Estar em paz é trazer a natureza para dentro de casa…

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Estar em paz é ir ao parque, ao jardim, à serra ou à natureza, respirar fundo, fazer um pouco de exercício, e no regresso colher umas flores silvestres, margaridas, rosmaninho, cardos para colocar na jarra ou fazer uns trabalhos manuais com elas. A paz faz-se de coisas simples e de trazer a natureza para as nossas práticas e hábitos. A primavera tem destes encantos mágicos, transforma os campos em vestidos coloridos.

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Estar em paz é Rir…mesmo quando não nos apetece!

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Estar em paz é rir, mesmo quando não nos apetece e a única coisa que queremos é fugir…e esconder-nos do mundo. Rir coloca-nos nessa essência tão nossa e tão profunda, que mesmo quando a negas ela existe e mostra-te que não há como fugir de ti mesma. Estar em paz, mesmo quando há um tumulto no teu peito e na tua mente é rir de tudo, dos medos, dos fracassos, do que ficou por fazer e dizer e saber que há momentos na vida em que a única coisa que te pode salvar é mesmo rir contigo e com os outros!O riso é a forma mais sábia de nos encontrarmos a nós mesmas e alcançarmos a mais pura iluminação!

Esperança…

Em véspera de Páscoa, a mensagem que vos deixo é de esperança. Sejam gratos por tudo o que têm, não percam o interesse na vida, coloquem amor em tudo o que fazem e sobretudo em vocês mesmas. Silenciem se necessário for, saiam de cena, vão meditar junto ao mar, rezar num templo ou igreja, fazer um retiro, caminhar na natureza, nadar, surfar, mergulhar, permitam-se ter esses momentos de paz e equilíbrio convosco. É possível transformar, mudar, só é preciso o tempo certo, o teu tempo para aceitares que as coisas boas já estão a chegar ao teu encontro. Tu consegues! Juntos transmitimos essa energia!

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Boa Semana!

Às vezes és a tu o teu maior crítico…achas que não consegues alcançar os resultados, porque tudo parece demorar ou acontecer, sentes que estás a caminhar de forma lenta e isso dá cabo de ti, porque o tempo de espera demora-se…mas a verdade é que enquanto acontece e não acontece o que queres e desejas, não podes parar, não podes suspender a marcha ou seguir em direções que te afastam do que queres…mesmo que a 50 à hora, o que importa é não parares! Pensa nisso e segue ao teu ritmo e à tua própria velocidade!!!! Boa semana!28166955_770217766510375_3323292836933141160_n.jpg

Não te rendas!

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Não te rendas

“Não te rendas, ainda estás a tempo
De alcançar e começar de novo,
Aceitar as tuas sombras,
Enterrar os teus medos,
Libertar o lastro,
Retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem
Perseguir os teus sonhos,
Destravar o tempo,
Remover os escombros,
e destapar o céu.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se esconda,
E se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma
Ainda há vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o quiseste e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.

Abrir as portas,
Tirar os ferrolhos,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o repto,
Recuperar o riso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo,
Celebrar a vida e retomar os céus.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma,
Ainda há vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
Porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, porque eu te amo. “

MARIO BENEDETTI
traduzido por Inês Pedrosa

Foto tirada de https://chastityproject.com/2014/11/feminine-genius/

Em momentos difíceis escolhes ser: a Vítima, o Carrasco ou a Aprendiza do que te acontece?

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Foi com que esta questão que iniciei o desafio de hoje de Autocoaching ao grupo Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras e as respostas quase todas incidiram na terceira opção, o que nos demonstra que tendemos cada vez mais a aprender com o que nos acontece na vida, dando-nos resistência e força para enfrentar as dificuldades.

Essa é também a resposta mais fácil, a que é politicamente mais correta, que nos faz parecer mais evoluídas e com maior nível de maturidade e desenvolvimento pessoal. Mas será mesmo assim?

A tendência geral, e talvez a mais imediata e humana, é que quando nos acontece alguma coisa que não prevíamos e se desvia do que desejávamos, tenhamos a tendência de culpar alguém, normalmente o outro que provocou essa frustração em nós, e que sob o peso da emoção nos faz sentir uma vítima injustiçada do que nos aconteceu, porque foi algo que não contávamos, como uma traição, uma mentira, uma deslealdade e isso nos tira o chão, fazendo-nos sentir o pior dos seres ao cimo da terra. Por isso vomitamos a culpa no outro e encontramos justificações para as nossas próprias atitudes e isso faz-nos sentir temporariamente apaziguadas com a nossa dor e com a nossa responsabilidade pessoal. Isso é humano não te culpes se te sentes assim!

