Cinco dicas para uma vida mais feliz, inspiradora e próspera

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Esta semana venho falar-lhe de dicas preciosas para viver de modo mais prazeroso e feliz e de aspectos que podem estar a bloquear e a impedir o fluxo natural da prosperidade na sua vida. Por isso, a minha proposta é que aproveite a leitura deste texto para refletir um pouco sobre si e verifique se está permitir que algumas das seguintes situações estão a afetar a sua felicidade.

  • Liberte-se de relações de dependência

As relações, sejam elas afetivas, amorosas, de amizade, familiares, ou outras são sempre importantes para o nosso desenvolvimento e felicidade, são elas que nos permitem identificar-nos com os outros, criar laços e dar sentido ao que fazemos, porque o ser humano é sobretudo um ser gregário que vive em sociedade e necessita de validação e reconhecimento dos outros para viver. Contudo, as relações para serem saudáveis, querem-se livres, fluídas e recíprocas, pelo que manter-se presa a padrões de submissão e dependência, sujeita a manipulações e medo de perder só podem trazer angústia, depressões e baixa auto-estima. Se quer que o fluxo da abundância e prosperidade invada a sua vida, liberte-se de todas as relações tóxicas que mantiver à sua volta, assentes na consumição, que a impedem de voar e de ser você própria. Não tenha medo de ficar sozinha, no caso de se manter num relacionamento amoroso desgastado, não seja dependente da opinião de terceiros, dos seus pensamentos e julgamentos. Não dependa, seja autónoma, não se anule, faça o que gosta e o que a acrescenta e valoriza. Se o fizer, será mais respeitada, mais amada e facilmente atrairá mais amor e amizade para a sua vida, pois será considerada um exemplo a seguir de pessoa determinada e fiel aos seus próprios valores. A dependência é sempre um padrão difícil de romper e por isso, leva sempre a um processo de estagnação e a resultados pouco favoráveis. Nesse aspeto, procure fugir desse tipo de relações que representam um beco sem saída na sua vida.

  • Foque-se em pensamentos positivos

Em vez de ver o copo meio vazio, veja-o sempre meio cheio, não se deixe levar pelo negativismo do vizinho, do colega de trabalho carrancudo que não suporta o seu riso pela manhã. Leia sobre a vida de pessoas inspiradoras e notáveis e motive-se com a sua história e exemplo, procure ver nestas biografias forma de aumentar as suas forças e de perceber que, tal como o Buda o afirmava, «somos o que pensamos», então se pensarmos negativo, é a negatividade que vamos atrair e seguir. Quantas vezes, não afirmamos, «eu tenho tanto azar», «não me acontece nada de bom», «faço tudo errado!», e insistimos num foco errado de coisas negativas. Isso impede que o positivismo e as coisas boas possam surgir na nossa vida, pois estamos sintonizadas só nas desgraças e no pessimismo. Ao interromper este ciclo, comece a perceber como muda o registo e a dê mais atenção ao que começa a surgir de interessante, seja um novo emprego, uma nova relação, ao mesmo a sua saúde, que pode começar a melhorar. Atenção ao que dá foco, pois é isso que vai comandar a sua vida. Foque-se na firmeza dos pensamentos positivos.

  • Tenha pelo menos 3 metas na vida e objetivos a curto e médio prazo

Sem leme, o barco pode ir ao sabor das marés, dos ventos e nunca conseguir chegar ao porto desejado. É isso que quer da sua vida? Não saber para onde vai? O caminho que quer? Pare de andar ao sabor da corrente e defina prioridades, verifique o que precisa mudar na sua vida, os sonhos que gostava de realizar, e visualize-se a alcançar o que mais deseja. Se tiver dificuldades em organizar-se procure um coach, ele poderá ajuda-la a ter mais clareza no que pretende realizar e a definir estratégias e formas de agir. Reserve momentos para a reflexão e autoanálise e recuse-se a viver sem rumo.

