Silêncio

meditacao1.jpgNum mundo inundado de excesso de palavras, de ruído e de informação, precisamos de vez em quando desligar o botão, parar por uns instantes, calar o que nos atormenta a mente, para não nos deixarmos guiar apenas pelo sabor do vento ou pela correnteza da maré, sem orientação, nem direção.

Hoje foi um desses dias, em que o silêncio preencheu o dia com significado, num retiro da Brahama Kumaris, onde costumo ir, sempre que preciso de alimentar a alma e reabastecê-la de energia. Só o espaço da sede, desta organização sem fins lucrativos, localizado na Ajuda, pela sua beleza e tranquilidade é já um bálsamo reconfortante, convidando à meditação, ao silêncio e à introspeção.

Com base neste retiro, o convite que te faço é que tires se não um dia, nem uma tarde, pelo menos uma hora da tua vida para experimentares sobre o que te falo.

Desliga a TV, o telemóvel e o telefone, corta as ligações com as redes sociais e os e-mails, isola-te num espaço da tua casa onde te sintas confortável, coloca uma música relaxante,  acende uma vela ou um incenso e fecha os olhos.

Respira pausadamente. Sente o ar que te entra pelas narinas e que te preenche o interior. Esvazia-te de todas as preocupações, todo o stress causado pelo exterior, fixa-te apenas no aqui e no agora, e deixa-te desconectar do que te cerca. Com a respiração cada vez mais calma e profunda, prepara-te para viajar para um espaço só teu e encontra-te com quem tu és, com a tua essência. Saúda-te e pergunta-te por uns instantes: «Quem sou eu?» Estou certa que encontrarás rapidamente não só as tuas respostas, mas também as tuas virtudes, aquelas que insistes em esconder dos outros e de ti mesmo. Aproveita esse encontro contigo próprio para te perguntar ainda como te sentes, se achas que existe alguma coisa que te incomoda e te apetece resolver, se há algo que está a mais na tua vida.

Concentrado dentro de ti próprio, repousas a alma e sentir-te-ás banhado por uma paz interior, por uma luz que te preencherá, revigorando-te o ânimo e o corpo quando voltares de novo à tua consciência exterior.

Este silêncio traduzido deste modo é uma conexão profunda contigo, mas pode ser feito de diversas formas, numa caminhada na natureza ou na praia, na leitura de um livro, num processo de escrita. O que interessa é que pares por uns instantes, respires ao teu próprio ritmo, silencies todos os pensamentos negativos, repetitivos e agonizantes, e caminhes em direção ao teu autoconhecimento, o que te permitirá abrir imensas portas no teu processo de vida individual.

Pergunta-te a ti próprio:

– Quem realmente sou?

– Qual o meu propósito de vida?

– Que imagem de mim quero deixar nos outros quando eu partir desta vida?

Sinto que vais adorar a experiência! Inspira-te e deixa-te silenciar.

Informações úteis:

Brahama Kumaris – R. Guarda-Jóias 52, 1300 Lisboa

http://www.brahmakumaris.org/portugal/index_html?set_language=pt-pt

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