Desafio 11 – Não faças depender a tua felicidade de terceiros

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Ser feliz é algo que implica uma autoresponsabilização no processo, não devendo depender exclusivamente do que os outros nos dão, nos dizem ou nos fazem sentir, pois tal como no amor, a felicidade tem de partir da nossa inteireza, daquilo que somos na nossa essência e no que acreditamos. Muitos sabemos desta parte na teoria, mas poucos praticamos a autorrealização, a autofelicidade, dando ouvidos insistentemente ao nosso ego que nos faz acreditar piamente que precisamos da validação do outro para nos sentirmos felizes connosco.

Quando o que o vemos nos outros não é bem aquilo que queremos, temos tendência para os corrigir, de os transformar, para que se aproximem mais da nossa imagem e semelhança, pois só assim acreditamos que é mais fácil ser feliz. Podemos iludirmo-nos durante algum tempo que conseguimos tais intentos, mas na verdade, não podemos mudar ninguém só para nos sentirmos felizes. Mais tarde ou mais cedo, os outros escapam-se das nossas teias e revelam a sua verdadeira essência, tal como são, e que o nós tanto teimamos em tapar, acaba sempre por vir à tona, pois é essa a sua realidade. Desse modo, vivemos uma felicidade iludida pelo nosso poder de transformar o outro, sendo através dele que nos sentimos validados e reforçados.

O desafio de hoje é que aceitemos mais os outros como eles são e lhes mostremos a nossa vulnerabilidade, tal como também somos. Para isso sugiro-te uma pequena meditação, com os olhos fechados, em que possas dizer: «Eu aceito-te por quem és, sem ter a tentação de te corrigir, mudar, ou transformar. Não permitirei que as nossas diferenças afetem a nossa relação e a minha paz de espírito, eu honro, respeito e aceito quem tu és e dou-te a liberdade de seres quem és». Nesse momento de introspeção, peço-te que penses numa ou mais pessoas que tenhas querido modificar nos últimos tempos só para te agradar, criticando os seus comportamentos, reprimindo a sua verdade pessoal, e depois de respirares profundamente três vezes, que libertes essa pessoa ou pessoas do teu jugo egóico, sentindo-te para amar e aceitar os outros como são e para seres responsável pela tua própria felicidade.

Desafio nº 9 – Não tornar as coisas demasiado pessoais

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A dica que hoje vos trago para viver melhor o conceito de felicidade é inspirado num princípio do povo Toltecas, que viveu no México no sex. X a XII, e que foi referido pelo escritor mexicano Dom Miguel Ruiz, nos seus livros.

De acordo com esta máxima, não devemos personalizar demasiado as coisas,  sobretudo o que os outros nos dizem ou fazem, correndo o risco de lhes ripostar de igual modo, assemelhando-nos aos seus comportamentos.

Humanamente reconheço que esta dica é de facto ambiciosa, a nossa tendência quando nos fazem uma crítica ou reparo é de devolver em dobro o que nos disseram, é vomitar injúrias e maledicências porque temos a tendência de levar tudo para um ponto de vista pessoal e achar que estão sempre contra nós. Mas, a verdade é que quer nós queiramos, quer não, nós não somos o centro do universo, não devemos colocar-nos sempre nessa posição tão defensiva, porque às vezes apenas se trata de uma crítica, ou de algo que não sabemos entender e alimentamos com isso uma insatisfação extrema e um efeito bola de neve, que só vai aumentando até tomar contornos insustentáveis. Por isso, o que sugiro, embora vos diga que de facto não é fácil ceder aos ímpetos mais egocêntricos, é que tentem ignorar a carga negativa que, por vezes, vos querem despejar em cima, seja com intenção direta, ou de modo colateral. Nesse sentido deve-se evitar levar as coisas a peito e projetá-las em nós, porque não somos nós os responsáveis dessa vibração. Só assim nos poderemos sentir mais leves e livres.

Para seguir esta sugestão o desafio que vos deixo é que não se deixem influenciar, nem afetar por tudo o que vos dizem, seja mau ou bom, e não se deixem revoltar pelas ações e comportamentos que vos rodeiam.

Para isso sugiro-vos que façam uma pequena meditação, coloquem as vossas mãos no coração, e relativizem o que sentem em relação a determinadas pessoas que vos testam constantemente a paciência e a tolerância. Aceitem que essas pessoas dão aquilo que têm e que aprenderam com a vida e relativizem o seu mapa mundo. Nessa meditação imaginem-se numa enorme bolha que vos protege das energias negativas e vos impede de serem atingidos por qualquer tipo de emoção mais desconfortável. Visualizem-se dentro dessa bolha e imaginem uma ou duas pessoas que vos testam constantemente e sintam-se completamente a salvo da sua influência.  No final, respirem fundo e sintam a paz a invadir-vos completamente. Lembrem-se sempre que ninguém tem o direito de vos afetar e de derrubar a vossa paz interior. Quando estiverem em apuros, imaginem novamente essa bolha protetora, que vos impede de entrar na mesma vibração de quem vos incomoda.

