Meditação e escrita

O desafio que te faço hoje é que coloques uma música tranquila que te inspire, feches os olhos e viajes para o teu lugar sagrado, o centro do teu centro. Aí chegada sente as respostas que começam a chegar até ti. Deixa-te estar aí uns instantes e depois quando resolveres que é altura certa, regressa. Abre os olhos, pega num papel e numa caneta e descreve o teu lugar e o que te fez sentir.

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Aqui fica o meu testemunho do meu lugar:

«Fecho os lhos no meio da floresta e deixo-me guiar pelos sons da natureza. Desligo os pensamentos, apago as limitações e as minhas crenças negativas e deixo-me fluir pela energia mágica que me invade. Saio de mim para entrar mais profundamente no meu ser, aquele que nada controla, que nada o limita, nem desvia, aquele que é o que é…onde me sinto invadir por uma enorme sensação de paz. Nesse estado não há dúvidas, não há questões, não há certezas, há apenas o estar, o acreditar, o pulsar de um coração que bate e cujas batidas vão tranquilizando mais aquilo que sinto. Nesse lugar iluminado, paraíso celeste, onde simplesmente sou, eu sei que o caminho a fazer é estar mais vezes em sintonia com o “osso oco”, que me liga à transcendentalidade  onde apenas existem incondicionalismos e sentimentos puros e serenos.

Nesse estado de absoluta paz e tranquilidade sei que o que me guia é a fé e a esperança, a vontade de seguir sempre o meu coração e de contribuir com amor e aceitação para o que quero fazer no plano terrestre. Motivar, inspirar, dinamizar, entregar-me ao fluxo criativo da essência, transpor os limites que me negam a superação da minha ação.

Naquele momento, de olhos fechados comunico com os guias que me cercam, que me enviam amor e me tranquilizam o espírito. Sei que nada há a temer, nada há que me impeça de ser feliz e de acreditar que sou capaz de elevar a minha força espiritual a uma outra dimensão, onde todos apenas podemos ser, estar e sentir.»

Depois de escreveres o que vai na alma após a tua meditação, transforma o teu escrito na tua oração pessoal e coloca-a num local visível, ou trá-la contigo, para que te sintas inspirado (a) sempre, e sentires o teu propósito bem consciente, sobretudo naqueles dias em que sentes que o mundo desabou em cima de ti.

Boa experiência!

Ana

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Desafio 19 – Silencia a tua mente

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O ser humano tem a tendência para pensar demais, para se massacrar a ouvir aquela bendita vozinha que não nos larga o ouvido, que vai girando em círculos, aumentando de intensidade, como se fosse um zumbido que não nos larga. As mulheres então, habituadas a remoer os pensamentos, sabem bem do que falo, pois quando encaixam uma ideia na cabeça, difícil é mudar a sintonização da questão.

Por esse motivo, quer sejam mulheres ou homens, é importante que saibam silenciar a mente de vez em quando, de preferência com alguma frequência, para que os pensamentos não se tornem demasiado viciados e possam desligar-se deles, entrando em contacto com a sua verdadeira essência, o “eu superior”, aquele que está a um nível mais profundo do que o ego, e interiorizar a sua própria verdade.

Neste sentido, se praticarmos meditação, mindfulness ou outro tipo de prática de concentração, conseguimos silenciar o ruído externo e esvaziar a mente, conduzindo-nos a um profundo estado de relaxamento e a uma sensação de contentamento e total entrega. Segundo um estudo realizado sobre Meditação, no Hospital Geral de Massachusetts, nos E.U.A, concluiu-se que o grupo de voluntários que participaram num curso de meditação possuíam os cérebros mais propensos para a felicidade, por possuírem uma mente mais “limpa e arrumada”, liberta de confusão mental, como demonstra a imagem.

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Atendendo que estas práticas silenciosas podem contribuir bastante para vivermos melhor e com mais felicidade, o desafio que hoje te sugiro é que feches os olhos e faças uma pequena meditação, relaxes o pescoço, os ombros,  os membros superiores e inferiores e comeces a esvaziar a  tua mente durante uns minutos, muito calmamente. Coloca uma música calma, ou então pesquisa no youtube uma meditação guiada que se adeqúe ao tema que pretendes interiorizar, (para os iniciantes nesta prática sugiro que façam uma meditação guiada por ser mais fácil de acompanhar e os resultados serem igualmente satisfatórios).

