Amor é mais do que uma solidão partilhada

O Amor liberta
O Amor eleva,
O Amor é transformador
O Amor é partilha,
O Amor é acrescentar,
Nunca subtrair,
O Amor é incentivar,
Nunca denegrir
O Amor não junta metades
Mas seres inteiros.

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Comecei esta reflexão convosco sobre o poder transformador das relações amorosas, com este jogo de palavras, porque é isto mesmo que vos quero transmitir de modo simples e poético ao mesmo tempo.
Hoje em dia , muitas mulheres continuam a viver relacionamentos, que nada, mas quando digo nada, é mesmo nada têm a ver com o amor. Transformaram essas relações em lugares comuns, rotinas e hábitos que se repetem, onde não existe qualquer tipo de comunicação, um diálogo de cumplicidade, de entendimento, a partilha de uma linguagem que ambos entendam. Muitas vezes, na maior parte dos casos, já nem existe grande afeto, nem toque físico, apenas co-dependência. Se foi assim que viveram toda a vida, temem deixar essa realidade, porque desconhecem como será começar de novo, duvidando da sua capacidade de começarem tudo de novo  de novo e sozinhas.
Nesses casos, o medo da solidão pode ser tão grande, que embora já tenham consciência do que têm em casa não é nada, se mantém anos a fio, presas a uma infelicidade que preferem não falar, calando a tristeza, o desespero, a falta de novidades, o fim do desejo entre o casal, acomodam-se, deixam-se ficar, abdicando do que possa ser isso de felicidade, até porque ser feliz também dá muito medo.

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Se este é o teu caso, pensa no que podes fazer para transformar o teu relacionamento, se sentires que ainda é possível fazer algo por ele, salvá-lo desse estado moribundo. Inova, fala com o teu companheiro, procura perceber o que ele sente, o que ele quer da vida, estabeleçam objectivos comuns, introduzam mais momentos de intimidade entre vocês, arrojem, estipulem um dia só para os dois e aventurem-se nessa nova oportunidade. Percebam se é possível salvar algo que estava apenas adormecido por tanta rotina e obrigações. Estimulem isso. Mas, se depois de tentares, continuares a sentir que essa relação não te preenche, aconselho-te a redefinires tu os teus objectivos de vida. É isso que queres, uma relação que já não te faz vibrar? Que já não te faz querer correr para casa, muito menos para estar junto da pessoa por quem tu te apaixonaste um dia? Com quem não consegues aguentar o contacto físico, a presença dele? Com o qual nem consegues conversar sobre ti, sobre o que gostas e queres fazer, é isso que queres?
Ou sentes que precisas amar-te mais, aceitar-te, dar pequenos passos na direcção do que te faz feliz, do que  deixaste para trás, porque te deixaste anular?
Tu és mais do que os restos que permitiste que a tua vida se tenha transformado. Tu és poderosa, tu mereces ter paixão na tua vida, não permitas que o medo te trave e te impeça de ir mais além. Luta por ti, não te resignes, não te ignores, não cedas o teu poder pessoal, não apagues os teus sonhos, o teu amor, as tuas esperanças.
Nenhuma relação é isso em que transformaste a tua vida, o amor é tudo menos dependência e medo. Por isso luta, transforma, ama-te! Porque sim, tu mereces ser feliz!
E nunca te esqueças que mais vale só, do que mal acompanhada! Não há maior solidão, do que aquela que temos acompanhadas!

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A segurança nos relacionamentos

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Muita gente sonha com um relacionamento seguro e estável, mas na verdade segundo Osho, no seu livro, «Intimidade: confiar em si próprio e no Outro», nenhum relacionamento pode ser seguro, porque se for absolutamente seguro perderá o seu encanto e atração. Nada é 100%  garantido, nem o maior dos amores pode jurar a pés juntos que se manterá junto daqui a alguns anos. O amor é uma construção, é imprevisível, é dinâmico pelo que não se pode aprisionar, tudo é possível de acontecer. É esse lado “inseguro” que o faz ser vivido com tamanha intensidade, porque do futuro nunca se sabe, apenas se sente no presente, se ama no presente. As projeções do amor no futuro não passam de ilusões nossas.

