Segredo 7 – «A maior força do nosso íman é o amor à nossa própria vida»

 

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Um dos maiores segredos do amor consiste em percebermos que não temos de procurar o amor fora de nós, porque o amor já existe dentro de nós. Como o defende Rudieger Shache «a nossa única missão consiste em afastarmo-nos cada vez mais daquilo que não é amor. O resto acontece pura e simplesmente».

Assim em qualquer circunstância da nossa vida, sobretudo aquelas que não forem benéficas para nós, em que tenhamos dúvidas ou precisemos transformar alguma coisa devemos apenas perguntarmo-nos «o que faria o amor»? Faria isto que nos está a entristecer, a deixar dúvidas, a sentir culpa, ou pelo contrário demonstraria uma emoção plena e satisfatória? O amor magoaria? O amor trairia? O amor desrespeitaria? O amor trazer-nos-ia  sofrimento, angústia, anulação, toxicidade? Quanto mais nos questionarmos neste sentido, mais luz se fará ao fundo do túnel, «quanto mais deixarmos para trás o que não é carinhoso para nós, mais vamos encontrar e viver o que procuramos».

O segredo consiste em amar-nos a nós mesmos, embora não devamos sentir essa obrigação, porque o amor fluirá e sentir-nos-emos livres e soltos. Ao amar-nos a nós acima de qualquer coisa, não seremos egoístas mas privilegiaremos a verdadeira relação que podemos ter connosco próprios. Seremos livres para amar, não nos deixaremos magoar, não nos deixaremos influenciar por ideias alheias, saberemos o que queremos e saberemos lutar pelos nossos desejos. Também não sentiremos necessidade de julgar os outros, porque o amor incondicional que brota de nós aceita os outros como são. Quanto mais e melhor nos amarmos mais carregado o nosso íman fica de uma poderosa energia chamada amor e aos poucos começarás a ver acontecer algumas das seguintes mudanças  na tua vida:

«Muitos conflitos vão desaparecer ou resolver-se mais simplesmente, porque já não temos de reclamar ou trocar amor, reconhecimento ou apreciação.

Atraímos cada vez mais pessoas que se sentem bem na nossa frequência.

Mantemos pessoas afastadas que não conseguem suportar que sejamos interiormente independentes e livres.

Censuramos menos os outros, porque nos censuramos menos a nós próprios.

Irradiamos confiança, porque confiamos em nós próprios. Os outros irão alterar positivamente o seu comportamento perante nós.

Diminuímos as ações automáticas e as contra reações entre as pessoas que lidam connosco.

Podemos reagir a outros, mas já não teremos de o fazer. (…) »

Citações de «O segredo do Amor», de Ruediger Schache

Segredo 6 -«As pessoas perto de nós raramente se comportam como nós queremos, mas muitas vezes como nós receamos»

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Este segredo é aquilo que Rudieger Schache  denominou de Profecia Auto-Realizável. Trata-se de uma lei da natureza que atrai o que pensamos, pelo que, se estamos com uma pessoa e pensamos mal dela ou esperamos o pior dela, o normal é que atraiamos o que pensamos, nem que seja pelas nossas expressões, pelas nossas atitudes e comportamentos que despoletem no outro precisamente a reação que tanto receamos. Como o nosso íman do amor é autêntico, ele irradia os nossos sentimentos e pensamentos, por isso «quando pensamos em algo e sentimos o contrário dentro de nós, irá acontecer, em última instância o que sentimos.»* É por este motivo que os nossos medos atraem verdadeiramente o que tentamos evitar, pelo que se recearmos mentiras e traições numa relação é exatamente isso que poderemos atrair em  relacionamentos sucessivos, pois os nossos medos funcionam como poderosos catalisadores energéticos.

Com a revelação deste segredo, não se pretende que se escondam os medos debaixo do tapete ou se fechem num armário a sete chaves, bem pelo contrário pressupõe que se faça um trabalho profundo de autoconhecimento, se entendam as suas origens, os seus porquês, se perdoem as situações vividas anteriormente e as pessoas nelas implicadas e se libertem as experiências traumáticas e negativas do passado.

