Aspetos essenciais das «Leis Espirituais do sucesso» de Deepak Chopra

 

Para concluir os posts dedicados à obra «Sete Leis espirituais do Sucesso», de Deepak Chopra, gostaria de fazer um resumo de modo a retermos os seus aspetos essenciais e o modo como podemos vivenciá-las, pois elas estão todas interrelacionadas, ativando-se umas às outras:

Lei  da Potencialidade Pura – Apenas ser através do silêncio, da meditação, do não julgamento e da comunhão com a natureza.

Lei da Dádiva – O principio consiste em dar, sobretudo dar aos outros o que queremos para nós, desencadeando o processo de circulação de energia. Agradecer as dádivas e desejar alegria e felicidade aos outros.

Lei do Karma – Observar as escolhas.Refletir sobre as consequências das mesmas. Pedir orientação ao coração. Pois este é intuitivo e conhece a resposta certa.

Lei do Menor esforço– Praticar a aceitação, aceitar pessoas, factos, circunstâncias como elas se manifestarem. Assumir a responsabilidade da situação e estar aberto a todos os pontos de vista. Não colocar esforço nos desejos que se pretendem concretizar.

Lei da Intenção e do desejo – Definir uma lista dos desejos que se pretende realizar, lê-los antes de adormecer e acordar. Confiar, consciente do momento presente.

Lei do desprendimento – Desapegar dos desejos, deixá-los fluir, não forçar situações ou problemas, tornar as incertezas em experiências, em aventura da vida.

Lei do Dharma – Foco na verdadeira finalidade da vida. Descobrir os meus talentos especiais e coloca-los ao serviço dos outros para descobrir e potenciar a felicidade. Perguntar «como posso ajudar?».

Lei 7 – A Lei do «Dharma» ou da Finalidade da vida

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«Todas as pessoas possuem uma finalidade na vida…uma dádiva singular ou um talento especial para oferecer aos outros».

Eis-nos chegados à última lei espiritual do sucesso, a lei do «Dharma», que em sânscrito significa «finalidade na vida». Segundo esta lei todos temos uma missão, um propósito de vida, algo que nos distingue dos demais, que nos torna únicos e especiais, possuindo talentos e capacidades singulares que devem ser ofertados aos outros para que possamos cumprir a nossa finalidade e justificar a razão da nossa existência. Segundo Deepak Chopra, quando os nossos talentos são usados para suprimir as necessidades dos outros gera-se aquilo a que ele descreve como «centelha da prosperidade».

Neste sentido, esta lei complementa outras duas, que já referimos em posts anteriores, a da potencialidade pura e a da dádiva, já que a partir da primeira nós entramos num estado de profundo conhecimento interno, possibilitando-nos conhecer os nossos talentos mais genuínos, e com a segunda tomamos consciência da necessidade de darmos aos outros algo de nós.

Para colocares esta lei em prática é essencial que te faças algumas questões durante os momentos em que se travas um diálogo interno contigo mesmo em silêncio, descobrindo o teu verdadeiro eu interior.

Quais os meus talentos?

Como posso eu ajudar a melhorar este mundo?

Como posso eu fazer a diferença na vida dos que me rodeiam?

Como posso eu ajudar?

Estas reflexões têm de ser sempre de carácter desinteressado e altruísta, sem esperar dividendos, lucros ou compensações materiais, pois aqui o objectivo é dar, não é receber. Se ainda assim depois de refletires não conseguires encontrar essas respostas dentro de ti, pensa na seguinte questão sugerida por Deepak Chopra, tenho a certeza que te irá ajudar.

– Se o dinheiro não fosse preocupação para ti e se tivesses todo o tempo e o dinheiro do mundo o que farias?

Fez sentido para ti?

Elabora uma lista de todos os teus talentos especiais, aqueles que te fazem sobressair, em que sentes que gostas mesmo de fazer e te fazem sentir feliz e depois partilha-os, podes começar pela tua própria família, pelos teus amigos, e depois quem sabe te sintas com vontade de os estender ao maior leque de pessoas possível.

