Dar e receber…

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O tema de reflexão deste post é dedicado ao delicado assunto do “dar e receber”. E chamo delicado, porque nós mulheres, temos o péssimo hábito de sermos doadoras em excesso, e por isso a tendência natural é para darmos mais do que recebemos nas nossas relações, sejam elas amorosas, de amizade, profissionais ou outras. E isso faz-nos sofrer, muitas vezes em silêncio,  por não nos sentirmos em equilíbrio. Mas, se invertermos a questão e perguntarmos, e nós sabemos receber? A verdade é que muitas de nós responde que não está recetiva para receber nada dos outros, como se fosse algo que diminuísse a sua condição.

Este facto é algo que trazemos connosco das nossas ancestrais, dos nossos códigos culturais, se percorrermos o historial das mulheres que nos moldaram, verificamos uma herança de valores transmitida por mães, avós e bisavós, em que o correto era que a mulher desse e servisse através dos seus papéis de esposa e de mãe. «Mulher que é mulher deve servir», foi isto que foi passado de geração em geração, durante séculos, e por todos esses factores, apesar de todo o progresso e modernismo, há traços de caráter e atitude que dificilmente conseguem mudar entre nós, sentindo-nos por vezes num plano de contradições. O coração pede uma coisa e a mente outra. Por isso nós mulheres, que fomos criadas para esses papéis de doadoras temos tanta dificuldade em admitir um “Não” aos outros, preferindo tantas vezes sacrificarmo-nos e darmos o que temos e não temos, mesmo que esgotadas. Aprendemos a não saber receber, porque isso pode representar vulnerabilidade ou fraqueza. E no entanto, isso não tem nada a ver, pois podemos ser fortes e estarmos disponíveis para receber o que nos dão. O que aqui importa salientar é a importância do conceito de reciprocidade em toda as relações, se eu dou, eu também devo receber. Se nós passamos a vida a dar, dar, dar e não recebemos nada de volta, com a mesma qualidade que demos, algo está errado, e é necessário analisar como estão os pratos dessa balança, quase sempre desequilibrados pela falta de reciprocidade. Estas situações devem ser analisadas sobretudo em casos em que não pode existir amor incondicional, como é o caso das parcerias amorosas, sob pena de se tornar um conceito subversivo e destruir a autoestima e a identidade do excessivo doador. Nesses casos, para que sejam relações de sucesso é importante que haja uma dose equilibrada entre “o dar e receber” para que não existam na nossa história nem vítimas nem algozes.

Como temos um instinto maternal, outro erro em que frequentemente caímos é o de encarar as fragilidades dos outros como algo que devemos proteger, e nesse sentido, sentimo-nos super mulheres com o poder de levantar os outros do chão e acolher as suas dores, achamos que se cuidarmos das suas feridas, os outros vão gostar mais de nós e ter mais respeito, quando na verdade o que estamos a fazer é a torna-los reféns e dependentes desse excesso de amor protetor. Damos para poder receber, porque criamos na nossa cabeça a fantasia de estarmos a salvar os outros de si próprios. Quando percebemos que eles não têm a capacidade, a vontade ou o interesse de devolver esse amor que nós lhes damos, a tendência natural é ficarmos muito tristes, amarguradas e julgarmos de pouco agradecidos os que foram protegidos por nós. Mas, a verdade é que os outros até podem ser sugadores de energia e terem um efeito negativo sobre nós, mas fomos nós que criámos uma ideia destorcida de lhes agradar, fomos nós que demos em demasia, esperando que nos fosse retribuído o que esperávamos.