  • Inspire-se em histórias motivadoras

Toda a gente conhece pessoas que adoram contar e recontar histórias tristes que fazem chorar as pedras da calçada, de dramas que viram no telejornal ou leram em jornais sensacionalistas que enaltecem o horror e a tragédia e o pior da espécie humana, barbáries, e toda a espécie de crimes e atrocidades. Se é uma das pessoas que gosta de contar este tipo de histórias mórbidas, esqueça-as pois elas só fazem reviver energias negativas, que pouco contribuem para o desenvolvimento humano. Inspire-se em histórias motivadoras, de feitos heróicos e nobres, de atos de bravura e de louvor. Sinta a glória, não engrandeça a desgraça.

  • Não queira ser dona da verdade

Quer ter sempre razão, defender os seus pontos de vista, sente-se injustiçada e desrespeitada e por isso joga todas as armas para a sua defesa e não leva desfeita para casa? E de que lhe vale todo esse dispêndio de energia, tantas vezes infundado? Se acha que tem razão, demonstre os seus argumentos de forma razoável, mas respeite os pontos de vista diferentes dos seus e sobretudo não leve nada demasiado a peito e de forma pessoal. Desistir de ser a dona da verdade pode ser uma excelente forma de ser mais feliz e de se responsabilizar por quem é, não tenha ilusões que sabe tudo, porque nunca o saberá, a verdade que conhece é apenas a sua!
Espero que estas dicas a ajudem a ter mais momentos de felicidade e bem-estar. Lembre-se que a felicidade é um caminho, mas o caminho faz-se caminhando!

Ana Machado

Outubro chegou!

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Chegados a outubro, entramos na estação da queda da folha, dos dias mais curtos e menos iluminados e como tal é o momento adequado para fazer balanços de vida, de perceber se aproveitámos o verão como ambicionávamos, se nos sentimos felizes e realizados, plenos e em harmonia com o universo, ou se há ali aquela pedrinha no sapato que incomoda, aquele calcanhar de Aquiles que nos dá cabo do sistema.

Esta é a altura perfeita para refletirmos e pensarmos nas mudanças que precisamos impulsionar para melhorar os nossos dias, seja a nível profissional, se pretendermos mudar de emprego ou até quem sabe de carreira, seja a nível relacional com amigos ou relacionamentos desgastados, seja no plano do autoconhecimento, entre outros.

O primeiro passo é mesmo saber, o que é que eu preciso neste momento? O que é que é que eu preciso alavancar e priorizar? O que é que é que se eu conseguir realizar vai ter uma enorme repercussão positiva nas outras áreas da minha vida? Já te perguntaste o que te faz feliz? O que precisas de acionar para te sentires mais realizado? És feliz todos os dias, ou apenas nos dias de descanso? E mesmo nos dias em que supostamente não trabalhas, retiras algum tempo para o teu prazer pessoal ou afundas-te nos teus papéis sociais, rotinas e deveres? Há quanto tempo não tens um tempo só para ti, nem que seja 30 minutos por dia, vá lá 5 minutos antes de dormir…?

A minha sugestão para ti hoje é que faças o seguinte exercício, pegues numa folha em branco, dividida em 3 colunas e que escrevas na primeira tudo o que te faz feliz e te realiza, na segunda coluna que elenques tudo o que fazes normalmente no dia a dia, e por fim na terceira o que fazes nos teus dias de descanso. Tenta ver o que andas a fazer nos dias quotidianos e de descanso que influenciem a tua felicidade e quão próximo ou distante andas tu do que te faz sentir feliz.

Depois de analisado o teu exercício, o favor que te peço para a tua própria sanidade mental é que comeces a introduzir pequenas atividades que mencionaste na primeira coluna do teu exercício nos teus dias, para que não deixes passar demasiado tempo para seres feliz…se não for hoje, amanhã pode ser tarde de mais…Pensa nisso!

Bora ser feliz?