Eu já fiz a minha lista há uns meses atrás e descobri que gosto mesmo de escrever, o que aqui tenho partilhado contigo nos últimos tempos, que gosto de ouvir pessoas e de as ajudar, daí ter-me tornado coach, que gosto de ensinar, e por isso sou professora voluntária numa universidade sénior. E isto, eu sinto que é ainda só o princípio…

Como é, vais pôr em prática esta lei? Desafio-te! Garanto que até vais voar com a tamanha felicidade que vais sentir!

Lei 6 – A Lei do Desprendimento

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«No desprendimento se revela o conhecimento da incerteza… no conhecimento da incerteza se revela a libertação do passado, do conhecido, da prisão da circunstância do passado. E pela nossa vontade de entrar no desconhecido, no campo de todas as possibilidades, entregamo-nos ao espírito criativo que orquestra a dança do universo.»

A sexta lei espiritual do sucesso é a Lei do Desprendimento. Segundo esta lei, depois da intenção de concretizar  os nosso desejos devemos renunciar à nossa ligação a eles, libertá-los, desligando-nos dos seus resultados.

Esta lei tem efeitos poderosos, pois permite-nos reduzir os níveis de ansiedade e de obsessão em relação aos nossos desejos, permitindo que os mesmos sigam o seu fluxo normal e se possam vir a concretizar, de modo mais fluído e abundante. Caso contrário, a nossa ligação exagerada à sua concretização  pode atrair doses industriais de angústia, de medo e insegurança, que nos impedem de expandir e aprofundar a nossa ligação com o nosso “eu” e trabalharmos o nosso autoconhecimento.

«A ligação ao resultado significa consciência da pobreza, pois esta ligação prende-se sempre aos símbolos. O desprendimento significa consciência da riqueza, pois ele traz-nos liberdade para criar. Só com um envolvimento desprendido se pode obter alegria e prazer. (…) Sem o desprendimento tornamo-nos prisioneiros de necessidades mundanas desesperadas e impossíveis, preocupações triviais, desespero passivo e tristeza- marcas indistintas de uma existência quotidiana medíocre e da consciência da pobreza.»

Neste sentido, o desprendimento é a chave para o sucesso em diferentes áreas, como a financeira, a afetiva, a familiar, a dos relacionamentos, a intelectual, entre outras, na medida em que este assenta num princípio libertador, criativo, num conhecimento da incerteza, que faz com que a vida seja vivida com mais emoção, alegria, mistério, empolgamento, desafio, aventura e magia. Permite um salto sem rede, sem segurança, que impulsiona a saída da zona de conforto, evitando os caminhos seguros, as rotinas, a estagnação e o aprisionamento das ideias rígidas e inflexíveis, que retirariam ao desejo a sua natural fluidez, criatividade e espontaneidade.

Para aplicarem esta lei nas vossas vidas é importante assim deixarem de lado as ideias fixas, optarem por uma vida livre e desprendida, permitindo a fluidez dos eventos, dos acontecimentos, dos desejos, das relações, envolvendo-se sem se apegarem, vivendo o momento presente com prazer, alegria e entrega.

#Todas as citações são da obra «Sete Leis Espirituais do Sucesso», de Deepak Chopra

Lei 5 – Lei da Intenção e do Desejo

Esta lei é baseada na energia e informação que existe na natureza, sendo que «todo o universo na sua natureza essencial representa o movimento de energia e informação».

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Apesar de tudo ser informação e tudo energia, o sistema nervoso do ser humano possui a capacidade de transformar, de modo consciente, o conteúdo da informação e da energia «do nosso próprio corpo mecânico quântico e assim influenciar o conteúdo de energia e informação da extensão do nosso corpo- o nosso ambiente, o nosso mundo- e provocar nele a manifestação das coisas».

