Cinco dicas para uma vida mais feliz, inspiradora e próspera

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Esta semana venho falar-lhe de dicas preciosas para viver de modo mais prazeroso e feliz e de aspectos que podem estar a bloquear e a impedir o fluxo natural da prosperidade na sua vida. Por isso, a minha proposta é que aproveite a leitura deste texto para refletir um pouco sobre si e verifique se está permitir que algumas das seguintes situações estão a afetar a sua felicidade.

  • Liberte-se de relações de dependência

As relações, sejam elas afetivas, amorosas, de amizade, familiares, ou outras são sempre importantes para o nosso desenvolvimento e felicidade, são elas que nos permitem identificar-nos com os outros, criar laços e dar sentido ao que fazemos, porque o ser humano é sobretudo um ser gregário que vive em sociedade e necessita de validação e reconhecimento dos outros para viver. Contudo, as relações para serem saudáveis, querem-se livres, fluídas e recíprocas, pelo que manter-se presa a padrões de submissão e dependência, sujeita a manipulações e medo de perder só podem trazer angústia, depressões e baixa auto-estima. Se quer que o fluxo da abundância e prosperidade invada a sua vida, liberte-se de todas as relações tóxicas que mantiver à sua volta, assentes na consumição, que a impedem de voar e de ser você própria. Não tenha medo de ficar sozinha, no caso de se manter num relacionamento amoroso desgastado, não seja dependente da opinião de terceiros, dos seus pensamentos e julgamentos. Não dependa, seja autónoma, não se anule, faça o que gosta e o que a acrescenta e valoriza. Se o fizer, será mais respeitada, mais amada e facilmente atrairá mais amor e amizade para a sua vida, pois será considerada um exemplo a seguir de pessoa determinada e fiel aos seus próprios valores. A dependência é sempre um padrão difícil de romper e por isso, leva sempre a um processo de estagnação e a resultados pouco favoráveis. Nesse aspeto, procure fugir desse tipo de relações que representam um beco sem saída na sua vida.

  • Foque-se em pensamentos positivos

Em vez de ver o copo meio vazio, veja-o sempre meio cheio, não se deixe levar pelo negativismo do vizinho, do colega de trabalho carrancudo que não suporta o seu riso pela manhã. Leia sobre a vida de pessoas inspiradoras e notáveis e motive-se com a sua história e exemplo, procure ver nestas biografias forma de aumentar as suas forças e de perceber que, tal como o Buda o afirmava, «somos o que pensamos», então se pensarmos negativo, é a negatividade que vamos atrair e seguir. Quantas vezes, não afirmamos, «eu tenho tanto azar», «não me acontece nada de bom», «faço tudo errado!», e insistimos num foco errado de coisas negativas. Isso impede que o positivismo e as coisas boas possam surgir na nossa vida, pois estamos sintonizadas só nas desgraças e no pessimismo. Ao interromper este ciclo, comece a perceber como muda o registo e a dê mais atenção ao que começa a surgir de interessante, seja um novo emprego, uma nova relação, ao mesmo a sua saúde, que pode começar a melhorar. Atenção ao que dá foco, pois é isso que vai comandar a sua vida. Foque-se na firmeza dos pensamentos positivos.

  • Tenha pelo menos 3 metas na vida e objetivos a curto e médio prazo

Sem leme, o barco pode ir ao sabor das marés, dos ventos e nunca conseguir chegar ao porto desejado. É isso que quer da sua vida? Não saber para onde vai? O caminho que quer? Pare de andar ao sabor da corrente e defina prioridades, verifique o que precisa mudar na sua vida, os sonhos que gostava de realizar, e visualize-se a alcançar o que mais deseja. Se tiver dificuldades em organizar-se procure um coach, ele poderá ajuda-la a ter mais clareza no que pretende realizar e a definir estratégias e formas de agir. Reserve momentos para a reflexão e autoanálise e recuse-se a viver sem rumo.

  • Inspire-se em histórias motivadoras

Toda a gente conhece pessoas que adoram contar e recontar histórias tristes que fazem chorar as pedras da calçada, de dramas que viram no telejornal ou leram em jornais sensacionalistas que enaltecem o horror e a tragédia e o pior da espécie humana, barbáries, e toda a espécie de crimes e atrocidades. Se é uma das pessoas que gosta de contar este tipo de histórias mórbidas, esqueça-as pois elas só fazem reviver energias negativas, que pouco contribuem para o desenvolvimento humano. Inspire-se em histórias motivadoras, de feitos heróicos e nobres, de atos de bravura e de louvor. Sinta a glória, não engrandeça a desgraça.