É altura portanto de parar um pouco e refletir sobre este tema e perceber se está a existir esse equilíbrio nas nossas vidas ou estamos nós a forçar um dos lados, e compreender de que modo nos estamos a sabotar, por isso não devemos ser nem demasiados doadoras, nem incapazes de receber, nem vivermos só à espera do que nos dão. Enquanto não existir esse meio termo, esse olhar para dentro e averiguarmos a nossa responsabilidade nas nossas relações,  vamos andar sempre à volta do mesmo, da queixa e da lamúria, a atribuir a culpa aos outros, e fazermo-nos de vítimas inocentes. É hora de agir e parar o padrão que temos arrastado ao longo da vida e fazer algo de novo e diferente. Queres resultados diferentes? Toma novas atitudes!

Abril Mágico

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Abril já está a terminar e foi um mês verdadeiramente mágico que me provou que quando queremos, nos focamos e nos alinhamos com o nosso propósito podemos estar a abrir as portas para um portal maravilhoso, uma espécie de mundo de Alice, uma realidade paralela, o que lhe quiserem chamar.

Quem me ler, poderá pensar, “pois, para ela até parece fácil, mas para mim não é” ou até podem se interrogar, “ que raio de droga será aquela que ela anda a tomar que parece ser tão boa?” E o que vos posso dizer, é que de facto não se trata de uma droga, mas de uma vivência, de dois anos (faz dia 1 de maio dois anos que comecei a minha paixão pelo Coaching, quando fiz a Certificação) e neste período tenho aprendido muito sobre mim, sobre os outros, tenho apostado muito em formações de Desenvolvimento Pessoal, tenho feito sessões de Coaching a várias pessoas, tenho investido em leituras e tenho integrado muitos conhecimentos e teorias ao longo deste tempo.

Se não tive desafios ou obstáculos ao longo deste caminho? Claro que sim, que os tive, e ainda os tenho, faz parte da minha condição humana, mas estou mais consciente que tenho uma opção a tomar e por isso, tenho aprendido que o melhor a fazer é escolher sempre o que me faz feliz, o que me pode empoderar e motivar, o que posso fazer melhor. É isso que me guia e me orienta e por isso todos os dias eu escolho o caminho mais difícil, o de perseguir, o de levar o barco para a maré revolta e lutar contra a força das vagas que me querem arrastar às vezes para a margem, em vez de navegar calmamente na corrente.

No mês de abril, movida pelo entusiasmo que me tem invadido e me tem feito sentir em estado de graça, comecei a dar-me conta que o universo estava a premiar-me com dádivas muito generosas, vendo-me de repente a fazer uma palestra para uma audiência sobre Motivação no Dia Mundial da Saúde, a 7 de abril;  a fazer workshops de escrita criativa e a levar a minha “Palavra Viajante” até ao Porto; a fazer rir pessoas com o Yoga do Riso; a conhecer mulheres espectaculares e inspiradoras em grupos de networking e a ter feedbacks fantásticos de muitas mulheres que seguem o Grupo da Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras no Facebook, e muitos abraços pelo meio.

Escrevo este post não para me gabar ou achar que sou melhor que as outras, nada disso, escrevo-o para agradecer toda esta fase que estou a passar e me provoca uma enorme sede de viver, de agradecer, e de me sentir inspirada todas as manhãs. Se a minha vida é perfeita? Claro que não, mas eu escolhi utilizar umas lentes diferentes que me fazem ver as frustrações a diminuírem, as lamentações sobre o que eu não tenho ou não consigo ter, a perderem a sua voz lastimante e a ganhar equilíbrio sobre as coisas. O resultado, e é por isso que estou a partilhar este testemunho contigo, é que este trabalho diário começa a dar frutos, pois quando tu mudas, tu começas a ver tudo a mudar à tua volta, como se fosse uma resposta do próprio Universo, e isso não tem pagamento possível, porque é verdadeiramente fantástico. Por isso, se o meu abril foi mágico, tu também podes começar a ter uma vida mágica, desde que o queiras, acredites e te comprometas todos os dias a fazer algo que te alinhe com esse propósito…todos os dias, continuamente…estou certa que vais ver esses resultados a que me refiro, porque a magia só acontecerá se ACREDITARES nela TODOS OS DIAS!