Esta transformação consciente pode ser realizada através de duas vias: da atenção e da intenção. A atenção transmite energia, enquanto que a intenção transforma. Assim quando damos foco a alguma coisa, estamos a dar-lhe força, a transmitir uma certa vibração. Já a intenção permite a sua própria realização, possuindo um poder organizador infinito, sendo através desta que podemos realizar os nossos maiores sonhos e desejos.

Neste sentido, a intenção é muito poderosa, pois embora ela consista no desejo, ela não o aprisiona, nem retém, libertando-o no universo.

«A intenção, baseada nesta liberdade despreocupada do presente, serve de catalisador para a mistura correta de matéria, energia e ocorrências espácio-temporais, de modo a criar tudo aquilo que desejar.»

Para materializar esta lei, Deepak Chopra refere-nos cinco regras para realizarmos os nossos desejos:

  • Concentração e silêncio – estado da potencialidade pura (que referimos como a primeira lei)
  • Consciência das nossas intenções e desejos. Podemos escrever os nossos objetivos, focalizando-nos neles, introduzindo a nossa intenção de os concretizar. Podemos fazer uma lista que trazemos sempre connosco e lê-los diariamente para que fiquem cada vez mais conscientes dentro de nós.
  • Libertação dos objetivos e confiança. Renunciar à preocupação com os resultados.
  • Guardar os nossos desejos para nós próprios, sem os partilhar, com exceção das pessoas que possuem os mesmos desejos e possuam uma ligação muito próxima.
  • Aceitação do que o universo nos traz de volta, sabendo que quando os nossos desejos não se realizam, possivelmente é porque não seriam os mais adequados para nós.

Esta lei da intenção e do desejo, quando bem praticada potencia resultados verdadeiramente surpreendentes, permitindo-nos focar nos nossos desejos, e até aceitar melhor as coisas, mesmo quando os desejos não se realizam. É uma lei que atrai e liberta os nossos desejos e sonhos, possuindo um efeito catalizador de atração, pois na verdade «atraímos aquilo que pensamos e sentimos».

# Todas as citações são da obra «As Sete Leis Espirituais do Sucesso», de Deepak Chopra

Lei 4 – A Lei do Menor Esforço

«Um ser integral conhece sem agir, vê sem olhar e realiza sem fazer» Lao Tzu

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Esta lei é baseada num princípio da filosofia antiga da Índia que afirma «faça menos e realize mais», defendendo assim uma economia do nosso esforço.

O que Deepak Chopra nos quer transmitir com esta lei, é que não percamos tempo em busca de ilusões que podem não fazer sentido, sobretudo se as mesmas forem para alimentar o nosso ego, levando-nos a um desgaste excessivo de energia. É o que sucede quando controlamos, aprisionamos e nos apoderamos do outro, ou quando dele necessitamos para a nossa aprovação, dependendo de terceiros a nossa felicidade e os nossos desejos concretizados.

Segundo o autor precisamos de nos libertar desse dispêndio de energia centrado no nosso ego para podermos manifestar o que queremos. «Quando a alma constitui o nosso ponto de referência interior, quando nos tornamos imunes à crítica e deixamos de temer desafios, podemos aproveitar o poder do amor e utilizar a energia de forma criativa, no sentido da prosperidade e da evolução».

As três componentes práticas desta lei são a aceitação, a responsabilidade e o distanciamento. Deste modo, para que não nos sintamos constantemente em conflito connosco próprios e com os outros é necessário «aceitar as pessoas, as situações, as circunstâncias e os acontecimentos tal como eles ocorrerem», porque tudo tem uma razão de ser num dado momento. É aceitar as minhas limitações, as dos outros, as situações com que nos deparamo,s exatamente como são e não como deveriam ter sido.

Por outro lado, a aceitação acarreta também a nossa responsabilidade nas coisas, a nossa implicação, embora sem culpas, pois de nada adianta culpar-me a mim ou ao outro, são as aprendizagens que tiramos das experiências que contribuem para o nosso processo evolutivo.

