Desafio nº8 Enfrenta os teus piores medos

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Para viveres mais intensamente momentos felizes vais ter de começar a derrubar as tuas limitações, o que te constrange e inibe de poderes assumir o controlo da tua vida. Não é uma tarefa fácil, nem imediata, é algo que requer coragem, determinação e audácia. Vencer os medos, aqueles que colecionamos há anos, que fazem parte do nosso discurso e que justificam a nossa inércia, não é para todos…mas tu que me lês, eu sei que és capaz. Pelo menos capaz de tentar e só quem se arrisca merece vencer a batalha.

Por isso o desafio que tenho para ti hoje é que penses num dos teus piores medos, frustrações, ou em algo que te incomode verdadeiramente e que não tenhas tido coragem de enfrentar, até agora. Pega num papel e numa caneta e escreve o que pensaste, na situação que te veio à mente. Quando estiveres preparado (a), peço-te que penses numa pessoa a quem tu gostarias de partilhar o que te amedronta e que a imaginasses bem perto de ti. Respira profundamente, três vezes, e lê em voz alta o que escreveste antes, como se o dissesses à pessoa que imaginaste. Conforme lês o que escreveste, com voz firme e alta, sente o peso nos ombros a sair de ti, e uma força magnética a invadir o teu peito. Repete a leitura em voz alta, até que esse medo, perca a intensidade que lhe deste. Sente o alívio em todo o teu corpo. Repete este desafio sempre que um novo medo te invada a alma e corrompa o teu ser. Se te fizer sentido, em vez de imaginares a pessoa diante de ti com quem partilhas a tua vulnerabilidade, conta-lhe mesmo, liga-lhe ou encontra-te com ela para que o exercício possa ter um maior impacto na tua vida. A única dica que te deixo é que se optares por falar com alguém, escolhe uma pessoa em quem tu confies de verdade, que não te julgue, que te aceite incondicionalmente, que não ponha em causa o teu sistema de valores.

Estás de parabéns! Com este exercício provaste a ti mesmo que consegues apagar o fogo do teu dragão interior, que consegues dominá-lo e ser o herói de ti próprio (a)!

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O medo que me consome…

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Olhei nos olhos o medo e prometi-lhe que não havia de ser maior do que eu, que não poderia continuar a dominar-me e a querer vencer-me. Meti os pés ao caminho e enfrentei-o sem vacilar, sem dó nem piedade. Perguntei-lhe o que queria de mim, porque me perseguia há tantos anos, porque inquietava as minhas noites em branco e me fazia gritar de pânico quando me deixava levar pelos pesadelos que ele preenchia. Porque me fazia chorar nos momentos de angústia e me paralisava a ação, porque me calava a voz, sedenta de se erguer e de mostrar que era gente. Interroguei-o com requintes de policial experiente nestes assuntos culpando-o de todos os instantes em que meti a coragem no bolso com os olhos fitos no chão, repetindo os mesmos dias inertes sem sonhos, nem alegria. Ousei cuspir-lhe fogo bem no meio dos olhos e dizer-lhe que ele não podia continuar a representar o papel principal da minha vida, que assim não podia continuar, que as regras tinham mudado, que era eu agora quem ditava o rumo da minha vida, de quem entrava nela e de quem saía, e que ele não ousasse novamente limitar-me e impedir-me de sonhar, de construir uma nova realidade que me enchesse a alma e me devolvesse a paz perdida.

Passaram-se horas, talvez dias, nesse confronto de forças, em que eu media o meu poder e a supremacia do «eu» que agora renascia e se erguia.

Nesse dia, nessa hora, o medo encolheu os ombros, emudeceu, mais nada disse e recuou,  acabrunhado. Nada me disse, nada mais lhe respondi. Parecia tão mais pequeno agora, quase vulnerável, exposto e vencido, ali bem diante de mim. Ali o deixei especado, diria que quase amedrontado de si mesmo. Virei-lhe as costas e sorri, sabia que nunca mais o veria novamente, ou pelo menos não nas mesmas condições de desequilíbrio. Finalmente vencera o medo de ter medo!

Liberta-te!

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Hoje é o dia certo para te libertares, para largares as algemas e as correntes que te prendem e impedem de pensar por ti próprio.

É hora de perceberes o quanto vales e no que podes acreditar de verdade, sem as limitações que te paralisam e impedem de voar. É hora de abandonares as velhas vestes de prisioneiro, e vestires a roupa do teu verdadeiro ser.

Acabaram-se os medos, as tentações, os receios infundados, as dores, as agonias e os desequilíbrios. És tu quem tem de erguer a tua voz e impô-la bem alto e firme, em vez de acatares as mesmas ordens repetidas que te servilizam e oprimem.

Abre a porta escancarada ao medo, cumprimenta-o com o teu melhor sorriso, de peito aberto, e diz-lhe: «Por aqui? Hoje não estou cá para ti!» e esfrega-lhe na cara o teu amor-próprio e a confiança, que um dia esqueceste num ermo qualquer. Assume de novo o controlo da tua vida e o desejo de te reergueres e seres quem és.

A submissão acabou, a espera inútil de dias encolhidos também… Sê tu próprio! Enfrenta-te!