  • Não queira ser dona da verdade

Quer ter sempre razão, defender os seus pontos de vista, sente-se injustiçada e desrespeitada e por isso joga todas as armas para a sua defesa e não leva desfeita para casa? E de que lhe vale todo esse dispêndio de energia, tantas vezes infundado? Se acha que tem razão, demonstre os seus argumentos de forma razoável, mas respeite os pontos de vista diferentes dos seus e sobretudo não leve nada demasiado a peito e de forma pessoal. Desistir de ser a dona da verdade pode ser uma excelente forma de ser mais feliz e de se responsabilizar por quem é, não tenha ilusões que sabe tudo, porque nunca o saberá, a verdade que conhece é apenas a sua!
Espero que estas dicas a ajudem a ter mais momentos de felicidade e bem-estar. Lembre-se que a felicidade é um caminho, mas o caminho faz-se caminhando!

Ana Machado

A importância de um Peer Group

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Possuir um peer group é nos dias que correm algo que nos confere maior segurança e confiança, por nos revermos em pessoas que nos entendem e falam a mesma língua do que nós, sem nos julgar ou apontar o dedo, simplesmente aceitando-nos. Para quem não sabe o que é um peer group, este é um grupo de referência, de pares, de pessoas que podem ter gostos semelhantes ou estarem ligadas por razões profissionais.

Estar integrado num peer group e poder contar com ele é mais do que apenas ter com quem passar o tempo, quando não se tem nada para fazer, é contar com o seu apoio, a sua presença, é partilhar dúvidas, incertezas, é discutir pontos de vista, é encontrar pontos de suporte, sobretudo quando à nossa volta  vemos tudo a ruir. São as pessoas que nos questionam e desafiam e nunca nos deixam cair quando estamos mais fracas. São aquelas que nos motivam e inspiram com os seus exemplos de vida e as suas histórias. Somos sempre mais fortes quando estamos em grupo, porque nos “contaminamos” facilmente com a energia positiva que juntas produzimos, com a partilha de ideias e experiências. Juntas crescemos mais do que isoladas no nosso canto, às vezes enredadas em dramas e tristezas.

Foi a pensar na importância de criar um peer group feminino e no facto de muitas mulheres que tenho seguido em processos de coaching, se julgarem sós e as únicas a passar por determinados desafios, que decidi criar o grupo da Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras, que funciona a partir do facebook.
Apesar de ser um grupo com origem virtual, este é um grupo de mulheres de carne e osso e como tal, têm sido dinamizadas iniciativas para que se sintam mais integradas, apoiadas e se revejam no percurso de outras mulheres com percursos similares.
Neste grupo, além de podemos ser nós mesmas sem receios do que poderão pensar de nós, podemos falar abertamente em assuntos e temas que nem sempre as nossas amigas entendem ou conseguem ajudar, por nos conhecerem demasiado bem ou terem receio de magoar os nossos sentimentos. Quem passa pelas mesmas dores do que nós, pelos mesmos medos e incertezas, sabe o que sentimos e mais facilmente pode dizer-nos aquilo que nos dará a alavancagem para ir em frente e acreditar que é possível ultrapassar os obstáculos que encontramos pelo caminho. Funciona como um grupo de reflexão e encorajamento, de apoio e foco nos nossos objetivos, nos temas que precisamos debater e nos inquietam.

Estão previstas mais iniciativas mensais para consolidar a estrutura deste peer group, como tertúlias, caminhadas, passeios literários e de escrita, jantares temáticos e lanches. Se te agrada a ideia junta-te a nós e participa no grupo e aparece na próxima iniciativa que for organizada.