O terceiro componente desta lei é o distanciamento, sendo talvez o mais difícil dos três de cumprir e de dominar para a maior parte dos mortais, exigindo muita autoconsciência e disciplina interior, para renunciar à necessidade de convencer os outros dos nossos pontos de vista. Quem é que dos leitores, não caiu nesta tentação de querer demarcar a sua posição e os seus ideais até ao fim, demonstrando que estava certo e que o outro é que estava errado? Todos certamente, pois é difícil ter esse autodomínio e abdicar da nossa autodefesa. Porém, essa demanda pela verdade só nos leva ao desgaste e ao martírio e a forçar resistências nas culpas que atribuímos aos outros, pelo que é preferível ignorar a perder forças nesse combate. Como defende Pedro Vieira, coach, no seu e-book «Inspiração para uma vida Mágica», um dos segredos para viver melhor é desistir de ter sempre razão.

Para concluir, é a combinação destes três componentes, aceitação, responsabilidade e distanciamento que nos permite fluir na vida sem resistências, sem entraves e sem esforço. «Se nos mantivermos abertos a todos os pontos de vista- se não nos prendermos com rigidez a um único – os nossos desejos e sonhos fluem com os desejos da natureza. Então poderemos libertar as nossas intenções, com distanciamento, e esperar pela altura própria para os nossos desejos de tornarem realidade.»

Lei 3 – Lei do Karma

«Toda a ação gera uma força de energia que nos é devolvida na mesma espécie…aquilo que semeamos é aquilo que colhemos…», Deepak Chopra

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Continuamos a desvendar a obra «As sete Leis Espirituais do Sucesso», de Deepak Chopra. Chegamos à terceira lei, a do Karma. Aparentemente esta lei parece semelhante à anterior, mas incide sobretudo no princípio de causalidade entre as escolhas que faço e as suas consequências. Neste sentido, esta lei alerta-nos para a necessidade de tomarmos consciência sobre as nossas escolhas e as várias possibilidades que temos, permitindo-nos adquirir conhecimento sobre as suas implicações. Assim, se tudo o que fazemos no presente ou no passado tem sempre alguma repercussão no futuro, é importante que reflitamos sobre isso, em vez de ligarmos o piloto automático,  de incorrermos nos mesmos padrões de comportamento viciados em que não nos questionamos, nem implicamos.

De uma forma simples, a lei do Karma faz-nos questionar sobre as consequências dos nossos atos. «Quais as consequências desta escolha que estou a fazer? (…) trará alegria, a mim e aos que me rodeiam?»

Deepak Chopra afirma que, para nos certificarmos que essa escolha é a mais correta para nós e para os outros devemos dar ouvidos ao nosso corpo e aos sinais que ele emite, sendo o coração e o estômago os nossos grandes conselheiros. Quantas vezes isto já te aconteceu, em momentos de difícil decisão? Mesmo parecendo corriqueiro, a verdade é que o coração sabe sempre a resposta correta para ti,  por isso pergunta-lhe qual o melhor caminho a seguir  e dá-lhe ouvidos, pois ele é «intuitivo,holístico, contextual e relacional».

E em relação aos karmas do passado, como nos podemos libertar deles? O autor sugere, que se for possível, se paguem as dívidas de karma em vida. Outra hipótese poderá passar por transformar o karma em algo positivo, extraindo dele aprendizagens e conhecimentos que possam ser úteis a ti e aos outros. A terceira forma de lidar com karma é transcendê-lo, superá-lo, e isso acontece geralmente através da meditação, onde te tornas independente do teu karma e vais “limpando” o seu impacto.

Para aplicar esta lei na nossa realidade é importante então que tornemos conscientes as nossas tomadas de decisão e avaliemos o impacto das mesmas. Recorramos por isso ao nosso coração, perguntando-lhe sempre se a escolha nos trará felicidade e harmonia para nós e para os outros. Se sentirmos conforto e leveza é sinal que estamos no caminho certo, caso contrário, o melhor é parar, refletir novamente, sob uma perspetiva diferente, para encontrarmos a solução que sentirmos ser o melhor na altura.