Nesta perspetiva, é necessário substituir as velhas crenças e recordações sobre o que tememos e mudarmos o nosso paradigma, questionando-nos sobre o que sentiríamos se os medos não existissem, podendo ser libertados através de meditações, visualizações, ou outras formas de mentalização até os sentirmos a diluírem-se dentro de nós.

* In: «O segredo do Amor», de Ruediger Schache

Segredo 5 – «Cada vez que sentimos um símbolo no nosso íman temos na nossa mão uma chave mágica»

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Depois de alguns dias de ausência retomo os maravilhosos segredos do amor anunciados na obra de Ruediger Shache.

O quinto segredo fala-nos no poder dos símbolos associados a situações quotidianas, a rituais, algo que pelo seu poder nos pode elevar e fazer aumentar a nossa fé ou bem pelo contrário bloquear e impedir que avancemos no nosso caminho. Nesse sentido, o símbolo pode ser positivo ou negativo e enquanto acreditarmos nele vamos esbarrar-nos várias vezes com ele nos nossos relacionamentos, criando-nos situações semelhantes.

Neste sentido, os símbolos neste contexto funcionam como âncoras, como se refere na Programação Neuro-Linguística, podem estar associados a experiências felizes e prazerosas, ou a momentos que nos recordam situações menos felizes e turbulentas nas nossas vidas. Por isso, é importante que se identifiquem os símbolos que nos evocam momentos desagradáveis e que se trabalhe o seu poder, caso contrário, ao mínimo sinal deles aparecerem num contexto relacional, pode ser o principio do fim, pois na verdade os símbolos funcionam como uma linguagem que não têm a mesma mensagem e significado para todos, os meus símbolos podem não ser os mesmos que os dos outros e a forma como eu os entendo também não será igual. Assim, é muito fácil que se gere algum desentendimento quando eu associo um símbolo a uma determinada situação e a outra pessoa com quem me relaciono não faz a mínima ideia do que isso pode significar.

Este segredo revela-nos que podemos ser condicionados pelos símbolos que programam os nossos ímans, que podem ser objetos simbólicos, convenções, ideias preconcebidas, pensamentos e padrões que reproduzimos porque estamos convictos da sua veracidade, inspirados pela família, pela sociedade, pelos media, pelos filmes que vemos.
Para exemplificar como o poder dos símbolos pode ser perigoso, o  autor relata a história de Kathy, uma mulher de 37 anos que já tinha tido três longos relacionamentos, mas que se sentia sempre rejeitada e usada de cada vez que as relações terminavam. Um dos símbolos que ela abominava e constantemente a perseguia era o facto de os seus companheiros todos lerem o jornal ao pequeno almoço, o que ela sentia como uma falta de respeito e de atenção para com ela. Foi preciso trabalhar muito essa situação e esse símbolo para que tal não a viesse a incomodar em futuras ligações, pois a questão negativa era dela, vinha da sua infância e era necessário ultrapassar. Caso não tivesse tido consciência disso, ela iria continuar a ter toda a vida companheiros que o fizessem e ela sentir-se-ia magoada e rejeitada e isso não teria solução.

Uma das sugestões do autor perante os nossos objetos simbólicos é que paremos um pouco para pensarmos neles e que os vejamos com outros olhos, que analisemos a sua função, o seu material, façamos usos dos nossos sentidos para os explorar e que tentemos tirar-lhe o significado que lhe damos, desmistificar o que nos faz sentir.

Se por acaso, o objeto simbólico estiver associado a relacionamentos anteriores e nos sentirmos presos a eles, o melhor que tem a ser feito, é que nos libertemos deles, pois essa posse energética impede-nos de avançar no amor.

Essencialmente o que este segredo nos diz é que tomemos consciência dos nossos símbolos, no que projetamos nos outros, sem que eles o entendam, e que nos livremos deles, seja um pensamento, uma crença, ou tão somente um objeto. Podemos sempre «inventar conscientemente novos símbolos para nós próprios e relaciona-los com sentimentos que queremos ter no nosso íman. Nessas alturas os símbolos ajudam-nos a recordar o que queremos sentir».