Junta-te a este grupo de mulheres inspiradoras e fantásticas!
Link do grupo: https://www.facebook.com/groups/697695000403858/

Ana Machado

Carta para ti…

autumn-1874031_960_720Esta carta que te escrevo é para te recordar da mulher maravilhosa que tu és. Há quanto tempo alguém não to dizia, ou tu não o afirmas bem alto e a bom som: «Eu sou uma mulher verdadeiramente excepcional»? O que te impede de o fazeres isso mais vezes? Achas que alguém pode negar a essência única que transportas dentro de ti? Alguém pode ser o teu reflexo no espelho, senão tu? Olha-te nele e mira o que vês, o que encontras e o que sentes…haverá verdade mais perfeita do que essa que contemplas nos teus próprios olhos, carregados de esperança e de vida, de passado, de presente e de vontade de futuro? Vê-te a ti única, exclusiva, sem máscaras, sem padrões, sem limitações.

Tu mereces todo o amor deste mundo, mas sobretudo o teu, aceita-te por isso, ainda que com todo o teu manancial de imperfeições, de defeitos, de manias e obsessões. Não te culpes tanto, não te persigas, não te punas. Não te preocupes, não controles, apenas sê tu própria, como és, apostada em que cada dia seja único e possas dar sempre o teu melhor, a tua bondade, o teu exemplo, o teu amor em tudo o que fazes, a tua marca pessoal no mundo em que pisas.

Tu tens o poder de curar as tuas feridas e as dos outros, de suplantar tristezas e regenerar o que não encaixa no teu mundo, tens a habilidade de traduzir em palavras o que queres e o que sentes. És mulher de dores, de paixões, de talentos, de prodígios, de recordes, de amores improváveis e de causas justas. Aprendeste a combater o medo desde criança, a fazer dos desafios prova da tua força, a lutar pelos ideais e a debater o que acreditas. És força e fé, vulcão e tempestade, arrasas com o pensamento, conquistas com a tua verdade.

Mulher de fibra, mulher de armas, sempre pronta para o trabalho, és fantástica e tu sabes, tens capacidade de resistência, e consegues alcançar sempre mais, na ânsia de superar os teus limites. Mulher destemida, mulher furacão, nada te impede, nada te trava, tens a capacidade divina de materializar o que sonhas. Basta quereres, basta ousares, porque tu Mulher és a inspiração que faz o mundo girar e o sol todos os dias brilhar.

Hoje é dia de seres feliz, acredita, sonha, conquista, persegue a tua lenda, o teu coração. Vibra, corre, ilustra, escreve e lê o que desejas. Liberta-te de todos os medos, todos os impossíveis, todas as angústias e sorri. Sente a gargalhada primeiro suave, depois forte a percorrer o teu corpo. O dia é hoje!

Felicidades mulher!

Ana Machado

 

Escrever…

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Sempre gostei de escrever, sempre foi algo que gostava de fazer na escola, sendo pródiga nas composições em que tinha liberdade criativa para imaginar. Colocava no papel histórias fantásticas, cheias de ação e de surpresas e embora não me tenha transformado ainda numa escritora, é algo que está sempre presente em mim.

Escrevo por prazer, por ser a forma que melhor utilizo para comunicar, para dizer o que penso e o que sinto. Escrevo para inspirar, para motivar, mas também muitas vezes para aliviar o que me vai na alma e carece de desabafo. Escrever tornou-se assim um hábito, uma rotina que exerço todos os dias um pouco, quer neste blogue, quer nas redes sociais, como um recurso mediático para motivar as pessoas que me seguem a acreditarem mais nas suas potencialidades e capacidades. Todos os dias encontro palavras que se emparelham e se montam, como se tivessem vida própria, que se traduzem em mensagens de alento, de positivismo, de alegria, de reflexão e de conforto. Tornou-se um vício brincar com as palavras todos os dias pela manhã. E há vezes em que eu sinto que já não sou eu que as encontro, são elas que me escolhem como sua mensageira, chegando até mim sorrateiras, ainda ensonadas, à espreita da frase certa para despertar consciências. Muitas vezes, são elas inclusive que me salvam o dia e me inspiram.

