Lei 2 – A Lei da Dádiva

«O universo opera através da troca dinâmica…dar e receber constituem diferentes aspetos do fluxo de energia do universo. E se estivermos dispostos a dar aquilo que procuramos, a abundância do universo circulará nas nossas vidas.»

Gratidão com FloresEsta lei é a da reciprocidade, a do eterno retorno, da troca dinâmica do dar e receber, que se estabelece entre nós e o universo, num fluxo dinâmico e constante, que não convém interromper para que continue a jorrar em abundância.

Se o que pretendes é mais dinheiro na tua vida, então é preciso que ele circule, para que se processe o seu ciclo, não deves aprisionar a sua energia, acumulando-o, retendo-o avidamente, sem que seja aplicado em algo que gere ainda mais abundância, embora isso não queira dizer que te tornes um esbanjador irrefletido. Como diz Chopra, «como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e estrangular a sua própria força vital.

Neste sentido, o dar e o receber são faces diferentes da mesma moeda, um alimenta o outro, repondo o equilíbrio, num fluxo que se pretende dinâmico. Assim, «quanto mais se der, mais receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida».

De acordo com esta lei devemos dar aos outros o que pretendemos receber nas nossas vidas. «Quando aprendermos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital que constitui a eterna vibração da vida.

E como poderemos nós colocar em prática esta lei nas nossas vidas?

Para mim esta é das leis universais que considero mais simples e mais eficaz, pois não pressupõe grande disciplina da minha parte, nem alteração de hábitos ou rotinas. Para isso basta darmos aquilo que temos ao nosso alcance para poder melhorar a vida dos outros, seja apenas com um sorriso no cumprimento matinal, com um abraço afetuoso a um familiar, com uma sms para aquele amigo que não dá notícias há dias, com uma flor para a mãe, um donativo para uma causa solidária ou com umas horas do teu tempo num voluntariado com que te identificas. Tu depende de ti, da  vontade  quem tens em te dares aos outros e  do tempo que dispões para isso, o que às vezes como vês, pode ser tão pouco. Ao experimentarmos esta entrega, asseguro-te que nos podemos sentir como se fôssemos de facto agentes infiltrados da felicidade, e custa tão pouco isso…

Outro ponto importante a reter na aplicação desta lei é a importância de sermos gratos, devendo agradecer cada dia, cada pequena benesse que nos acontece, os pequenos nadas transformados em grandes acontecimentos.

Por fim, convém que não nos viciemos apenas numa das suas polaridades, que saibamos dar, mas também receber, e vice-versa, para respeitar o equilíbrio, não sendo sovinas, nem forretas, nem tão pouco orgulhosos, nem impertinentes, exigindo-nos humildade e abertura em relação ao que os outros nos querem ou podem dar.

Dispostos a exercitar esta lei na vossa vida?

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