Estar em paz é trazer a natureza para dentro de casa…

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Estar em paz é ir ao parque, ao jardim, à serra ou à natureza, respirar fundo, fazer um pouco de exercício, e no regresso colher umas flores silvestres, margaridas, rosmaninho, cardos para colocar na jarra ou fazer uns trabalhos manuais com elas. A paz faz-se de coisas simples e de trazer a natureza para as nossas práticas e hábitos. A primavera tem destes encantos mágicos, transforma os campos em vestidos coloridos.

Estar em paz é Rir…mesmo quando não nos apetece!

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Estar em paz é rir, mesmo quando não nos apetece e a única coisa que queremos é fugir…e esconder-nos do mundo. Rir coloca-nos nessa essência tão nossa e tão profunda, que mesmo quando a negas ela existe e mostra-te que não há como fugir de ti mesma. Estar em paz, mesmo quando há um tumulto no teu peito e na tua mente é rir de tudo, dos medos, dos fracassos, do que ficou por fazer e dizer e saber que há momentos na vida em que a única coisa que te pode salvar é mesmo rir contigo e com os outros!O riso é a forma mais sábia de nos encontrarmos a nós mesmas e alcançarmos a mais pura iluminação!

Maio…mês de paz

Este mês proponho que o tema aqui abordado seja a paz interior e o que nos nutre o corpo e a alma e por isso vou pôr mãos à obra nessa tarefa. Tenho andado um pouco cansada e sem força anímica,e por isso partilho convosco algumas práticas e experiências que me têm feito bem nos últimos tempos para acalmar e sossegar a mente. Muitas vezes basta começar com pequenas coisas, como seja estar no momento presente e desfrutar dos momentos e dos nossos hábitos diários. Quem disser que não tem tempo para meditar ou para ficar em reflexão que se desengane, pois práticas como o mindfulness, que nos introduzem momentos de atenção plena e calma nas nossas vidas, podem ser feitas mesmo enquanto realizamos tarefas simples como lavar os dentes ou tomar o pequeno almoço.

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Claro que os desafios da pressa nos atrapalham, mas se nos permitirmos sentir as coisas, em vez de cedermos ao piloto automático, são nesses momentos que podemos começar a estar em paz. Enquanto tomares o teu pequeno almoço, desperta para os sabores e paladares, para os sons que te rodeiam, a música que toca ou a notícia que passa na rádio ou na televisão, sente os cheiros e as texturas dos alimentos que saciam a tua fome e delicia-te com eles. Escolhe alimentos que te deixem saudável e sente como eles te deixam o organismo completamente satisfeito!
Vive o momento presente com calma e muita paz! 🙂

Esperança…

Em véspera de Páscoa, a mensagem que vos deixo é de esperança. Sejam gratos por tudo o que têm, não percam o interesse na vida, coloquem amor em tudo o que fazem e sobretudo em vocês mesmas. Silenciem se necessário for, saiam de cena, vão meditar junto ao mar, rezar num templo ou igreja, fazer um retiro, caminhar na natureza, nadar, surfar, mergulhar, permitam-se ter esses momentos de paz e equilíbrio convosco. É possível transformar, mudar, só é preciso o tempo certo, o teu tempo para aceitares que as coisas boas já estão a chegar ao teu encontro. Tu consegues! Juntos transmitimos essa energia!

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Boa Semana!

Às vezes és a tu o teu maior crítico…achas que não consegues alcançar os resultados, porque tudo parece demorar ou acontecer, sentes que estás a caminhar de forma lenta e isso dá cabo de ti, porque o tempo de espera demora-se…mas a verdade é que enquanto acontece e não acontece o que queres e desejas, não podes parar, não podes suspender a marcha ou seguir em direções que te afastam do que queres…mesmo que a 50 à hora, o que importa é não parares! Pensa nisso e segue ao teu ritmo e à tua própria velocidade!!!! Boa semana!28166955_770217766510375_3323292836933141160_n.jpg

Positiva-Mente de Catarina Rivero e Helena Águeda Marujo

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Este é o livro que escolhi para te sugerir neste desafio que tenho feito na minha página de Facebook sobre a felicidade, no mês que se comemora esta fantástica emoção, a 20 de março, com uma celebração internacional.

