A Lei do Contágio Positivo

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Nos últimos tempos tenho tentado aplicar a lei do contágio positivo, se não todos os dias, todas as semanas e de repente percebi que isto podia ter efeitos fantásticos, não só em mim, mas sobretudo nos outros e é algo tão simples de fazer, que não me rouba tempo nenhum, apenas disponibilidade e vontade de colorir o dia de quem está a precisa de um reforço positivo. O segredo é ser-se sempre verdadeiro, não apenas porque parece bem, sem segundas intenções, mas porque sinto que me faz sentido fazê-lo.

Então vou partilhar contigo a minha lei do contágio positivo. Todos os dias coloco na minha página do Facebook, Mad About Dreams, algo que possa fazer os outros refletir e sentirem-se logo pela manhã em estado de positividade, seja através das imagens que lá coloco, da mensagem da manhã, do imput que lhe carrego. Deste modo estou a potenciar o meu estado e estou a distribuir energia positiva pelas redes sociais…Sempre que posso faço um elogio a alguém, enalteço algum aspeto da pessoa a quem se dirige o elogio, que já não oiça há algum tempo ou que já não acredite que seja verdade por uma série de circunstâncias, e isso devolve-lhe um pouco de amor próprio e de autoestima, faz-lhe esboçar um sorriso, tornar os olhos mais expressivos e intensos…então se custa tão pouco, por que não fazê-lo mais vezes? Devolver uma emoção positiva ao outro…nem que seja um sorriso…

Outra coisa que já fazia há algum tempo, mas de forma instintiva, sem me aperceber que poderia estar a ser mesmo positivo, é enviar mensagens positivas para dois ou três amigos ou família diariamente e fazer com que aquelas palavras, aquela imagem, a mensagem produza uma mensagem de afeto, que se traduza em algo como «eu estou aqui para ti, independentemente dos teus problemas, do estado da tua vida, da tua saúde, das tuas angústias, podes contar comigo».

Então a minha proposta para ti é que o faças frequentemente com alguém que acrescente a tua vida, dar um mimo, uma palavra pode fazer toda a diferença na vida de alguém que não está muito bem, e tu sentes que estás de facto a contribuir com a tua amizade, com os recursos que tens para dar…e como vês são tão simples…

Escolhe duas a três pessoas por dia para lhe mandares um excelente dia e umas palavras de apreço. Todos os dias escolhe pessoas diferentes para o fazer, impulsiona-lhes motivação, inspiração, força e alegria. A energia que envias vai ser devolvida para ti, de uma outra forma. Garanto-te que te sentirás bem mais inspirada (o) e alegre depois de o fazeres. Alegria gera alegria, amizade gera amizade, amor gera amor. Eu acredito nos sentimentos positivos geradores de afeto, de prosperidade e abundância. Um coração livre de amarras, é um coração que alberga tudo e todos, não se torna refém de convenções, nem de visões estreitas, nem dogmáticas.

Disposto (a)  a aplicar a lei do contágio positivo?

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A História de um Beijo mágico

Neste universo imenso de inspirações românticas que o S. Valentim nos proporciona o desafio que vos proponho hoje é o de escreverem um apontamento sobre aquele beijo mágico que fez parar o vosso mundo. Descrevam o momento, viagem no tempo e deixem-se embalar pelas memórias desse beijo apaixonado eterno, que ainda ecoa na vossa memória. Escolhi estas imagens do fim do filme do «Cinema Paraíso», por serem belíssimas, verdadeiramente envolventes e comoventes. Inspirem-se, deixem a caneta rolar, sem críticas, sem julgamentos. Respirem fundo pelo meio, sorriam, chorem se for caso disso, mas sobretudo sintam-se felizes por recordar um momento tão afortunado.

Depois podem sempre compor a história num postal artesanal e se tiverem vontade de partilhar ofereçam-no a quem aquece os vossos corações.