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Rir até doer

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O fim de semana promete. Adoro quando me meto em novas aventuras, que me fazem sair da zona de conforto e lidar com novas realidades e desafios. Rir para mim é algo que me é inerente, mas tirar um curso de líder do riso é outra coisa completamente diferente, e é isso que vou fazer este fim de semana, aprender a fazer os outros rir… Hahahaha….Até a barriga doer e aguentar, até às lágrimas se calhar, o que importa é sentir a alegria brotar até às entranhas. Deixar de lado os aspetos menos bons da semana, os cansaços e deixar-me levar pelo riso…

Foi com este espírito de total abertura que cheguei ao Centro de Ioga Gayatri, em plena baixa lisboeta, no Chiado e fui recebida com aquele sorriso cheio da embaixadora do riso em Portugal, Sabrina Tacconi, uma espanhola que se rendeu aos encantos do nosso país e aqui tem feito um percurso notável no âmbito do ioga do riso. Dona de uma gargalhada contagiante, não é difícil não nos deixarmos levar pelo seu à vontade e pela sua alegria. Na sala, outras mulheres se foram juntando. Ao que parece os homens não são muito fãs de se rirem em público, de perderem um pouco a compostura e deixar em sair cá para fora um chorrilho de emoções, pelo que segundo Sabrina têm sido muito poucos os líderes de riso masculinos que tem formado no país.

O curso decorreu com boa disposição, expondo-se os vastos benefícios de rir e as suas consequências positivas para a saúde mental, física, emocional e espiritual, as caraterísticas de um clube de riso, as componentes de uma sessão de riso, e obviamente uma sessão de riso.

Rir é algo que por ser tão espontâneo que não é muito  fácil manter durante muito tempo. É preciso exercitá-lo, dar-lhe um motor de arranque, um pretexto, falseá-lo para o motivar, para o exprimir…É um riso que primeiro começa a surgir um pouco tímido e forçado e aos poucos pelo contágio dos participantes se sai libertando, se vai instalando até tomar conta de todos os orgãos do nosso corpo, um a um, numa autêntica avalanche descontrolada. No ioga do riso diz-se «finge, finge, até que atinge», e é bem verdade, pois a dada altura, o riso torna-se absolutamente descontrolado, não há botão que o faça parar, que o acomode de novo. Pode se estar assim horas…e de tão intenso que é, produz uma sensação de autêntica catarse, pelo que no fim da sessão, no momento de relaxamento ficamos com uma enorme vontade de adormecer, de tal modo é a explosão emocional. Eu pelo menos posso dizer que já não me ria assim, há bem uns bons meses, se calhar anos…e é tão bom deitá-lo cá para fora, libertar as ansiedades, as rotinas instaladas, as tristezas, as preocupações, simplesmente estar no “aqui e no agora.”

Amanhã já serei líder do riso…Já poderei proporcionar esta experiência a outras pessoas. Estou absolutamente radiante por isso. Há quanto tempo não te ris tu e deitas cá para fora tudo o que te vai na alma?

Desafio 21- Abre o teu coração

Carlos

Chegámos ao fim dos 21 dias a viver melhor a felicidade, com muitas dicas, muitos aspetos que podemos ter presentes na nossa vida para melhorarmos a nossa relação connosco e com os outros. No último dia deste desafio a sugestão que vos deixo é algo que é transversal a tudo aquilo que já foi aqui referido anteriormente e que é a base para uma plena felicidade, falo-vos do poder do amor, aquele que faz mover montanhas e faz o mundo mover-se, pois tal como os Beatles cantavam «All you need is love».