Jornada feliz!

Aceitação do que vem à nossa vida

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Nos últimos dias tenho refletido muito sobre o que vem à nossa vida e a forma como nos cabe a nós aceitar, digerir ou  então revoltar-nos e tornarmos-nos amargos e de mal com tudo e com todos. É importante aceitar as respostas que a vida nos dá, mesmo que não as entendamos e pensemos :«Porquê?», «Porque é que isto me está a acontecer a mim?», eu até sou esforçada, dedicada, porque é que nunca acontecem as coisas como eu quero??

O melhor é mesmo silenciar, não questionar demais, porque a vida é sábia, e se aquilo que tanto queremos não se realiza, é porque algum mistério encerrra, alguma coisa nos espera para fazer e viver que não pode ser contrariada. Algo que aprendi recentemente é que de nada vale resistir ao que constantemente se coloca à nossa frente…é porque tem de ser vivido, fugir, evitar, só torna a situação mais persistente…por isso, o melhor é deixar fluir. Não aconteceu o que eu queria? Ok, então é porque não era para ser dessa forma, também não podes dizer que não agiste, que não tentaste, apenas a vida te está a responder que há mais opções  para ti que tens de agarrar, ou talvez ainda não tenha chegado o momento certo para determinados passos que queres dar na tua vida.

A história que hoje aqui te deixo  é mesmo para refletires sobre o modo como devemos aceitar o que nos acontece, porque há sempre algo que vai ter repercussões nas nossas escolhas, e como sou uma pessoa espiritual, acredito sempre que “está tudo certo”, e nada acontece na nossa vida ao acaso.

«Um homem muito rico, ao morrer deixou as suas terras aos filhos. Todos eles receberam terras férteis exceto o mais novo, que ficou com um charco inútil para a agricultura. Os seus amigos, entristecidos, lamentaram a injustiça que lhe havia sido feita. Mas ele só lhes disse uma coisa: «Se isto é bom ou mau , só o futuro o dirá.»

No ano seguinte, uma seca impiedosa abateu-se sobre o país e as terras dos seus irmãos foram devastada: as fontes secaram, os pastos ficaram queimados e o gado morreu. Mas o charco do irmão mais novo transformou-se num oásis fértil e belo. Ele enriqueceu e comprou um lindo cavalo branco por um preço elevado. Os seus amigos rejubilaram e organizaram uma festa celebrando a sua «sorte». Mas dele só ouviram uma coisa: «Se é sorte ou azar, só o futuro o dirá».

Poucos dias depois, o cavalo fugiu desaparecendo na floresta. Os seus amigos, aborrecidos, logo disseram: «mas que azar, um cavalo tão caro». Ele respondeu: «Se é azar ou sorte, só o futuro o dirá».

Passados sete dias, o cavalo regressou do bosque trazendo consigo dez magníficos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: «Se é bom ou é mau, ninguém sabe.»

No dia seguinte o seu filho imprudentemente montou um dos cavalos selvagens. O cavalo lançou-o ao chão e ele partiu uma perna. Voltaram os amigos para lamentar o azar. «Se foi azar ou sorte, só o futuro o dirá», repetiu o pai.

Passados poucos dias, chegaram à sua aldeia os soldados do rei para levar os jovens para a guerra que o país travava. Todos os rapazes tiveram que partir menos o seu filho porque tinha uma perna partida. Os amigos festejaram a sua sorte. O pai assistiu a tudo e só disse uma coisa: «Quem saberá a sorte que resulta do azar e o azar que resulta de uma sorte?…»

In: «O Poder do Amor, de Vera Faria Leal

Pensem nesta história e interroguem-se de que modo o azar que surge na vossa vida, não será sorte, e o que parece sorte não será azar? Moral da história, as coisas acontecem-nos sempre por uma razão ainda que não o percebamos…Aceitemos, não vale a pena angústias, nem tristezas…Está sempre tudo certo!

Dica 1 – Aceita-te!

«A felicidade só pode existir na aceitação!» George Orwell

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Hoje é o dia perfeito para aceitares todas as tuas imperfeições,  para assumires a pessoa que és, com todos os teus defeitos e virtudes. Faz as pazes contigo mesmo, apazigua o ruído interno que te demove e retira energia. Abraça o dia que começa com o foco na pessoa que és e que podes ainda melhorar mais. Aceitares o momento presente e quem tu és é verdadeiramente libertador, fazendo-te abandonar as dores emocionais do passado.