In: «O segredo do Amor», de Ruediger Schache

Segredo 4 – “A fonte de tudo está no nosso íman. A fonte é o que sentimos”

 

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Este segredo, tal como o anterior referente ao autoconhecimento, é dos mais importantes de todos, pois tem a ver com a fonte de amor que brota em nós e que deve ser constantemente alimentada por nós, com bons sentimentos e muita compreensão, para que se mantenha ativa e não seque com amargura e ressentimento.

O amor entre duas pessoas só poderá manter-se se cada uma delas procurar o amor dentro delas próprias, pois como se pode amar alguém se não nos amarmos a nós em primeiro lugar.

Como o refere Ruediger Schache, no livro «O Segredo do Amor»,« ninguém nos poderá dar uma sensação. Só se pode despertar uma sensação dentro de nós. (…) Se reconhecermos que as nossas sensações pertenceram sempre a nós próprios, que não existe uma única sensação que outra pessoa nos possa dar ou tirar, seremos livres. Daremos menos poder aos outros e retirar-lhe-emos o peso da responsabilidade pelo nosso bem estar».

Nesse sentido, só poderás encontrar o amor no teu caminho se tu próprio (a) fores uma fonte de amor. É talvez por este motivo que a maior parte dos relacionamentos acabam por não dar certo, porque as pessoas tentam colmatar as suas lacunas e os seus vazios com o amor dos seus parceiros, esperando encontrar neles o amor que não sentem por eles mesmos. Em nome desse famigerado amor que não passa de uma projeção, de uma ilusão vã acabam por perder a integridade e o autor-respeito, atraindo mais desamor, tristeza e maior vazio emocional. Se nos amarmos verdadeiramente, mais facilmente emitimos uma frequência que atrairá alguém em condições semelhantes, com equilíbrio e sintonia.

O truque para que a nossa fonte esteja sempre a jorrar passa muito por nos mimarmos, nos cuidarmos, nos respeitarmos, aceitarmos e perdoarmos os nossos erros. Quanto mais harmonizados nos sentirmos, melhores efeitos produziremos nos outros.

Desafio para praticar este segredo:

«Tentemos sentir o que acontece connosco se imaginarmos que nos podemos dar a nós próprios aquilo que até agora temos esperado de outras pessoas».

Segredo 3 -«A nossa lucidez atrai, por entre o caos de inúmeras possibilidades, precisamente as pessoas e os acontecimentos que combinam connosco».

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O terceiro segredo do amor apontado por Ruedier Schache apela-nos à lucidez dos nossos desejos, implicando que dediquemos tempo ao nosso autoconhecimento e que saibamos responder a certas questões, como «quem sou eu», «o que eu quero», «para onde quer o ir», «o que quero viver», «quem quero conhecer», «quais os meus valores», «o que é importante para mim». Estas questões quando bem interiorizadas apontam-te caminhos, direções que podes ir explorando até chegares às tuas próprias conclusões e definires as tuas preferências e prioridades.

Neste aspeto, este segredo é talvez um dos mais importantes, pois se não te conheceres e souberes bem o que queres e o que estás a fim de viver, qualquer pessoa te poderá servir, e quem não sabe o que quer acaba vivendo situações que não são as melhores. Por isso não basta ter um desejo vago, há que especificar bem o que se pretende. «O melhor que podemos fazer por nós é termos uma ideia clara para a nossa vida e sentirmos que estamos no caminho para um futuro perfeito».

Se estás à procura de um companheiro (a), a tua lucidez pode ajudar-te , por exemplo, a fazeres uma lista com todos os atributos da pessoa que pretendes atrair, desde os físicos, aos psicológicos, à personalidade e estilo de vida e o que pretendes da relação. Quanto mais especificares o que pretendes mais indicações estás a dar ao universo sobre o parceiro que queres atrair. Lembra-te, que tens de ser muito claro (a) nos teus desejos, pois se fores vago (a), o mais certo é que o que encontres não corresponda bem ao que queres.

Nesta fase, é importante que dissolvas bloqueios, reforces os pensamentos positivos e definas o tipo de relacionamento que queres ter.

