Sonhar é…

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Sonhar é planar por cima das nuvens à procura de momentos inesquecíveis, como se pudéssemos voar e não houvesse nunca impossíveis. É acreditarmos que  não há limites,  caras feias, nem desmancha prazeres, é tornar a realidade algo que nos dá prazer. É fecharmos os olhos e deixarmos toda a energia de felicidade percorrer o nosso corpo numa corrente de ânimo e bem estar. É viajarmos muito sem cansar, percorrermos o mundo, saltar, dançar, subir montanhas, templos e monumentos sempre em movimento, e sentir-nos sedentos de cada momento. É ouvirmos uma sonoridade que contagia, é sentirmos os cheiros e os odores, o contacto da terra nos pés, é abraçarmos árvores milenares e cantarmos em paisagens distantes, é meditarmos à beira de um rio, sentindo a leve brisa a soprar-nos o rosto. É sentirmos o sol na pele a queimar, é tomarmos um banho no mar, é sorrirmos sem motivo e querermos sempre mais, é sentirmos os sonhos tão reais que quase conseguimos tocá-los com a ponta dos dedos.

Sonhar é acalmar a mente e deixá-la num turbilhão de vontades, é ganhar força e esquecer a tristeza, é como um balsámo para dias frios e uma corrente fresca para dias quentes. É ser insaciável e nunca descontente, é ter tanto para fazer, que nunca o fio se acaba, pois de vontade em vontade, vai-se um sonho e logo chega outro no seu lugar.

Sonhar é de todas as capacidades humanas aquela que ganha mais significado, a mais desafiante e a que permite os grandes progressos civilizacionais, pois o desejo nunca se mata e renasce em cada instante sem nunca se perder. Se não sonhasse o homem que mais haveria a fazer? O tédio, a tristeza, a mesmice dos dias encher-nos-iam de nada, e esse nada não faria com que o mundo andasse , crescesse e chegasse mais longe…

Por isso, sonha, não imponhas limites, nem obstáculos, permite-te que eles comandem a tua vida, mesmo nos dias em que nada te motiva. Nunca lhes feches a porta, ou deixes de os ouvir, eles fizeram-se para lhes darmos cor e os deixarmos exprimir.

Que sonhos trazes dentro de ti? Dá-lhes luz, carinho, amor, afeto e toda a tua determinação. Se querer é poder, arregaça as mangas e vai-te a eles… mais vale uma vida por um sonho, do que um sonho sem vida!

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Carta de agradecimento a 2017

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2017 está prestes a chegar ao fim, a queimar os últimos cartuchos…pedindo um olhar para trás, que percorre 12 meses milagrosos que passaram por mim num ápice e tanto me trouxeram…

Considero que para mim foi uma jornada de alma, de missão e de partilha, abrindo um portal de enorme  fluxo divino em que dei por mim simplesmente a ir atrás das mensagens que me chegavam intuitivamente e me fizeram arregaçar as mangas e fazer…quantas vezes sem questionar se as ideias que me chegavam seriam certas ou erradas, simplesmente aceitando  a os desafios, como algo superior à minha vontade. Quando nos permitimos ser esses canais, as mensagens começam a chegar de uma forma que dificilmente controlamos, e quando vemos, elas chegaram e já concretizámos. Nesse sentido, 2017 foi para o mim um ano verdadeiramente mágico, pois fiz coisas que nem em sonhos eu podia ter imaginado fazer.

Em janeiro decidi criar o Grupo da Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras no Facebook, concluir o meu site e a partir daí tudo se conjugou como peças de puzzle, sendo os estímulos que encontrei para acordar todos os dias inspirada e com vontade de contaminar positivamente mais mulheres, despertando as consciências, a motivação e a liderança pessoal através dos artigos que comecei a escrever nos meus blogues, do site «Mad About Dreams» e «Dreamcatcher», e no site do «Onde Ir», de Sandra Isabel Pereira, das sessões de coaching que facultei e do próprio grupo que dinamizei no facebook.

De estímulo em estímulo, ganhei coragem e comecei cada dia a ir mais longe, saindo da minha confortável esfera, dando mais de mim, em workshops de escrita criativa, sessões de coaching e até de yoga do riso, levando a boa disposição, a criatividade e alegria a várias pessoas. E foi tão gratificante perceber que as horas que levava a conceber, a criar e a facilitar tinham sempre um retorno tão positivo…

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Assim, foi sem dúvida o ano do desenvolvimento do chackra da garganta e da exposição pública, o que para uma capricorniana um pouco introspetiva representa muito, palestrando, ensinando e deixando sementes por onde passava, como foi a palestra no Campo Universitário, a 7 de abril, no dia Mundial da Saúde, «Motiva-te e torna-te Inspirador», que constituiu um dos melhores momentos do ano a este nível e um grande teste, e que agradeço à Tatiana Sanches e à Susana Henriques. E também o workshop de Coaching na Câmara do Seixal…

Dia Solidario 2017

Depois vieram os encontros e jantares das mulheres inspiradoras que foram juntando cada vez mais gente e chegaram até ao Porto, onde foi uma verdadeira aventura, com a parceria da Brands in Motions, na pessoa da Isaura Santos. Como a fé não faltou as pessoas certas apareceram naquele dia no Café Rivoli e de um encontro de networking e convívio feminino, surgiu uma oportunidade para muitas mulheres se unirem e seguirem juntas na sua missão de vida, singrando negócios e parcerias e por isso sinto-me afortunada por lhes ter proporcionado esse encontro e ter motivado a criação de um outro grupo virtual que já tem 1581 mulheres inscritas: reencontros- mulheres que se reconhecem.