A sugestão que tenho para ti é que faças uma carta de perdão a ti próprio. Escolhe aquele momento do passado que mais te agonia e liberta-o. A aceitação e o perdão alivia-nos a alma do pesado fardo que carregamos nas costas, do que nos faz ainda emocionar quando nos confrontamos com a sombra que deixou ficar como um rasto. Às vezes, até achamos que está tudo resolvido, mas basta olhar para trás e perceber que há feridas que ainda sangram por dentro e dores que colocámos debaixo do tapete da alma.

Esta foi das minhas primeiras resoluções de Ano Novo e apesar da dor que possa provocar em ti, não te nego, todos temos as nossas por resolver, garanto-te que é bastante poderoso. Olhares bem no fundo de ti e dizeres-te  «eu perdoo-te por teres sido quem foste naquela ocasião». Se achares mesmo necessidade, escreve também a uma carta a quem tu sintas que te tenha magoado muito e precisas mesmo de perdoar, porque o peso da mágoa é superior à paz de espírito que não consegues sentir.

Depois da carta escrita, o alívio que vais sentir é muito superior ao impacto das lágrimas que podem surgir. Confrontas-te com a tua essência e com quem és de verdade. Se puderes, queima a carta e liberta-a no universo. Ele ouvirá o teu coração.

Que tal? Disposto a começar o ano de alma limpa e renovada?

«Aceitar cria espaço para a transformação. Aceita isso e a tua vida ficará mais fácil. Toda a transformação é precedida de aceitação, aceita que criarás espaço para exercer o teu poder de mudança». (Pedro Vieira, In: Inspiração para uma Vida Mágica).

Lei 4 – A Lei do Menor Esforço

«Um ser integral conhece sem agir, vê sem olhar e realiza sem fazer» Lao Tzu

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Esta lei é baseada num princípio da filosofia antiga da Índia que afirma «faça menos e realize mais», defendendo assim uma economia do nosso esforço.

O que Deepak Chopra nos quer transmitir com esta lei, é que não percamos tempo em busca de ilusões que podem não fazer sentido, sobretudo se as mesmas forem para alimentar o nosso ego, levando-nos a um desgaste excessivo de energia. É o que sucede quando controlamos, aprisionamos e nos apoderamos do outro, ou quando dele necessitamos para a nossa aprovação, dependendo de terceiros a nossa felicidade e os nossos desejos concretizados.

Segundo o autor precisamos de nos libertar desse dispêndio de energia centrado no nosso ego para podermos manifestar o que queremos. «Quando a alma constitui o nosso ponto de referência interior, quando nos tornamos imunes à crítica e deixamos de temer desafios, podemos aproveitar o poder do amor e utilizar a energia de forma criativa, no sentido da prosperidade e da evolução».

As três componentes práticas desta lei são a aceitação, a responsabilidade e o distanciamento. Deste modo, para que não nos sintamos constantemente em conflito connosco próprios e com os outros é necessário «aceitar as pessoas, as situações, as circunstâncias e os acontecimentos tal como eles ocorrerem», porque tudo tem uma razão de ser num dado momento. É aceitar as minhas limitações, as dos outros, as situações com que nos deparamo,s exatamente como são e não como deveriam ter sido.

Por outro lado, a aceitação acarreta também a nossa responsabilidade nas coisas, a nossa implicação, embora sem culpas, pois de nada adianta culpar-me a mim ou ao outro, são as aprendizagens que tiramos das experiências que contribuem para o nosso processo evolutivo.

O terceiro componente desta lei é o distanciamento, sendo talvez o mais difícil dos três de cumprir e de dominar para a maior parte dos mortais, exigindo muita autoconsciência e disciplina interior, para renunciar à necessidade de convencer os outros dos nossos pontos de vista. Quem é que dos leitores, não caiu nesta tentação de querer demarcar a sua posição e os seus ideais até ao fim, demonstrando que estava certo e que o outro é que estava errado? Todos certamente, pois é difícil ter esse autodomínio e abdicar da nossa autodefesa. Porém, essa demanda pela verdade só nos leva ao desgaste e ao martírio e a forçar resistências nas culpas que atribuímos aos outros, pelo que é preferível ignorar a perder forças nesse combate. Como defende Pedro Vieira, coach, no seu e-book «Inspiração para uma vida Mágica», um dos segredos para viver melhor é desistir de ter sempre razão.

Para concluir, é a combinação destes três componentes, aceitação, responsabilidade e distanciamento que nos permite fluir na vida sem resistências, sem entraves e sem esforço. «Se nos mantivermos abertos a todos os pontos de vista- se não nos prendermos com rigidez a um único – os nossos desejos e sonhos fluem com os desejos da natureza. Então poderemos libertar as nossas intenções, com distanciamento, e esperar pela altura própria para os nossos desejos de tornarem realidade.»