Nesse sentido, o futuro está sempre em aberto, é por isso que Osho afirma, com alguma graça, que «se quer um relacionamento muito seguro, terá de amar um morto; mas nesse caso não sentirá prazer nenhum». Vistas as coisas nesta perspetiva nenhum relacionamento deve ser muito seguro, deve saber-se conviver com o medo da perda, sem fazer disso uma obsessão, pois nada é certo nesta vida. Amar é arriscar, nunca se conhece o momento seguinte, por isso se deve amar com total entrega e intensidade, porque o que é hoje, amanhã poderá já não ser. Amar é perder o medo de perder, doar-se, aproveitar o momento presente, evitando remorsos tardios. Desta forma, o amor não é para os pouco audazes, para os medrosos, sendo uma arte para os corajosos e aventureiros que não temem colocar o coração a prémio. Amar é uma verdadeira libertação, embora haja aqueles que o evitam apelando às defesas e às armaduras que os impedem de reviver dramas e traumas antigos…escudando-se em relações efémeras e fugazes, mas que negam o amor, maldizendo-o. Como somos aquilo que pensamos e temos a capacidade de tornar as nossas profecias uma realidade, se negarmos o amor com medo de nos magoarmos, tudo o que atrairemos serão sem dúvida relacionamentos muito desagradáveis e atolados de negatividades. Por isso, correndo o risco de poder correr mal, o melhor é viver o sentimento do amor, e deixar que ele inunde de cor e felicidade as nossas vidas, acreditando no seu enorme potencial transformador. Segurança no amor? Só no cemitério, onde foram felizes para sempre.

«Não desperdice este momento a preocupar-se com o futuro, porque isso é suicida. Não dirija um único pensamento ao futuro, porque nada se pode fazer quanto a ele, e portanto é uma pura perda de energia. Ame esse homem e seja amado por ele.»

Citações da obra: «Intimidade: confiar em si próprio e no Outro»

Segredo 10 – «O momento mais importante da nossa vida é agora! Tudo o que sentimos e pensamos agora constrói o nosso futuro»

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Chegámos ao décimo e último segredo do o amor, segundo a obra de Rudieger  Schache,  que nos evidencia a importância da força do tempo presente, do aqui e do agora, como um tempo fluído, de novas oportunidades.

«Quanto mais vivermos no passado ou sentir o passado como um fardo, mais nos estaremos a afundar em velhos sentimentos. Com isso produzimos uma força magnética no nosso íman, que atrai as pessoas que querem viver connosco esses velhos sentimentos. Estamos a simplesmente a continuar o nosso passado no futuro, como um círculo fechado»*

Assim sendo, é importante que te foques no presente e que abandones os velhos sentimentos, através das práticas manifestadas nos capítulos e segredos anteriormente revelados. Outra aliada importante neste processo é a tua intuição, o teu sexto sentido.Só precisas de confiar e estares disponível para ouvir o teu coração e o que ele te diz, pois ele é o melhor tradutor da linguagem da nossa intuição. Não tenhas medo se pensares que estás a ficar louco (a), segue a sua voz, pois ela é a tua melhor conselheira.

Ao estares no presente, no aqui e no agora poderás sentir o amor manifestar-se, pois estás livre dos condicionalismos das tuas crenças e dos pensamentos negativos. Inauguras um fluxo de esperança e felicidade que só te poderá trazer boas hipóteses no amor.

Concluídos estes 10 segredos do amor, a única certeza que podemos ter após a leitura desta obra  é que nada disto é um processo fácil, simples, rápido e direto, porque tudo depende de nós, da nossa força de vontade, da forma como nos conseguimos libertar do que nos impede de nos abrirmos ao amor, de rompermos com o passado, com as crenças limitadoras do nosso pensamento, como nos expandimos através do perdão, como nos amamos ilimitadamente, alimentando a fonte interna e o espaço interior que albergamos.

Os segredos do amor, serão de facto pistas que podemos ir integrando na nossa vida, tornando-nos mais conscientes do que pretendemos e do que temos de abdicar para sermos mais felizes.

Que estes 10 segredos vos inspirem e vos tragam a realização amorosa que merecem…mas para isso têm de acreditar!

