Até que ponto te conheces?

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Para mim o autoconhecimento tornou-se numa busca incessante, que me permite questionar quem sou, o que quero e trazer à consciência os porquês das atitudes e decisões que tomo. Segundo Osho, conhecermo-nos a nós mesmos só pode ocorrer em profunda solidão e eu  concordo com isso, pois só em silêncio e solidão tu te sentes e indagas os teus sentidos, buscas as tuas respostas. Geralmente confundimos o que somos com o que pensam e dizem sobre nós,  e é fácil engolirmos isso se não o soubermos ou tão pouco nos questionarmos. Se te dizem que és malicioso, que tens más intenções nas tuas atitudes, ainda que te possam estar a interpretar mal, há-de haver uma parte em ti que fica a sentir-se mal com o que te foi dito…mas na verdade só podes sentir, o que és.

Como refere Osho no seu livro «Intimidade: confiar em si próprio e no outro», «as pessoas vivem toda uma vida a acreditar no que os outros dizem, dependentes dos outros. É por isso que têm medo da opinião alheia (…) e como depende da opinião deles é obrigado a conformar-se constantemente com essas opiniões. Ora isso cria uma escravidão muito subtil».

Neste sentido, dentro desta escravatura, onde nos aprisionamos, dependemos sempre do que os outros dizem, do que vão pensar, do que vão julgar. Por isso, pergunta-te profundamente quem és, não o que fazes, não o que a tua mãe diz ou pensa de ti, o marido ou a esposa pensam, apenas o que sentes ser lá bem no teu íntimo, sem máscaras ou disfarces, mas com autenticidade e verdade.

Como saber então as respostas que sentimos? Através da voz interior que vive alojada ao nosso ser e que também pode ser traduzida por intuição, aquela que nunca nos falha, porque como é tão autêntica torna-se a mais evidente certeza que podemos ter. Para isso, não vale ouvir a voz dos outros, apenas a tua, sobretudo se estiveres em silêncio ou meditação, a sós contigo.

Osho desafia-nos a sentir e assumirmos as nossas emoções, as boas e as menos boas, sem disfarces. Se estivermos tristes, deixar a tristeza mostrar-se, se estivermos alegres o mesmo, para que sejamos sempre autênticos connosco e não permitirmos que a repressão emocional nos condicione. Faz parte da luz e da sombra esta dualidade do ser.

«(…) se não conseguir gritar e chorar a plenos pulmões também não conseguirá rir, porque rir é outra polaridade. As pessoas que conseguem rir também conseguem chorar, as pessoas que não conseguem chorar, não conseguem rir».

Por isso independentemente de tudo, das opiniões alheias, do teu estado emocional, do mundo ao teu redor, sê sempre tu próprio…só assim encontrarás a tua verdadeira Liberdade.

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