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Fizeram-se muitas parcerias, com o espaço Gira Sol- Terapias em Movimento, na Cruz de Pau, Espírito Reikiano, na Cova da Piedade, com a Cidália Godinho, com a Judite Resende e a Laranja-Desenvolvimento Pessoal, em Lisboa, com a Brands in Motion, a Confraria Vermelha –Livraria de Mulheres, a Shambala no Porto, com a Sofia Vieira, na Selenita, em Fernão Ferro.

Abraçaram-se causas como a causa animal da União Zoófila com o Passeio Solidário na Peninha, com a Cidália Godinho, revertendo os donativos para compra de comida dos animais; contribuiu-se para ajudar os Bombeiros de de Pedrogão Grande, após o trágico incêndio de junho, com a sessão solidária de meditação e Yoga do Riso, que contou com a ajuda da Carla Melo, do Walter Agostinho e da Judite Resende; participou-se no projeto «Doe Sentimentos Positivos», com a Manuela Rocha, do GiraSol- Terapias em Movimento, distribuindo-se corações com mensagens positivas na Baía do Seixal. E como esta vertente foi sempre muito importante criou-se também um grupo no facebook, com esta vertente solidária, designado Mad About Dreams Voluntariado e Solidariedade (https://www.facebook.com/groups/1716401901988293/) que divulga várias ações com o intuito de angariar fundos ou voluntários para ajudar associações sem fins lucrativos.

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Um ano em que cheguei ao fim quase sem baterias para carregar, por isso se sentiu no final um certo abrandamento nas atividades, mas que revelou sem dúvida vontade de construir uma diferença, de ajudar e de abraçar muitas pessoas. Um ano em que agradeço do fundo do meu coração a cada pessoa que se cruzou com o meu olhar e me facilitou a realização de muitos sonhos e me fez sentir também uma mulher inspiradora.

Que 2018 seja tão bom como este ano especial! Muitos sonhos! Muitas realizações.

Agradecimentos especiais neste ano de 2017:

Judite Resende – Laranja-Desenvolvimento Pessoal

Manuela Rocha – Gira Sol –Terapias em Movimento

Isaura Santos – Brands in Motion

Ricardo Pombo

Confraria Vermelha- Livraria de Mulheres

Tatiana Sanches

Susana Henriques

Carla Faria – Shambala

Sofia Vieira- Selenita

Carla Melo

Valter Agostinho

Cidália Godinho

Sandra Isabel Pereira – site «Onde Ir»

e a todos e todas que seguem e participam no Projeto da Mad About Dreams.

Aproveita a magia do Solstício

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Hoje é dia do Solstício, o dia em que damos as boas vindas ao Inverno e lhe dizemos que pode entrar, é o dia consagrado ao sol, com a noite mais longa do ano, que nos recorda que da escuridão  pode surgir a luz, convidando-nos a um período de reflexão, interiorização, de pausa e introspeção. É por isso um excelente momento para olharmos bem fundo na nossa alma e sentirmos os efeitos do que andámos a fazer nos últimos tempos e fazermos balanços de vida. O que fiz? O que posso ainda fazer? O que aprendi com as minhas experiências? Se gostares de escrever, convido-te a aproveitares o momento e colocares tudo num papel, ajudando-te a clarificar as ideias. E depois coloca as tuas intenções para o tempo novo que aí vem, para os novos ciclos que se inauguram com esta nova estação. Acende uma vela, como símbolo deste período luminoso em que estamos a entrar, e faz uma breve meditação, pede o que te vem na alma, aquilo que te fará feliz.

Aproveita toda a conjuntura astral que vivemos, primeiro com a Lua Nova em Sagitário, no dia 18 de dezembro, depois com a entrada de Saturno em Capricórnio, dia 20 de dezembro, depois de quase 30 anos desde a última vez, e agora o Solstício, a 21,  e expressa todos os teus desejos e sonhos, para que eles possam ter concretização e se tornar uma realidade. Saturno em capricórnio, que ficará cerca de 3 anos, pede-nos tempo, responsabilidade e foco, por isso estes próximos meses vão ser seguramente exigentes, mas também vão permitir que nos agarremos mesmo ao que queremos transformar e criar.

Deixo-te algumas questões que poderás escrever na tua folha de papel.

O que agradeces neste ano de 2017? Que imagens te saltam à memória? Que emoções viveste? O que te surpreendeu? O que te desiludiu? O que é que gostavas que se tivesse materializado e ainda não conseguiste realizar? Se possível lembra-te do que foi significativo em cada mês e agradece os melhores  momentos e aprendizagens que tiveste em cada um deles.

