«A história de uma gaivota e do Gato que a ensinou a voar», de Luis Sepúlveda

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Esta é a história de Zorbas, um gato preto, grande e gordo, que vivia num apartamento, perto do porto de Hamburgo e da sua aventura durante as quatro semanas em que a sua família adotiva se ausentou para férias.

Esperava-o dias de descanso a apanhar sol na varanda, onde seria o dono do apartamento, absorto nas suas rotinas, mas bastou-lhe apenas umas horas em solidão para que algo lhe tivesse acontecido. Uma gaivota, apanhada por uma maré negra de petróleo, em completa agonia caíra-lhe na varanda e o gato, que deveria ter os naturais instintos de felino, cede perante o desespero da ave e oferece-se para a ajudar. Como o estado da gaivota é mesmo muito grave e a morte iminente, ela pede a Zorbas dois favores ainda maiores do que o seu resgate, tornando o gato guardião do seu ovo, após o seu desaparecimento, e o responsável por ensinar a gaivota,que nascerá daquele ovo, a voar. E é o que sucederá, com a ajuda dos amigos do gato Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello.

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Trata-se na verdade de uma bela fábula, sobre o valor do amor incondicional pelos outros, mesmo quando as diferenças são abismais, pelo empenho e dedicação em sermos e darmos o melhor de nós, mesmo quando o que nos pedem é aos nossos olhos completamente impossível. Mais um livro que nos apela à voz do coração, que sim, só essa nos permite sair dos nossos limites prováveis, mostrando que quando há vontade, até um gato pode ensinar uma gaivota a voar.

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Esta obra é um eco de esperança, de humildade, de poesia, que sempre me apaixonou, não só porque os protagonistas são gatos, dos quais sou absolutamente fã, mas porque restaura em mim a fé, a coragem, a compaixão pelo meu próximo, a integração das diferenças, a descoberta de sentidos e de conexões completamente improváveis, a busca de conhecimento e de soluções para áreas e problemas que não domino. Neste sentido, uma das mensagens deste livro para mim é que se necessário for, para poder ajudar o meu próximo, devo sair da minha “zona de conforto”, enfrentar desafios internos e externos para produzir excelentes resultados, entregar-me de corpo e alma na minha missão, tal qual Zorbas e os seus amigos fizeram com Ditosa, a gaivota bebé que cresceu e foi preciso ensinar a voar.

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