 *Ruediger Schache, In: «O Segredo do amor»

Segredo 9 – «Se quisermos obter algo devemos tomar decisões e agir em conformidade. Uma atuação decidida multiplica o poder de atração do nosso íman»

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Chegámos ao penúltimo segredo do amor, do autor Ruediguer Shache que nos evoca a enorme força de tomarmos decisões e manifestarmos ao universo intenção de mudar alguma coisa nas nossas vidas. Mas só isso não basta, é preciso demonstrar confiança, segurança e assertividade nas decisões que se tomam, para que a mesma seja firme e indique que estamos prontos e resolvidos. Para cumprir este segredo são necessários pelo menos 3 grandes ingredientes: Lucidez, Força e Convicção. Além destes é importante que se abram portas e canais que possibilitem o fluxo do que pretendemos receber.

Rudieger Schache salienta assim que, «se desejamos um companheiro, não nos devemos ficar pelo desejo e pelo pensamento, mas a certa altura, devemos sentir a falta. Devemos fazer algo. Devemos aproveitar as oportunidades de contacto e estar, ao mesmo tempo, cientes de que nenhum dos nossos esforços terá de ser a porta através da qual o universo nos dá o que queremos.»*

Neste sentido, é preciso que te questiones, entendas o que queres mudar na tua vida, o que queres atingir, se estás disponível para a mudança que queres que aconteça na tua vida, algo novo, inspirador e se decidires que é isso mesmo que queres…age.

Por outro lado é importante que te libertes dos pesos antigos, do que te liga ao passado, aos traumas, às más experiências e aos maus resultados. Resolve tudo isso, seja com cartas de perdão a ti e aos outros, com telefonemas ou encontros presenciais, o importante é que limpes todas as energias que carregas contigo de anteriores relacionamentos e não deixes nada por dizer, que te livres de fotografias de outras pessoas, que ainda tens espalhadas pela casa, presentes que teimas em guardar e manter à vista, etc. E depois de te libertares de tudo isso, percebe o que sentes, como estás e muda a frequência do teu íman. Agradece por te teres conseguido libertar de todo esse peso e por tudo aquilo que tens, e a tua vibração mudará imediatamente.

Se o que pretendes é encontrar um novo amor na tua vida, experimenta o poder encantador da tomada de decisão!

*Ruediguer Shache, in: «O Segredo do Amor»

Segredo 8 – «O nosso íman atrai uma coisa com tanta mais força quanto mais intensamente sentimos dentro de nós o espaço vazio onde essa coisa pertence»

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Este segredo fala-nos da importância do espaço interior e da forma como ele pode catalisar o que pretendemos atrair. Este espaço tão nosso, único e sagrado tem de vibrar na frequência de que aquilo que pretendemos já existe, que existe espaço para ele, pois se tivermos a sensação que nos falta algo iremos atrair algo pela carência, pelo vazio que queremos suprimir.

Desta forma, é importante cuidar desse espaço interior como um espaço sagrado ou um jardim repleto de flores raras, senti-lo, de modo que o nosso íman esteja sintonizado com o que somos e atraíamos para nós o que está sintonizado com o que somos.

Muitas vezes, tantas vezes, este espaço interior é negligenciado, e o que tanto desejamos torna-se um ato de desespero, porque consideramos esse nosso interior terra de ninguém, lugar ermo e feio, que não desejamos visitar, nutrir ou permanecer.

Quanto mais cultivarmos bons sentimentos, como a alegria, o amor, a paz, a felicidade melhor programamos o nosso íman para o que desejamos. Também é importante que nos apercebamos do que realmente queremos num relacionamento ou o que nos apavora. Será o medo de perder a liberdade? Nesse caso é possível que se assista à repetição de um padrão de relações com pessoas indisponíveis, porque afinal tudo depende do que estamos a emanar para o universo, embora possamos sempre mudar isso.

Também as nossas prioridades influenciam o tipo de relação que se tem ou que se atrai. Já tinhas pensado nisto? Se o romance estiver no fim da lista das nossas prioridades é possível que se atraia alguém que também não o valorize em primeiro lugar nas suas vidas.

O autor sugere que se faça um exercício que consiste em escrever as áreas da vida que se pretende ter resultados e os desejos mais importantes, de forma aleatória. Em seguida devem enumerar-se as prioridades por ordem de importância e depois verificar-se o que pode ser prescindido com facilidade. No fim o resultado pode ser revelador.

Queres experimentar?