A primeira força determinante para a atração do que tu pretendes realizar é a intenção em vez do desejo. Não basta dizeres ao universo que queres ter um relacionamento, tens de sentir que decidiste ter um, pois isso acelera o processo. E quando assim for, não precisas espalhar aos quatro ventos sobre os teus desejos, apenas sobre as tuas decisões.

A segunda força dominante consiste em sentires o caminho que tens a percorrer em vez de te focares unicamente no objetivo. Deste modo libertas-te das angústias das obrigações e concentras-te apenas nas sensações e sentimentos que queres vir a ter.

A terceira força dominante consiste em sentires a felicidade que tal desejo te proporcionará, em vez de te concentrares na sua importância.

Uma vez lucido (a) e concentrado (a) no que queres de um relacionamento e o que ele te poderá proporcionar, tens a base fundamental para seguires viagem e encontrares uma pessoa feita à tua medida.

Segredo 2 – “O que atraímos espelha o que está contido no nosso íman para nos podermos orientar mais claramente”

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Atraímos para nós parte daquilo que somos, daí que as pessoas e acontecimentos que surjam na nossa vida possam refletir semelhanças e pontos em comum, como se fosse um efeito de espelho. Porém, o espelho não reflete apenas o que somos, pode revelar muito mais do que isso, pois como já foi referido no post anterior o nosso íman nem sempre é completamente consciente. Nesse âmbito, podemos atrair «o que é semelhante, o oposto, o que foi rejeitado ou um “milagre”».

Quando atraímos o nosso oposto isso pode revelar-se um verdadeiro desafio, ajudando-nos a crescer emocionalmente ou levar-nos a um desgaste constante, tudo depende da forma como se vive esse amor e como queremos evoluir na relação.

Também nos podemos aperceber que estamos a atrair sempre o mesmo padrão, o mesmo tipo de pessoas com as mesmas caraterísticas, por vezes até aspetos que nem toleramos ou aceitamos, atraindo deste modo o que rejeitamos em nós e nos outros, «porque isso desencadeia sentimentos e representações fortes dentro de nós», podendo constituir o conteúdo do nosso íman.

O caminho sugerido por Ruediger Schache para mudar o nosso íman consiste em observarmos as situações que atraímos, sem controlarmos nada; compreendermos o porquê das coisas estarem a suceder-se, analisarmos os nossos pensamentos; aceitarmos o que estamos a atrair e estarmos dispostos a aprender com isso; e por fim decidir o que queremos e calar os pensamentos sabotadores, substituindo-os por pensamentos que melhorem o que pretendemos atrair.

Mas, o efeito espelho pode atrair também verdadeiros milagres, sobretudo quando entregamos ao universo os nossos desejos, e desistimos de forçar seja o que for. É nessas alturas em que paramos de insistir, que nos libertamos de uma pessoa, uma ideia, uma situação, sem esperar nada, que pode surgir o inesperado e assistirmos a milagres.

«Este sentimento é designado de “entrega”. Fizemos tudo o que era humanamente possível e depois largamo-lo. Não desistimos. Apenas o largamos. Com amor, não com rancor. Reconhecemos os nossos limites e sentimos, onde começava algo mais elevado, que não era influenciado nem pela nossa vontade, nem pelos nossos actos».

O livro do «Segredo do Amor» de Rudiger Schache é neste sentido verdadeiramente inspirador, abrindo-nos novas perspetivas sobre os caminhos do amor e dos relacionamentos.

Segredo 1 – “Qualquer pessoa que procure aproximar-se de si está a ser atraída por algo contido no seu íman”

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Nos próximos dias iremos conhecer os 10 segredos do amor propostos por Ruediger Schache, e hoje começamos com o poder da atração.

Diariamente oiço pessoas queixarem-se, sobretudo mulheres, dos seus relacionamentos amorosos interrogando-se sobre o que fizeram de mal para merecer a pessoa com quem partilham a vida, pois não merecem serem mal amadas, nem mal tratadas. A questão é que muitas vezes este é um processo que se repete ao longo da vida sem se perceber bem o porquê, desconhecendo-se que é a nossa energia que atrai determinadas pessoas para as nossas vidas. Como se trata de um processo maioritariamente inconsciente, nem sempre é fácil compreender os porquês de certas ligações e a forma como nos conectamos uns aos outros. Quantas vezes não te perguntaste já como foi que, com tantos milhões de pessoas no mundo, te foste embeiçar logo pelo Joaquim, pelo Francisco, pelo João ou pela Maria?