Trata-se de um princípio que se for colocado em prática nos pode mesmo ajudar a fazer melhores escolhas nas nossas vidas.

# Todas as citações são da obra referenciada

Lei 2 – A Lei da Dádiva

«O universo opera através da troca dinâmica…dar e receber constituem diferentes aspetos do fluxo de energia do universo. E se estivermos dispostos a dar aquilo que procuramos, a abundância do universo circulará nas nossas vidas.»

Gratidão com FloresEsta lei é a da reciprocidade, a do eterno retorno, da troca dinâmica do dar e receber, que se estabelece entre nós e o universo, num fluxo dinâmico e constante, que não convém interromper para que continue a jorrar em abundância.

Se o que pretendes é mais dinheiro na tua vida, então é preciso que ele circule, para que se processe o seu ciclo, não deves aprisionar a sua energia, acumulando-o, retendo-o avidamente, sem que seja aplicado em algo que gere ainda mais abundância, embora isso não queira dizer que te tornes um esbanjador irrefletido. Como diz Chopra, «como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e estrangular a sua própria força vital.

Neste sentido, o dar e o receber são faces diferentes da mesma moeda, um alimenta o outro, repondo o equilíbrio, num fluxo que se pretende dinâmico. Assim, «quanto mais se der, mais receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida».

De acordo com esta lei devemos dar aos outros o que pretendemos receber nas nossas vidas. «Quando aprendermos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital que constitui a eterna vibração da vida.

E como poderemos nós colocar em prática esta lei nas nossas vidas?

Para mim esta é das leis universais que considero mais simples e mais eficaz, pois não pressupõe grande disciplina da minha parte, nem alteração de hábitos ou rotinas. Para isso basta darmos aquilo que temos ao nosso alcance para poder melhorar a vida dos outros, seja apenas com um sorriso no cumprimento matinal, com um abraço afetuoso a um familiar, com uma sms para aquele amigo que não dá notícias há dias, com uma flor para a mãe, um donativo para uma causa solidária ou com umas horas do teu tempo num voluntariado com que te identificas. Tu depende de ti, da  vontade  quem tens em te dares aos outros e  do tempo que dispões para isso, o que às vezes como vês, pode ser tão pouco. Ao experimentarmos esta entrega, asseguro-te que nos podemos sentir como se fôssemos de facto agentes infiltrados da felicidade, e custa tão pouco isso…

Outro ponto importante a reter na aplicação desta lei é a importância de sermos gratos, devendo agradecer cada dia, cada pequena benesse que nos acontece, os pequenos nadas transformados em grandes acontecimentos.

Por fim, convém que não nos viciemos apenas numa das suas polaridades, que saibamos dar, mas também receber, e vice-versa, para respeitar o equilíbrio, não sendo sovinas, nem forretas, nem tão pouco orgulhosos, nem impertinentes, exigindo-nos humildade e abertura em relação ao que os outros nos querem ou podem dar.

Dispostos a exercitar esta lei na vossa vida?

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Lei 1 – A Lei da Potencialidade Pura

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Esta lei é essencial para o nosso autoconhecimento, tem a ver com a nossa consciência pura, que é também a nossa natureza essencial. Segundo Deepack Chopra quando descobres esse estado puro de ti mesmo encontras «a capacidade para realizar todos os sonhos, porque nós somos a possibilidade eterna, o potencial imensurável de tudo o que foi, é e será.»

Ao nos ligarmos à nossa essência abandonamos os medos, a necessidade de controlo do outro e das coisas, deixamos de nos manipular pelo nosso próprio ego e pelo papel social que este desempenha. «O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma sob diferentes formas».