O que é que queres deixar em 2017, que não te fará falta no próximo ano? (Podem ser pessoas tóxicas, situações,relacionamentos, doenças, o que entenderes que já te fartaste e não precisas mais)

O que é que queres que 2018 te traga? (Faz uma lista, ajuda-te a dares foco ao que queres realizar e se possível acrescenta imagens para te empoderar os teus desejos).

O que é que estás disposta a criar na tua vida nesta nova estação? (atitudes, comportamentos, experiências, aprendizagens) e o que precisas mudar em ti para te abrir em plenitude para esta nova fase que agora começa?

Aproveita este portal de luz, esta nesga de esperança que nos traz este Solstício e ama, ama muito o que tens de mais puro e autêntico, a tua eterna criança que em ti vive, abraça-a num calor fraterno e ouve o que ela tem para te dizer, que palavras te sussurra ao ouvido! Aproveita esta magia da noite mais longa do ano e abre-te à luz que dela emana!

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Fim de semana de mergulho interior

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Há muito tempo que aqui não escrevo, é verdade…o que é feito da minha disciplina? Com a chegada do verão decidi que era tempo de abrandar e o dever cedeu ao prazer, ao usufruto do momento, as palavras deixaram de brotar, porque ficaram encantadas com tudo o que se viveu, num tempo lento, muitas vezes calado, ao sabor do vento, enternecidas pelas paisagens que os olhos captaram.

Mas, este fim de semana fez-me romper esse mutismo, porque foi tão intenso que não posso deixar passar sem o partilhar convosco…

Estes últimos dias têm sido de grande mergulho interior na minha alma através do riso, da meditação, de rituais, de dança, da música, libertando-me das prisões do passado. Hoje nasci grávida de mim e sei que o céu é o limite para tanto amor que sinto a brotar e transbordar. Celebro a vida e deixo para trás tudo o que não me serve mais. Entrego-me a esta luz que me guia e deixo as amarras, os padrões e as crenças limitadoras no tempo fora de mim. Percebi que transporto comigo a luz da minha alma e sou responsável pela sua sabedoria. Cada dia, cada momento, eu posso, eu devo, eu consigo renová-la.

Três dias em que a energia esteve alta e à solta, sem comandos, nem disciplina, em que me permiti simplesmente ser, voar, dançar, saltar e rir, levando o meu corpo a nascer de novo. No workshop «Awakening», na Feira Alternativa de Lisboa, confiei no profissionalismo de Paulo Shiva, da Escola do Amor, e deixei-me levar por essa viagem interior, onde interagi com pessoas nunca vistas, com total à vontade, rodopiando ao som da música, como se ninguém estivesse a ver, isenta de julgamentos ou de pressões, soltando a minha criança interior, que vibrou com tanta vontade de sair cá para fora. O corpo liberto, parecia outro, com outra forma e outra postura e o renascimento seguiu-se logo após uma viagem à nossa vida uterina, onde foi possível reproduzir todo um novo começo, um crescimento e uma libertação de dogmas e de  pressões. O movimento do corpo fez-me regressar à infância, quando eu podia de facto cantar e dançar de forma alegre e descontraída, sem que ninguém pudesse reclamar disso ou colocar rótulos. Percebi que através da dança nós podemos perceber quem somos de verdade, sentir a nossa verdadeira essência e manifestá-la com todo o nosso ser…

Depois, seguiram-se olhares que se demoraram em outros olhos, mergulhando na alma dos que nos cercavam, desconhecidos que tinham tudo igual a nós, humanos que miravam outros humanos… como podia ser tudo diferente se nos detivéssemos mais tempo nos olhos uns dos outros procurando a nossa verdadeira natureza…?

No dia seguinte, a gargalhada invadiu o Fórum Lisboa, no Congresso «Rir é Saúde». Encontrei a minha tribo, aquela que acredita que rir e brincar não é apenas exclusividade da infância, aquela que não se julga, nem estranha, aquela que acolhe e incentiva, em que a loucura é sempre saudável e com um propósito maior. Foram horas de dores na barriga, não de aflição, mas de prazer, em que se seguiram várias sessões e workshops sempre inspirados e vibrantes, magnéticos e desafiantes. Não fôssemos nós quase todos líderes do riso e não teríamos aguentado tanto tempo naquela vibração. Aprendemos sempre muito com estes eventos, conhecemos pessoas novas, trocamos experiências, e percebemos que o riso é mesmo fundamental para curar as maleitas do corpo e da alma.

Tocamos em cada um que passa por nós e mais uma vez os olhares se fixam nos dos nossos companheiros de gargalhadas, a ponto que as emoções falam mais alto e os sorrisos dão lugar a olhos transbordantes, mas de água salgada… porque a emoção não pode ser entupida e tem de sair. É preciso libertar, limpar, cuidar! O riso que é uma libertação da alma, é apenas a porta de entrada para as várias dimensões do ser, queremos ir cada vez mais fundo, chegar à alma e … até chegamos meditamos, inspiramos, dançamos e até cantamos.

88326622774db9a185ab311294084dabPor fim, um dos momentos mais bonitos e inspiradores do fim de semana: O Ritual do Útero, que recebi da Helena Pereira. Trata-se de um ritual de limpeza e empoderamento feminino que resgata o sagrado na mulher, abençoando o seu útero como lugar de criação e de divino. Foi transmitido ao ocidente por Marcela Lobos, após a mesma o ter recebido pelas mulheres da Amazónia. É considerado o 13º rito do Munay-Ki.