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Imbolc

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Estamos na época do ano em que se comemora o Imbolc, também designado de Imbolg ou Oilmec. Trata-se de uma  celebração de origem celta que marcava o início da primavera, realizando-se nos primeiros dias de fevereiro, entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera. Apesar de ser realizada ainda durante o inverno, servia para celebrar o aumento da luz que começava a existir nessa época do ano e o despertar das sementes congeladas na terra. Era uma festividade comemorada na Irlanda desde o período neolítico, como o atesta o alinhamento de alguns monumentos megalíticos.

Esta festa de origem pagã era referida desde os povos antigos da Irlanda, sendo também conhecida pela festa das velas, associada à deusa Brighid, uma deusa do Fogo, comemorada com fogueiras, rodas solares, coroas de velas e rituais que despertavam o fogo criador.

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«No Imbolc, cruzes de Brighid são feitas e uma figura em forma de boneca representando a deusa Brighid ou santa Brígida, chamada de Brídeóg, é construída para ser desfilada pelas ruas das cidades. Para receber suas bênçãos, as pessoas construíam uma “cama” para Brighid, um espaço onde era colocado oferendas e itens a serem abençoados. Fazendeiros e donos de criações comumente pediam para Brighid abençoar seus rebanhos e plantações.» (Fonte: Wikipédia)

Mais tarde, a deusa Brigid foi cristianizada, e passou a ser conhecida como Santa Brígida.

Apesar de ser uma tradição antiga e muitos dos costumes se tenham perdido, existem ainda sobrevivências da mesma em vários locais, sendo especialmente comemorada por neopagãos e wiccanos (religião neopagã influenciada por crenças pré-cristãs e práticas da Europa ocidental que afirma a existência do poder sobrenatural ), que adaptam os rituais à realidade atual.

O motivo pelo qual aqui falo desta festividade nada tem a ver com uma questão de celebrar o paganismo ou uma religião, apenas gostaria de fazer uma referência ao ritual que evoca o desabrochar de um tempo novo que se aproxima, trazendo com ele a beleza dos dias maiores, a magia que nos encanta na primavera, que nos faz apaixonar, olhar com mais atenção aos pormenores e nos faz despertar do longo período invernal da escuridão.

tumblr_nv1o4oSqzr1rbeo1xo1_500.gifComo tal, ao assinalar esta celebração o que vos apelo é que alimentem as vossas crenças libertadoras, semeiem projetos novos, purifiquem as vossas intenções, nutram com afeto o que pretendem ver realizado, libertem-se dos medos e das angústias, tratem da terra que irão semear e colher frutos. É a altura do ano indicada para erradicar os padrões repetitivos e cuidar das sementes que vamos lançar à terra, de sermos criativos e nos voltarmos a inspirar.

Aproveitemos então a atmosfera ritual deste festival marcado «pelos novos planos e novos projetos, pela iniciação em um caminho espiritual ou em novas oportunidades, pela aceleração e renovação das energias, pela purificação e pelo renascimento material ou espiritual, pela busca de presságios e pela preparação para sua realização.» (Fonte: FAUR, Mirella. O Anuário da Grande Mãe: guia prático de rituais para celebrar a Deusa – São Paulo: Gaia, 1999.)

Diário de Anne Frank

«Quando escrevo sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta».

Anne Frank

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Ainda a propósito da evocação do dia da Memória das vítimas do Holocausto, assinalado no dia 27 de Janeiro, data em que as tropas soviéticas irromperam no campo de concentração de Auschwitz para libertar os judeus que lá se encontravam à espera da morte, gostaria de enaltecer o exemplo de coragem de uma menina, que embora não tenha sido salva, representou  a esperança e um lado mais ingénuo daqueles dias marcados pela guerra e pela barbárie, falo obviamente de Anne Frank.