Mas, se achas que não consegues fazer isto em casa sozinho (a) e gostavas de experimentar fazer meditação em grupo, podes procurar locais onde possas frequentar sessões de meditação – hoje já existem bastantes espaços com uma oferta bastante variada destas práticas, basta começares a procurar o que mais te pode interessar e ajustar aos teus interesses.

Vais perceber que quanto mais interiorizada for a prática da meditação nos teus hábitos e rotinas, maior calma sentirás, menos stress te entupirá as veias e terás uma maior tendência para relativizar as dificuldades e para as aceitares, porque estás calmo (a) e consciente da tua capacidade de resolução dos problemas.

Desafio 11 – Não faças depender a tua felicidade de terceiros

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Ser feliz é algo que implica uma autoresponsabilização no processo, não devendo depender exclusivamente do que os outros nos dão, nos dizem ou nos fazem sentir, pois tal como no amor, a felicidade tem de partir da nossa inteireza, daquilo que somos na nossa essência e no que acreditamos. Muitos sabemos desta parte na teoria, mas poucos praticamos a autorrealização, a autofelicidade, dando ouvidos insistentemente ao nosso ego que nos faz acreditar piamente que precisamos da validação do outro para nos sentirmos felizes connosco.

Quando o que o vemos nos outros não é bem aquilo que queremos, temos tendência para os corrigir, de os transformar, para que se aproximem mais da nossa imagem e semelhança, pois só assim acreditamos que é mais fácil ser feliz. Podemos iludirmo-nos durante algum tempo que conseguimos tais intentos, mas na verdade, não podemos mudar ninguém só para nos sentirmos felizes. Mais tarde ou mais cedo, os outros escapam-se das nossas teias e revelam a sua verdadeira essência, tal como são, e que o nós tanto teimamos em tapar, acaba sempre por vir à tona, pois é essa a sua realidade. Desse modo, vivemos uma felicidade iludida pelo nosso poder de transformar o outro, sendo através dele que nos sentimos validados e reforçados.

O desafio de hoje é que aceitemos mais os outros como eles são e lhes mostremos a nossa vulnerabilidade, tal como também somos. Para isso sugiro-te uma pequena meditação, com os olhos fechados, em que possas dizer: «Eu aceito-te por quem és, sem ter a tentação de te corrigir, mudar, ou transformar. Não permitirei que as nossas diferenças afetem a nossa relação e a minha paz de espírito, eu honro, respeito e aceito quem tu és e dou-te a liberdade de seres quem és». Nesse momento de introspeção, peço-te que penses numa ou mais pessoas que tenhas querido modificar nos últimos tempos só para te agradar, criticando os seus comportamentos, reprimindo a sua verdade pessoal, e depois de respirares profundamente três vezes, que libertes essa pessoa ou pessoas do teu jugo egóico, sentindo-te para amar e aceitar os outros como são e para seres responsável pela tua própria felicidade.

Desafio nº 9 – Não tornar as coisas demasiado pessoais

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A dica que hoje vos trago para viver melhor o conceito de felicidade é inspirado num princípio do povo Toltecas, que viveu no México no sex. X a XII, e que foi referido pelo escritor mexicano Dom Miguel Ruiz, nos seus livros.

De acordo com esta máxima, não devemos personalizar demasiado as coisas,  sobretudo o que os outros nos dizem ou fazem, correndo o risco de lhes ripostar de igual modo, assemelhando-nos aos seus comportamentos.

Humanamente reconheço que esta dica é de facto ambiciosa, a nossa tendência quando nos fazem uma crítica ou reparo é de devolver em dobro o que nos disseram, é vomitar injúrias e maledicências porque temos a tendência de levar tudo para um ponto de vista pessoal e achar que estão sempre contra nós. Mas, a verdade é que quer nós queiramos, quer não, nós não somos o centro do universo, não devemos colocar-nos sempre nessa posição tão defensiva, porque às vezes apenas se trata de uma crítica, ou de algo que não sabemos entender e alimentamos com isso uma insatisfação extrema e um efeito bola de neve, que só vai aumentando até tomar contornos insustentáveis. Por isso, o que sugiro, embora vos diga que de facto não é fácil ceder aos ímpetos mais egocêntricos, é que tentem ignorar a carga negativa que, por vezes, vos querem despejar em cima, seja com intenção direta, ou de modo colateral. Nesse sentido deve-se evitar levar as coisas a peito e projetá-las em nós, porque não somos nós os responsáveis dessa vibração. Só assim nos poderemos sentir mais leves e livres.