Há cerca de 2 anos para cá, utilizo a escrita também como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e de criatividade num clube de escrita que facilito, ajudando a libertar as palavras que estão escondidas e que a medo se revelam. Ultimamente, comecei também a facilitar workshops de escrita criativa, com o intuito de desbloquear a imaginação e o fluxo das palavras. Tem sido um trabalho muito gratificante fazê-lo, não só porque me diverte muito pensar nos exercícios e nos desafios que farão os formandos sair da sua zona de conforto, mas também porque em cada sessão fico fascinada com as palavras que voam, ditadas em textos inspirados, que saem das profundezas da sua alma, palavras que os formandos às vezes nem sabiam que tinham guardadas, bem como memórias e mundos desconhecidos, que através das palavras conseguem ganhar forma. Escrever é romper com os dogmatismos, com as ideias feitas e preconcebidas, é arrancar do peito dores e transformá-las em experiências de vida e aprendizagens. Nesse sentido, escrever pode servir como uma poderosa ferramenta de autoconhecimento, mas também como catarse e terapia para expulsar o que nos incomoda, o que nos fere, ou inquieta. Permite-nos fazer uma viagem interna de transformação pessoal, servindo para afastar tristezas e expressar sentimentos que precisam ser manifestados para se libertarem.

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Através da escrita criativa que pratico, a qual não pretende formar escritores, nem tão pouco possui intuitos literários, é possível experimentar a liberdade das palavras, o sermos nós mesmos, únicos, sem constrangimentos, pensamentos ou julgamentos de valor. Costumo dizer nas sessões que dinamizo que nunca, mas nunca devemos nos desculpar perante os outros pelos nossos textos, nunca devemos nos menosprezar ou julgar, porque tudo o que escrevemos é livre e devemos aceitar o que veio nesse processo de escrita. Só numa fase posterior, é que podemos preocupar-nos com uma possível edição, revisão de texto, de erros ortográficos ou composições gramaticais, porque afinal o que interessa é praticar, escrever sem pressões, ou formatações. Escrever tão somente.

Escrever como terapia ajuda de facto a ultrapassar traumas, momentos do passado mais difíceis, podendo complementar a escrita com outras terapias ou expressões artísticas, para facilitar o processo de cura.

Escrever limpa a alma, como o choro a alivia, organiza e clarifica os nossos pensamentos e pode levar-nos para longe, para cenários nunca antes pensados, conhecer personagens desconhecidas, travar diálogos improváveis. Escrever é sempre uma viagem, onde nunca estamos sós… Escrever para muscular a criatividade enferrujada, para criar intimidade com as palavras, para voar, para abrir um portal novo onde jamais se conhece o lugar de destino, pois escrever é sempre uma aventura.

Por isso, mesmo que não gostes muito de escrever, nunca deixes de tentar, de praticar e exercitar, pois nunca sabes o que poderás encontrar. Lembra-te que, como o disse Thomas Edison «o génio é um por cento de inspiração e noventa por cento de transpiração», por isso nada de dizer que não sabes escrever, ou que não és capaz! É só começar a praticar, todos os dias um pouco mais… Vamos escrever?

​Sofres do Síndroma de Niágara?

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Viver exige saber quem somos e o que queremos da vida, conhecer-nos bem é assim um dos maiores segredos para sermos felizes, tornando-nos mais conscientes dos nossos desejos, dos nossos porquês e das nossas necessidades. Se não sabes quem és, nem o que queres, limitaste-te a ir na corrente e sofres daquilo a que Tony Robbins, famoso palestrante motivacional, coach e um dos nomes de referência da Programação Neuro –Linguística e do Desenvolvimento Pessoal, apelidou de «Síndroma de Niágara».

Mas no que consiste este síndroma? É perigoso? É assustador? A resposta é afirmativa e pode dizer-se que quem sofre deste mal pode mesmo ter um triste fim, pois é eminente o colapso e a queda. O «Síndroma de Niágara», consiste em deixares-te ir na corrente do rio, que é a vida, sem saber onde esse rio poderá ir dar… num estado completamente inconsciente, o que desconheces é que esse rio pode começar a ter correntezas com que não contavas e afastar-te muito das margens e da tua zona confortável. Nesse momento desperta em ti o medo, a ansiedade da fúria daquele rio, que não sabes para onde te leva e arrasta…tu queres trazer o barco para fora de perigo, mas dás conta que o teu barco não tem remos e se aproxima a velocidade veloz de uma enorme catarata e não tardas a ver um precipício enorme, e o teu fim está para breve.

Assustador, não é? Bem sei que se trata de uma metáfora impactante, mas é o que nos espera, quando não sabemos bem o que andamos a fazer com a vida, sem planos, sem sonhos, sem objetivos, acionando apenas o piloto automático e vivendo para o dia-a-dia, sem questões, nem objeções. Limitamo-nos a existir!