Porque a felicidade é tudo sobre o amor, o amor por nós próprios que nos permite aceitarmo-nos como somos, com todas as nossas imperfeições, virtudes e defeitos, o amor fraternal pela família, pelos amigos que acolhemos, muitas vezes como se fossem parentes próximos, o amor romântico que nos faz transpor fronteiras e perseguir caminhos desconhecidos sempre com o propósito de uma complementaridade entre diferentes…tudo isso é amor, tudo isso nos faz felizes, bem dispostos, de bem com a vida. Quem não gosta de se sentir amado? As experiências que temos nesta área dos relacionamentos com os outros, porém nem sempre são positivas e favoráveis e é possível que, quando mal concluídas, fiquem feridas abertas, medos latentes que nos impedem de apostar de novo na exposição dos sentimentos,  para evitar a rejeição, a frustração, ou a desilusão. Todos sabemos que esse é um risco que corremos quando queremos ser mais felizes, correr o risco de sermos magoados. Porém, se queremos mesmo viver em felicidade, por piores experiências que o passado nos tenha trazido, o importante é que estejamos sempre dispostos a dar novas oportunidades ao amor, pois viver é isso mesmo, é arriscar para ganhar ou eventualmente perder. Se não der certo, temos sempre outras novas oportunidades para tentar de novo. Fechar o coração e impedi-lo de viver novas situações só pelo medo da deceção não nos fará ser mais felizes, bem pelo contrário, por isso se és dos que se fecham ao amor à espera que o medo passe, começa a alimentar a esperança e o otimismo, para que desta vez possas obter melhores resultados.

Sendo assim, o desafio que te proponho neste último post dedicado a esta temática é que abras o teu coração e escolhas uma pessoa que seja importante para ti, e lhe digas o quanto essa pessoa significa na tua vida, seja ela um par romântico, um familiar, um amigo (a). Se sentes que o teu coração está mesmo empedernido e não consegues realizar o desafio, então está na altura de lhe dares corda e de o deixares de novo a trabalhar, procura dar-lhe confiança para arriscar de novo, sai do casulo e aproveita para te dares a conhecer ao mundo, fazeres novas amizades ou quem sabe conhecer aquele (a) que vai fazer o teu coração bater mais rápido. Lembra-te do provérbio que diz que «quem não arrisca, não petisca» e hoje é um bom dia para arriscares e amares.

Desafio 20- Investe no teu desenvolvimento pessoal

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Um dos requisitos importantes para a nossa felicidade é que sejamos capazes de aprender com a vida, com os seus ensinamentos e experiências e que saibamos investir no nosso processo de desenvolvimento pessoal, com vista a melhorar as nossas atitudes e comportamentos. Nesse sentido, devemos  alimentar o nosso autodesenvolvimento, seja através de livros, e existem variadíssimos livros nesta área de conhecimento com a finalidade de nos fazer interrogar e refletir sobre os diferentes aspetos da nossa vida, desde a financeira à espiritual, passando pela emocional ou relacional, entre tantas outras. O importante é que os livros nos despertem para caminhos alternativos aos que teimamos em percorrer cegamente, fazendo-nos pensar sobre perspetivas diferentes que nos permitem potenciar a melhor versão de nós mesmos. Nesse processo de desenvolvimento podemos encontrar várias referências, vários autores, diferentes abordagens, numa sucessão de encadeamentos e coincidências, embora todas tenham um propósito comum, o do nosso aperfeiçoamento. Enquanto aprendemos e nos predispomos a mudar os nossos comportamentos e a tornarmo-nos conscientes das nossas limitações, estamos a alimentar o cérebro, a torna-lo ativo e dinâmico, e por sua vez mais saudável, pelas sinapses que vai processando. É o que se chama “juntar o útil ao agradável”.

Mas, o desenvolvimento pessoal pode passar não só pelas leituras que fazemos, mas também por palestras, conferências, cursos ou workshops, que promovam ferramentas de reflexão sobre as nossas vidas. Pode parecer-te um investimento um pouco dispendioso, mas a verdade é que tens sempre soluções de recurso, a custo zero ou bastante acessíveis que te permitem fazer o teu desenvolvimento pessoal. Assim, podes participar em aulas abertas, online ou presenciais, open days específicos, eventos e cursos, gratuitos ou por donativo – é só uma questão de procurares e estares atento sem precisares gastar uma fortuna.