GRATA, GRATA, GRATA, GRATA por este abril maravilhoso!

Quando à nossa volta só vemos dificuldades…

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Todas nós já passámos por alturas na vida em que quando olhamos à volta só vemos contrariedades, dificuldades, problemas, coisas que não gostávamos de ver e nos sentimos miseráveis e tristes, não vendo forma de dar volta à questão e de mudar o rumo das coisas.
A notícia boa que te vou dar, é que independentemente do que estejas a passar, da fase negra que possas estar a viver, tudo passa na vida, as coisas mudam, as situações são ultrapassadas, os ciclos fecham-se. Por isso, muitas vezes, para não dizer sempre, somos nós as responsáveis pelas coisas que nos acontecem, ligamos o complicómetro, focamo-nos apenas no negativo, o que nos dá uma espécie de prazer mórbido, sentindo-nos vítimas do destino, como se fôssemos as únicas mulheres do mundo mal amadas, sozinhas, abandonadas por tudo e por todos, ignoradas e infelizes.

Há um tempo para tudo, para sofrer e deixar as emoções falarem mais alto e nos entregarmos ao sofrimento e há uma altura em que temos de dizer «Basta!» «Já chega!», porque afinal nós podemos ter um papel ativo no que queremos sentir. Contudo, essa decisão nem sempre é fácil, pois mudar os nossos comportamentos, as nossas atitudes e sobretudo as nossas crenças, que nos limitam e toldam bastante a ação, exige de nós um esforço acrescido. Por isso é importante ver além dos rótulos, do que acreditamos, desbravar caminhos, que muitas vezes têm teias densas e difíceis de desembaraçar. Convém ver as questões que nos angustiam de vários lados e perspetivas e entender como podemos perceber as nossas emoções e torna-las nossas amigas, em vez de sermos constantemente controladas por elas.

O primeiro passo que podes dar é movimentar-te. Seja através da dança, da caminhada, da corrida ou do riso, vais estar a oxigenar as células do teu corpo, vais trazer mais leveza para dentro de ti e o movimento traz-te maior energia e cria novas emoções, altera o estado em que te encontravas, e desvia-te dos pensamentos tóxicos e negativos. Nesse sentido, é importante alterar pequenas rotinas no teu dia a dia, experimentares coisas novas, que te façam sentir novas sensações, fazer novos trajetos, introduzir novos hábitos que despertem mais a tua criatividade e o teu foco. Se estás demasiado absorta nos teus pensamentos, procura fazer algo que te interrompa o seu fluxo, sobretudo se estás numa fase em que te sentes desmotivada e sem forças e facilmente és manipulada pelos teus”filmes” internos.
Encara os teus medos, nada pode ser tão grave que tu não possas enfrentar, olha as situações de frente e sente o medo a diminuir. Há sempre uma saída para tudo na vida, menos para a morte, por isso não te entregues ao medo, procura sentir-te mais segura ao lidares com o que te aflige.

Outra estratégia eficaz é procurar ver o que te incomoda de outro modo, olhar a situação que estás enfrentando de uma perspetiva exterior, retira-te do problema e explica-o a ti própria, como se não fosse teu. Surpreende-te, e percebe como a tua carga emocional pode diminuir. Novas palavras, ganham novos sentidos. Ao veres as coisas de fora, vês tudo com um outro filtro e uma intensidade diferente. Pelo menos experimenta e tenta…

Passo a passo conseguirás aos poucos ver-te livre do que te tira o sono e está a dar cabo de ti. Busca novas soluções, novas formas de ultrapassar o que estás a passar, procura fazer sempre algo de diferente, ousa experimentar, tem coragem e persiste. E sobretudo tenta falar com pessoas que já passaram por isso e conseguiram ultrapassar. Sentir-te-ás mais motivada e encorajada para continuar a tua caminhada, passinho a passinho, mas com confiança no teu andar.
E sobretudo, começa a sonhar de olhos abertos, a veres benefícios em tudo o que te rodeia, a ouvir o canto dos pássaros, a respirares de forma calma e pausada, a esvaziar a tua cabeça dos problemas. Torna a sonhar como as crianças sonham, dá uma pausa à tua mente. Foca-te em pequenas alegrias, pequenos nadas que ganham um enorme sentido na tua vida.  Deixa-te fluir com o tempo, e sobretudo sorri… pois os problemas não se fizeram para durar, mas para serem resolvidos.
Ana Machado

