Lei 3 – Lei do Karma

«Toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie…aquilo que semeamos é aquilo que colhemos…», Deepak Chopra

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Continuamos a desvendar a obra «As sete Leis Espirituais do Sucesso», de Deepak Chopra. Chegamos à terceira lei, a do Karma. Aparentemente esta lei parece semelhante à anterior, mas incide sobretudo no princípio de causalidade entre as escolhas que faço e as suas consequências. Neste sentido, esta lei alerta-nos para a necessidade de tomarmos consciência sobre as nossas escolhas e as várias possibilidades que temos, permitindo-nos adquirir conhecimento sobre as suas implicações. Assim, se tudo o que fazemos no presente ou no passado tem sempre alguma repercussão no futuro, é importante que reflitamos sobre isso, em vez de ligarmos o piloto automático,  de incorrermos nos mesmos padrões de comportamento viciados em que não nos questionamos, nem implicamos.

De uma forma simples, a lei do Karma faz-nos questionar sobre as consequências dos nossos atos. «Quais as consequências desta escolha que estou a fazer? (…) trará alegria, a mim e aos que me rodeiam?»

Deepak Chopra afirma que, para nos certificarmos que essa escolha é a mais correta para nós e para os outros devemos dar ouvidos ao nosso corpo e aos sinais que ele emite, sendo o coração e o estômago os nossos grandes conselheiros. Quantas vezes isto já te aconteceu, em momentos de difícil decisão? Mesmo parecendo corriqueiro, a verdade é que o coração sabe sempre a resposta correta para ti,  por isso pergunta-lhe qual o melhor caminho a seguir  e dá-lhe ouvidos, pois ele é «intuitivo,holístico, contextual e relacional».

E em relação aos karmas do passado, como nos podemos libertar deles? O autor sugere, que se for possível, se paguem as dívidas de karma em vida. Outra hipótese poderá passar por transformar o karma em algo positivo, extraindo dele aprendizagens e conhecimentos que possam ser úteis a ti e aos outros. A terceira forma de lidar com karma é transcendê-lo, superá-lo, e isso acontece geralmente através da meditação, onde te tornas independente do teu karma e vais “limpando” o seu impacto.

Para aplicar esta lei na nossa realidade é importante então que tornemos conscientes as nossas tomadas de decisão e avaliemos o impacto das mesmas. Recorramos por isso ao nosso coração, perguntando-lhe sempre se a escolha nos trará felicidade e harmonia para nós e para os outros. Se sentirmos conforto e leveza é sinal que estamos no caminho certo, caso contrário, o melhor é parar, refletir novamente, sob uma perspetiva diferente, para encontrarmos a solução que sentirmos ser o melhor na altura.

Trata-se de um princípio que se for colocado em prática nos pode mesmo ajudar a fazer melhores escolhas nas nossas vidas.

# Todas as citações são da obra referenciada

Lei 2 – A Lei da Dádiva

«O universo opera através da troca dinâmica…dar e receber constituem diferentes aspetos do fluxo de energia do universo. E se estivermos dispostos a dar aquilo que procuramos, a abundância do universo circulará nas nossas vidas.»

Gratidão com FloresEsta lei é a da reciprocidade, a do eterno retorno, da troca dinâmica do dar e receber, que se estabelece entre nós e o universo, num fluxo dinâmico e constante, que não convém interromper para que continue a jorrar em abundância.

Se o que pretendes é mais dinheiro na tua vida, então é preciso que ele circule, para que se processe o seu ciclo, não deves aprisionar a sua energia, acumulando-o, retendo-o avidamente, sem que seja aplicado em algo que gere ainda mais abundância, embora isso não queira dizer que te tornes um esbanjador irrefletido. Como diz Chopra, «como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e estrangular a sua própria força vital.

Neste sentido, o dar e o receber são faces diferentes da mesma moeda, um alimenta o outro, repondo o equilíbrio, num fluxo que se pretende dinâmico. Assim, «quanto mais se der, mais receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida».

De acordo com esta lei devemos dar aos outros o que pretendemos receber nas nossas vidas. «Quando aprendermos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital que constitui a eterna vibração da vida.

E como poderemos nós colocar em prática esta lei nas nossas vidas?

Para mim esta é das leis universais que considero mais simples e mais eficaz, pois não pressupõe grande disciplina da minha parte, nem alteração de hábitos ou rotinas. Para isso basta darmos aquilo que temos ao nosso alcance para poder melhorar a vida dos outros, seja apenas com um sorriso no cumprimento matinal, com um abraço afetuoso a um familiar, com uma sms para aquele amigo que não dá notícias há dias, com uma flor para a mãe, um donativo para uma causa solidária ou com umas horas do teu tempo num voluntariado com que te identificas. Tu depende de ti, da  vontade  quem tens em te dares aos outros e  do tempo que dispões para isso, o que às vezes como vês, pode ser tão pouco. Ao experimentarmos esta entrega, asseguro-te que nos podemos sentir como se fôssemos de facto agentes infiltrados da felicidade, e custa tão pouco isso…

Outro ponto importante a reter na aplicação desta lei é a importância de sermos gratos, devendo agradecer cada dia, cada pequena benesse que nos acontece, os pequenos nadas transformados em grandes acontecimentos.

Por fim, convém que não nos viciemos apenas numa das suas polaridades, que saibamos dar, mas também receber, e vice-versa, para respeitar o equilíbrio, não sendo sovinas, nem forretas, nem tão pouco orgulhosos, nem impertinentes, exigindo-nos humildade e abertura em relação ao que os outros nos querem ou podem dar.

Dispostos a exercitar esta lei na vossa vida?

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