Anne, nascida a 12 de junho de 1929, era uma jovem judia, oriunda de Frankfurt, que se refugiou com a sua família na Holanda para escapar às perseguições nazis, mais concretamente em Amesterdão, escondendo-se nuns anexos de um edifício comercial, juntamente com outras quatro pessoas, sendo protegidos por pessoas generosas e destemidas, como Miep Gies, Victor Kugler, Johannes Kleiman e Bep Voskuijl que garantiram a sobrevivência destes judeus durante cerca de dois anos, de 1942 a 1944.

Em agosto de 1944, a família acabara por ser denunciada aos nazis, sendo transportados para campos de concentração. Ironicamente, tanto Anne, como a sua irmã Margot Frank, acabariam por falecer, possivelmente pelas difíceis condições em que viviam, agravadas por um surto epidémico, em fevereiro de 1945, pouco tempo antes da rendição da Alemanha.diario-aberto

Mas o que fez com que esta rapariga se destacasse entre os milhões de judeus, e fizesse dela uma verdadeira referência de coragem? O ato de escrever, exorcizando os demónios que vivia, os medos que a circundavam constantemente e os perigos que a espreitavam a todo o momento. Assim, transformou a prenda que recebera aos 13 anos, o seu diário, que designa carinhosamente de “Kitty”, num registo  precioso, onde documentou num primeiro momento o seu dia a dia, os avanços das tropas alemãs, as restrições e humilhações a que os judeus estavam sujeitos, e depois já no anexo, num exercício quase diário de catarse, que lhe permitiu manter a sanidade mental, num ambiente verdadeiramente claustrofóbico e psicótico, pautado pelo medo de serem descobertos.

Através da leitura deste diário vemos uma menina a transformar-se em mulher, analisando as suas relações familiares, nomeadamente sobre a sua mãe, Edith Frank, com quem tinha uma relação tensa, típicas de uma adolescente e o amor que começa a nascer entre ela e Peter, um outro rapaz que vive no anexo.

Mas, a leitura do diário faz-nos também pensar numa menina que foi obrigada a crescer rápido demais com uma plena consciência do que se passava à sua volta:

«Quando estou deitada na minha cama, cama tão quente e confortável, enquanto as minhas queridas amigas sofrem lá fora, talvez expostas ao vento e à chuva, mortas até, sinto-me quase má. Tenho medo de pensar em todas as pessoas às quais tanta coisa me liga e ao lembrar-me de que estão entregues aos mais cruéis carrascos que a história dos homens já conheceu. E tudo isto só por serem judeus!»

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A escrita permite a Anne encontrar uma motivação acrescida para continuar a viver, sonhando vir a ser jornalista e a viver da escrita, questionando se terá mesmo talento para isso.

«Mas, agora sinto-me feliz por saber ao menos escrever. E se não tiver talento suficiente para escrever livros ou artigos de jornal, enfim sempre me restará escrever para meu próprio deleite.

Quero vir a ser alguém. Não me agrada a vida que a srª van Daan e todas essas mulheres que trabalham para, mais tarde, ninguém se lembrar delas. Além de um marido e de filhos, preciso de mais alguma coisa a que preciso de me dedicar! Quero continuar a viver depois da minha morte. E por isso estou tão grata a Deus que me deu a possibilidade de desenvolver o meu espírito e de poder escrever para exprimir o que em mim vive. Quando escrevo sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta». In:  Diário de Anne Frank, p.265.

Estas palavras de Anne Frank são verdadeiramente impressionantes, quase arrepiantes, pois não tendo tido a ocasião de realizar o seu sonho em vida, as suas palavras ainda ecoam, tornando-se verdadeiramente imortais. Tornou-se na escritora que apenas com um diário, onde se exprimiu com a genuinidade da sua idade, fez o mundo comover-se com a sua história de vida, sendo um dos livros mais lidos e extraordinários do séc. XX.

O Diário de Anne Frank

Aconselho pois este livro a todos quantos queiram conhecer mais sobre esta Anne Frank, bem como a visitar o local onde viveu, em Amesterdão e se deixem contaminar com a sua força e jovialidade.

