Aceitação do que vem à nossa vida

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Nos últimos dias tenho refletido muito sobre o que vem à nossa vida e a forma como nos cabe a nós aceitar, digerir ou  então revoltar-nos e tornarmos-nos amargos e de mal com tudo e com todos. É importante aceitar as respostas que a vida nos dá, mesmo que não as entendamos e pensemos :«Porquê?», «Porque é que isto me está a acontecer a mim?», eu até sou esforçada, dedicada, porque é que nunca acontecem as coisas como eu quero??

O melhor é mesmo silenciar, não questionar demais, porque a vida é sábia, e se aquilo que tanto queremos não se realiza, é porque algum mistério encerrra, alguma coisa nos espera para fazer e viver que não pode ser contrariada. Algo que aprendi recentemente é que de nada vale resistir ao que constantemente se coloca à nossa frente…é porque tem de ser vivido, fugir, evitar, só torna a situação mais persistente…por isso, o melhor é deixar fluir. Não aconteceu o que eu queria? Ok, então é porque não era para ser dessa forma, também não podes dizer que não agiste, que não tentaste, apenas a vida te está a responder que há mais opções  para ti que tens de agarrar, ou talvez ainda não tenha chegado o momento certo para determinados passos que queres dar na tua vida.

A história que hoje aqui te deixo  é mesmo para refletires sobre o modo como devemos aceitar o que nos acontece, porque há sempre algo que vai ter repercussões nas nossas escolhas, e como sou uma pessoa espiritual, acredito sempre que “está tudo certo”, e nada acontece na nossa vida ao acaso.

«Um homem muito rico, ao morrer deixou as suas terras aos filhos. Todos eles receberam terras férteis exceto o mais novo, que ficou com um charco inútil para a agricultura. Os seus amigos, entristecidos, lamentaram a injustiça que lhe havia sido feita. Mas ele só lhes disse uma coisa: «Se isto é bom ou mau , só o futuro o dirá.»

No ano seguinte, uma seca impiedosa abateu-se sobre o país e as terras dos seus irmãos foram devastada: as fontes secaram, os pastos ficaram queimados e o gado morreu. Mas o charco do irmão mais novo transformou-se num oásis fértil e belo. Ele enriqueceu e comprou um lindo cavalo branco por um preço elevado. Os seus amigos rejubilaram e organizaram uma festa celebrando a sua «sorte». Mas dele só ouviram uma coisa: «Se é sorte ou azar, só o futuro o dirá».

Poucos dias depois, o cavalo fugiu desaparecendo na floresta. Os seus amigos, aborrecidos, logo disseram: «mas que azar, um cavalo tão caro». Ele respondeu: «Se é azar ou sorte, só o futuro o dirá».

Passados sete dias, o cavalo regressou do bosque trazendo consigo dez magníficos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: «Se é bom ou é mau, ninguém sabe.»

No dia seguinte o seu filho imprudentemente montou um dos cavalos selvagens. O cavalo lançou-o ao chão e ele partiu uma perna. Voltaram os amigos para lamentar o azar. «Se foi azar ou sorte, só o futuro o dirá», repetiu o pai.

Passados poucos dias, chegaram à sua aldeia os soldados do rei para levar os jovens para a guerra que o país travava. Todos os rapazes tiveram que partir menos o seu filho porque tinha uma perna partida. Os amigos festejaram a sua sorte. O pai assistiu a tudo e só disse uma coisa: «Quem saberá a sorte que resulta do azar e o azar que resulta de uma sorte?…»

In: «O Poder do Amor, de Vera Faria Leal

Pensem nesta história e interroguem-se de que modo o azar que surge na vossa vida, não será sorte, e o que parece sorte não será azar? Moral da história, as coisas acontecem-nos sempre por uma razão ainda que não o percebamos…Aceitemos, não vale a pena angústias, nem tristezas…Está sempre tudo certo!

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