É um ritual simples, com muitos cânticos e meditação, com pétalas de flores, com um altar consagrado  em que as mulheres são abençoadas e protegidas com rosas,  enaltecendo o seu  poder criativo e expressivo, libertando os medos, as dores localizadas nos nossos úteros, bem como os bloqueios e as opressões.

Foram momentos de grande comoção, em que foi possível  voltar ao útero da minha mãe pela segunda vez no espaço de dois dias e sentir a proteção, o amor, o cuidado com que ela me carregou durante a gestação.  É um ritual que nos cura e enaltece toda a nossa linhagem ancestral de todas as mulheres da família. É um momento de homenagem ao nosso passado e a celebração do nosso presente.

Tornei-me oficialmente womb keeper , uma guardião de úteros, podendo fazer a partir de agora este ritual e poder passá-lo às mulheres que o pretenderem. Mais um passo a dobrar, para a minha autocura e potenciar a minha missão de inspirar, motivar e encaminhar.

A felicidade não cabe em mim…sinto-me renascida…outra Ana nasceu este fim de semana… e é tão bom, quando sentimos o fim dos ciclos como aprendizagem e o começo de outros para crescermos ainda mais… o que ficou para trás é já passado…toca a viver! Costumo dizer que para a frente é que é caminho, por isso são estes momentos que nos fazem descolar e crescer…sempre…sempre!!!!

Porto mágico: Uma deambulação através das palavras viajantes – Dia 1

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Dia 1 – A chegada

Eis-me de volta ao Porto, cidade em que me tornei uma mulher independente, quando aos 23 anos, recém-licenciada em Antropologia, respondi a um concurso para professora na Faculdade de Belas Artes.
Lembro-me que nessa altura chegar à cidade foi um fascínio, era a primeira vez que estava por minha conta, fora da minha cidade e tinha uma enorme responsabilidade diante de mim: ensinar Antropologia numa universidade, quando ainda tinha tanto para aprender. Lembro-me perfeitamente do impacto que senti, quando entrei no auditório da Faculdade de Belas Artes, uma sala enorme, ainda à antiga, com cadeiras de madeira, e ter pensado: “E agora?”.
A essa experiência sucederam-se outras, procurando conhecer a cidade num curto espaço de tempo, de modo a toná-la também um pouco minha. Rapidamente dominei o nome das ruas e os itinerários dos locais mais emblemáticos, que ia assinalando numa planta da cidade do Porto que comprara na antiga livraria Sá da Costa, em Lisboa.

Voltei sempre ao Porto, de ano a ano, ou às vezes com maior intervalo de tempo, cada viagem geralmente com uma finalidade. Desta vez, percebo que o que me traz ao Porto é um objetivo bem diferente, conciliado com o propósito que tenho vindo a desenvolver no último ano: inspirar, motivar e deixar-me contagiar. Foi com essa intenção que decidi facilitar um workshop de escrita criativa, apetecia-me ir ao Porto para deixar um pouco a marca da Mad About Dreams, estimular a capacidade criativa que cada um de nós tem ao seu alcance. Foi nesse sentido, que depois de uma pesquisa na internet descobri a Brands in Motion e a Isaura Santos,  que me proporcionou realizar esse sonho, mais um…o de fazer um workshop no Porto. O céu é mesmo o limite quando nos permitimos sonhar.
Nestes dias decidi fazer itinerários alternativos pelo Porto, que me permitissem descortinar uma outra cidade, mais criativa, inspiradora e espiritual, sobre os quais irei dar falar e sugerir para que possam descobrir.

Bar Espiga 
Foi no Bar Espiga que decorreu o workshop de escrita criativa «A Palavra viajante», da Mad About Dreams. Este espaço tem imensas potencialidades, fica situado na Rua Clemente Menéres, 65 A, mas não é algo que salte à vista, nem esteja visivelmente identificado no lado exterior. Dentro do bar existe uma pequena livraria temática sobre viagens, «Muita terra» e ao fundo possui um pequeno terraço onde se pode tomar um café ou beber um copo num ambiente mais fresco e descontraído. Além de acolher eventos e workshops, possui também uma actividade regular intitulada «Viagem ao Mundo (sem sair do sofá)», que funciona como tertúlia e estimula a conversa em torno da arte de viajar.