Terá sido fortuito esse encontro? Ou terás sido tu que atraíste essa pessoa até ti? Na verdade, o íman vibratório que possuímos trabalha de modo praticamente inconsciente, funcionando como se possuísse um plano secreto que escapa ao nosso entendimento, daí que, «o que sentimos e como nos sentimos determina a nossa frequência e atrai as pessoas que procuram precisamente o mesmo. Ainda que por motivos diferentes.»

Neste sentido, é preciso compreender o estado da nossa frequência, o que estamos a transmitir aos outros através dos nossos pensamentos, pois mesmo que nada se diga, estamos a passar mensagens energéticas a quem nos rodeia.

Se este assunto te interessa e queres conhecer melhor o segredo 1 desta obra, peço-te que pares um pouco e reflitas sobre o que tua frequência está a emitir. Será amor? Será carência? Será autoconfiança? Será sensualidade? Para emitires algo aos outros tudo passa pelo teu interruptor interno que podes colocar on ou off. Se queres passar uma mensagem de mulher atraente, terás de te sentir sensual e atraente, caso contrário essa vibração nunca chegará a ninguém. O interruptor do teu estado funciona assim como um ativador do que queres emitir. Para teres controlo sobre ele, só tens de perceber qual é a sintonia em que estás e controlares os teus pensamentos. O segredo consiste em sentires que pretendes e conheceres-te bem.

Para aplicares melhor os efeitos deste segredo, convido-te a refletires sobres os teus relacionamentos do passado. Existe alguns aspetos comuns entre as pessoas que atraíste? Detetas padrões semelhantes?

De que modo podes alterar e programar o teu interruptor interno para emitires a vibração que desejas transmitir?

«O Segredo do Amor » de Ruedier Schache

 

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Partilho convosco uma das minhas últimas leituras, «O Segredo do Amor», de Ruedier Schach. Este livro pelo seu conteúdo interessante e revelador destina-se a todos aqueles, homens e mulheres, que não tenham uma vida amorosa satisfatória e pretendam compreender de que modo poderão encontrar  um (a) companheiro (a) ideal, e serem felizes no amor.

Ao longo da obra vão sendo revelados 10 segredos que nos evidenciam que as pessoas que podem surgir na nossa vida amorosa não aparecem por acaso. Baseando-se na célebre Lei da atração, Rudier Schache demonstra-nos que somos nós que atraímos essas pessoas para a nossa vida, com as nossas crenças limitadoras, os nossos pensamentos negativos, as nossas resistências interiores, os nossos medos e bloqueios.

Nesse aspeto, o autor defende que todos possuímos um íman magnético que atrai determinado tipo de pessoas e não outras, consoante o tipo de energia que emanamos, pois segundo o autor, não se encontram pessoas apenas pelos sentimentos amorosos que se estabelecem, há todo um conjunto de energias vibratórias subtis que nem nos apercebemos. Neste sentido «não atraímos automaticamente as pessoas que são compatíveis connosco, mas aquelas que precisam daquilo que emitimos». Se estás carente e precisas desesperadamente de um relacionamento para escapares da solidão, o que te estás a habilitar a encontrar a encontrar é alguém que esteja precisamente na mesma sintonia, porque tudo funciona como um espelho que vai atrair o que está contido no nosso íman.

Neste sentido, é importante conhecermo-nos bem, sabermos que padrões estamos constantemente a atrair na nossa vida, que pensamentos poderemos estar a ter que nos impeçam de atrair pessoas que nos valorizem e acrescentem, devendo cuidar bem do nosso íman de atração, limpá-lo de todo o lixo que carregamos connosco e alimentar pensamentos positivos e saudáveis. Outros segredos igualmente importantes passam por nos amarmos mais, sermos a nossa própria fonte interna de amor, por reconhecermos os nossos medos e não nos fazermos reféns dos mesmos, nem profetas das realidades que não pretendemos na nossa vida.