Assim sendo, o desafio que te proponho hoje é que comeces à procura de alguma ferramenta que te ajude a melhorar e a desenvolver pessoalmente, em alguma faceta da tua vida, podendo passar pela leitura de um livro, que podes adquirir em algum site da internet, em 2ª mão, ou numa biblioteca, se não quiseres gastar dinheiro; assistir a um webinário pela internet, sobre um tema específico em que pretendas melhorar; marcar uma sessão de coaching gratuita; procurar uma palestra ou evento a que possas assistir e participar.

Irás perceber que esta área é um mundo vasto e apaixonante e uma vez que se comece a desbravar só se quererá conhecer cada vez mais. Não te esqueças que tu és principal investimento da tua vida, ao investires em ti, estás a garantir a tua felicidade, pois esta só pode germinar quando nos sentimos em paz e em harmonia com aquilo que somos.

Desafio 19 – Silencia a tua mente

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O ser humano tem a tendência para pensar demais, para se massacrar a ouvir aquela bendita vozinha que não nos larga o ouvido, que vai girando em círculos, aumentando de intensidade, como se fosse um zumbido que não nos larga. As mulheres então, habituadas a remoer os pensamentos, sabem bem do que falo, pois quando encaixam uma ideia na cabeça, difícil é mudar a sintonização da questão.

Por esse motivo, quer sejam mulheres ou homens, é importante que saibam silenciar a mente de vez em quando, de preferência com alguma frequência, para que os pensamentos não se tornem demasiado viciados e possam desligar-se deles, entrando em contacto com a sua verdadeira essência, o “eu superior”, aquele que está a um nível mais profundo do que o ego, e interiorizar a sua própria verdade.

Neste sentido, se praticarmos meditação, mindfulness ou outro tipo de prática de concentração, conseguimos silenciar o ruído externo e esvaziar a mente, conduzindo-nos a um profundo estado de relaxamento e a uma sensação de contentamento e total entrega. Segundo um estudo realizado sobre Meditação, no Hospital Geral de Massachusetts, nos E.U.A, concluiu-se que o grupo de voluntários que participaram num curso de meditação possuíam os cérebros mais propensos para a felicidade, por possuírem uma mente mais “limpa e arrumada”, liberta de confusão mental, como demonstra a imagem.

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Atendendo que estas práticas silenciosas podem contribuir bastante para vivermos melhor e com mais felicidade, o desafio que hoje te sugiro é que feches os olhos e faças uma pequena meditação, relaxes o pescoço, os ombros,  os membros superiores e inferiores e comeces a esvaziar a  tua mente durante uns minutos, muito calmamente. Coloca uma música calma, ou então pesquisa no youtube uma meditação guiada que se adeqúe ao tema que pretendes interiorizar, (para os iniciantes nesta prática sugiro que façam uma meditação guiada por ser mais fácil de acompanhar e os resultados serem igualmente satisfatórios).

Mas, se achas que não consegues fazer isto em casa sozinho (a) e gostavas de experimentar fazer meditação em grupo, podes procurar locais onde possas frequentar sessões de meditação – hoje já existem bastantes espaços com uma oferta bastante variada destas práticas, basta começares a procurar o que mais te pode interessar e ajustar aos teus interesses.

Vais perceber que quanto mais interiorizada for a prática da meditação nos teus hábitos e rotinas, maior calma sentirás, menos stress te entupirá as veias e terás uma maior tendência para relativizar as dificuldades e para as aceitares, porque estás calmo (a) e consciente da tua capacidade de resolução dos problemas.

Desafio 18 – Dá sem esperares nada em troca

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A felicidade passa também por aquilo que nós fazemos, damos e contribuímos para o bem estar dos outros, fazendo-nos sentir úteis e parte de algo maior do que nós mesmos. Se cultivarmos essas ações com frequência, sem esperar vê-las reconhecidas ou receber algo em troca do que damos, estamos a trabalhar em nós o verdadeiro amor incondicional, aquele que é o amor maior e mais sublime que um ser humano pode dar a outro, sem condições, sem expectativas, com o coração inteiro, só pelo puro prazer de dar.