O Cavaleiro da Armadura Enferrujada, de Robert Fisher

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Este foi um dos últimos livros que li e o primeiro que aqui faço referência. Numa sessão de coaching falaram-me dele e motivada pelo interesse que me despertou o título resolvi que seria a prenda de Natal que ofereceria a mim mesma e de facto, foi uma excelente escolha.

Esta pequena obra de Robert Fisher, tem apenas 71 páginas, trata-se na verdade de um conto inspirador, que aborda a história de um cavaleiro que vivia feliz no seu objetivo de vida que era matar dragões e salvar donzelas, mas que torna a sua tarefa um ato obsessivo e compulsivo, a ponto de descurar a família, colocando-a sempre em segundo plano, e deixar de retirar a armadura, para pode assim estar sempre pronto e solícito para o dever e para o combate.

armaduraCom o uso prolongado da armadura, ela tornou-se uma parte integrante do seu corpo, que o impediu de ter uma vida familiar saudável e de ter uma vida considerada normal, pois até para comer e beber a armadura e o elmo lhe dificultava os movimentos. Quando as dificuldades atingiram o seu limite, o cavaleiro decidiu fazer uma viagem iniciática para poder encontrar meios de se ver livre da sua armadura, conheceu personagens místicas e curiosas que o levam a ultrapassar verdadeiras provações que tem de ser sujeito, levando-o a fazer uma longa caminhada ao encontro do seu “eu interior”, enfrentando perigos e desafios que o irão libertar.

Este belíssimo livro é uma excelente alegoria para os dias que hoje vivemos, presos dentro das nossas próprias armaduras e papéis sociais, impedindo-nos de nos conhecermos profundamente ou de nos darmos a conhecer, funcionando como um mecanismo de defesa que nos protege, mas também que nos incapacita de amar e ser amados tal como somos, de nos assumirmos perante os outros, de viver as nossas verdades e nos expormos, levando a que nos refugiemos em carapaças que nada abonam a nosso favor.

Robert Fisher cria um imaginário mágico e fantasioso para podermos refletir de uma forma absolutamente simples e até um pouco infantil sobre o modo como estamos a conduzir as nossas vidas. Em dada altura quase todos nós nos identificamos com aquele cavaleiro que anda perdido, à procura de um sentido que o liberte e que lhe permita resgatar a felicidade junto da sua família, e reencontrar uma libertação interior.

Inspirem-se com a leitura desta magnífica obra, reflitam sobre a mesma e não deixem que a vossa armadura, aquela que usamos em determinadas ocasiões e que nos permite defender dos dragões que temos de enfrentar nas nossas vidas, se cole em vós, como se de uma segunda pele se tratasse, pois quando isso acontece, o mais certo é cair-se num grande e profundo poço, cujo salvamento pode ser demorado e arriscado.

Boas leituras!

Robert Fisher-« O Cavaleiro da Armadura Enferrujada», Lisboa: Editorial Presença, 2013.

Os livros mágicos

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 Ilustração de Jeremiah Morelli aka Jerry

Como sou uma apaixonada por livros vou dar início nos próximos dias à apresentação de alguns dos livros que considero mágicos e com os quais tenho aprendido grandes lições de vida. Ler um livro é fazer uma grande viagem interior, conhecer novas paisagens, algumas tão remotas, que só com a imaginação as podemos contemplar, novos personagens, tramas e narrativas que nos permitem refletir sobre a vida e o que ela representa.

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Ilustração de  Bill Bruning

A seleção que escolhi para aqui apresentar nos próximos posts, são aquilo a que posso chamar livros de transformação da alma. Ainda que alguns dos livros possam parecer numa primeira abordagem um pouco infantis e ingénuos, a verdadeira essência deles é essa mesma, a de nos fazer pensar nas coisas, com palavras simples, pois há obras que só se conseguem sentir com o coração e a sensibilidade de uma criança.

A intenção de vos falar sobre estes livros inspiradores  é  de certa maneira para vos “contaminar” com a sua beleza e a sua mensagem, para vos fazer recordar dos livros mágicos que foram importantes nas vossas vidas, que mudaram alguma coisa dentro de vocês, que vos fizeram achar o caminho de volta a casa e serviu de archote no meio da floresta encantada.