Estes são alguns dos alertas que o autor faz ao longo do livro para que o amor seja vivido com maior autenticidade e qualidade, um segredo bem guardado que convém desvendar da primeira à última página.

Como senti ao ler o livro que alguns destes conhecimentos deviam ser acessíveis a muita gente, para que os possam aplicar e assim encontrar o verdadeiro amor, ou pelo menos um amor construtivo e saudável, resolvi que os próximos posts poderão ser dedicados a alguns dos temas apresentados nesta obra, pois merecem um pouco de reflexão e de interiorização dos conhecimentos.

Quando devemos parar de ler livros e de investir em formações sobre Desenvolvimento pessoal?

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Tenho escrito neste blogue e na minha página do facebook – Mad About Dreams, inúmeras vezes sobre as vantagens de investirmos no nosso Desenvolvimento Pessoal, de fazermos formações, assistirmos a palestras e workshops ou webinários online, ler livros sobre temas que se relacionem com o que queremos aperfeiçoar e melhorar em nós. Ora, esse processo é algo que se pretende benéfico, com resultados saudáveis e visíveis, que nos ajude a transformar e a perceber novas formas de entender o mundo, novas perspetivas de vida, que poderão resultar numa mudança de atitudes, numa alteração de padrões repetidos e em tomadas de consciência sobre os nossos comportamentos.

Na verdade, eu costumo dizer que quando se começa neste percurso, o difícil é parar porque de um livro passa-se a outro, de uma referência passa-se à pesquisa na internet, toma-se contacto com outras pessoas que estão a trabalhar na área e o novelo vai crescendo consoante o nosso interesse e motivação.

Eu própria nunca gostei tanto de ir a livrarias como agora a perceber o valor que cada livro pode trazer à minha vida e o modo como pode contribuir para o meu conhecimento enquanto pessoa e enquanto life coach.

Contudo, este novelo pode tornar-se assombroso e assustador, quando passamos a ter um comportamento compulsivo a comprar livros de Desenvolvimento Pessoal, que nem chegamos a terminar de ler e a fazer múltiplas formações sobre o tema, que já nem sabemos muito bem para quê, começando a dar um nó no cérebro com o excesso de informação, de teorias e perspetivas e de complexidade de abordagens. Recomendo que quando chegarem a esse ponto parem de o fazer, pelo menos por uns tempos, porque isso já não vos está a trazer benefício, já  não se traduz num aumento de conhecimento, pois não existe reflexão sobre o que foi aprendido, não se processa a informação sobre o conteúdo dos livros ou da formação e o cérebro deixa de reter as ideias principais das obras. Nessa altura, está tudo uma enorme trapalhada nessas cabeças…

Quando perceberem que estão a entrar nessa situação limite e que já não estão a retirar desses ensinamentos novas aprendizagens, sugiro que façam uma pausa nesse tipo de leituras e formações, e que de cada vez que quiserem comprar um livro ou se inscreverem num curso, pensem no modo como podem aplicar esses conhecimentos na vossa realidade. Para que vos serve, para que vos é útil. Escrevam sobre o que aprenderam, apliquem os exercícios, valorizem-se e façam valer essa experiência, pois com a oferta massiva que vamos tendo nesta área é muito fácil termos uma overdose de tanta informação, e correr o risco de ter um esgotamento, além de gastar muito dinheiro em vão.

Se estiver a viver este filme, tal como o sugere Miachael Neil, na obra “Super Coach”

  «1. arranje maneira de tirar uma semana de férias de trabalhar em si mesmo. Não se tente mudar, melhorar ou corrigir- limite-se a viver com o seu trabalho , os seus passatempos que lhe são queridos.

  1. Se não consegue forçar-se a tirar a semana inteira, fique-se por uns dias.
  2. Se não consegue tirar uns dias, fique-se apenas por um.
  3. Se não consegue sequer passar um dia sem passar verniz sobre o seu diamante, repita o ponto um».