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Restaurante Dona Porto
Depois de um workshop que me permitiu viajar nas palavras e conhecer pessoas extremamente interessantes no bar Espiga, o jantar foi bem próximo desse local, no jardim da Cordoaria, no restaurante Dona Porto. Este simpático estabelecimento possui uma decoração interessante, repleto de pinturas e frases inspiradoras, com um ambiente sóbrio, preenchido pela musicalidade do jazz, protagonizado pelo som do trompete e adocicado pelas vozes sedutoras e quentes, como a de Diana Krall, ou Frank Sinatra, que simplesmente adoro. Para ser perfeito, o jantar foi acompanhado de uma conversa muito feminina, matando as saudades de uma jovem médica, Filipa Pinto, amante das letras e das artes, (mulher inspiradora do grupo Mad About Dreams no Facebook), que conheci num workshop de escrita criativa em Lisboa.
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Deixámo-nos levar pelas palavras, pelas conversas sobre escrita e escritores, pelos sonhos que queremos realizar, sobre o que a vida nos impulsiona a fazer. Acabamos a noite entre gargalhadas, num bar perto dos Clérigos, depois de eu pedir uma bebida ao empregado que nos serve: “ Se faz favor, para mim é um tango” , expressão que no Porto usam para uma cerveja com groselha. Ri com a forma como aquele pedido me soou ao ouvido, pois pedir um tango, geralmente sensual e libidinoso a um desconhecido, tem que se lhe diga, sobretudo porque o exercício com que rematámos o exercício de escrita terminava exactamente com uma descrição de um tango. Nada é por acaso, pensei.
Despedimo-nos e celebrámos a alegria de termos voltado a estar juntas. Sabe bem ter pessoas “sol”, assim na nossa vida.(continua)

Quando à nossa volta só vemos dificuldades…

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Todas nós já passámos por alturas na vida em que quando olhamos à volta só vemos contrariedades, dificuldades, problemas, coisas que não gostávamos de ver e nos sentimos miseráveis e tristes, não vendo forma de dar volta à questão e de mudar o rumo das coisas.
A notícia boa que te vou dar, é que independentemente do que estejas a passar, da fase negra que possas estar a viver, tudo passa na vida, as coisas mudam, as situações são ultrapassadas, os ciclos fecham-se. Por isso, muitas vezes, para não dizer sempre, somos nós as responsáveis pelas coisas que nos acontecem, ligamos o complicómetro, focamo-nos apenas no negativo, o que nos dá uma espécie de prazer mórbido, sentindo-nos vítimas do destino, como se fôssemos as únicas mulheres do mundo mal amadas, sozinhas, abandonadas por tudo e por todos, ignoradas e infelizes.

Há um tempo para tudo, para sofrer e deixar as emoções falarem mais alto e nos entregarmos ao sofrimento e há uma altura em que temos de dizer «Basta!» «Já chega!», porque afinal nós podemos ter um papel ativo no que queremos sentir. Contudo, essa decisão nem sempre é fácil, pois mudar os nossos comportamentos, as nossas atitudes e sobretudo as nossas crenças, que nos limitam e toldam bastante a ação, exige de nós um esforço acrescido. Por isso é importante ver além dos rótulos, do que acreditamos, desbravar caminhos, que muitas vezes têm teias densas e difíceis de desembaraçar. Convém ver as questões que nos angustiam de vários lados e perspetivas e entender como podemos perceber as nossas emoções e torna-las nossas amigas, em vez de sermos constantemente controladas por elas.

O primeiro passo que podes dar é movimentar-te. Seja através da dança, da caminhada, da corrida ou do riso, vais estar a oxigenar as células do teu corpo, vais trazer mais leveza para dentro de ti e o movimento traz-te maior energia e cria novas emoções, altera o estado em que te encontravas, e desvia-te dos pensamentos tóxicos e negativos. Nesse sentido, é importante alterar pequenas rotinas no teu dia a dia, experimentares coisas novas, que te façam sentir novas sensações, fazer novos trajetos, introduzir novos hábitos que despertem mais a tua criatividade e o teu foco. Se estás demasiado absorta nos teus pensamentos, procura fazer algo que te interrompa o seu fluxo, sobretudo se estás numa fase em que te sentes desmotivada e sem forças e facilmente és manipulada pelos teus”filmes” internos.
Encara os teus medos, nada pode ser tão grave que tu não possas enfrentar, olha as situações de frente e sente o medo a diminuir. Há sempre uma saída para tudo na vida, menos para a morte, por isso não te entregues ao medo, procura sentir-te mais segura ao lidares com o que te aflige.

Outra estratégia eficaz é procurar ver o que te incomoda de outro modo, olhar a situação que estás enfrentando de uma perspetiva exterior, retira-te do problema e explica-o a ti própria, como se não fosse teu. Surpreende-te, e percebe como a tua carga emocional pode diminuir. Novas palavras, ganham novos sentidos. Ao veres as coisas de fora, vês tudo com um outro filtro e uma intensidade diferente. Pelo menos experimenta e tenta…

Passo a passo conseguirás aos poucos ver-te livre do que te tira o sono e está a dar cabo de ti. Busca novas soluções, novas formas de ultrapassar o que estás a passar, procura fazer sempre algo de diferente, ousa experimentar, tem coragem e persiste. E sobretudo tenta falar com pessoas que já passaram por isso e conseguiram ultrapassar. Sentir-te-ás mais motivada e encorajada para continuar a tua caminhada, passinho a passinho, mas com confiança no teu andar.
E sobretudo, começa a sonhar de olhos abertos, a veres benefícios em tudo o que te rodeia, a ouvir o canto dos pássaros, a respirares de forma calma e pausada, a esvaziar a tua cabeça dos problemas. Torna a sonhar como as crianças sonham, dá uma pausa à tua mente. Foca-te em pequenas alegrias, pequenos nadas que ganham um enorme sentido na tua vida.  Deixa-te fluir com o tempo, e sobretudo sorri… pois os problemas não se fizeram para durar, mas para serem resolvidos.
Ana Machado

Cinco dicas para uma vida mais feliz, inspiradora e próspera

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Esta semana venho falar-lhe de dicas preciosas para viver de modo mais prazeroso e feliz e de aspectos que podem estar a bloquear e a impedir o fluxo natural da prosperidade na sua vida. Por isso, a minha proposta é que aproveite a leitura deste texto para refletir um pouco sobre si e verifique se está permitir que algumas das seguintes situações estão a afetar a sua felicidade.