Positiva-Mente tem como autoras Catarina Rivero, uma psicóloga clínica, dedicada à terapia familiar e de casal, e Helena Águeda Marujo, escritora, formadora, professora e co-coordenadora do Executive Master em Psicologia Positiva Aplicada, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, ISCSP.

Este é um livro que nos dá a conhecer de forma simples e leve os meandros desta vertente da Psicologia: a psicologia positiva, a ciência ao serviço da felicidade e do bem estar e a importância de termos mais positivismo nas nossas vidas. Convida-nos também  a percorrer um itinerário pelos caminhos da felicidade, apelando para certos requisitos, como é o autoconhecimento, o perdão, a transformação dos pensamentos negativos, a celebração dos momentos da vida, a rotina do riso e do afeto, a desdramatização, o culto da brincadeira, de atos de bondade, da amizade e do amor.

É seguramente um livro transformador que nos faz ver a vida com outros olhos, com um foco mais no momento presente e na nossa capacidade de enfrentar as dificuldades da vida com resiliência e otimismo, repleto de dicas e exemplos de histórias de vida.

Ainda que não haja nunca receitas para a felicidade, pois cada um de nós terá as suas, este é seguramente um livro que nos inspira a sermos mais felizes e a relativizar mais a vida e o que nos sucede através de umas lentes mais animadoras.

Um livro que aconselho vivamente a ler!

http://www.viverpositivamente.com/

Não te rendas!

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Não te rendas

“Não te rendas, ainda estás a tempo
De alcançar e começar de novo,
Aceitar as tuas sombras,
Enterrar os teus medos,
Libertar o lastro,
Retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem
Perseguir os teus sonhos,
Destravar o tempo,
Remover os escombros,
e destapar o céu.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se esconda,
E se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma
Ainda há vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o quiseste e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.

Abrir as portas,
Tirar os ferrolhos,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o repto,
Recuperar o riso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo,
Celebrar a vida e retomar os céus.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma,
Ainda há vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
Porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, porque eu te amo. “

MARIO BENEDETTI
traduzido por Inês Pedrosa

Foto tirada de https://chastityproject.com/2014/11/feminine-genius/

Momentos de mudança…

Em momentos de mudança, como os que sinto que estamos a viver, em que a energia nos recentra e convida a recolher dentro do nosso “eu”, em mundos múltiplos e por vezes afastados do palco exterior, onde paira a dúvida e a indefinição dos nossos papéis e dos rumos da nossa missão pessoal, peçamos ao universo que seja qual for a direção a tomar ele conspire a nosso favor e nos faça rumar a bom porto, seguras, confiantes e com a certeza que tudo tem um sentido. Reflexões de um domingo que convida a mergulhar no ser.

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Em momentos difíceis escolhes ser: a Vítima, o Carrasco ou a Aprendiza do que te acontece?

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Foi com que esta questão que iniciei o desafio de hoje de Autocoaching ao grupo Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras e as respostas quase todas incidiram na terceira opção, o que nos demonstra que tendemos cada vez mais a aprender com o que nos acontece na vida, dando-nos resistência e força para enfrentar as dificuldades.

Essa é também a resposta mais fácil, a que é politicamente mais correta, que nos faz parecer mais evoluídas e com maior nível de maturidade e desenvolvimento pessoal. Mas será mesmo assim?

A tendência geral, e talvez a mais imediata e humana, é que quando nos acontece alguma coisa que não prevíamos e se desvia do que desejávamos, tenhamos a tendência de culpar alguém, normalmente o outro que provocou essa frustração em nós, e que sob o peso da emoção nos faz sentir uma vítima injustiçada do que nos aconteceu, porque foi algo que não contávamos, como uma traição, uma mentira, uma deslealdade e isso nos tira o chão, fazendo-nos sentir o pior dos seres ao cimo da terra. Por isso vomitamos a culpa no outro e encontramos justificações para as nossas próprias atitudes e isso faz-nos sentir temporariamente apaziguadas com a nossa dor e com a nossa responsabilidade pessoal. Isso é humano não te culpes se te sentes assim!

