Segredo 5 – «Cada vez que sentimos um símbolo no nosso íman temos na nossa mão uma chave mágica»

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Depois de alguns dias de ausência retomo os maravilhosos segredos do amor anunciados na obra de Ruediger Shache.

O quinto segredo fala-nos no poder dos símbolos associados a situações quotidianas, a rituais, algo que pelo seu poder nos pode elevar e fazer aumentar a nossa fé ou bem pelo contrário bloquear e impedir que avancemos no nosso caminho. Nesse sentido, o símbolo pode ser positivo ou negativo e enquanto acreditarmos nele vamos esbarrar-nos várias vezes com ele nos nossos relacionamentos, criando-nos situações semelhantes.

Neste sentido, os símbolos neste contexto funcionam como âncoras, como se refere na Programação Neuro-Linguística, podem estar associados a experiências felizes e prazerosas, ou a momentos que nos recordam situações menos felizes e turbulentas nas nossas vidas. Por isso, é importante que se identifiquem os símbolos que nos evocam momentos desagradáveis e que se trabalhe o seu poder, caso contrário, ao mínimo sinal deles aparecerem num contexto relacional, pode ser o principio do fim, pois na verdade os símbolos funcionam como uma linguagem que não têm a mesma mensagem e significado para todos, os meus símbolos podem não ser os mesmos que os dos outros e a forma como eu os entendo também não será igual. Assim, é muito fácil que se gere algum desentendimento quando eu associo um símbolo a uma determinada situação e a outra pessoa com quem me relaciono não faz a mínima ideia do que isso pode significar.

Este segredo revela-nos que podemos ser condicionados pelos símbolos que programam os nossos ímans, que podem ser objetos simbólicos, convenções, ideias preconcebidas, pensamentos e padrões que reproduzimos porque estamos convictos da sua veracidade, inspirados pela família, pela sociedade, pelos media, pelos filmes que vemos.
Para exemplificar como o poder dos símbolos pode ser perigoso, o  autor relata a história de Kathy, uma mulher de 37 anos que já tinha tido três longos relacionamentos, mas que se sentia sempre rejeitada e usada de cada vez que as relações terminavam. Um dos símbolos que ela abominava e constantemente a perseguia era o facto de os seus companheiros todos lerem o jornal ao pequeno almoço, o que ela sentia como uma falta de respeito e de atenção para com ela. Foi preciso trabalhar muito essa situação e esse símbolo para que tal não a viesse a incomodar em futuras ligações, pois a questão negativa era dela, vinha da sua infância e era necessário ultrapassar. Caso não tivesse tido consciência disso, ela iria continuar a ter toda a vida companheiros que o fizessem e ela sentir-se-ia magoada e rejeitada e isso não teria solução.

Uma das sugestões do autor perante os nossos objetos simbólicos é que paremos um pouco para pensarmos neles e que os vejamos com outros olhos, que analisemos a sua função, o seu material, façamos usos dos nossos sentidos para os explorar e que tentemos tirar-lhe o significado que lhe damos, desmistificar o que nos faz sentir.

Se por acaso, o objeto simbólico estiver associado a relacionamentos anteriores e nos sentirmos presos a eles, o melhor que tem a ser feito, é que nos libertemos deles, pois essa posse energética impede-nos de avançar no amor.

Essencialmente o que este segredo nos diz é que tomemos consciência dos nossos símbolos, no que projetamos nos outros, sem que eles o entendam, e que nos livremos deles, seja um pensamento, uma crença, ou tão somente um objeto. Podemos sempre «inventar conscientemente novos símbolos para nós próprios e relaciona-los com sentimentos que queremos ter no nosso íman. Nessas alturas os símbolos ajudam-nos a recordar o que queremos sentir».

In: «O segredo do Amor», de Ruediger Schache

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