Nem todos os dias estamos bem…

tumblr_static_tumblr_static_1m5u04dgh0o0os4cssg08o88k_640Este é um blogue para exaltar a alegria de viver, os momentos bons da vida, o propósito com que vivemos e o desenvolvimento pessoal que cada um pretende realizar no seu percurso, contudo hoje o que venho falar é do outro lado de tudo isto…dos dias em que não estamos tão bem…

Novembro entrou a matar, como é costume no meu mapa anual, deixando as emoções a vir ao de cima, as dúvidas a pairar, a insatisfação que me mata e que dá conta de mim, entrando numa espiral que me faz questionar o sentido que estou a dar presentemente à minha vida. Como se não bastasse, outro tipo de questões e de sentimentos mais tristes têm vindo a bater à porta… O que deve fazer nessa altura uma coach, uma apologista do desenvolvimento pessoal e da psicologia positiva? Desatar a bater palmas e a dizer «uau, estava mesmo a precisar deste desafio», bora lá a pensar só positivo e mascarar o que de facto estou a sentir para não desvirtuar o figurino, seja tristeza, frustração ou impotência para tomar decisões e mudanças na minha vida, ou aceitar o que estou a sentir e permitir-me refletir sobre o que me deita abaixo, para poder transformar isso e fortalecer-me?

Eu voto sem dúvida na segunda opção, aceitar o sentimento, por mais negativo que ele possa ser e tentar dar-lhe a volta por cima, mas só depois de um bom diálogo com ele…Hoje, a propósito deste tema li no facebook, um post da Marta Castro Ferreira, minha formadora de coaching, em que ela analisava a questão do desenvolvimento pessoal “fast food”, dos coachs super heróis, que apenas evidenciam as facilidades no seu processo, parecendo vender soluções mágicas para a vida das pessoas… E eu pensei, ainda bem que há pessoas que pensam assim, porque por mais que me esforce há de facto os tais dias que correm menos bem… E como posso eu querer “impingir emoções aos outros”, se eu não tiver a capacidade de aceitar as minhas próprias vulnerabilidades? Afinal como a Marta referiu, somos todos humanos…Se não aceitarmos as nossas fraquezas e estivermos dispostos a crescer com isso, o que andamos nós aqui a fazer?

Assumamos pois a nossa fragilidade e a nossa força e a missão que temos aqui na terra, de fazer todos os dias o melhor que sabemos e podemos…

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