Outra tendência é irmos buscar o “chicote” e começarmos a punir-nos, essa pode ser uma fase posterior, a de nos culparmos pelos momentos difíceis que atravessamos, porque fizemos más escolhas, porque não vimos os sinais que para outros eram evidentes, porque confiámos e fomos demasiado ingénuas, porque nunca mais aprendemos as lições da vida, etc. Nós acabamos por ser o nosso próprio bode expiatório e o carrasco mais severo de nós mesmas, com críticas e pensamentos que só nos ferem e mandam abaixo. Culpar-nos sem reservas, nem explicações não nos vai levar a nenhum lado, só nos ajuda a escavar o buraco maior onde nos metemos, e onde nos sentimos sem esperança, perdidas e tristes.

A última fase pela qual  passamos é a da aprendizagem, ou a primeira para quem já se cansou das fases anteriores. Nesse estádio de entrega e serenidade, entregamos o coração, largamos as reservas e aceitamos o que nos acontece como uma bênção, uma aprendizagem, implicando-nos no processo de corpo e alma, crescendo com as experiências que nos dificultam o caminho, porque só elas nos amadurecem o espírito e a nossa tenacidade, refletindo sobre os porquês e como podemos evitar cair nas mesmas situações no futuro. Andando e aprendendo ao nosso ritmo, ao nosso passo, deixando as culpas e os culpados, num processo fluído de amor e sabedoria.

Seja em que fase te encontres neste momento, tudo é certo, tudo é válido, pois só tu saberás como te queres sentir:  uma vítima, um carrasco ou uma aprendiza! Mas uma coisa te garanto aprender sem culpas só te fará crescer e exponenciar todo o teu ser.

Dar e receber…

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O tema de reflexão deste post é dedicado ao delicado assunto do “dar e receber”. E chamo delicado, porque nós mulheres, temos o péssimo hábito de sermos doadoras em excesso, e por isso a tendência natural é para darmos mais do que recebemos nas nossas relações, sejam elas amorosas, de amizade, profissionais ou outras. E isso faz-nos sofrer, muitas vezes em silêncio,  por não nos sentirmos em equilíbrio. Mas, se invertermos a questão e perguntarmos, e nós sabemos receber? A verdade é que muitas de nós responde que não está recetiva para receber nada dos outros, como se fosse algo que diminuísse a sua condição.

Este facto é algo que trazemos connosco das nossas ancestrais, dos nossos códigos culturais, se percorrermos o historial das mulheres que nos moldaram, verificamos uma herança de valores transmitida por mães, avós e bisavós, em que o correto era que a mulher desse e servisse através dos seus papéis de esposa e de mãe. «Mulher que é mulher deve servir», foi isto que foi passado de geração em geração, durante séculos, e por todos esses factores, apesar de todo o progresso e modernismo, há traços de caráter e atitude que dificilmente conseguem mudar entre nós, sentindo-nos por vezes num plano de contradições. O coração pede uma coisa e a mente outra. Por isso nós mulheres, que fomos criadas para esses papéis de doadoras temos tanta dificuldade em admitir um “Não” aos outros, preferindo tantas vezes sacrificarmo-nos e darmos o que temos e não temos, mesmo que esgotadas. Aprendemos a não saber receber, porque isso pode representar vulnerabilidade ou fraqueza. E no entanto, isso não tem nada a ver, pois podemos ser fortes e estarmos disponíveis para receber o que nos dão. O que aqui importa salientar é a importância do conceito de reciprocidade em toda as relações, se eu dou, eu também devo receber. Se nós passamos a vida a dar, dar, dar e não recebemos nada de volta, com a mesma qualidade que demos, algo está errado, e é necessário analisar como estão os pratos dessa balança, quase sempre desequilibrados pela falta de reciprocidade. Estas situações devem ser analisadas sobretudo em casos em que não pode existir amor incondicional, como é o caso das parcerias amorosas, sob pena de se tornar um conceito subversivo e destruir a autoestima e a identidade do excessivo doador. Nesses casos, para que sejam relações de sucesso é importante que haja uma dose equilibrada entre “o dar e receber” para que não existam na nossa história nem vítimas nem algozes.

Como temos um instinto maternal, outro erro em que frequentemente caímos é o de encarar as fragilidades dos outros como algo que devemos proteger, e nesse sentido, sentimo-nos super mulheres com o poder de levantar os outros do chão e acolher as suas dores, achamos que se cuidarmos das suas feridas, os outros vão gostar mais de nós e ter mais respeito, quando na verdade o que estamos a fazer é a torna-los reféns e dependentes desse excesso de amor protetor. Damos para poder receber, porque criamos na nossa cabeça a fantasia de estarmos a salvar os outros de si próprios. Quando percebemos que eles não têm a capacidade, a vontade ou o interesse de devolver esse amor que nós lhes damos, a tendência natural é ficarmos muito tristes, amarguradas e julgarmos de pouco agradecidos os que foram protegidos por nós. Mas, a verdade é que os outros até podem ser sugadores de energia e terem um efeito negativo sobre nós, mas fomos nós que criámos uma ideia destorcida de lhes agradar, fomos nós que demos em demasia, esperando que nos fosse retribuído o que esperávamos.