No topo da montanha

«Difícil foi chegar aqui. A este momento da vida. A este lugar do mundo. Ao alto desta montanha. A este espaço escondido dentro de mim. Porque foi dentro de mim que tudo começou. Quando pensamos em alcançar alguma coisa , há uma pequena voz a sussurrar-nos que é por ali e se escolhermos obedecer a esse impulso, começamos, passo a passo, a fazer o caminho. Quer se trate de largar uma dependência, de pedir perdão ou de escalar uma montanha, deixamos as pegadas na neve, na areia, ou no coração de alguém e seguimos, com os pés no chão e os olhos no céu.
Foi assim. Fiz o caminho caminhando. Não me senti maior que os outros, pelo contrário. Apercebi-me de como sou pequeno perante a imensidão da montanha. Mas não desisti. E o prémio recebo-o agora, aqui em cima, a contemplar um universo azul de tão branco, branco de tão frio, de tão vasto.
Que seria de mim se tivesse ficado em casa? Não teria conhecido o que é, para mim, o paradigma do bem-estar e da alegria: o ter alcançado, pelo meu esforço e sacrifício, a realização de um objetivo, a concretização de um sonho, o lugar intermédio entre o céu e a terra, onde, ao por do sol, nascem os anjos.»
In: O Livro do Bem-estar, Rosa Lobato de Faria

Foto de Mad about dreams.

Acreditar até ao fim…

O futebol não é tudo na vida, os nossos problemas continuarão a ser os mesmos de sempre, poderão dizer alguns, mas a verdade é que não se pode descurar o fenómeno gerado em torno da vitória de Portugal no Euro 2016, contra a França. Ninguém pode negar a garra revelada por uma equipa que foi mentalizada para ganhar, o entusiasmo de um povo, que habitualmente vive conformado e apagado. Esta vitória devolve a autoestima ao povo português e a capacidade de acreditar nos sonhos e nos impossíveis, pois como dizia Mandela: «Tudo é considerado impossível até acontecer».

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Por outro lado o dia de ontem veio reforçar-me a crença no pensamento positivo, a forma como podemos controlar a nossa mente e introduzir-lhe emoções e pensamentos fortes e impulsionadores através da visualização. Fiz um exercício destes à hora do almoço num workshop de imagens mentais, e depois de sentir no meu corpo a emoção de visualizar o Ronaldo com a taça, eu sabia que o resultado não poderia ser outro. Se usarmos o poder da mente para coisas positivas, estamos a desbravar maravilhosos caminhos para a realização de sonhos….! Tu podes, tu consegues, tu és capaz…quando acreditas!

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A Lei do Contágio Positivo

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Nos últimos tempos tenho tentado aplicar a lei do contágio positivo, se não todos os dias, todas as semanas e de repente percebi que isto podia ter efeitos fantásticos, não só em mim, mas sobretudo nos outros e é algo tão simples de fazer, que não me rouba tempo nenhum, apenas disponibilidade e vontade de colorir o dia de quem está a precisa de um reforço positivo. O segredo é ser-se sempre verdadeiro, não apenas porque parece bem, sem segundas intenções, mas porque sinto que me faz sentido fazê-lo.