  • Liberte-se de relações de dependência

As relações, sejam elas afetivas, amorosas, de amizade, familiares, ou outras são sempre importantes para o nosso desenvolvimento e felicidade, são elas que nos permitem identificar-nos com os outros, criar laços e dar sentido ao que fazemos, porque o ser humano é sobretudo um ser gregário que vive em sociedade e necessita de validação e reconhecimento dos outros para viver. Contudo, as relações para serem saudáveis, querem-se livres, fluídas e recíprocas, pelo que manter-se presa a padrões de submissão e dependência, sujeita a manipulações e medo de perder só podem trazer angústia, depressões e baixa auto-estima. Se quer que o fluxo da abundância e prosperidade invada a sua vida, liberte-se de todas as relações tóxicas que mantiver à sua volta, assentes na consumição, que a impedem de voar e de ser você própria. Não tenha medo de ficar sozinha, no caso de se manter num relacionamento amoroso desgastado, não seja dependente da opinião de terceiros, dos seus pensamentos e julgamentos. Não dependa, seja autónoma, não se anule, faça o que gosta e o que a acrescenta e valoriza. Se o fizer, será mais respeitada, mais amada e facilmente atrairá mais amor e amizade para a sua vida, pois será considerada um exemplo a seguir de pessoa determinada e fiel aos seus próprios valores. A dependência é sempre um padrão difícil de romper e por isso, leva sempre a um processo de estagnação e a resultados pouco favoráveis. Nesse aspeto, procure fugir desse tipo de relações que representam um beco sem saída na sua vida.

  • Foque-se em pensamentos positivos

Em vez de ver o copo meio vazio, veja-o sempre meio cheio, não se deixe levar pelo negativismo do vizinho, do colega de trabalho carrancudo que não suporta o seu riso pela manhã. Leia sobre a vida de pessoas inspiradoras e notáveis e motive-se com a sua história e exemplo, procure ver nestas biografias forma de aumentar as suas forças e de perceber que, tal como o Buda o afirmava, «somos o que pensamos», então se pensarmos negativo, é a negatividade que vamos atrair e seguir. Quantas vezes, não afirmamos, «eu tenho tanto azar», «não me acontece nada de bom», «faço tudo errado!», e insistimos num foco errado de coisas negativas. Isso impede que o positivismo e as coisas boas possam surgir na nossa vida, pois estamos sintonizadas só nas desgraças e no pessimismo. Ao interromper este ciclo, comece a perceber como muda o registo e a dê mais atenção ao que começa a surgir de interessante, seja um novo emprego, uma nova relação, ao mesmo a sua saúde, que pode começar a melhorar. Atenção ao que dá foco, pois é isso que vai comandar a sua vida. Foque-se na firmeza dos pensamentos positivos.

  • Tenha pelo menos 3 metas na vida e objetivos a curto e médio prazo

Sem leme, o barco pode ir ao sabor das marés, dos ventos e nunca conseguir chegar ao porto desejado. É isso que quer da sua vida? Não saber para onde vai? O caminho que quer? Pare de andar ao sabor da corrente e defina prioridades, verifique o que precisa mudar na sua vida, os sonhos que gostava de realizar, e visualize-se a alcançar o que mais deseja. Se tiver dificuldades em organizar-se procure um coach, ele poderá ajuda-la a ter mais clareza no que pretende realizar e a definir estratégias e formas de agir. Reserve momentos para a reflexão e autoanálise e recuse-se a viver sem rumo.

  • Inspire-se em histórias motivadoras

Toda a gente conhece pessoas que adoram contar e recontar histórias tristes que fazem chorar as pedras da calçada, de dramas que viram no telejornal ou leram em jornais sensacionalistas que enaltecem o horror e a tragédia e o pior da espécie humana, barbáries, e toda a espécie de crimes e atrocidades. Se é uma das pessoas que gosta de contar este tipo de histórias mórbidas, esqueça-as pois elas só fazem reviver energias negativas, que pouco contribuem para o desenvolvimento humano. Inspire-se em histórias motivadoras, de feitos heróicos e nobres, de atos de bravura e de louvor. Sinta a glória, não engrandeça a desgraça.

  • Não queira ser dona da verdade

Quer ter sempre razão, defender os seus pontos de vista, sente-se injustiçada e desrespeitada e por isso joga todas as armas para a sua defesa e não leva desfeita para casa? E de que lhe vale todo esse dispêndio de energia, tantas vezes infundado? Se acha que tem razão, demonstre os seus argumentos de forma razoável, mas respeite os pontos de vista diferentes dos seus e sobretudo não leve nada demasiado a peito e de forma pessoal. Desistir de ser a dona da verdade pode ser uma excelente forma de ser mais feliz e de se responsabilizar por quem é, não tenha ilusões que sabe tudo, porque nunca o saberá, a verdade que conhece é apenas a sua!
Espero que estas dicas a ajudem a ter mais momentos de felicidade e bem-estar. Lembre-se que a felicidade é um caminho, mas o caminho faz-se caminhando!

