Ho’oponopono

Hoje gostava de te falar no Ho’oponopono. Fiz a semana passada um workshop online com a Maria Silvia P. Orlovas e fiquei fascinada com o poder desta técnica de transformação pessoal e de relacionamentos, oriunda do Hawai, que é tão profunda, e ao mesmo tempo tão simples. Trata-se de uma oração de perdão, que te permite com o uso destas quatro frases, «Perdoa-me, sinto muito, amo-te, sou grata (o)» a vibração de libertação e perdão. As frases não têm de ser ditas com esta ordem, existindo variantes para o «sou grata» ou «obrigada». O que importa é que a repetição destas frases seja sentida e que sejam centradas em alguma situação específica da tua vida, que tu sentes que está a bloquear-te neste preciso momento e te está a fazer sentir muita dor. Pode servir para te perdoares a ti mesmo ou te aceitares, ou a alguém próximo, um relacionamento que não deu certo, algo que sintas que precisas curar dentro de ti. A repetição das frases, atua como um mantra, e ao colocares a intenção pretendida estás automaticamente a sentir-te mais leve e conectado com o que pretendes sarar em ti e nos outros. Experimenta mais logo antes de deitar o poder destas maravilhosas palavras e sente-as!

14670842_537218916476929_8686576855497316875_n

 

A segurança nos relacionamentos

amor-playa

Muita gente sonha com um relacionamento seguro e estável, mas na verdade segundo Osho, no seu livro, «Intimidade: confiar em si próprio e no Outro», nenhum relacionamento pode ser seguro, porque se for absolutamente seguro perderá o seu encanto e atração. Nada é 100%  garantido, nem o maior dos amores pode jurar a pés juntos que se manterá junto daqui a alguns anos. O amor é uma construção, é imprevisível, é dinâmico pelo que não se pode aprisionar, tudo é possível de acontecer. É esse lado “inseguro” que o faz ser vivido com tamanha intensidade, porque do futuro nunca se sabe, apenas se sente no presente, se ama no presente. As projeções do amor no futuro não passam de ilusões nossas.

Nesse sentido, o futuro está sempre em aberto, é por isso que Osho afirma, com alguma graça, que «se quer um relacionamento muito seguro, terá de amar um morto; mas nesse caso não sentirá prazer nenhum». Vistas as coisas nesta perspetiva nenhum relacionamento deve ser muito seguro, deve saber-se conviver com o medo da perda, sem fazer disso uma obsessão, pois nada é certo nesta vida. Amar é arriscar, nunca se conhece o momento seguinte, por isso se deve amar com total entrega e intensidade, porque o que é hoje, amanhã poderá já não ser. Amar é perder o medo de perder, doar-se, aproveitar o momento presente, evitando remorsos tardios. Desta forma, o amor não é para os pouco audazes, para os medrosos, sendo uma arte para os corajosos e aventureiros que não temem colocar o coração a prémio. Amar é uma verdadeira libertação, embora haja aqueles que o evitam apelando às defesas e às armaduras que os impedem de reviver dramas e traumas antigos…escudando-se em relações efémeras e fugazes, mas que negam o amor, maldizendo-o. Como somos aquilo que pensamos e temos a capacidade de tornar as nossas profecias uma realidade, se negarmos o amor com medo de nos magoarmos, tudo o que atrairemos serão sem dúvida relacionamentos muito desagradáveis e atolados de negatividades. Por isso, correndo o risco de poder correr mal, o melhor é viver o sentimento do amor, e deixar que ele inunde de cor e felicidade as nossas vidas, acreditando no seu enorme potencial transformador. Segurança no amor? Só no cemitério, onde foram felizes para sempre.

«Não desperdice este momento a preocupar-se com o futuro, porque isso é suicida. Não dirija um único pensamento ao futuro, porque nada se pode fazer quanto a ele, e portanto é uma pura perda de energia. Ame esse homem e seja amado por ele.»

Citações da obra: «Intimidade: confiar em si próprio e no Outro»

O poder do silêncio

tantra_1.jpg

Continuando a explorar a obra de Osho «Intimidade: confiar em si próprio e no Outro», refletimos hoje sobre a importância do silêncio na relação connosco mesmos e com os outros.