Então vou partilhar contigo a minha lei do contágio positivo. Todos os dias coloco na minha página do Facebook, Mad About Dreams, algo que possa fazer os outros refletir e sentirem-se logo pela manhã em estado de positividade, seja através das imagens que lá coloco, da mensagem da manhã, do imput que lhe carrego. Deste modo estou a potenciar o meu estado e estou a distribuir energia positiva pelas redes sociais…Sempre que posso faço um elogio a alguém, enalteço algum aspeto da pessoa a quem se dirige o elogio, que já não oiça há algum tempo ou que já não acredite que seja verdade por uma série de circunstâncias, e isso devolve-lhe um pouco de amor próprio e de autoestima, faz-lhe esboçar um sorriso, tornar os olhos mais expressivos e intensos…então se custa tão pouco, por que não fazê-lo mais vezes? Devolver uma emoção positiva ao outro…nem que seja um sorriso…

Outra coisa que já fazia há algum tempo, mas de forma instintiva, sem me aperceber que poderia estar a ser mesmo positivo, é enviar mensagens positivas para dois ou três amigos ou família diariamente e fazer com que aquelas palavras, aquela imagem, a mensagem produza uma mensagem de afeto, que se traduza em algo como «eu estou aqui para ti, independentemente dos teus problemas, do estado da tua vida, da tua saúde, das tuas angústias, podes contar comigo».

Então a minha proposta para ti é que o faças frequentemente com alguém que acrescente a tua vida, dar um mimo, uma palavra pode fazer toda a diferença na vida de alguém que não está muito bem, e tu sentes que estás de facto a contribuir com a tua amizade, com os recursos que tens para dar…e como vês são tão simples…

Escolhe duas a três pessoas por dia para lhe mandares um excelente dia e umas palavras de apreço. Todos os dias escolhe pessoas diferentes para o fazer, impulsiona-lhes motivação, inspiração, força e alegria. A energia que envias vai ser devolvida para ti, de uma outra forma. Garanto-te que te sentirás bem mais inspirada (o) e alegre depois de o fazeres. Alegria gera alegria, amizade gera amizade, amor gera amor. Eu acredito nos sentimentos positivos geradores de afeto, de prosperidade e abundância. Um coração livre de amarras, é um coração que alberga tudo e todos, não se torna refém de convenções, nem de visões estreitas, nem dogmáticas.

Disposto (a)  a aplicar a lei do contágio positivo?

Palestra «Trata o Sucesso por tu» – Com Daniel Sá Nogueira, em Setúbal

Esta noite o auditório do Fórum Luísa Todi, em Setúbal, encheu-se de cor, de alegria, de gente entusiasmada, que decidiu ter um início de noite diferente e ir ouvir um dos mais carismáticos palestrantes motivacionais do nosso país: Daniel Sá Nogueira.

Em Portugal o seu nome está ligado ao livro mais vendido sobre coaching e desenvolvimento pessoal, «Trata a Vida por tu». Daniel é também o  grande responsável pelo interesse cada vez maior das pessoas pelo coaching, pois possui uma empresa, a We Create, que realiza certificações de coaching low cost, o que permite que estes conhecimentos possam chegar a um grande número de pessoas. Além de um propulsor do coaching em Portugal, Daniel é também um entertainer, com um sentido de humor acima da média, encarando as audiências com muita piada, energia e música à mistura, colocando-as a dançar, a bater palmas – no fundo a descontrair e a entrar na sua essência, descomprimindo das tarefas e dos papéis assumidos no seu quotidiano.

A ele deve-se também o maior evento de desenvolvimento pessoal alguma vez realizado no país, quando a 10 de outubro de 2010, resolveu arriscar tudo, contrariar as vozes dissonantes e apresentar um espetáculo absolutamente inovador no Pavilhão Atlântico, atualmente Meo Arena, que levou mais de 6 mil pessoas.