Se não queres ser mais uma a ir na corrente, define o teu rumo, antes que seja tarde demais. Podes ter tentado, podes até ter caído, e não conseguires reerguer-te no momento, o que interessa é que saibas que nesse estado é que não podes continuar. Demora o tempo que necessitares para te levantar, pois se até «Roma e Pavia não se fizeram num dia», tu também podes levar o teu tempo. Lembra-te que se tu não tiveres planos para a tua vida, alguém os vai ter por ti… e se não assumires o controlo da situação nunca saberás como poderá ser a melhor versão de ti mesma.
Nunca te esqueças, que tal como Mark Twain um dia escreveu, «os dias mais importantes da tua vida são o dia em que nasceste e o dia em que te deste conta do porquê» Mark Twain

«Do Drama para o Dharma», de Vera Luz

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O livro sobre o qual gostaria de vos falar hoje é o «Do Drama para o Dharma», de autoria de Vera Luz, que nos apresenta a história de uma mulher chamada Sara, que como todas nós, é uma mulher que carrega aos ombros uma história de vida, repleta de padrões, de crenças limitantes, de medos e de hesitações. Através deste relato percorremos uma interessante experiência de vida, revemo-nos no percurso de Sara, nas dificuldades que encontra e que tem de lidar, nos medos que a perseguem, nomeadamente a falta de autoestima e de amor próprio, o medo da rejeição, a falta de amor, a cobrança e a vitimização.

Vera Luz descreve as várias fases porque passa Sara ao longo da sua vida, e como a Regressão e a Astrologia podem ajudar a entender e descortinar certos aspetos da vida, dando-lhe um sentido mais elevado. Com uma perspetiva espiritual, baseada nas leis universais, é possível identificar como podemos evoluir e crescer com as experiências que trazemos sob a forma de karma e de como podemos ultrapassar os nossos bloqueios. É importante entender que o que atraímos na nossa vida é tudo uma questão de energia, e por isso os outros à nossa volta acabam por ser um reflexo do que emanamos energeticamente. Este livro permite-nos assim um olhar atento sobre quem somos, como podemos aceitar a nossa essência, e olhar para dentro para encontrar as respostas que buscamos.

O interessante na história de Sara é que ela descobre que tudo começa fora do perímetro de segurança e só assim é possível sair do círculo vicioso em que se move, mostrando-nos o poder maravilhoso do amor próprio, e da autenticidade. De Marrocos até à Índia, Sara vai descobrindo novos horizontes, e uma força que julgava impossíveis, conhecendo-se cada vez melhor, o que lhe permite escolher caminhos que não supunha existirem e que lhe revelam sentimentos e realidades deslumbrantes.

Este livro permite-nos também refletir sobre as belas histórias de amor, como lições que devemos ter nesta vida, desmistica-nos a ideia romântica e cor de rosa do «felizes para sempre», pois as pessoas só se relacionam enquanto houver algo que tenham que partilhar e aprender, nada dura para sempre e deve aceitar-se isso com humildade, em vez de se reagir com excesso de apego, cobrança e desamor quando as relações terminam, numa teia de sentimentos e sensações de vibração densa que se multiplica e de onde não é fácil sair ileso.

«Reencontros kármicos amorosos existem, sim, mas não para serem vividos na ilusão do “juntos para sempre”. São encontros fabulosos, cheios de emoções intensas e inexplicáveis e que se dão com a intenção de entreajuda amorosa entre duas almas. São uma maneira discreta do Universo nos lembrar que a vida é muito mais do que aquilo que vemos no nosso dia a dia»., In: «Do Drama para Dharma».

Ao ler este livro certamente encontrarão uma esperança para enfrentar dias difíceis, lidar com amores kármicos inexplicáveis, com as dores de alma, com a insegurança das decisões a tomar. Um livro que nos mostra que é importante entender os factos para além da racionalidade e perceber como podemos aceitá-los e integrá-los numa perspetiva evolutiva para chegar a um patamar de desenvolvimento e crescimento interior mais elevado. Só quem passa pelas dificuldades pode dar valor à vitória, às conquistas e à paz de espírito.

«Do Drama para o Dharma» revela-nos assim que não devemos desistir de ser felizes, porque a felicidade não é o destino, mas o caminho até lá chegar.

