Acreditar até ao fim…

O futebol não é tudo na vida, os nossos problemas continuarão a ser os mesmos de sempre, poderão dizer alguns, mas a verdade é que não se pode descurar o fenómeno gerado em torno da vitória de Portugal no Euro 2016, contra a França. Ninguém pode negar a garra revelada por uma equipa que foi mentalizada para ganhar, o entusiasmo de um povo, que habitualmente vive conformado e apagado. Esta vitória devolve a autoestima ao povo português e a capacidade de acreditar nos sonhos e nos impossíveis, pois como dizia Mandela: «Tudo é considerado impossível até acontecer».

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Por outro lado o dia de ontem veio reforçar-me a crença no pensamento positivo, a forma como podemos controlar a nossa mente e introduzir-lhe emoções e pensamentos fortes e impulsionadores através da visualização. Fiz um exercício destes à hora do almoço num workshop de imagens mentais, e depois de sentir no meu corpo a emoção de visualizar o Ronaldo com a taça, eu sabia que o resultado não poderia ser outro. Se usarmos o poder da mente para coisas positivas, estamos a desbravar maravilhosos caminhos para a realização de sonhos….! Tu podes, tu consegues, tu és capaz…quando acreditas!

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Retiro dos Sentidos: Transformação na Prática

No último fim de semana de 1 e 3 de julho participei numa experiência que pelo seu impacto gostaria aqui de sublinhar e refletir, falo mais concretamente do Retiro dos Sentidos, facilitado pela Cidália Godinho.

No início do ano, na minha bucket list, já figurava o desejo de participar num encontro deste género, que versasse sobre temas de desenvolvimento pessoal, por isso quando vi anunciado este retiro na Arrábida, eu soube instantaneamente que aquele seria o mais indicado para mim, não só porque abordaria temas relacionados com o coaching, mas também integraria uma dimensão espiritual, através da prática do reiki, o que me fez de imediato sentido, porque apesar de ser reikiana, sentia necessidade de me reaproximar dessa energia que andava a ser um pouco descurada por mim nos últimos tempos.

Assim, decidi participar e levei comigo apenas o desejo de estar presente e o querer desfrutar da experiência, não tendo expectativas elevadas, o que é sempre bom nestas coisas para que se possa absorver melhor os aspetos positivos. A única coisa que sabia é que queria desligar um pouco da realidade, carregar as baterias, refletir, fazer os meus balanços e cortar com as rotinas e os hábitos quotidianos, lançando-me na aventura de estar entre gente desconhecida com o intuito de aprender, de me descobrir e de partilhar.

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Neste sentido, foram dois dias em que foi possível fazer uma viagem pelos sentidos, descobrir os sons, os cheiros e os tons da natureza, olhar bem fundo nos olhos dos nossos companheiros de grupo, perscrutar a sua alma, sorrir com o espírito e sentir a leveza tomar conta de nós. Caminhou-se pela serra logo após o nascer do sol, descobriu-se uma paisagem sublime, carregada pela magia inebriante da manhã, sentiu-se o silêncio interior. Caminhou-se sem ver ao por do sol, numa praia já sem gente, e aprendeu-se a confiar na voz de quem nos guiava o percurso.

Identificámos os nossos maiores medos, que expulsámos num movimento de catarse e de libertação, que ecoaram pelos ares da serra, numa explosão de emoções e de limpeza da alma, alicerçámos a coesão do grupo, o espírito de partilha e de confiança plena. Em apenas dois dias e uma noite, pareceu que vivemos muitos dias e muitas horas, pois sempre em conjunto as dinâmicas intensificam-se, incrementando a cumplicidade que se construía entre nós em cada exercício que vivenciávamos. Aos poucos todos íamos crescendo, mostrando facetas reveladoras da nossa personalidade, desabrochando a cada instante, sabíamos que estávamos todos ali para nos expandirmos e aumentar a nossa autoconsciência, para viver as emoções e libertar o que nos amarrava. Na verdade, o espírito de camaradagem permitiu que tudo o que era experimentado se tornasse num processo coletivo, levando a que a transformação se gerasse não apenas no interior de cada um de nós, refletindo-se na própria dinâmica dos presentes.

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No fim, aquelas pessoas ali reunidas, não eram as mesmas que tinham chegado, levavam um sorriso no semblante, carregavam menos fardos, menos limitações, mais objetivos rumo aos sonhos que estabeleceram como prioritários no momento atual da sua vida.

Em baixo deixo o meu testemunho:

Para mais informações sobre retiros contactar:

Cidália Godinho

email: retirodossentidos@gmail.com