Está provado que quem faz voluntariado e não tem qualquer tipo de compensação financeira  pelo trabalho que realiza se sente muito motivado e feliz, mais até, muitas vezes, do que se o fizesse apenas por dinheiro, estando empenhado na causa que defende.

Neste sentido, o  desafio que te proponho hoje é que comeces a pensar como podes dar mais de ti aos outros e contribuir para um mundo melhor, mais justo e equilibrado. Como sabes há imensas instituições a precisar de trabalho voluntário e podes começar a pesquisar as necessidades que têm, caso sintas vontade de ocupar o teu tempo livre a sentir-te útil aos outros. Mas, se não tiveres disponibilidade, também não precisas ser voluntário para contribuíres, podes participar ativamente numa campanha que defenda grupos desfavorecidos, seja através de petições, de partilhas e de divulgação na internet; podes fazer doações de roupa ou de livros, por exemplo, a alguma instituição social; também te podes fazer sócio de alguma dessas associações, ou então através mesmo de donativos. Mas, se também não te revês nestas situações e gostavas de começar a dar mais, também o podes fazer junto da tua própria família, dos teus amigos, ou dos que te são próximos. Às vezes basta tão pouco para ajudar os outros, uma conversa, um pequeno serviço ou tarefa que sejam necessários, um sorriso, um abraço, ou a nossa simples presença. O importante é que te dês sem esperar nada , que dês pelo prazer de dar. Vais ver que te vais sentir ainda mais feliz quando experimentares o poder mágico da dádiva.

Desafio 17 – Recusa ser uma vítima

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És daqueles que insistes em apregoar aos quatro ventos os teus infortúnios, as tuas mágoas, os teus ressentimentos e amarguras, que ninguém te respeita, nem te ama como sentes que mereces, que os amigos que te rodeiam são uns falsos, ou és daqueles que abençoa o dia que tem, que dá graças às pequenas coisas que acontecem, que vibra com tudo aquilo que recebe do universo e se sente num constante fluxo de abundância e reciprocidade?

Se te revês no grupo das primeiras pessoas, é importante que pares para pensar no que andas a fazer à tua vida, pois ao insistires na tua vitimização estás a fazer de ti um sujeito passivo, que nunca tem culpa de nada do que te acontece, e é altura de começares a refletir numa perspetiva de causa e efeito, pois nada nos acontece do nada, algo devemos ter feito ou permitido para nos tratarem de determinada maneira, pois os outros só nos tratam do modo que nós deixamos e por vezes nos tratamos. Até porque, como afirma Wayne Dier, “o modo como as pessoas nos tratam é o karma delas, o modo como nós reagimos, é o nosso karma.” Nesse sentido, quanto mais insistires nesse discurso de seres um “desgraçado” (a), mais estás a vibrar num registo de carência, impedindo que a abundância se revele.

O desafio que tenho para ti hoje é que tomes consciência do teu discurso interno e de como o revelas aos outros. Lembra-te que uma pessoa que pretende trilhar pelo caminho da felicidade é uma alguém que se aceita a si e aos outros, que aceita críticas e que sabe contrapor o seu ponto de vista, questionando a sua responsabilidade perante os seus atos e consequências. Neste sentido, o que te peço é que te apercebas do que falas aos outros durante o dia de hoje e que anotes numa folha todas as vezes que deste por ti a fazer queixumes da vida e das pessoas ao teu redor. No fim do dia observa as tuas anotações e faz um exame de consciência que te permita perceber se queres continuar a vestir a pele da vítima e do queixoso (a) ou se queres mostrar-te como alguém que assume a sua quota parte de responsabilidade na vida, com alegria e energia para lutar contra os obstáculos com que te deparas.

