Desafio 11 – Não faças depender a tua felicidade de terceiros

A-sua-felicidade-só-depende-de-você

Ser feliz é algo que implica uma autoresponsabilização no processo, não devendo depender exclusivamente do que os outros nos dão, nos dizem ou nos fazem sentir, pois tal como no amor, a felicidade tem de partir da nossa inteireza, daquilo que somos na nossa essência e no que acreditamos. Muitos sabemos desta parte na teoria, mas poucos praticamos a autorrealização, a autofelicidade, dando ouvidos insistentemente ao nosso ego que nos faz acreditar piamente que precisamos da validação do outro para nos sentirmos felizes connosco.

Quando o que o vemos nos outros não é bem aquilo que queremos, temos tendência para os corrigir, de os transformar, para que se aproximem mais da nossa imagem e semelhança, pois só assim acreditamos que é mais fácil ser feliz. Podemos iludirmo-nos durante algum tempo que conseguimos tais intentos, mas na verdade, não podemos mudar ninguém só para nos sentirmos felizes. Mais tarde ou mais cedo, os outros escapam-se das nossas teias e revelam a sua verdadeira essência, tal como são, e que o nós tanto teimamos em tapar, acaba sempre por vir à tona, pois é essa a sua realidade. Desse modo, vivemos uma felicidade iludida pelo nosso poder de transformar o outro, sendo através dele que nos sentimos validados e reforçados.

O desafio de hoje é que aceitemos mais os outros como eles são e lhes mostremos a nossa vulnerabilidade, tal como também somos. Para isso sugiro-te uma pequena meditação, com os olhos fechados, em que possas dizer: «Eu aceito-te por quem és, sem ter a tentação de te corrigir, mudar, ou transformar. Não permitirei que as nossas diferenças afetem a nossa relação e a minha paz de espírito, eu honro, respeito e aceito quem tu és e dou-te a liberdade de seres quem és». Nesse momento de introspeção, peço-te que penses numa ou mais pessoas que tenhas querido modificar nos últimos tempos só para te agradar, criticando os seus comportamentos, reprimindo a sua verdade pessoal, e depois de respirares profundamente três vezes, que libertes essa pessoa ou pessoas do teu jugo egóico, sentindo-te para amar e aceitar os outros como são e para seres responsável pela tua própria felicidade.

Desafio 10- Gargalhar

O tema da felicidade de hoje é a gargalhada, que permite libertar o stress, as tristezas, as frustrações, celebrar a vida, o bom humor e o lado bom da vida.

Quem me conhece sabe que, de um modo geral, tenho a gargalhada fácil, e que é um dos maiores prazeres que tenho na vida – rir a “bandeiras despregadas” ou “partir o coco a rir” até a barriga doer e as lágrimas começarem a cair, não da dor, mas da alegria e da emoção que me liberta.

Neste sentido, soltar uma bela gargalhada pode ter efeitos catárticos, calmantes e de um enorme alívio, permitindo expulsar as más energias acumuladas, expandir o peito e oxigenar o cérebro. Trata-se de um remédio natural inspirador e contagiante que além do mais produz enormes benefícios mentais, físicos e emocionais. Ajuda por outro lado a produzir um enorme bem-estar e um maior desejo de viver, torna-se a sonoridade perfeita para exprimir um estado de felicidade.

Quem pratica ioga do riso, sabe que um dos truques é começar por provocar o riso, pois o cérebro não percebe que este está a ser forçado e liberta as mesmas substâncias de felicidade, como se o riso fosse espontâneo e natural.

Desta forma, o desafio que te trago hoje, embora te possa parecer um pouco estranho, caso não gostes muito de rir, é que rias à gargalhada pelo menos durante um minuto, vais ver que assim que engrenes no mecanismo do riso não vais querer parar tão rápido. Sugiro-te que te inspires em vários tipos de riso diferentes ou que vejas os pequenos filmes que aqui inseri, para que o riso possa ir crescendo dentro de ti.

O ideal é que vás integrando o ritual do riso no teu quotidiano, sobretudo nas alturas em que és assaltado por pensamentos e energias negativas, que te desgastam e impedem de desfrutar mais de um estado feliz e descontraído. Nessas alturas, tenta rir-te dessas situações e relativizar as mesmas, tornando-as o mais ridículas possíveis.

Bora lá rir?