Lei 4 – A Lei do Menor Esforço

«Um ser integral conhece sem agir, vê sem olhar e realiza sem fazer» Lao Tzu

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Esta lei é baseada num princípio da filosofia antiga da Índia que afirma «faça menos e realize mais», defendendo assim uma economia do nosso esforço.

O que Deepak Chopra nos quer transmitir com esta lei, é que não percamos tempo em busca de ilusões que podem não fazer sentido, sobretudo se as mesmas forem para alimentar o nosso ego, levando-nos a um desgaste excessivo de energia. É o que sucede quando controlamos, aprisionamos e nos apoderamos do outro, ou quando dele necessitamos para a nossa aprovação, dependendo de terceiros a nossa felicidade e os nossos desejos concretizados.

Segundo o autor precisamos de nos libertar desse dispêndio de energia centrado no nosso ego para podermos manifestar o que queremos. «Quando a alma constitui o nosso ponto de referência interior, quando nos tornamos imunes à crítica e deixamos de temer desafios, podemos aproveitar o poder do amor e utilizar a energia de forma criativa, no sentido da prosperidade e da evolução».

As três componentes práticas desta lei são a aceitação, a responsabilidade e o distanciamento. Deste modo, para que não nos sintamos constantemente em conflito connosco próprios e com os outros é necessário «aceitar as pessoas, as situações, as circunstâncias e os acontecimentos tal como eles ocorrerem», porque tudo tem uma razão de ser num dado momento. É aceitar as minhas limitações, as dos outros, as situações com que nos deparamo,s exatamente como são e não como deveriam ter sido.

Por outro lado, a aceitação acarreta também a nossa responsabilidade nas coisas, a nossa implicação, embora sem culpas, pois de nada adianta culpar-me a mim ou ao outro, são as aprendizagens que tiramos das experiências que contribuem para o nosso processo evolutivo.

O terceiro componente desta lei é o distanciamento, sendo talvez o mais difícil dos três de cumprir e de dominar para a maior parte dos mortais, exigindo muita autoconsciência e disciplina interior, para renunciar à necessidade de convencer os outros dos nossos pontos de vista. Quem é que dos leitores, não caiu nesta tentação de querer demarcar a sua posição e os seus ideais até ao fim, demonstrando que estava certo e que o outro é que estava errado? Todos certamente, pois é difícil ter esse autodomínio e abdicar da nossa autodefesa. Porém, essa demanda pela verdade só nos leva ao desgaste e ao martírio e a forçar resistências nas culpas que atribuímos aos outros, pelo que é preferível ignorar a perder forças nesse combate. Como defende Pedro Vieira, coach, no seu e-book «Inspiração para uma vida Mágica», um dos segredos para viver melhor é desistir de ter sempre razão.

Para concluir, é a combinação destes três componentes, aceitação, responsabilidade e distanciamento que nos permite fluir na vida sem resistências, sem entraves e sem esforço. «Se nos mantivermos abertos a todos os pontos de vista- se não nos prendermos com rigidez a um único – os nossos desejos e sonhos fluem com os desejos da natureza. Então poderemos libertar as nossas intenções, com distanciamento, e esperar pela altura própria para os nossos desejos de tornarem realidade.»

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