Segredo 6 -«As pessoas perto de nós raramente se comportam como nós queremos, mas muitas vezes como nós receamos»

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Este segredo é aquilo que Rudieger Schache  denominou de Profecia Auto-Realizável. Trata-se de uma lei da natureza que atrai o que pensamos, pelo que, se estamos com uma pessoa e pensamos mal dela ou esperamos o pior dela, o normal é que atraiamos o que pensamos, nem que seja pelas nossas expressões, pelas nossas atitudes e comportamentos que despoletem no outro precisamente a reação que tanto receamos. Como o nosso íman do amor é autêntico, ele irradia os nossos sentimentos e pensamentos, por isso «quando pensamos em algo e sentimos o contrário dentro de nós, irá acontecer, em última instância o que sentimos.»* É por este motivo que os nossos medos atraem verdadeiramente o que tentamos evitar, pelo que se recearmos mentiras e traições numa relação é exatamente isso que poderemos atrair em  relacionamentos sucessivos, pois os nossos medos funcionam como poderosos catalisadores energéticos.

Com a revelação deste segredo, não se pretende que se escondam os medos debaixo do tapete ou se fechem num armário a sete chaves, bem pelo contrário pressupõe que se faça um trabalho profundo de autoconhecimento, se entendam as suas origens, os seus porquês, se perdoem as situações vividas anteriormente e as pessoas nelas implicadas e se libertem as experiências traumáticas e negativas do passado.

Nesta perspetiva, é necessário substituir as velhas crenças e recordações sobre o que tememos e mudarmos o nosso paradigma, questionando-nos sobre o que sentiríamos se os medos não existissem, podendo ser libertados através de meditações, visualizações, ou outras formas de mentalização até os sentirmos a diluírem-se dentro de nós.

* In: «O segredo do Amor», de Ruediger Schache

Segredo 5 – «Cada vez que sentimos um símbolo no nosso íman temos na nossa mão uma chave mágica»

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Depois de alguns dias de ausência retomo os maravilhosos segredos do amor anunciados na obra de Ruediger Shache.

O quinto segredo fala-nos no poder dos símbolos associados a situações quotidianas, a rituais, algo que pelo seu poder nos pode elevar e fazer aumentar a nossa fé ou bem pelo contrário bloquear e impedir que avancemos no nosso caminho. Nesse sentido, o símbolo pode ser positivo ou negativo e enquanto acreditarmos nele vamos esbarrar-nos várias vezes com ele nos nossos relacionamentos, criando-nos situações semelhantes.

Neste sentido, os símbolos neste contexto funcionam como âncoras, como se refere na Programação Neuro-Linguística, podem estar associados a experiências felizes e prazerosas, ou a momentos que nos recordam situações menos felizes e turbulentas nas nossas vidas. Por isso, é importante que se identifiquem os símbolos que nos evocam momentos desagradáveis e que se trabalhe o seu poder, caso contrário, ao mínimo sinal deles aparecerem num contexto relacional, pode ser o principio do fim, pois na verdade os símbolos funcionam como uma linguagem que não têm a mesma mensagem e significado para todos, os meus símbolos podem não ser os mesmos que os dos outros e a forma como eu os entendo também não será igual. Assim, é muito fácil que se gere algum desentendimento quando eu associo um símbolo a uma determinada situação e a outra pessoa com quem me relaciono não faz a mínima ideia do que isso pode significar.

Este segredo revela-nos que podemos ser condicionados pelos símbolos que programam os nossos ímans, que podem ser objetos simbólicos, convenções, ideias preconcebidas, pensamentos e padrões que reproduzimos porque estamos convictos da sua veracidade, inspirados pela família, pela sociedade, pelos media, pelos filmes que vemos.
Para exemplificar como o poder dos símbolos pode ser perigoso, o  autor relata a história de Kathy, uma mulher de 37 anos que já tinha tido três longos relacionamentos, mas que se sentia sempre rejeitada e usada de cada vez que as relações terminavam. Um dos símbolos que ela abominava e constantemente a perseguia era o facto de os seus companheiros todos lerem o jornal ao pequeno almoço, o que ela sentia como uma falta de respeito e de atenção para com ela. Foi preciso trabalhar muito essa situação e esse símbolo para que tal não a viesse a incomodar em futuras ligações, pois a questão negativa era dela, vinha da sua infância e era necessário ultrapassar. Caso não tivesse tido consciência disso, ela iria continuar a ter toda a vida companheiros que o fizessem e ela sentir-se-ia magoada e rejeitada e isso não teria solução.