É no silêncio que reconhecemos a nossa essência, que dialogamos com as camadas mais profundas do nosso ser, que descobrimos as respostas mais internas e autênticas. É nesse estado meditativo que nos conhecemos e descortinamos os sentidos mais misteriosos da vida quer através desse diálogo interno que estabelecemos connosco, quer através da nossa ligação ao divino, numa perspetiva mais etérea.

Também no amor, o silêncio é das formas de expressão mais importantes e autênticas, e não falo daquele silêncio que se impõe como um manto magoado, constrangedor, mas daquele que não precisa de palavras, expressando-se através do toque, de um olhar, de uma carícia, falando através dos sentidos e do coração que vibra na mesma sintonia. Porém, a verdade, é que nem sempre nos sentimos bem com este silêncio e tendemos a preencher os mudos momentos com palavras e ruído desnecessário para esconder desconfortos e sobretudo para mascarar sentimentos, que muitas vezes são já inexistentes.

«Você precisa da linguagem para se relacionar com as pessoas com quem não tem nenhum relacionamento de amor. Precisa da não – linguagem para pessoas com quem tem um relacionamento de amor. A pessoa deve tornar a ser inocente como uma criança e ficar em silêncio. Os gestos estarão presentes, por vezes, sorrisos e dar as mãos, outras vezes fica-se simplesmente calado, olhando nos olhos um do outro, sem fazer nada, contentando-se em ser. As presenças encontram-se e fundem-se e algo acontece que só você conhecerá. Só você, a quem isso aconteceu».

Citações da obra: «Intimidade: confiar em si próprio e no Outro»

Pura Gratidão!

Recebi este vídeo hoje por e-mail e não resisti em partilhá-lo aqui contigo. É de uma simplicidade, uma doçura, um encanto, que se torna verdadeiramente poderoso, poético e inspirador. Espero que te deixes contagiar pelo espírito de gratidão que dele emana e que invada o teu dia. Que as imagens do filme te motivem a ter esperança no dia de hoje, que é verdadeiramente único e especial.

Carpe Diem!

Confiança, Amor próprio e Intimidade

velhoscasalbeijo1

Para confiares nos outros tens primeiro que começar por confiar em ti próprio. Se não confiares em ti, como poderás confiar em terceiros? O mesmo se passa no amor, tudo passa primeiro pelo nosso amor-próprio, pois se não tivermos amor por nós, não poderemos nem amar nem permitir sermos amados. Seguindo a leitura do livro de Osho «Intimidade: Confiar em si próprio e no Outro» há uma citação que gostaria de destacar por nos revelar muito do que se passa nos relacionamentos atuais, em que há excesso de defesa e de receio da entrega e da vulnerabilidade:

 « Como poderá você amar uma pessoa que se condena a si própria? Essa pessoa não acreditará em si. Se ela não se ama como pode você amá-la? Suspeitará de que se trata de uma brincadeira, de um embuste, de uma rasteira. Suspeitará que você tenta enganá-la em nome do amor. Será muito cautelosa, vigilante, e essa suspeita envenenará o seu ser. Quando você ama uma pessoa que se detesta a si própria, está a tentar destruir o conceito que ela faz de si própria.»

Penso que nesta citação encontramos o paradigma de muitas das relações amorosas e dos seus problemas contemporâneos, pautados pelos desequilíbrios e pela desarmonia a longo prazo. Nenhuma energia amorosa resiste a este turbilhão de sentimentos, ao “desamor próprio” que vivemos, assistindo-se a relacionamentos cada vez mais autodestrutivos, efémeros e de fraca consistência. Amar o outro implica assim que eu me ame em primeiro lugar e não esperar que ele preencha o meu vazio emocional. O contrário pressupõe carência, egocentrismo, desespero, vitimização e descontrolo.

Para se tornar íntimo de alguém é preciso que confiemos em nós e no outro e que permitamos essa aproximação, sem medo, em total respeito e entrega incondicional. Intimidade é relacionarmo-nos com proximidade física e confiança, sem necessidade de fingimentos, de máscaras e de subterfúgios.

«Quando dois amantes são realmente francos um com o outro, quando não têm medo um do outro e não escondem nada um do outro …isso é intimidade. Quando eles podem dizer cada coisa e todas as coisas sem medo de que o outro fique ofendido ou magoado…» .