Hoje no Luísa Todo a noite  foi feita para acreditar nos sonhos que julgamos impossíveis de realizar, foi este o mote da palestra intitulada «Trata o Sucesso por Tu». Durante cerca de duas horas e meia este comunicador nato mostrou os seus dotes de animador e incentivador, colocou as pessoas a bater palmas, a dançar e sobretudo a refletir sobre o que andamos a fazer com as nossas vidas, as nossas metas e os nossos maiores desafios no momento atual. Inpirou-nos com o exemplo de vida de Steve Jobs, falou-nos na importância do sucesso nas nossas vidas, seja ele profissional, familiar, relacional, e da combinação fantástica que surge quando tomamos consciência do que somos e do que queremos e entramos em ação em direção ao que pretendemos alcançar.Colocou-nos dúvidas, instigou-nos para chegarmos mais perto do que é importante para nós, apresentou algumas partes do livro «A Única coisa», de Gary Keller e Jay Papasan, e desconstruiu alguns dos mitos associados normalmente ao sucesso.

Que mais dizer? Foi verdadeiramente inspirador, uma lufada de ar fresco, que nos permite caminhar e tentar realizar um melhor percurso em torno do nosso desenvolvimento pessoal.

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A palestra terminou com o exemplo de vida de Tony Melendez, um cantor e tocador, que sem braços, tem um dom absolutamente único de encantar quem o ouve tocar e cantar.

Dica 5 – Reúne-te de pessoas inspiradoras

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As nossas vidas por vezes precisam de abanões, exigindo que sejamos seletivos com quem deixamos entrar nas nossas vidas, seja em termos de amizades ou de relacionamentos. Quantas vezes damos por nós completamente consumidos em relações tóxicas, que nos diminuem os níveis de energia, em que não nos revemos, nem identificamos mas não temos coragem para cortar os laços?

Neste início de ano, identifica quais as pessoas que te fazem sentir esse lixo tóxico, constantemente focadas nelas próprias e afasta-te delas, porque não são mais do que sugadoras de ti, não te valorizando em nada, elas apenas precisam de cultivar o seu enorme vazio. Pensa em ti em primeiro lugar, se é esse tipo de relações que queres cultivar na vida, se estás a aprender alguma coisa de válido com essas pessoas, se elas te inspiram e te fazem ser a melhor versão de ti próprio.

Porém não te isoles, não deixes que a solidão invada os teus dias, pelo menos no sentido negativo da solidão, porque também há a solidão que nos enriquece e fortalece, procura alternativas de pessoas que te possam inspirar, passa mais tempo com elas, combina cafés, almoços ou saídas, partilhem programas que vos façam crescer junto dessas pessoas. São elas que te arrancam da escuridão, que põem luz no teu caminho, que te fazem sentir a esperança no coração, com quem podes ter conversas únicas e espetaculares, são elas que te confrontarão com as tuas próprias dúvidas, que te desafiarão e te farão sair da tua zona de conforto. Os céticos que leiam estas palavras, dirão que sou uma simplista da vida, mas a verdade é que tem sido através deste tipo de iniciativas que tenho arranjado os amigos que fazem parte da minha vida, alguns por uma estação, outros por um período de tempo, muitos por longos anos. E o que vos posso dizer é que são os amigos inspiradores que valem a pena, os que nos colocam desafios, com quem partilhamos ideias e questões da nossa vida, com quem vivemos momentos e nos sentimos valorizados.

 E como podes fazer para encontrar pessoas assim? Sei que pode não ser fácil, mas porque não começares por encontrar locais, hobbies, voluntariados, aulas de dança, cursos e formações que gostas de fazer, possivelmente lá encontrarás pessoas com os mesmos interesses do que tu? Na net encontras tantas alternativas, nos grupos das redes sociais, em plataformas como o Meet up, aí poderás escolher o grupo temático com que mais te identificas, que são bastante diversificados. Sabes não és a única pessoa do mundo a gostar das mesmas coisas, a pensar da mesma forma…

Sai da casca, liberta-te do que já não te faz falta, nem acrescenta, ri-te com outras pessoas, tem conversas estimulantes e interessantes, deixa-te inspirar pelo movimento da vida!