Ana Machado

Armadilhas que impedem a nossa realização pessoal

free-your-mind-e1418557857168Hoje venho falar-te de algumas armadilhas que estão presentes no nosso quotidiano e que nos impedem de ter sucesso e êxito na realização dos nossos sonhos e objetivos. Essas armadilhas são colocadas por nós mesmas, por isso por sermos as únicas responsáveis por essa situação, devemos tomar consciência da sua existência e tomar algumas medidas para não cairmos nos seus perigos e enredos.
Uma das mais frequentes tem a ver com o excesso de passado nas nossas vidas, com as nossas crenças limitadoras, que alimentamos com as experiências anteriores que podem não ter corrido bem. Senão correram bem, e porque temos o péssimo hábito de nunca nos responsabilizarmos pelos nossos atos e assumir as consequências de ações mal calculadas ou os nossos próprios erros, tendemos a acreditar que não vai correr bem novamente, e pode nem ser possível repetir a experiência porque nos vai causar dor, ao recordar o que correu mal no passado.
Ao estarmos muito ligadas ao passado e aos episódios que nele ocorreram estamos a condicionarmo-nos ao que possa ter acontecido, quer de bom quer de ruim, e não estamos a viver o momento presente, a encarar os riscos, estamos sempre a projectar as experiências do passado na realidade.
Tomemos como exemplo as relações amorosas. Quantas mulheres não continuam presas a relacionamentos do passado, porque carregam com elas a dor do sofrimento, os aspetos negativos da relação, o condicionamento da sua mentalidade, preferindo ficar nesse estado do que dar uma nova oportunidade e tentar fazer algo de diferente na sua vida? Temem que se repitam os mesmos erros, as mesmas vivências, os mesmos padrões e quanto mais pensam nisso, mais se afundam no passado e não avançam na vida.
Outro síndroma ligado ao passado é o sentimento de nostalgia, de recordar algo que já passou e do qual não se consegue sair, permitindo a entrada de algo novo, que injecte uma nova energia no presente. Quem fica retido por estes tempos passados seja pela dor ou pela nostalgia acaba por ter mais dificuldades em evoluir, em avançar rumo ao sucesso, pois remete para uma época que já não existe mais, que passou lá atrás. Nesses casos é fundamental colocar um ponto final parágrafo e recomeçar de novo.
O futuro é a segunda armadilha com que nos deparamos e nos impede de ter mais sucesso nos nossos objetivos, isto porque o futuro, tal como o passado é um tempo que não existe, consiste em projeções, não tem tangibilidade, é uma criação da nossa mente. Temos de parar de colocar o poder no amanhã e deixar de procrastinar as ações, adiando-as em nome de um futuro que ainda não chegou, “deixando para amanhã o que se pode fazer hoje”. Por outro lado, ao ter apenas como foco o futuro, e por ele parecer ainda um pouco distante, pode também causar-nos a ideia de ir ao sabor do vento, sem estabelecer objectivos e lutar pelos ideais.
Outra das armadilhas e sem dúvida a mais nefasta é a autosabotagem. São os discursos da mente que nos enredam e nos criam pensamentos direcionados para o fracasso e falhanço, que se expressam naquela vozinha que ouvimos na nossa cabeça e nos diz: «Não és suficientemente boa», «isto não vai resultar», «ninguém gosta de ti», «tu não mereces isso». E enquanto alimentarmos esta vozinha só vamos diminuindo a qualidade dos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, porque nós somos aquilo em que acreditamos, se não acreditamos no nosso valor, o mais provável é que tal se verifique.
Assim, a autosabotagem traduz-se em fazermos dramas existenciais, levando-nos a duvidar, a desistir antecipadamente e a não acreditar nas nossas capacidades, porque se traduz numa autêntica falta de fé em nós.

Como podemos contrariar estas situações?
– Concentrarmo-nos sempre no presente.
– Focarmo-nos nos objetivos que queremos alcançar e estabelecer metas.
– Erradicar as crenças limitadoras e substituí-las por crenças fortalecedoras.
– Fomentar o pensamento positivo diariamente.
– Alimentar a criatividade e o empoderamento pessoal.
– Fazer atividades que nos coloquem sintonizados com o aqui e o agora e nos libertem a mente, como Meditação ou  Mindfulness.
– Praticar a gratidão e ver sempre aspetos importantes e gratificantes na nossa vida.
– Sentirmo-nos úteis e a contribuir para causas sociais ou humanitárias.