Uma das sugestões do autor perante os nossos objetos simbólicos é que paremos um pouco para pensarmos neles e que os vejamos com outros olhos, que analisemos a sua função, o seu material, façamos usos dos nossos sentidos para os explorar e que tentemos tirar-lhe o significado que lhe damos, desmistificar o que nos faz sentir.

Se por acaso, o objeto simbólico estiver associado a relacionamentos anteriores e nos sentirmos presos a eles, o melhor que tem a ser feito, é que nos libertemos deles, pois essa posse energética impede-nos de avançar no amor.

Essencialmente o que este segredo nos diz é que tomemos consciência dos nossos símbolos, no que projetamos nos outros, sem que eles o entendam, e que nos livremos deles, seja um pensamento, uma crença, ou tão somente um objeto. Podemos sempre «inventar conscientemente novos símbolos para nós próprios e relaciona-los com sentimentos que queremos ter no nosso íman. Nessas alturas os símbolos ajudam-nos a recordar o que queremos sentir».

In: «O segredo do Amor», de Ruediger Schache

Segredo 4 – “A fonte de tudo está no nosso íman. A fonte é o que sentimos”

 

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Este segredo, tal como o anterior referente ao autoconhecimento, é dos mais importantes de todos, pois tem a ver com a fonte de amor que brota em nós e que deve ser constantemente alimentada por nós, com bons sentimentos e muita compreensão, para que se mantenha ativa e não seque com amargura e ressentimento.

O amor entre duas pessoas só poderá manter-se se cada uma delas procurar o amor dentro delas próprias, pois como se pode amar alguém se não nos amarmos a nós em primeiro lugar.

Como o refere Ruediger Schache, no livro «O Segredo do Amor»,« ninguém nos poderá dar uma sensação. Só se pode despertar uma sensação dentro de nós. (…) Se reconhecermos que as nossas sensações pertenceram sempre a nós próprios, que não existe uma única sensação que outra pessoa nos possa dar ou tirar, seremos livres. Daremos menos poder aos outros e retirar-lhe-emos o peso da responsabilidade pelo nosso bem estar».

Nesse sentido, só poderás encontrar o amor no teu caminho se tu próprio (a) fores uma fonte de amor. É talvez por este motivo que a maior parte dos relacionamentos acabam por não dar certo, porque as pessoas tentam colmatar as suas lacunas e os seus vazios com o amor dos seus parceiros, esperando encontrar neles o amor que não sentem por eles mesmos. Em nome desse famigerado amor que não passa de uma projeção, de uma ilusão vã acabam por perder a integridade e o autor-respeito, atraindo mais desamor, tristeza e maior vazio emocional. Se nos amarmos verdadeiramente, mais facilmente emitimos uma frequência que atrairá alguém em condições semelhantes, com equilíbrio e sintonia.

O truque para que a nossa fonte esteja sempre a jorrar passa muito por nos mimarmos, nos cuidarmos, nos respeitarmos, aceitarmos e perdoarmos os nossos erros. Quanto mais harmonizados nos sentirmos, melhores efeitos produziremos nos outros.

Desafio para praticar este segredo:

«Tentemos sentir o que acontece connosco se imaginarmos que nos podemos dar a nós próprios aquilo que até agora temos esperado de outras pessoas».

Segredo 3 -«A nossa lucidez atrai, por entre o caos de inúmeras possibilidades, precisamente as pessoas e os acontecimentos que combinam connosco».

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O terceiro segredo do amor apontado por Ruedier Schache apela-nos à lucidez dos nossos desejos, implicando que dediquemos tempo ao nosso autoconhecimento e que saibamos responder a certas questões, como «quem sou eu», «o que eu quero», «para onde quer o ir», «o que quero viver», «quem quero conhecer», «quais os meus valores», «o que é importante para mim». Estas questões quando bem interiorizadas apontam-te caminhos, direções que podes ir explorando até chegares às tuas próprias conclusões e definires as tuas preferências e prioridades.

Neste aspeto, este segredo é talvez um dos mais importantes, pois se não te conheceres e souberes bem o que queres e o que estás a fim de viver, qualquer pessoa te poderá servir, e quem não sabe o que quer acaba vivendo situações que não são as melhores. Por isso não basta ter um desejo vago, há que especificar bem o que se pretende. «O melhor que podemos fazer por nós é termos uma ideia clara para a nossa vida e sentirmos que estamos no caminho para um futuro perfeito».