Mas de que forma poderemos nós aplicar esta Lei da Potencialidade Pura nas nossas vidas para aprofundar esse autoconhecimento?

O autor refere-nos três práticas essenciais para a construção desse caminho. São elas o exercício do silêncio, a meditação e o não julgamento.

Que me dizem? Nada fácil não é verdade?…Contudo podemos aos poucos ir aplicando estes princípios na nossa vida. O ideal seria experimentar mais vezes o silêncio, “desligarmo-nos” do mundo e das suas conexões, mas se levas uma vida atribulada, que tal começares por definir momentos do dia ou da semana para isso? O importante é mesmo começar.

E a meditação? Alguma vez já experimentaste? Podes começar por fazer uma pausa por breves minutos no teu dia e ires aumentando a intensidade ao longo do tempo, podendo chegar a meia hora diária ou até mais. O que importa é que te sintas bem nesses breves instantes em que fechas os olhos e mergulhas em ti mesmo.

Quanto à última proposta, bem esta se calhar é mesmo a mais difícil de todas…como não tecer comentários negativos e depreciativos sobre os outros, quando vives numa sociedade que adora deitar abaixo tudo e todos, a começar no teu emprego, no teu bairro, nos grupos que frequentas…?Pois, aí o desafio pode consistir em te comprometeres a não tecer juízos de valor, nem que seja durante alguns momentos do teu dia, de modo a que esta prática se interiorize e se torne consciente e possa tornar-se constante.

Que tal te parece? Vamos colocar a Lei em prática?

Eu irei dando conta da minha experiência aqui no blogue…Espero que a partilhes comigo também, seja por comentários aqui no blogue ou pelo e-mail:

madaboutdreams@gmail.com

«As Sete Leis Espirituais do Sucesso»

Os próximos posts deste blogue vão ser dedicados à reflexão do livro «As Sete Leis Espirituais do Sucesso» de Deepack Chopra, obra notável sobre o autoconhecimento, escrito por um dos autores que mais tem inspirado pessoas no mundo, ajudando a mudar as suas vidas.

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Deepak Chopra, de origem indiana e radicado nos Estados Unidos, é autor de mais de 60 livros, traduzidos em mais de 85 línguas. É médico, professor de ayurveda, espiritualidade e medicina corpo–mente, tendo fundado The Chopra Center for Wellbeing em Carlsbad, na Califórnia. É um dos grandes mentores espirituais da filosofia oriental no Ocidente.

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Este livro destina-se a todos aqueles que querem desenvolver a sua espiritualidade e o seu autoconhecimento, estando em sintonia com a alma, com o seu verdadeiro eu, com Deus e a natureza. Com base nas leis naturais que regem o universo, o livro apela-nos a alcançar um sucesso que não é apenas material, podendo estender-se a várias áreas da nossa vida.

«Há muitos aspetos do sucesso; a riqueza material constitui apenas uma componente. Para além disso, o sucesso consiste numa viagem, não constitui um destino. Acontece que a abundância material em todas as suas formas de expressão, constitui uma das coisas que torna a viagem mais agradável. Mas o sucesso também requer uma boa saúde, energia e entusiasmo pela vida, fazer amizades, liberdade criativa, estabilidade emocional e psicológica, sensação de bem-estar e paz de espírito.»

Para que o sucesso seja compreendido, o autor sugere que comecemos a entender a nossa vida como a «miraculosa expressão da divindade – não ocasionalmente, mas sempre».

Quando compreendermos e nos sintonizarmos com as 7 leis universais enunciadas pelo autor ao longo do livro, passaremos a viver o sucesso em toda a plenitude. Trata-se de um livro que nos inspira e faz-nos refletir sobre a forma como podemos transformar os nossos dias com maior simplicidade, amor e harmonia.

Nos próximos posts irei dar-te a conhecer as 7 Leis Espirituais, mencionadas por Deepak Chopra, e propor-te-ei alguns desafios para que as apliques na prática.

#As citações são da obra mencionada.