Dica 4 – Escuta o teu coração. Sorri mais. Julga menos

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Esta dica é uma espécie de 3 em 1, mas é igualmente uma dica preciosa para tornar os nossos dias mais intensos, mais sinceros, inspirados e positivos.

Escutar sempre o coração, só ele nos indica a nossa verdade e aquilo em que devemos realmente confiar. A mente engana-nos por vezes, coloca-nos em dúvida, faz-nos questionar, confunde e baralha. O coração, esse, sabe sempre o caminho, basta silenciar para ouvir o seu batimento, chamá-lo a meio da noite e pedir-lhe as respostas. Se és crente, o coração é o órgão que melhor se comunica com o divino, com o teu eu superior, e é natural por isso, que te diga tudo aquilo que procuras saber, basta poderes auscultá-lo.

Sorri mais…ainda que seja difícil, garanto-te que nos dias em que sorrio mais, sinto a vida a agradecer o meu sorriso. Não custa nada e pode ter um efeito tremendo não só em nós, como nos que o recebem. Sai para a rua com ele vestido e sentirás diferenças no teu dia. Sempre que o meu teima em não mostrar-se, tenho certamente um dia difícil pela frente…sinto tanto a sua ausência…Experimenta mostrá-lo logo de manhã ao espelho enquanto te penteias, dizer-te um «olá! Vai correr bem o dia», e depois oferecê-lo aos que te rodeiam. Há quanto tempo não sorris para o teu companheiro (a) logo pela manhã? Há quanto tempo não lhe dizes que o (a) amas? Experimenta e vais ver que o efeito pode ser surpreendente.

Julgar menos é outra dica preciosa, nada fácil, mas importante, pois ao criticarmos os outros exaustivamente esquecemo-nos de olhar para nós, para o espelho que nos reflete. Ninguém está impune de errar, mas não adianta passarmos a vida a julgar e a descarregar neles o nosso fel. Em vez de condenar é importante que nos coloquemos na pele do outro e avaliemos desse modo as suas ações e atitudes. Em vez de criticares, procura elogiar mais. Revolucionário, não?

Certamente desafiante, mas aqui estamos dia a dia para colocar estes princípios em prática, para errar, para acertar, para voltar a tentar, o que é necessário é estarmos alertados e conscientes que estas pequenas dicas aplicadas podem mesmo mudar as nossas vidas.

Dica 3 – Merecimento

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2016 é o ano em que vais parar de te lamentar, de te queixar, de lamuriar que nada dá certo na tua vida, que há uma enorme conspiração de agentes infiltrados a derrubar-te e a impedir que desenvolvas o teu intuito, a tua progressão e os teus sonhos.

É hora de deixar esse discurso de negativismo e derrota, parar de culpar os outros de todas as tuas falhas e impedimentos, olhar para dentro de ti, e sentires que na tua essência tu és um ser merecedor de felicidade. Nesse sentido, é importante que tomes consciências das crenças limitadoras da tua mente, que te sabotam e impedem de ultrapassar obstáculos, arrastando-te para resultados medíocres ou mesmo para a falta de atitudes, por te sentires paralisado pelo medo e pela descrença em ti mesmo (a).

Acredita mais em ti, muda os teus pensamentos bloqueadores, abandona os velhos hábitos, a procrastinação, o desânimo, a tristeza, a frustração, a melancolia, inverte a rotina em aventura, transforma o negativo em positivo. Que as pedras no caminho não te impeçam de caminhar, mas te fortaleçam, te façam refletir e aprender lições das experiências vividas. Como dizia o Gandhi, «sê a mudança que tu queres ver no mundo».

Se te deres conta que és um merecedor, acreditarás que tens direito a viver o amor, a amar e a ser amado, acreditarás que és merecedor da abundância financeira, que mereces a paz e o descanso, que mereces ser realizado no trabalho e no seio da tua família. Tu mereces tudo, mas para isso tens de acreditar que sim.

Como é, vais querer continuar a ser uma vítima ou um merecedor?