Para seguir esta sugestão o desafio que vos deixo é que não se deixem influenciar, nem afetar por tudo o que vos dizem, seja mau ou bom, e não se deixem revoltar pelas ações e comportamentos que vos rodeiam.

Para isso sugiro-vos que façam uma pequena meditação, coloquem as vossas mãos no coração, e relativizem o que sentem em relação a determinadas pessoas que vos testam constantemente a paciência e a tolerância. Aceitem que essas pessoas dão aquilo que têm e que aprenderam com a vida e relativizem o seu mapa mundo. Nessa meditação imaginem-se numa enorme bolha que vos protege das energias negativas e vos impede de serem atingidos por qualquer tipo de emoção mais desconfortável. Visualizem-se dentro dessa bolha e imaginem uma ou duas pessoas que vos testam constantemente e sintam-se completamente a salvo da sua influência.  No final, respirem fundo e sintam a paz a invadir-vos completamente. Lembrem-se sempre que ninguém tem o direito de vos afetar e de derrubar a vossa paz interior. Quando estiverem em apuros, imaginem novamente essa bolha protetora, que vos impede de entrar na mesma vibração de quem vos incomoda.

Jornada feliz!

Lei 1 – A Lei da Potencialidade Pura

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Esta lei é essencial para o nosso autoconhecimento, tem a ver com a nossa consciência pura, que é também a nossa natureza essencial. Segundo Deepack Chopra quando descobres esse estado puro de ti mesmo encontras «a capacidade para realizar todos os sonhos, porque nós somos a possibilidade eterna, o potencial imensurável de tudo o que foi, é e será.»

Ao nos ligarmos à nossa essência abandonamos os medos, a necessidade de controlo do outro e das coisas, deixamos de nos manipular pelo nosso próprio ego e pelo papel social que este desempenha. «O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma sob diferentes formas».

Mas de que forma poderemos nós aplicar esta Lei da Potencialidade Pura nas nossas vidas para aprofundar esse autoconhecimento?

O autor refere-nos três práticas essenciais para a construção desse caminho. São elas o exercício do silêncio, a meditação e o não julgamento.

Que me dizem? Nada fácil não é verdade?…Contudo podemos aos poucos ir aplicando estes princípios na nossa vida. O ideal seria experimentar mais vezes o silêncio, “desligarmo-nos” do mundo e das suas conexões, mas se levas uma vida atribulada, que tal começares por definir momentos do dia ou da semana para isso? O importante é mesmo começar.

E a meditação? Alguma vez já experimentaste? Podes começar por fazer uma pausa por breves minutos no teu dia e ires aumentando a intensidade ao longo do tempo, podendo chegar a meia hora diária ou até mais. O que importa é que te sintas bem nesses breves instantes em que fechas os olhos e mergulhas em ti mesmo.

Quanto à última proposta, bem esta se calhar é mesmo a mais difícil de todas…como não tecer comentários negativos e depreciativos sobre os outros, quando vives numa sociedade que adora deitar abaixo tudo e todos, a começar no teu emprego, no teu bairro, nos grupos que frequentas…?Pois, aí o desafio pode consistir em te comprometeres a não tecer juízos de valor, nem que seja durante alguns momentos do teu dia, de modo a que esta prática se interiorize e se torne consciente e possa tornar-se constante.

Que tal te parece? Vamos colocar a Lei em prática?

Eu irei dando conta da minha experiência aqui no blogue…Espero que a partilhes comigo também, seja por comentários aqui no blogue ou pelo e-mail:

madaboutdreams@gmail.com

«Alma sã em corpo são»

Num retiro de silêncio, além das questões da alma, abordam-se também os problemas  do corpo e o modo como ambos estão em constante interligação.

Se a alma não está bem, o corpo mais cedo ou mais tarde também acaba por ficar doente, pois a vibração negativa dos nossos pensamentos, transforma-se em sentimentos, que são transmitidos a cada célula do nosso corpo, podendo intoxicá-lo com doenças psicossomáticas sentidas no corpo, mas provenientes do nosso estado de espírito, da nossa mente que não se cala um segundo.