Mas se a intimidade é isto, será que cada um de nós está disponível para se deixar expor por completo, assumindo a sua própria vulnerabilidade? É por isso que, nem mesmo os amantes mais fervorosos costumam ser normalmente íntimos, porque a intimidade despe não apenas o corpo, mas a alma na sua essência, deixando «que o outro entre em si , o  veja como você próprio se vê; e deixar que o outro o veja a partir do seu interior.»

A intimidade é assim um bem raro e muito precioso,  sendo possível apenas entre pessoas que são corajosas e que não têm medo de se mostrarem e de se entregarem, sem recearem que o outro, com quem estão, possa explorar a seu favor esse capital de conhecimento tão profundo.

Citações da obra: «Intimidade: confiar em si próprio e no Outro», de Osho

Até que ponto te conheces?

quem-es-tu-2

Para mim o autoconhecimento tornou-se numa busca incessante, que me permite questionar quem sou, o que quero e trazer à consciência os porquês das atitudes e decisões que tomo. Segundo Osho, conhecermo-nos a nós mesmos só pode ocorrer em profunda solidão e eu  concordo com isso, pois só em silêncio e solidão tu te sentes e indagas os teus sentidos, buscas as tuas respostas. Geralmente confundimos o que somos com o que pensam e dizem sobre nós,  e é fácil engolirmos isso se não o soubermos ou tão pouco nos questionarmos. Se te dizem que és malicioso, que tens más intenções nas tuas atitudes, ainda que te possam estar a interpretar mal, há-de haver uma parte em ti que fica a sentir-se mal com o que te foi dito…mas na verdade só podes sentir, o que és.

Como refere Osho no seu livro «Intimidade: confiar em si próprio e no outro», «as pessoas vivem toda uma vida a acreditar no que os outros dizem, dependentes dos outros. É por isso que têm medo da opinião alheia (…) e como depende da opinião deles é obrigado a conformar-se constantemente com essas opiniões. Ora isso cria uma escravidão muito subtil».

Neste sentido, dentro desta escravatura, onde nos aprisionamos, dependemos sempre do que os outros dizem, do que vão pensar, do que vão julgar. Por isso, pergunta-te profundamente quem és, não o que fazes, não o que a tua mãe diz ou pensa de ti, o marido ou a esposa pensam, apenas o que sentes ser lá bem no teu íntimo, sem máscaras ou disfarces, mas com autenticidade e verdade.

Como saber então as respostas que sentimos? Através da voz interior que vive alojada ao nosso ser e que também pode ser traduzida por intuição, aquela que nunca nos falha, porque como é tão autêntica torna-se a mais evidente certeza que podemos ter. Para isso, não vale ouvir a voz dos outros, apenas a tua, sobretudo se estiveres em silêncio ou meditação, a sós contigo.

Osho desafia-nos a sentir e assumirmos as nossas emoções, as boas e as menos boas, sem disfarces. Se estivermos tristes, deixar a tristeza mostrar-se, se estivermos alegres o mesmo, para que sejamos sempre autênticos connosco e não permitirmos que a repressão emocional nos condicione. Faz parte da luz e da sombra esta dualidade do ser.

«(…) se não conseguir gritar e chorar a plenos pulmões também não conseguirá rir, porque rir é outra polaridade. As pessoas que conseguem rir também conseguem chorar, as pessoas que não conseguem chorar, não conseguem rir».

Por isso independentemente de tudo, das opiniões alheias, do teu estado emocional, do mundo ao teu redor, sê sempre tu próprio…só assim encontrarás a tua verdadeira Liberdade.