Ao percebermos melhor os nossos pontos fracos, as armadilhas em que frequentemente caímos, temos tudo para poder contorná-los, e melhorar as nossas condutas, aumentando significativamente os nossos resultados.
Que te parece?

Hygge- O segredo da felicidade dos Dinamarqueses

 

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O livro sobre o qual gostaria de vos falar hoje anda nas bocas do mundo, está nos tops de venda, destaca-se nos escaparates das bancas das livrarias, e não é sobre violência, nem sexo, nem histórias de corrupção, mas sobre o conceito de felicidade para os dinamarqueses, que para eles se traduz na palavra «Hygge».

O Livro do Hygge: O Segredo Dinamarquês para ser feliz, de autoria de Meik Wiking, (Presidente do Hapiness Research Institute) revela-nos aspetos simples da vida dinamarquesa, essenciais para a sua qualidade de vida, que não são medidos em termos monetários ou materiais, assentando mais no conforto, na intimidade, no prazer de aspetos do quotidiano partilhados com os outros.

Para os dinamarqueses, hygge «trata de atmosfera e experiência, e não de coisas. Trata de estarmos com os entes queridos. A sensação de estar em casa. A sensação de estar a salvo, escudados do mundo e de podermos baixar a guarda. Podermos ter uma conversa infindável sobre as pequenas ou as grandes coisas da vida- ou apenas estarmos à vontade na companhia silenciosa dos outros- ou ainda estarmos simplesmente sozinhos a apreciar um chá».

Por terem uma qualidade de vida acima da média, e por serem um povo que se nutre socialmente com coisas simples e gostosas, que garantem níveis de bem-estar bastante elevados, a Dinamarca é considerado o país mais feliz da Europa, de acordo com o Relatório sobre a felicidade Mundial de 2016 e outras sondagens e relatórios de anos anteriores.

Entre os aspetos que definem o «hygge» encontram-se os seguintes ingredientes: ambiente, presença, prazer, igualdade, gratidão, harmonia, conforto, tréguas, convívio, refúgio.

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Comecemos pelo ambiente. Os dinamarqueses adoram velas, luzes de baixa temperatura, que deem ambiência, evitando espaços com luminosidade muito artificial, que lhes agrida os olhos e lhes produza desconforto. São por isso consumidores natos de velas e de candeeiros de design,  o que confere  às suas casas, ou aos locais que frequentam, um encanto único e especial.

Também o convívio social com a família e amigos é muito importante para os níveis de felicidade dos dinamarqueses. Embora não sejam um povo que goste muito do contacto físico próximo, são extremamente gregários e gostam de viver experiências em grupo, grupo este que não precisa ser muito grande, pois preferem relacionar-se com um número mais restrito de amigos chegados e familiares, o ideal para as pessoas mais introvertidas, que podem assim socializar sem se sentir demasiado expostas. Dentro destes grupos mais íntimos, os dinamarqueses sentem-se em casa e confortáveis, reunindo-se para partilhar refeições, jogar jogos de tabuleiro, conversar, ver a lareira crepitar, cozinhar, beber um copo de vinho quente, ou simplesmente assistir a filmes na televisão. Por terem um clima particularmente frio durante o inverno, esta época é excelente para se viver o hygge, convidando a práticas no conforto do lar, com boa comida, lareiras acesas, velas e mantas.

A comida e a bebida são aspetos também muito importantes para a felicidade desta gente nórdica, pelo que quanto mais suculento e doce for, melhor. Apreciam os sabores intensos, os bolos, o bacon e o vinho quente com especiarias. Faz parte da sua ementa da felicidade as compotas caseiras, os pratos de confeção lenta, os licores que demoram a maturar o sabor, assim como as conservas de alimentos.

A casa e a roupa têm de ser necessariamente confortáveis para serem consideradas hygge, recomendando-se o vestuário por camadas, as meias e camisolas grosas de lã. Na casa, não devem faltar recantos para os sofás, as mantas e as almofadas, que são autênticos refúgios depois de um dia de trabalho.

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O Natal por ser a época mais fria e escura do ano e também por permitir muitos momentos de partilha de felicidade é considerado o momento mais hygge no calendário dinamarquês, aliando as tradições, a criatividade e o empenho que todos colocam na celebração dessa festa. É o momento ideal para saborear as iguarias, partilhar memórias e reunir a família e os amigos.

