«Do Drama para o Dharma», de Vera Luz

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O livro sobre o qual gostaria de vos falar hoje é o «Do Drama para o Dharma», de autoria de Vera Luz, que nos apresenta a história de uma mulher chamada Sara, que como todas nós, é uma mulher que carrega aos ombros uma história de vida, repleta de padrões, de crenças limitantes, de medos e de hesitações. Através deste relato percorremos uma interessante experiência de vida, revemo-nos no percurso de Sara, nas dificuldades que encontra e que tem de lidar, nos medos que a perseguem, nomeadamente a falta de autoestima e de amor próprio, o medo da rejeição, a falta de amor, a cobrança e a vitimização.

Vera Luz descreve as várias fases porque passa Sara ao longo da sua vida, e como a Regressão e a Astrologia podem ajudar a entender e descortinar certos aspetos da vida, dando-lhe um sentido mais elevado. Com uma perspetiva espiritual, baseada nas leis universais, é possível identificar como podemos evoluir e crescer com as experiências que trazemos sob a forma de karma e de como podemos ultrapassar os nossos bloqueios. É importante entender que o que atraímos na nossa vida é tudo uma questão de energia, e por isso os outros à nossa volta acabam por ser um reflexo do que emanamos energeticamente. Este livro permite-nos assim um olhar atento sobre quem somos, como podemos aceitar a nossa essência, e olhar para dentro para encontrar as respostas que buscamos.

O interessante na história de Sara é que ela descobre que tudo começa fora do perímetro de segurança e só assim é possível sair do círculo vicioso em que se move, mostrando-nos o poder maravilhoso do amor próprio, e da autenticidade. De Marrocos até à Índia, Sara vai descobrindo novos horizontes, e uma força que julgava impossíveis, conhecendo-se cada vez melhor, o que lhe permite escolher caminhos que não supunha existirem e que lhe revelam sentimentos e realidades deslumbrantes.

Este livro permite-nos também refletir sobre as belas histórias de amor, como lições que devemos ter nesta vida, desmistica-nos a ideia romântica e cor de rosa do «felizes para sempre», pois as pessoas só se relacionam enquanto houver algo que tenham que partilhar e aprender, nada dura para sempre e deve aceitar-se isso com humildade, em vez de se reagir com excesso de apego, cobrança e desamor quando as relações terminam, numa teia de sentimentos e sensações de vibração densa que se multiplica e de onde não é fácil sair ileso.

«Reencontros kármicos amorosos existem, sim, mas não para serem vividos na ilusão do “juntos para sempre”. São encontros fabulosos, cheios de emoções intensas e inexplicáveis e que se dão com a intenção de entreajuda amorosa entre duas almas. São uma maneira discreta do Universo nos lembrar que a vida é muito mais do que aquilo que vemos no nosso dia a dia»., In: «Do Drama para Dharma».

Ao ler este livro certamente encontrarão uma esperança para enfrentar dias difíceis, lidar com amores kármicos inexplicáveis, com as dores de alma, com a insegurança das decisões a tomar. Um livro que nos mostra que é importante entender os factos para além da racionalidade e perceber como podemos aceitá-los e integrá-los numa perspetiva evolutiva para chegar a um patamar de desenvolvimento e crescimento interior mais elevado. Só quem passa pelas dificuldades pode dar valor à vitória, às conquistas e à paz de espírito.

«Do Drama para o Dharma» revela-nos assim que não devemos desistir de ser felizes, porque a felicidade não é o destino, mas o caminho até lá chegar.

Ana Machado

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Segredo 7 – «A maior força do nosso íman é o amor à nossa própria vida»

 

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Um dos maiores segredos do amor consiste em percebermos que não temos de procurar o amor fora de nós, porque o amor já existe dentro de nós. Como o defende Rudieger Shache «a nossa única missão consiste em afastarmo-nos cada vez mais daquilo que não é amor. O resto acontece pura e simplesmente».

Assim em qualquer circunstância da nossa vida, sobretudo aquelas que não forem benéficas para nós, em que tenhamos dúvidas ou precisemos transformar alguma coisa devemos apenas perguntarmo-nos «o que faria o amor»? Faria isto que nos está a entristecer, a deixar dúvidas, a sentir culpa, ou pelo contrário demonstraria uma emoção plena e satisfatória? O amor magoaria? O amor trairia? O amor desrespeitaria? O amor trazer-nos-ia  sofrimento, angústia, anulação, toxicidade? Quanto mais nos questionarmos neste sentido, mais luz se fará ao fundo do túnel, «quanto mais deixarmos para trás o que não é carinhoso para nós, mais vamos encontrar e viver o que procuramos».

O segredo consiste em amar-nos a nós mesmos, embora não devamos sentir essa obrigação, porque o amor fluirá e sentir-nos-emos livres e soltos. Ao amar-nos a nós acima de qualquer coisa, não seremos egoístas mas privilegiaremos a verdadeira relação que podemos ter connosco próprios. Seremos livres para amar, não nos deixaremos magoar, não nos deixaremos influenciar por ideias alheias, saberemos o que queremos e saberemos lutar pelos nossos desejos. Também não sentiremos necessidade de julgar os outros, porque o amor incondicional que brota de nós aceita os outros como são. Quanto mais e melhor nos amarmos mais carregado o nosso íman fica de uma poderosa energia chamada amor e aos poucos começarás a ver acontecer algumas das seguintes mudanças  na tua vida:

«Muitos conflitos vão desaparecer ou resolver-se mais simplesmente, porque já não temos de reclamar ou trocar amor, reconhecimento ou apreciação.

Atraímos cada vez mais pessoas que se sentem bem na nossa frequência.

Mantemos pessoas afastadas que não conseguem suportar que sejamos interiormente independentes e livres.

Censuramos menos os outros, porque nos censuramos menos a nós próprios.

Irradiamos confiança, porque confiamos em nós próprios. Os outros irão alterar positivamente o seu comportamento perante nós.

Diminuímos as ações automáticas e as contra reações entre as pessoas que lidam connosco.

Podemos reagir a outros, mas já não teremos de o fazer. (…) »

Citações de «O segredo do Amor», de Ruediger Schache

Ama-te mais

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Nos últimos dias enchi a página com imagens e estímulos que te inspirassem para o amor, que te fizessem acreditar mais nessa energia mágica que nos move e faz da vida algo maravilhoso. Celebrar os sentimentos, dizer ao outro (a) que o (a) amamos, exprimir isso em gestos e atitudes é de facto algo que nos pode acrescentar, não apenas porque é dia dos namorados e todos esperam isso de nós, mas porque nos vem de dentro essa vontade de nos conectarmos com quem amamos.
Contudo, essa simbiose só poderá ser perfeita se não for uma dependência, uma muleta nas nossas vidas, só faz sentido se nos amarmos em primeiro lugar, independentemente do outro (a), sendo essencial numa primeira instância o amor próprio.
Como diz Vera Faria Leal «Quando cuidamos de nós, quando nos tornamos mais inteiros em nós próprios, as nossas relações tendem a tornar-se relações de pessoas completas, logo, que têm mais para dar uma à outra. Sem o outro já não me perco, pois o meu centro está em mim e é a partir dele que irradio a minha liberdade, a minha verdade, o meu amor. Ninguém pode roubar um sol que já habita dentro de nós. Com o outro me amplio e alcanço mais, como dois sóis à volta dos quais giram os planetas-vida, dançando pelo cosmos a dança do amor divino espiritualizando a condição humana.» In: «O Poder do Amor».
Amem-se mais!