Tema do mês: “escavar bem fundo dentro de nós”

«Conhece-te a ti mesmo, torna-te consciente da tua ignorância e serás sábio»

Sócrates

IMG_20161005_165052.jpg

O tema que escolhi para refletirmos em conjunto durante o mês do outubro anda à volta das nossas raízes, do que nos faz ser de determinado modo e não de outro. Tal como as árvores que crescem presas na terra, nós vivemos presos às nossas raízes, às nossas crenças, aos nossos sistemas de pertença, à nossa cultura e educação, às experiências que vivemos, aos percursos que escolhemos. Tudo isso nos molda e nos torna únicos no mundo, sendo as nossas raízes algo que não podemos trocar com mais ninguém, porque são exclusivas do nosso eu. Por serem tão profundas, muitas vezes nem sabemos de onde vêm, escondem-se no subsolo da nossa memória e do nosso inconsciente, mas estão sempre lá, a influenciar as nossas atitudes e comportamentos, opiniões e valores. Na maior parte das vezes, nem damos por elas, nem as questionamos, simplesmente estão lá algures no mais profundo do nosso ser.

O que pretendo, ao explorar este tema, é sacudir a poeira que se aloja debaixo dos tapetes da nossa mente, arejá-la dos fantasmas que nela se alojam, das sombras que nos assustam, dos bichos papões que alimentamos no sotão do nosso inconsciente.

Por esse motivo, uma das minhas sugestões de leitura este mês é um livro fantástico, extremamente simples mas profundo, de autoria de Osho, «Intimidade: confiar em si próprio e no outro», que nos permite inquirir o modo como nos estamos a relacionar connosco mesmos e com os outros que nos rodeiam. Garanto que te deliciarás a ler as suas páginas de fio a pavio, bebendo as reflexões sábias deste mestre indiano, que nos levam a voltarmo-nos para dentro, no sentido de acrescentarmos mais reflexão sobre nós e as nossas emoções.

Ao longo da obra são abordados temas como o autoconhecimento, a autoconfiança, a autenticidade, a privacidade, a linguagem do silêncio, as sombras e os valores, a autoaceitação, a vulnerabilidade, a reciprocidade, entre outros aspetos. Inspirada por estes ensinamentos de Osho, os próximos posts serão dedicados à reflexão de alguns destes assuntos, procurando assim uma ligação mais próxima e consciente às nossas raízes.

Outubro chegou!

d540dff7d18fcde7517a739299e18420

Chegados a outubro, entramos na estação da queda da folha, dos dias mais curtos e menos iluminados e como tal é o momento adequado para fazer balanços de vida, de perceber se aproveitámos o verão como ambicionávamos, se nos sentimos felizes e realizados, plenos e em harmonia com o universo, ou se há ali aquela pedrinha no sapato que incomoda, aquele calcanhar de Aquiles que nos dá cabo do sistema.

Esta é a altura perfeita para refletirmos e pensarmos nas mudanças que precisamos impulsionar para melhorar os nossos dias, seja a nível profissional, se pretendermos mudar de emprego ou até quem sabe de carreira, seja a nível relacional com amigos ou relacionamentos desgastados, seja no plano do autoconhecimento, entre outros.

O primeiro passo é mesmo saber, o que é que eu preciso neste momento? O que é que é que eu preciso alavancar e priorizar? O que é que é que se eu conseguir realizar vai ter uma enorme repercussão positiva nas outras áreas da minha vida? Já te perguntaste o que te faz feliz? O que precisas de acionar para te sentires mais realizado? És feliz todos os dias, ou apenas nos dias de descanso? E mesmo nos dias em que supostamente não trabalhas, retiras algum tempo para o teu prazer pessoal ou afundas-te nos teus papéis sociais, rotinas e deveres? Há quanto tempo não tens um tempo só para ti, nem que seja 30 minutos por dia, vá lá 5 minutos antes de dormir…?

A minha sugestão para ti hoje é que faças o seguinte exercício, pegues numa folha em branco, dividida em 3 colunas e que escrevas na primeira tudo o que te faz feliz e te realiza, na segunda coluna que elenques tudo o que fazes normalmente no dia a dia, e por fim na terceira o que fazes nos teus dias de descanso. Tenta ver o que andas a fazer nos dias quotidianos e de descanso que influenciem a tua felicidade e quão próximo ou distante andas tu do que te faz sentir feliz.

Depois de analisado o teu exercício, o favor que te peço para a tua própria sanidade mental é que comeces a introduzir pequenas atividades que mencionaste na primeira coluna do teu exercício nos teus dias, para que não deixes passar demasiado tempo para seres feliz…se não for hoje, amanhã pode ser tarde de mais…Pensa nisso!

Bora ser feliz?

936148_500365926679772_147620040_n