Quando devemos parar de ler livros e de investir em formações sobre Desenvolvimento pessoal?

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Tenho escrito neste blogue e na minha página do facebook – Mad About Dreams, inúmeras vezes sobre as vantagens de investirmos no nosso Desenvolvimento Pessoal, de fazermos formações, assistirmos a palestras e workshops ou webinários online, ler livros sobre temas que se relacionem com o que queremos aperfeiçoar e melhorar em nós. Ora, esse processo é algo que se pretende benéfico, com resultados saudáveis e visíveis, que nos ajude a transformar e a perceber novas formas de entender o mundo, novas perspetivas de vida, que poderão resultar numa mudança de atitudes, numa alteração de padrões repetidos e em tomadas de consciência sobre os nossos comportamentos.

Na verdade, eu costumo dizer que quando se começa neste percurso, o difícil é parar porque de um livro passa-se a outro, de uma referência passa-se à pesquisa na internet, toma-se contacto com outras pessoas que estão a trabalhar na área e o novelo vai crescendo consoante o nosso interesse e motivação.

Eu própria nunca gostei tanto de ir a livrarias como agora a perceber o valor que cada livro pode trazer à minha vida e o modo como pode contribuir para o meu conhecimento enquanto pessoa e enquanto life coach.

Contudo, este novelo pode tornar-se assombroso e assustador, quando passamos a ter um comportamento compulsivo a comprar livros de Desenvolvimento Pessoal, que nem chegamos a terminar de ler e a fazer múltiplas formações sobre o tema, que já nem sabemos muito bem para quê, começando a dar um nó no cérebro com o excesso de informação, de teorias e perspetivas e de complexidade de abordagens. Recomendo que quando chegarem a esse ponto parem de o fazer, pelo menos por uns tempos, porque isso já não vos está a trazer benefício, já  não se traduz num aumento de conhecimento, pois não existe reflexão sobre o que foi aprendido, não se processa a informação sobre o conteúdo dos livros ou da formação e o cérebro deixa de reter as ideias principais das obras. Nessa altura, está tudo uma enorme trapalhada nessas cabeças…

Quando perceberem que estão a entrar nessa situação limite e que já não estão a retirar desses ensinamentos novas aprendizagens, sugiro que façam uma pausa nesse tipo de leituras e formações, e que de cada vez que quiserem comprar um livro ou se inscreverem num curso, pensem no modo como podem aplicar esses conhecimentos na vossa realidade. Para que vos serve, para que vos é útil. Escrevam sobre o que aprenderam, apliquem os exercícios, valorizem-se e façam valer essa experiência, pois com a oferta massiva que vamos tendo nesta área é muito fácil termos uma overdose de tanta informação, e correr o risco de ter um esgotamento, além de gastar muito dinheiro em vão.

Se estiver a viver este filme, tal como o sugere Miachael Neil, na obra “Super Coach”

  «1. arranje maneira de tirar uma semana de férias de trabalhar em si mesmo. Não se tente mudar, melhorar ou corrigir- limite-se a viver com o seu trabalho , os seus passatempos que lhe são queridos.

  1. Se não consegue forçar-se a tirar a semana inteira, fique-se por uns dias.
  2. Se não consegue tirar uns dias, fique-se apenas por um.
  3. Se não consegue sequer passar um dia sem passar verniz sobre o seu diamante, repita o ponto um».
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