A prática da gratidão deste povo vivida no seu quotidiano permite-lhes viver na base do aqui e do agora, aproveitando os prazeres das coisas simples, como seja um bolo de chocolate, o convívio com os filhos, um jogo de tabuleiro com a família, o folhear de um álbum de fotografias. É esta simplicidade presente nas suas vidas, que lhes permite viver em comunhão com o que é mais importante, esquecendo as superficialidades, as futilidades e aparências. Não é preciso parecer, é preciso ser. É por isso que a felicidade pode ser tão simples…

Tendo em conta este exemplo de hygge, faço-vos uma proposta, por que não introduzir mais alguns destes elementos simples nas vossas vidas e parar de complicar tanto? Sejam felizes! Sejam simples!

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Amor é mais do que uma solidão partilhada

O Amor liberta
O Amor eleva,
O Amor é transformador
O Amor é partilha,
O Amor é acrescentar,
Nunca subtrair,
O Amor é incentivar,
Nunca denegrir
O Amor não junta metades
Mas seres inteiros.

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Comecei esta reflexão convosco sobre o poder transformador das relações amorosas, com este jogo de palavras, porque é isto mesmo que vos quero transmitir de modo simples e poético ao mesmo tempo.
Hoje em dia , muitas mulheres continuam a viver relacionamentos, que nada, mas quando digo nada, é mesmo nada têm a ver com o amor. Transformaram essas relações em lugares comuns, rotinas e hábitos que se repetem, onde não existe qualquer tipo de comunicação, um diálogo de cumplicidade, de entendimento, a partilha de uma linguagem que ambos entendam. Muitas vezes, na maior parte dos casos, já nem existe grande afeto, nem toque físico, apenas co-dependência. Se foi assim que viveram toda a vida, temem deixar essa realidade, porque desconhecem como será começar de novo, duvidando da sua capacidade de começarem tudo de novo  de novo e sozinhas.
Nesses casos, o medo da solidão pode ser tão grande, que embora já tenham consciência do que têm em casa não é nada, se mantém anos a fio, presas a uma infelicidade que preferem não falar, calando a tristeza, o desespero, a falta de novidades, o fim do desejo entre o casal, acomodam-se, deixam-se ficar, abdicando do que possa ser isso de felicidade, até porque ser feliz também dá muito medo.

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Se este é o teu caso, pensa no que podes fazer para transformar o teu relacionamento, se sentires que ainda é possível fazer algo por ele, salvá-lo desse estado moribundo. Inova, fala com o teu companheiro, procura perceber o que ele sente, o que ele quer da vida, estabeleçam objectivos comuns, introduzam mais momentos de intimidade entre vocês, arrojem, estipulem um dia só para os dois e aventurem-se nessa nova oportunidade. Percebam se é possível salvar algo que estava apenas adormecido por tanta rotina e obrigações. Estimulem isso. Mas, se depois de tentares, continuares a sentir que essa relação não te preenche, aconselho-te a redefinires tu os teus objectivos de vida. É isso que queres, uma relação que já não te faz vibrar? Que já não te faz querer correr para casa, muito menos para estar junto da pessoa por quem tu te apaixonaste um dia? Com quem não consegues aguentar o contacto físico, a presença dele? Com o qual nem consegues conversar sobre ti, sobre o que gostas e queres fazer, é isso que queres?
Ou sentes que precisas amar-te mais, aceitar-te, dar pequenos passos na direcção do que te faz feliz, do que  deixaste para trás, porque te deixaste anular?
Tu és mais do que os restos que permitiste que a tua vida se tenha transformado. Tu és poderosa, tu mereces ter paixão na tua vida, não permitas que o medo te trave e te impeça de ir mais além. Luta por ti, não te resignes, não te ignores, não cedas o teu poder pessoal, não apagues os teus sonhos, o teu amor, as tuas esperanças.
Nenhuma relação é isso em que transformaste a tua vida, o amor é tudo menos dependência e medo. Por isso luta, transforma, ama-te! Porque sim, tu mereces ser feliz!
E nunca te esqueças que mais vale só, do que mal acompanhada! Não há maior solidão, do que aquela que temos acompanhadas!