A questão que aqui quero deixar ficar é sobre o modo como estamos a tratar o nosso corpo. Estamos a alimentá-lo bem e de forma conveniente? Que substâncias estamos a ingerir que podem afetar o nosso corpo com efeitos secundários? Que emoções estamos a deixar passar para o nosso corpo? Que problemas estamos a deixar que afetem o nosso coração, o nosso estômago, o nosso fígado?

É momento de refletir um pouco não é? Quantas vezes já fomos nós parar ao hospital a meio da madrugada, porque aquela malvada gastrite não nos larga, porque sentimos um aperto no peito que não nos permite respirar? Será isso apenas físico ou uma consequência dos padrões emocionais que alimentamos?

Para refletirem mais um pouco sobre esta conexão entre o físico e o mental, deixo-vos este excerto de documentário, que nos prova cientificamente os efeitos da meditação e de como podemos desacelerar. Basta apenas 15 minutos por dia, focados em palavras que nos acalmem e inspirem, como é o caso da palavra «Paz». Verdadeiro milagre este, que nos demonstra que somos nós «os motoristas dos nossos corpos», para ele chegar ao destino com saúde, às vezes só é preciso abrandar, respirar e acreditar que o pior vai passar! Afinal o que importa é que a alma seja  sã, em corpo são»!

Silêncio

meditacao1.jpgNum mundo inundado de excesso de palavras, de ruído e de informação, precisamos de vez em quando desligar o botão, parar por uns instantes, calar o que nos atormenta a mente, para não nos deixarmos guiar apenas pelo sabor do vento ou pela correnteza da maré, sem orientação, nem direção.

Hoje foi um desses dias, em que o silêncio preencheu o dia com significado, num retiro da Brahama Kumaris, onde costumo ir, sempre que preciso de alimentar a alma e reabastecê-la de energia. Só o espaço da sede, desta organização sem fins lucrativos, localizado na Ajuda, pela sua beleza e tranquilidade é já um bálsamo reconfortante, convidando à meditação, ao silêncio e à introspeção.

Com base neste retiro, o convite que te faço é que tires se não um dia, nem uma tarde, pelo menos uma hora da tua vida para experimentares sobre o que te falo.

Desliga a TV, o telemóvel e o telefone, corta as ligações com as redes sociais e os e-mails, isola-te num espaço da tua casa onde te sintas confortável, coloca uma música relaxante,  acende uma vela ou um incenso e fecha os olhos.

Respira pausadamente. Sente o ar que te entra pelas narinas e que te preenche o interior. Esvazia-te de todas as preocupações, todo o stress causado pelo exterior, fixa-te apenas no aqui e no agora, e deixa-te desconectar do que te cerca. Com a respiração cada vez mais calma e profunda, prepara-te para viajar para um espaço só teu e encontra-te com quem tu és, com a tua essência. Saúda-te e pergunta-te por uns instantes: «Quem sou eu?» Estou certa que encontrarás rapidamente não só as tuas respostas, mas também as tuas virtudes, aquelas que insistes em esconder dos outros e de ti mesmo. Aproveita esse encontro contigo próprio para te perguntar ainda como te sentes, se achas que existe alguma coisa que te incomoda e te apetece resolver, se há algo que está a mais na tua vida.

Concentrado dentro de ti próprio, repousas a alma e sentir-te-ás banhado por uma paz interior, por uma luz que te preencherá, revigorando-te o ânimo e o corpo quando voltares de novo à tua consciência exterior.

Este silêncio traduzido deste modo é uma conexão profunda contigo, mas pode ser feito de diversas formas, numa caminhada na natureza ou na praia, na leitura de um livro, num processo de escrita. O que interessa é que pares por uns instantes, respires ao teu próprio ritmo, silencies todos os pensamentos negativos, repetitivos e agonizantes, e caminhes em direção ao teu autoconhecimento, o que te permitirá abrir imensas portas no teu processo de vida individual.

Pergunta-te a ti próprio:

– Quem realmente sou?

– Qual o meu propósito de vida?

– Que imagem de mim quero deixar nos outros quando eu partir desta vida?

Sinto que vais adorar a experiência! Inspira-te e deixa-te silenciar.

Informações úteis:

Brahama Kumaris – R. Guarda-Jóias 52, 1300 Lisboa

http://www.brahmakumaris.org/portugal/index_html?set_language=pt-pt