Ler é a melhor maneira de nos evadirmos, de sonharmos, de conhecermos outros mundos, mas também o melhor modo de aprendermos, de aumentarmos o nosso potencial, a nossa capacidade de inovar, de criar, de imaginar.

Aproveitem o fim de semana para colocar as vossas leituras em dia! 🙂

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Ilustração de  Oriol Malet

Dica 7 – Deixa-te fluir

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A última dica que te proponho para uma vida mais inspirada consiste em que reserves tempo para ti, para não fazeres nada ou apenas aquilo que te dá prazer e te permite desligar o botão do mental, das listas de tarefas que tens para fazer, das obrigações, do dever, do trabalho, do que te sobrecarrega.

Nas últimas semanas, após começar a sentir algum cansaço pelo excesso de atividades em que me envolvi, comecei a sentir a necessidade de parar um pouco mais, e por isso re-introduzi na minha rotina, sempre que me é possível, um dia em que é dedicado à fruição do que mais me apetece fazer, seja ir ao cinema, ir a um museu, às compras, almoçar fora, estar com amigos, ou dedicar-me a um hobbie que me agrade. Nesses momentos, em que te sentes a carregar a bateria para o resto da semana, estás a dar sentido ao que és e ao que gostas de fazer, sentes-te a viver, e sem dares pelas horas a passar, estás a fluir, num estado absoluto de descontração e de bem-estar, diminuindo o cansaço e ansiedade.

Segundo Mihaly Csikzentmihalyi, que escreveu um livro chamado «Fluir», esta poderosa forma de nos deixarmos levar por algo que gostamos de fazer permite-nos estimular a nossa criatividade, que por vezes está bem adormecida dentro de nós, e aumentar a nossa felicidade, pois quando estamos a “fluir” estamos concentrados e focados no que nos está a dar prazer, contrariando deste modo a avalanche de pensamentos, sobretudo dos mais nefastos, que nestes momentos são completamente “varridos” da nossa mente.

Neste sentido, sempre que vos seja possível, estipulem um tempo para vocês, seja um dia inteiro, dois dias, ou apenas umas horas, e vivam-nas com qualidade, de acordo com os vossos gostos e interesses. Há quem se sinta a fluir a correr, outros a ler, a ir ao cinema ou ao teatro, a pintar, a dançar, a cozinhar ou costurar, o que importa é que durante um determinado período de tempo se deixem levar e se entreguem ao momento, sem olharem para o relógio, sem terem de consultar a agenda ou atender o telefone, entregues à magia da vida.

Se não tens um hobbie, esta é a altura de começares a experimentar coisas novas e diferentes até encontrares o que te faz vibrar e esquecer que o tempo passa. Equilibra o teu tempo profissional, com aquilo que te inspira, pois só assim vais sentir o stress e a tensão do dia a dia diminuir, e perceber que afinal és mais do que uma “máquina” de tarefas, és alguém que precisa de “fluir”.

Prontos para viver 2016 em grande?

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Dica 6 – Ser grato (a)!

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Uma das dicas de inspiração que aqui te deixo hoje é que passes mais tempo da tua vida a agradecer do que a reclamar. Sei que começa a parecer um lugar comum essa história de se ser grato por tudo e por nada, traduzido com um mero hashtag (# gratidão)nas redes sociais, assemelhando-se quase a uma lengalenga um tanto gasta, mas a verdade é que se colocares em prática este princípio de agradecer, vais ver que vais focar-te mais no que tens de bom na tua vida, em vez do que  tens de mau. É aquela velha história de ver o copo meio vazio ou meio cheio, é tudo uma questão de perspetiva.

Dizem os estudos científicos relacionados com a psicologia positiva, que agradecer faz bem à saúde, promove e encoraja os nossos comportamentos, incentiva e dá ânimo à pessoa.