Ana Machado

A importância de um Peer Group

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Possuir um peer group é nos dias que correm algo que nos confere maior segurança e confiança, por nos revermos em pessoas que nos entendem e falam a mesma língua do que nós, sem nos julgar ou apontar o dedo, simplesmente aceitando-nos. Para quem não sabe o que é um peer group, este é um grupo de referência, de pares, de pessoas que podem ter gostos semelhantes ou estarem ligadas por razões profissionais.

Estar integrado num peer group e poder contar com ele é mais do que apenas ter com quem passar o tempo, quando não se tem nada para fazer, é contar com o seu apoio, a sua presença, é partilhar dúvidas, incertezas, é discutir pontos de vista, é encontrar pontos de suporte, sobretudo quando à nossa volta  vemos tudo a ruir. São as pessoas que nos questionam e desafiam e nunca nos deixam cair quando estamos mais fracas. São aquelas que nos motivam e inspiram com os seus exemplos de vida e as suas histórias. Somos sempre mais fortes quando estamos em grupo, porque nos “contaminamos” facilmente com a energia positiva que juntas produzimos, com a partilha de ideias e experiências. Juntas crescemos mais do que isoladas no nosso canto, às vezes enredadas em dramas e tristezas.

Foi a pensar na importância de criar um peer group feminino e no facto de muitas mulheres que tenho seguido em processos de coaching, se julgarem sós e as únicas a passar por determinados desafios, que decidi criar o grupo da Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras, que funciona a partir do facebook.
Apesar de ser um grupo com origem virtual, este é um grupo de mulheres de carne e osso e como tal, têm sido dinamizadas iniciativas para que se sintam mais integradas, apoiadas e se revejam no percurso de outras mulheres com percursos similares.
Neste grupo, além de podemos ser nós mesmas sem receios do que poderão pensar de nós, podemos falar abertamente em assuntos e temas que nem sempre as nossas amigas entendem ou conseguem ajudar, por nos conhecerem demasiado bem ou terem receio de magoar os nossos sentimentos. Quem passa pelas mesmas dores do que nós, pelos mesmos medos e incertezas, sabe o que sentimos e mais facilmente pode dizer-nos aquilo que nos dará a alavancagem para ir em frente e acreditar que é possível ultrapassar os obstáculos que encontramos pelo caminho. Funciona como um grupo de reflexão e encorajamento, de apoio e foco nos nossos objetivos, nos temas que precisamos debater e nos inquietam.

Estão previstas mais iniciativas mensais para consolidar a estrutura deste peer group, como tertúlias, caminhadas, passeios literários e de escrita, jantares temáticos e lanches. Se te agrada a ideia junta-te a nós e participa no grupo e aparece na próxima iniciativa que for organizada.

Junta-te a este grupo de mulheres inspiradoras e fantásticas!
Link do grupo: https://www.facebook.com/groups/697695000403858/

Ana Machado

Carta para ti…

autumn-1874031_960_720Esta carta que te escrevo é para te recordar da mulher maravilhosa que tu és. Há quanto tempo alguém não to dizia, ou tu não o afirmas bem alto e a bom som: «Eu sou uma mulher verdadeiramente excepcional»? O que te impede de o fazeres isso mais vezes? Achas que alguém pode negar a essência única que transportas dentro de ti? Alguém pode ser o teu reflexo no espelho, senão tu? Olha-te nele e mira o que vês, o que encontras e o que sentes…haverá verdade mais perfeita do que essa que contemplas nos teus próprios olhos, carregados de esperança e de vida, de passado, de presente e de vontade de futuro? Vê-te a ti única, exclusiva, sem máscaras, sem padrões, sem limitações.

Tu mereces todo o amor deste mundo, mas sobretudo o teu, aceita-te por isso, ainda que com todo o teu manancial de imperfeições, de defeitos, de manias e obsessões. Não te culpes tanto, não te persigas, não te punas. Não te preocupes, não controles, apenas sê tu própria, como és, apostada em que cada dia seja único e possas dar sempre o teu melhor, a tua bondade, o teu exemplo, o teu amor em tudo o que fazes, a tua marca pessoal no mundo em que pisas.

Tu tens o poder de curar as tuas feridas e as dos outros, de suplantar tristezas e regenerar o que não encaixa no teu mundo, tens a habilidade de traduzir em palavras o que queres e o que sentes. És mulher de dores, de paixões, de talentos, de prodígios, de recordes, de amores improváveis e de causas justas. Aprendeste a combater o medo desde criança, a fazer dos desafios prova da tua força, a lutar pelos ideais e a debater o que acreditas. És força e fé, vulcão e tempestade, arrasas com o pensamento, conquistas com a tua verdade.