Desafio 15 – Pratica atos de amizade

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A amizade é um dos principais pilares da felicidade, se não mesmo um dos mais elementares. Só quem se doa, com amizade, aos outros, desinteressadamente, pode ser mais feliz. Desse modo é importante fomentar as relações com os amigos, dar provas que estamos lá, que alimentamos a sua essência, tal como regamos uma planta e a adubamos, pois sem cuidados, sem vigilância e apreço pelo outro a amizade vira uma convenção, uma obrigação, que em vez de acrescentar algo de positivo à vida, acaba se arrastando, de modo desgastado e sem sentido. Eu até posso acreditar que os amigos podem ser como as estrelas no céu, que não preciso de os ver para saber que eles estão lá, contudo se nos fiarmos demasiadamente nesse princípio, um dia olhamos para o céu e descobrimos que elas migraram para outra constelação.

Por esse motivo, é fundamental cultivar as nossas amizades, ainda que o tempo urja e nos fuja, sempre a correr, seja com aquelas que nos rodeiam mais proximamente, ou com aquelas que estão mais longe geograficamente, embora perto do coração. O desafio da felicidade para o dia de hoje baseia-se em demonstrações de carinho e afeto com os teus amigos. Peço-te que escolhas 5 deles, pensa naqueles que há mais tempo não lhes demonstras a tua amizade, por forças das circunstâncias, e faz-lhes uma surpresa, que pode ser desde uma simples mensagem de bom dia pela manhã, um convite para um café ou um almoço, um telefonema mais demorado, o envio de um ramo de flores, um abraço apertado ou um beijo, um convite para o cinema ou para o futebol, ou mesmo, porque não, para beber um copo num fim de um dia e colocar a conversa em dia. Expressa-lhes o que sentes e como essas pessoas são importantes para ti. São coisas aparentemente simples, mas que permitem aproximar os amigos, minorar as distâncias do dia a dia e reforçar os sentimentos com aqueles que escolhemos para nos acompanhar nesta jornada. Repete com frequência este ritual e não deixes passar muito tempo…

Desafio nº14 – Desafia-te!

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Para viver plenamente a felicidade não devemos instalar-nos confortavelmente num processo de rotinas e esperar diferentes resultados, se fizermos as coisas sempre da mesma maneira, acabamos por não experimentar outras situações, outros momentos, conhecer novas pessoas, circunscrevendo-nos aos limites do conhecido.

Para explorar os meandros da felicidade é importante sair dos domínios do confortável e arriscar a sentir as borboletas na barriga, o frissom de uma determinada perspetiva que nos deixa empolgados. Há quanto tempo não sentes esse motor a borbulhar dentro de ti? Há quanto tempo não tomas uma decisão que te permita fazer e sentir algo de novo na tua vida? Quando foi a última vez que deitaste a baixo padrões de comportamento e ousaste descobrir dimensões sobre ti que não ousavas encontrar?

A proposta de hoje para viveres a felicidade, tal como já deves ter percebido, tem a ver com o desafio, com o colocares-te à prova para ver e sentir a vida de outras perspetivas. E não precisam ser coisas demasiado grandes, como saltar de paraquedas ou de BungeeJumping, fazer surf, ou ski-aquático, pode bem ser comprar um bilhete para o concerto daquele grupo musical que tanto gostas, mas acabas sempre por desistir de ir ver porque é muito caro, pode ser reservar uma viagem para um local à tua escolha, de preferência desconhecido, fazer um curso que poderá acrescentar capital de conhecimento à tua vida, entre muitas outras possibilidades, que só tu saberás quais. O que importa é que seja algo que estejas disposto (a) a viver e consigas ultrapassar todos os impedimentos que podem barrar a sua concretização.  Por isso hoje o que te peço é que faças algo que te desafie, que te faça arriscar, pode bem ser começar por fazer exercício, inscreveres-te no ginásio, mudares um hábito alimentar nefasto para a tua saúde, começares a ler um livro, ou o que  achares melhor. Não te esqueças que para seres mais feliz é importante arriscar e viver!