Segundo um grupo de pesquisadores da Universidade de indiana, nos Estados Unidos, estudos comprovaram que o facto de se ser grato pelas pequenas coisas quotidianas pode trazer enormes mudanças, inclusive a nível cerebral.

Para comprovar os efeitos da gratidão, estes pesquisadores realizaram uma experiência com 43 voluntários que estavam a fazer terapia para a depressão e ansiedade. Cerca de metade dos voluntários participaram numa sessão semanal, onde escreveram cartas em que revelaram gratidão, enquanto o restante grupo ficou de fora. Cerca de três meses depois do início desta experiência o grupo que escreveu as cartas de gratidão revelou maior atividade cerebral nas áreas relacionadas com este sentimento, comprovando que esta funciona como um músculo que se exercita, pelo que quanto mais se pratica, mais se sente a longo prazo, os seus efeitos benéficos, fazendo toda a diferença nas nossas vidas.

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Inspirada por estas notícias, decidi começar não só a falar de gratidão, como a aplicar este princípio no meu dia a dia. Nesse sentido, iniciei o ano de 2016 a fazer um pote da gratidão, que alimento diariamente à noite antes de dormir. E é tão simples fazer um, basta-te comprar um pote de vidro, ou mesmo aproveitares um velho frasco que tenhas em casa e pretendas reciclar, enfeitá-lo como melhor te parecer e enchê-lo com folhas coloridas, post –it, onde assinalas as bênçãos do teu dia.

Quando o pote estiver completamente cheio é hora de esvaziar, ler e voltar a enchê-lo. Desse modo verificarás que a tua vida afinal está repleta de excelentes momentos, significantes para ti, que valem a pena valorizar. Quantas vezes nos esquecemos de pensar no que de bom temos e nos queixamos do que nos falta? Aqui a ideia é inverter essa crença, fazendo-nos agradecer tudo o que temos e conquistamos diariamente. Não te esqueças que segundo a lei da atração, quanto mais agradecermos o que temos, mais coisas boas entrarão nas nossas vidas.

Fácil, não é? Então,  disposto (a) a começar o ano com gratidão?

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Dica 5 – Reúne-te de pessoas inspiradoras

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As nossas vidas por vezes precisam de abanões, exigindo que sejamos seletivos com quem deixamos entrar nas nossas vidas, seja em termos de amizades ou de relacionamentos. Quantas vezes damos por nós completamente consumidos em relações tóxicas, que nos diminuem os níveis de energia, em que não nos revemos, nem identificamos mas não temos coragem para cortar os laços?

Neste início de ano, identifica quais as pessoas que te fazem sentir esse lixo tóxico, constantemente focadas nelas próprias e afasta-te delas, porque não são mais do que sugadoras de ti, não te valorizando em nada, elas apenas precisam de cultivar o seu enorme vazio. Pensa em ti em primeiro lugar, se é esse tipo de relações que queres cultivar na vida, se estás a aprender alguma coisa de válido com essas pessoas, se elas te inspiram e te fazem ser a melhor versão de ti próprio.

Porém não te isoles, não deixes que a solidão invada os teus dias, pelo menos no sentido negativo da solidão, porque também há a solidão que nos enriquece e fortalece, procura alternativas de pessoas que te possam inspirar, passa mais tempo com elas, combina cafés, almoços ou saídas, partilhem programas que vos façam crescer junto dessas pessoas. São elas que te arrancam da escuridão, que põem luz no teu caminho, que te fazem sentir a esperança no coração, com quem podes ter conversas únicas e espetaculares, são elas que te confrontarão com as tuas próprias dúvidas, que te desafiarão e te farão sair da tua zona de conforto. Os céticos que leiam estas palavras, dirão que sou uma simplista da vida, mas a verdade é que tem sido através deste tipo de iniciativas que tenho arranjado os amigos que fazem parte da minha vida, alguns por uma estação, outros por um período de tempo, muitos por longos anos. E o que vos posso dizer é que são os amigos inspiradores que valem a pena, os que nos colocam desafios, com quem partilhamos ideias e questões da nossa vida, com quem vivemos momentos e nos sentimos valorizados.