Outra tendência é irmos buscar o “chicote” e começarmos a punir-nos, essa pode ser uma fase posterior, a de nos culparmos pelos momentos difíceis que atravessamos, porque fizemos más escolhas, porque não vimos os sinais que para outros eram evidentes, porque confiámos e fomos demasiado ingénuas, porque nunca mais aprendemos as lições da vida, etc. Nós acabamos por ser o nosso próprio bode expiatório e o carrasco mais severo de nós mesmas, com críticas e pensamentos que só nos ferem e mandam abaixo. Culpar-nos sem reservas, nem explicações não nos vai levar a nenhum lado, só nos ajuda a escavar o buraco maior onde nos metemos, e onde nos sentimos sem esperança, perdidas e tristes.

A última fase pela qual  passamos é a da aprendizagem, ou a primeira para quem já se cansou das fases anteriores. Nesse estádio de entrega e serenidade, entregamos o coração, largamos as reservas e aceitamos o que nos acontece como uma bênção, uma aprendizagem, implicando-nos no processo de corpo e alma, crescendo com as experiências que nos dificultam o caminho, porque só elas nos amadurecem o espírito e a nossa tenacidade, refletindo sobre os porquês e como podemos evitar cair nas mesmas situações no futuro. Andando e aprendendo ao nosso ritmo, ao nosso passo, deixando as culpas e os culpados, num processo fluído de amor e sabedoria.

Seja em que fase te encontres neste momento, tudo é certo, tudo é válido, pois só tu saberás como te queres sentir:  uma vítima, um carrasco ou uma aprendiza! Mas uma coisa te garanto aprender sem culpas só te fará crescer e exponenciar todo o teu ser.

Sonhar é…

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Sonhar é planar por cima das nuvens à procura de momentos inesquecíveis, como se pudéssemos voar e não houvesse nunca impossíveis. É acreditarmos que  não há limites,  caras feias, nem desmancha prazeres, é tornar a realidade algo que nos dá prazer. É fecharmos os olhos e deixarmos toda a energia de felicidade percorrer o nosso corpo numa corrente de ânimo e bem estar. É viajarmos muito sem cansar, percorrermos o mundo, saltar, dançar, subir montanhas, templos e monumentos sempre em movimento, e sentir-nos sedentos de cada momento. É ouvirmos uma sonoridade que contagia, é sentirmos os cheiros e os odores, o contacto da terra nos pés, é abraçarmos árvores milenares e cantarmos em paisagens distantes, é meditarmos à beira de um rio, sentindo a leve brisa a soprar-nos o rosto. É sentirmos o sol na pele a queimar, é tomarmos um banho no mar, é sorrirmos sem motivo e querermos sempre mais, é sentirmos os sonhos tão reais que quase conseguimos tocá-los com a ponta dos dedos.

Sonhar é acalmar a mente e deixá-la num turbilhão de vontades, é ganhar força e esquecer a tristeza, é como um balsámo para dias frios e uma corrente fresca para dias quentes. É ser insaciável e nunca descontente, é ter tanto para fazer, que nunca o fio se acaba, pois de vontade em vontade, vai-se um sonho e logo chega outro no seu lugar.

Sonhar é de todas as capacidades humanas aquela que ganha mais significado, a mais desafiante e a que permite os grandes progressos civilizacionais, pois o desejo nunca se mata e renasce em cada instante sem nunca se perder. Se não sonhasse o homem que mais haveria a fazer? O tédio, a tristeza, a mesmice dos dias encher-nos-iam de nada, e esse nada não faria com que o mundo andasse , crescesse e chegasse mais longe…

Por isso, sonha, não imponhas limites, nem obstáculos, permite-te que eles comandem a tua vida, mesmo nos dias em que nada te motiva. Nunca lhes feches a porta, ou deixes de os ouvir, eles fizeram-se para lhes darmos cor e os deixarmos exprimir.

Que sonhos trazes dentro de ti? Dá-lhes luz, carinho, amor, afeto e toda a tua determinação. Se querer é poder, arregaça as mangas e vai-te a eles… mais vale uma vida por um sonho, do que um sonho sem vida!

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