Mulher de fibra, mulher de armas, sempre pronta para o trabalho, és fantástica e tu sabes, tens capacidade de resistência, e consegues alcançar sempre mais, na ânsia de superar os teus limites. Mulher destemida, mulher furacão, nada te impede, nada te trava, tens a capacidade divina de materializar o que sonhas. Basta quereres, basta ousares, porque tu Mulher és a inspiração que faz o mundo girar e o sol todos os dias brilhar.

Hoje é dia de seres feliz, acredita, sonha, conquista, persegue a tua lenda, o teu coração. Vibra, corre, ilustra, escreve e lê o que desejas. Liberta-te de todos os medos, todos os impossíveis, todas as angústias e sorri. Sente a gargalhada primeiro suave, depois forte a percorrer o teu corpo. O dia é hoje!

Felicidades mulher!

Ana Machado

 

Escrever…

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Sempre gostei de escrever, sempre foi algo que gostava de fazer na escola, sendo pródiga nas composições em que tinha liberdade criativa para imaginar. Colocava no papel histórias fantásticas, cheias de ação e de surpresas e embora não me tenha transformado ainda numa escritora, é algo que está sempre presente em mim.

Escrevo por prazer, por ser a forma que melhor utilizo para comunicar, para dizer o que penso e o que sinto. Escrevo para inspirar, para motivar, mas também muitas vezes para aliviar o que me vai na alma e carece de desabafo. Escrever tornou-se assim um hábito, uma rotina que exerço todos os dias um pouco, quer neste blogue, quer nas redes sociais, como um recurso mediático para motivar as pessoas que me seguem a acreditarem mais nas suas potencialidades e capacidades. Todos os dias encontro palavras que se emparelham e se montam, como se tivessem vida própria, que se traduzem em mensagens de alento, de positivismo, de alegria, de reflexão e de conforto. Tornou-se um vício brincar com as palavras todos os dias pela manhã. E há vezes em que eu sinto que já não sou eu que as encontro, são elas que me escolhem como sua mensageira, chegando até mim sorrateiras, ainda ensonadas, à espreita da frase certa para despertar consciências. Muitas vezes, são elas inclusive que me salvam o dia e me inspiram.

Há cerca de 2 anos para cá, utilizo a escrita também como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e de criatividade num clube de escrita que facilito, ajudando a libertar as palavras que estão escondidas e que a medo se revelam. Ultimamente, comecei também a facilitar workshops de escrita criativa, com o intuito de desbloquear a imaginação e o fluxo das palavras. Tem sido um trabalho muito gratificante fazê-lo, não só porque me diverte muito pensar nos exercícios e nos desafios que farão os formandos sair da sua zona de conforto, mas também porque em cada sessão fico fascinada com as palavras que voam, ditadas em textos inspirados, que saem das profundezas da sua alma, palavras que os formandos às vezes nem sabiam que tinham guardadas, bem como memórias e mundos desconhecidos, que através das palavras conseguem ganhar forma. Escrever é romper com os dogmatismos, com as ideias feitas e preconcebidas, é arrancar do peito dores e transformá-las em experiências de vida e aprendizagens. Nesse sentido, escrever pode servir como uma poderosa ferramenta de autoconhecimento, mas também como catarse e terapia para expulsar o que nos incomoda, o que nos fere, ou inquieta. Permite-nos fazer uma viagem interna de transformação pessoal, servindo para afastar tristezas e expressar sentimentos que precisam ser manifestados para se libertarem.

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Através da escrita criativa que pratico, a qual não pretende formar escritores, nem tão pouco possui intuitos literários, é possível experimentar a liberdade das palavras, o sermos nós mesmos, únicos, sem constrangimentos, pensamentos ou julgamentos de valor. Costumo dizer nas sessões que dinamizo que nunca, mas nunca devemos nos desculpar perante os outros pelos nossos textos, nunca devemos nos menosprezar ou julgar, porque tudo o que escrevemos é livre e devemos aceitar o que veio nesse processo de escrita. Só numa fase posterior, é que podemos preocupar-nos com uma possível edição, revisão de texto, de erros ortográficos ou composições gramaticais, porque afinal o que interessa é praticar, escrever sem pressões, ou formatações. Escrever tão somente.

Escrever como terapia ajuda de facto a ultrapassar traumas, momentos do passado mais difíceis, podendo complementar a escrita com outras terapias ou expressões artísticas, para facilitar o processo de cura.

Escrever limpa a alma, como o choro a alivia, organiza e clarifica os nossos pensamentos e pode levar-nos para longe, para cenários nunca antes pensados, conhecer personagens desconhecidas, travar diálogos improváveis. Escrever é sempre uma viagem, onde nunca estamos sós… Escrever para muscular a criatividade enferrujada, para criar intimidade com as palavras, para voar, para abrir um portal novo onde jamais se conhece o lugar de destino, pois escrever é sempre uma aventura.

Por isso, mesmo que não gostes muito de escrever, nunca deixes de tentar, de praticar e exercitar, pois nunca sabes o que poderás encontrar. Lembra-te que, como o disse Thomas Edison «o génio é um por cento de inspiração e noventa por cento de transpiração», por isso nada de dizer que não sabes escrever, ou que não és capaz! É só começar a praticar, todos os dias um pouco mais… Vamos escrever?