 E como podes fazer para encontrar pessoas assim? Sei que pode não ser fácil, mas porque não começares por encontrar locais, hobbies, voluntariados, aulas de dança, cursos e formações que gostas de fazer, possivelmente lá encontrarás pessoas com os mesmos interesses do que tu? Na net encontras tantas alternativas, nos grupos das redes sociais, em plataformas como o Meet up, aí poderás escolher o grupo temático com que mais te identificas, que são bastante diversificados. Sabes não és a única pessoa do mundo a gostar das mesmas coisas, a pensar da mesma forma…

Sai da casca, liberta-te do que já não te faz falta, nem acrescenta, ri-te com outras pessoas, tem conversas estimulantes e interessantes, deixa-te inspirar pelo movimento da vida!

Dica 2 – Reinventa-te!

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A segunda dica que tenho para ti para te sentires mais inspirado (a) é que te reinventes. O que quer isto dizer? Que introduzas na tua vida novas dinâmicas, novos hábitos, algo que transforme a tua vida e te faça viver coisas diferentes, dando-lhe um colorido que não é habitual. No fundo, é pedir-te que “saias da tua caixa” e te atrevas a viver experiências que te renovem e te deem um novo sentido.

No meu caso, ultimamente a minha vida é uma autêntica reinvenção diária, o que me agrada muito por me permitir viver coisas sempre entusiasmantes, que não estariam previstas no formato normal da minha vida. Assim, além do meu trabalho, incluí outras atividades que me trazem satisfação plena e me colocam em planos díspares, tais como dar aulas numa universidade sénior, ser coach, escrever no blogue, alimentar uma página no facebook, ou dinamizar sessões de escrita criativa. Parece que não, mas tudo isto me faz acrescentar algo de inovador na minha vida, possibilitando-me ter vários papéis diferentes em simultâneo e enriquecer os meus dias.

De que modo podes tu reinventar-te? Já pensaste no que gostavas de fazer de diferente este ano? Pode ser ir mais vezes ao ginásio, por exemplo, e tornares-te um (a) atleta disciplinado (a), pode ser decidires ter aulas de pintura, ou inscreveres-te naquele curso que gostavas tanto, mas nunca te atreves a decidir-te, pode ser propores fazeres um voluntariado e apresentares uma candidatura espontânea, ou  fazeres um grupo no facebook sobre algum tema que te seja particularmente caro; escrever num blogue e transformá-lo numa experiência de diálogo e partilha sobre algo que te interessa; pode ser decidires viver o teu propósito de vida, mais que não seja em part-time ou aos fins de semana; ou até acordares meia hora mais cedo para meditar, fazer ioga, fazer abdominais ou ir correr a essa hora, ou simplesmente ir treinar para o ginásio às 7 da manhã.

Aqui o que importa é que te sintas inspirado (a) , realizado (a)com vontade de viver coisas novas e a ter sentido para ti, porque há sempre algo que nos falta fazer e que é sem dúvida extraordinário.

Lembro-me que antes de ter começado a dar aulas na Universidade Sénior, como voluntária, eu já sentia interesse em fazê-lo há algum tempo atrás, tinha como motivação o facto de já ter dado aulas à terceira idade anteriormente, e por outro lado gostava de retomar o conhecimento e a prática da Antropologia, a minha formação base, que estava um pouco “adormecida” na minha vida. Foi preciso ter tido um input através de exercícios de coaching para tomar a decisão e enviar um currículo à Universidade. Foi num ápice que o resto aconteceu…

Por isso, ausculta o que te dá prazer, os hobbies que tens adiado, e se queres viver um ano inspirado, coloca-te em ação.

Deixa-me depois o teu feedback e o que estás a fazer para viver essa tua “reinvenção”.

Um dia maravilhoso para ti!