Se estás à procura de um companheiro (a), a tua lucidez pode ajudar-te , por exemplo, a fazeres uma lista com todos os atributos da pessoa que pretendes atrair, desde os físicos, aos psicológicos, à personalidade e estilo de vida e o que pretendes da relação. Quanto mais especificares o que pretendes mais indicações estás a dar ao universo sobre o parceiro que queres atrair. Lembra-te, que tens de ser muito claro (a) nos teus desejos, pois se fores vago (a), o mais certo é que o que encontres não corresponda bem ao que queres.

Nesta fase, é importante que dissolvas bloqueios, reforces os pensamentos positivos e definas o tipo de relacionamento que queres ter.

A primeira força determinante para a atração do que tu pretendes realizar é a intenção em vez do desejo. Não basta dizeres ao universo que queres ter um relacionamento, tens de sentir que decidiste ter um, pois isso acelera o processo. E quando assim for, não precisas espalhar aos quatro ventos sobre os teus desejos, apenas sobre as tuas decisões.

A segunda força dominante consiste em sentires o caminho que tens a percorrer em vez de te focares unicamente no objetivo. Deste modo libertas-te das angústias das obrigações e concentras-te apenas nas sensações e sentimentos que queres vir a ter.

A terceira força dominante consiste em sentires a felicidade que tal desejo te proporcionará, em vez de te concentrares na sua importância.

Uma vez lucido (a) e concentrado (a) no que queres de um relacionamento e o que ele te poderá proporcionar, tens a base fundamental para seguires viagem e encontrares uma pessoa feita à tua medida.

Segredo 2 – “O que atraímos espelha o que está contido no nosso íman para nos podermos orientar mais claramente”

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Atraímos para nós parte daquilo que somos, daí que as pessoas e acontecimentos que surjam na nossa vida possam refletir semelhanças e pontos em comum, como se fosse um efeito de espelho. Porém, o espelho não reflete apenas o que somos, pode revelar muito mais do que isso, pois como já foi referido no post anterior o nosso íman nem sempre é completamente consciente. Nesse âmbito, podemos atrair «o que é semelhante, o oposto, o que foi rejeitado ou um “milagre”».

Quando atraímos o nosso oposto isso pode revelar-se um verdadeiro desafio, ajudando-nos a crescer emocionalmente ou levar-nos a um desgaste constante, tudo depende da forma como se vive esse amor e como queremos evoluir na relação.

Também nos podemos aperceber que estamos a atrair sempre o mesmo padrão, o mesmo tipo de pessoas com as mesmas caraterísticas, por vezes até aspetos que nem toleramos ou aceitamos, atraindo deste modo o que rejeitamos em nós e nos outros, «porque isso desencadeia sentimentos e representações fortes dentro de nós», podendo constituir o conteúdo do nosso íman.

O caminho sugerido por Ruediger Schache para mudar o nosso íman consiste em observarmos as situações que atraímos, sem controlarmos nada; compreendermos o porquê das coisas estarem a suceder-se, analisarmos os nossos pensamentos; aceitarmos o que estamos a atrair e estarmos dispostos a aprender com isso; e por fim decidir o que queremos e calar os pensamentos sabotadores, substituindo-os por pensamentos que melhorem o que pretendemos atrair.

Mas, o efeito espelho pode atrair também verdadeiros milagres, sobretudo quando entregamos ao universo os nossos desejos, e desistimos de forçar seja o que for. É nessas alturas em que paramos de insistir, que nos libertamos de uma pessoa, uma ideia, uma situação, sem esperar nada, que pode surgir o inesperado e assistirmos a milagres.

«Este sentimento é designado de “entrega”. Fizemos tudo o que era humanamente possível e depois largamo-lo. Não desistimos. Apenas o largamos. Com amor, não com rancor. Reconhecemos os nossos limites e sentimos, onde começava algo mais elevado, que não era influenciado nem pela nossa vontade, nem pelos nossos actos».

O livro do «Segredo do Amor» de Rudiger Schache é neste sentido verdadeiramente inspirador, abrindo-nos novas perspetivas sobre os caminhos do amor e dos relacionamentos.