isso que me guia e me orienta e por isso todos os dias eu escolho o caminho mais difícil, o de perseguir, o de levar o barco para a maré revolta e lutar contra a força das vagas que me querem arrastar às vezes para a margem, em vez de navegar calmamente na corrente.

No mês de abril, movida pelo entusiasmo que me tem invadido e me tem feito sentir em estado de graça, comecei a dar-me conta que o universo estava a premiar-me com dádivas muito generosas, vendo-me de repente a fazer uma palestra para uma audiência sobre Motivação no Dia Mundial da Saúde, a 7 de abril;  a fazer workshops de escrita criativa e a levar a minha “Palavra Viajante” até ao Porto; a fazer rir pessoas com o Yoga do Riso; a conhecer mulheres espectaculares e inspiradoras em grupos de networking e a ter feedbacks fantásticos de muitas mulheres que seguem o Grupo da Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras no Facebook, e muitos abraços pelo meio.

Escrevo este post não para me gabar ou achar que sou melhor que as outras, nada disso, escrevo-o para agradecer toda esta fase que estou a passar e me provoca uma enorme sede de viver, de agradecer, e de me sentir inspirada todas as manhãs. Se a minha vida é perfeita? Claro que não, mas eu escolhi utilizar umas lentes diferentes que me fazem ver as frustrações a diminuírem, as lamentações sobre o que eu não tenho ou não consigo ter, a perderem a sua voz lastimante e a ganhar equilíbrio sobre as coisas. O resultado, e é por isso que estou a partilhar este testemunho contigo, é que este trabalho diário começa a dar frutos, pois quando tu mudas, tu começas a ver tudo a mudar à tua volta, como se fosse uma resposta do próprio Universo, e isso não tem pagamento possível, porque é verdadeiramente fantástico. Por isso, se o meu abril foi mágico, tu também podes começar a ter uma vida mágica, desde que o queiras, acredites e te comprometas todos os dias a fazer algo que te alinhe com esse propósito…todos os dias, continuamente…estou certa que vais ver esses resultados a que me refiro, porque a magia só acontecerá se ACREDITARES nela TODOS OS DIAS!

GRATA, GRATA, GRATA, GRATA por este abril maravilhoso!

Diálogos da dor

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Há dores para todos os gostos e feitios, dores do corpo, dores físicas que se instalam e nos degradam o bem-estar e qualidade de vida, dores que não entendemos e chegam de mansinho, anunciando que estão ali a ganhar terreno. Dores de partes do nosso corpo que nunca sentimos antes e nos surpreendem pela forma como surgem. Mas tudo tem explicação, porque o nosso corpo sabe tudo o que acontece connosco, ele tem uma história que nos acompanha, onde acumulamos muita coisa na nossa vida, sofrimento, cansaço, desgaste, e um dia, quando mal esperamos, começamos a queixar-nos e o nosso físico começa a dar sinais.

Mas, se as dores físicas nos podem deitar abaixo, porque nos fazem sentir impotentes e completamente vulneráveis, sujeitas a um diagnóstico médico, a um processo de tratamento e de cura, há outras dores, que chegam matreiras e nos podem apanhar desprevenidas e são tão ou mais difíceis do que as físicas, falo-vos das dores da alma ou da mente.
Muitas vezes, negamos as emoções e preferimos entrar em estado de negação, mentindo a nós mesmas que está tudo bem, e que aguentamos, afinal nós somos fortes. E depois, vamos calando mais um dia, aturando um chefe que nos desconsidera, um colega prepotente, um casamento ou relacionamento desgastado pela ação do tempo, a família que não nos entende, o trabalho que já não conseguimos gerir, e entre as pressões do dia a dia, vamos empurrando com a barriga os dissabores e as frustrações, colocando uma venda diante dos olhos para não ver, deitando tudo o que não gostamos debaixo de um “tapete” imaginário, para não sentir, para ter forças para prosseguir. E no entanto, as nossas emoções vão-nos segredando coisas, vão deixando pistas que não queremos perceber.

Mas, na verdade nós não somos super mulheres E depois um lindo dia, sem perceberes desmaias, a tua tensão descontrola-se, o teu coração começa a acelerar, não consegues respirar e começas a ter crises de ansiedade e pânico, tudo porque não foste a tempo de gerir as tuas emoções e resolver o que te incomoda. Se queres um conselho, nunca, mas nunca mesmo te deixes arrastar ao limite, pois arriscas-te a ter um esgotamento, uma depressão e a ter de tomar a maldita medicação, que te vai fazer inchar e sentir-te atordoada pela vida. Tu tens escolha, portanto vê o que podes fazer antes de chegar a esse ponto de saturação e resolve, nem que seja dentro de ti,  o que precisas fazer para não chegares ao limite, não te deixares sugar pelos dias, pelo cansaço extremo e pelas coisas que não consegues ultrapassar. Se não, um belo dia chegas ao médico e a resposta é : «o seu corpo está deprimido e vou receitar-lhe uns antidepressivos para voltar ao seu normal».

Se este é o cenário em que te encontras e sentes que não tens solução, o meu conselho, porque já tive alturas em que me senti assim, é que comeces a abrandar as coisas na tua vida e a preencher os teus dias com algo que te acalme e te preencha, seja uma ida ao ginásio, fazer Yoga, Meditação, Reiki, contemplar uma paisagem, ou simplesmente ter alguém com quem possas falar e te ajude a ver as coisas sob uma perspetiva diferente, e se possível começa a introduzir na tua vida novos hábitos, novas experiências. Escrever também pode ser bastante terapêutico, arranja um diário e escreve tudo o que te incomoda, liberta!
Independentemente do problema que possas possuir na tua vida atualmente, a única coisa que te posso garantir é que o tempo ajuda muito, por isso deixa-o passar, aceita-o! Nem sempre os processos em que nos encontramos de gerir as nossas dores internas são instantâneos, nem simples, por vezes podem resolver-se em semanas, outras em meses, ou até anos. Não te deixes ir abaixo por isso. Aceita a tua dor, equilibra-te com o que tens à tua volta de bom, ainda que tendo momentos em que a sintas a apertar por dentro. Não a cales, sente-a, «dá de beber à dor», como diz o fado português, permite-te chorar, se te alivia, mas depois entrega-te a novas experiências e sensações e foca-te no que te faz bem. Não te esqueças nunca que a tristeza é um vício, não a alimentes em excesso. É esse diálogo entre a dor e o entusiasmo que te abre o caminho à tua frente. Por isso faz o teu percurso ao teu ritmo, sem pressas, demores o tempo que demorares, o que importa é que chegues onde pretendes. Como diz o escritor C. S. Lewis «Ser forte não é ser imune à dor, mas seguir adiante apesar de senti-la».

Muita luz e esperança no teu caminho.

Ana Machado