É altura portanto de parar um pouco e refletir sobre este tema e perceber se está a existir esse equilíbrio nas nossas vidas ou estamos nós a forçar um dos lados, e compreender de que modo nos estamos a sabotar, por isso não devemos ser nem demasiados doadoras, nem incapazes de receber, nem vivermos só à espera do que nos dão. Enquanto não existir esse meio termo, esse olhar para dentro e averiguarmos a nossa responsabilidade nas nossas relações,  vamos andar sempre à volta do mesmo, da queixa e da lamúria, a atribuir a culpa aos outros, e fazermo-nos de vítimas inocentes. É hora de agir e parar o padrão que temos arrastado ao longo da vida e fazer algo de novo e diferente. Queres resultados diferentes? Toma novas atitudes!

Abril Mágico

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Abril já está a terminar e foi um mês verdadeiramente mágico que me provou que quando queremos, nos focamos e nos alinhamos com o nosso propósito podemos estar a abrir as portas para um portal maravilhoso, uma espécie de mundo de Alice, uma realidade paralela, o que lhe quiserem chamar.

Quem me ler, poderá pensar, “pois, para ela até parece fácil, mas para mim não é” ou até podem se interrogar, “ que raio de droga será aquela que ela anda a tomar que parece ser tão boa?” E o que vos posso dizer, é que de facto não se trata de uma droga, mas de uma vivência, de dois anos (faz dia 1 de maio dois anos que comecei a minha paixão pelo Coaching, quando fiz a Certificação) e neste período tenho aprendido muito sobre mim, sobre os outros, tenho apostado muito em formações de Desenvolvimento Pessoal, tenho feito sessões de Coaching a várias pessoas, tenho investido em leituras e tenho integrado muitos conhecimentos e teorias ao longo deste tempo.

Se não tive desafios ou obstáculos ao longo deste caminho? Claro que sim, que os tive, e ainda os tenho, faz parte da minha condição humana, mas estou mais consciente que tenho uma opção a tomar e por isso, tenho aprendido que o melhor a fazer é escolher sempre o que me faz feliz, o que me pode empoderar e motivar, o que posso fazer melhor. É isso que me guia e me orienta e por isso todos os dias eu escolho o caminho mais difícil, o de perseguir, o de levar o barco para a maré revolta e lutar contra a força das vagas que me querem arrastar às vezes para a margem, em vez de navegar calmamente na corrente.

No mês de abril, movida pelo entusiasmo que me tem invadido e me tem feito sentir em estado de graça, comecei a dar-me conta que o universo estava a premiar-me com dádivas muito generosas, vendo-me de repente a fazer uma palestra para uma audiência sobre Motivação no Dia Mundial da Saúde, a 7 de abril;  a fazer workshops de escrita criativa e a levar a minha “Palavra Viajante” até ao Porto; a fazer rir pessoas com o Yoga do Riso; a conhecer mulheres espectaculares e inspiradoras em grupos de networking e a ter feedbacks fantásticos de muitas mulheres que seguem o Grupo da Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras no Facebook, e muitos abraços pelo meio.

Escrevo este post não para me gabar ou achar que sou melhor que as outras, nada disso, escrevo-o para agradecer toda esta fase que estou a passar e me provoca uma enorme sede de viver, de agradecer, e de me sentir inspirada todas as manhãs. Se a minha vida é perfeita? Claro que não, mas eu escolhi utilizar umas lentes diferentes que me fazem ver as frustrações a diminuírem, as lamentações sobre o que eu não tenho ou não consigo ter, a perderem a sua voz lastimante e a ganhar equilíbrio sobre as coisas. O resultado, e é por isso que estou a partilhar este testemunho contigo, é que este trabalho diário começa a dar frutos, pois quando tu mudas, tu começas a ver tudo a mudar à tua volta, como se fosse uma resposta do próprio Universo, e isso não tem pagamento possível, porque é verdadeiramente fantástico. Por isso, se o meu abril foi mágico, tu também podes começar a ter uma vida mágica, desde que o queiras, acredites e te comprometas todos os dias a fazer algo que te alinhe com esse propósito…todos os dias, continuamente…estou certa que vais ver esses resultados a que me refiro, porque a magia só acontecerá se ACREDITARES nela TODOS OS DIAS!

GRATA, GRATA, GRATA, GRATA por este abril maravilhoso!

Quando à nossa volta só vemos dificuldades…

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Todas nós já passámos por alturas na vida em que quando olhamos à volta só vemos contrariedades, dificuldades, problemas, coisas que não gostávamos de ver e nos sentimos miseráveis e tristes, não vendo forma de dar volta à questão e de mudar o rumo das coisas.
A notícia boa que te vou dar, é que independentemente do que estejas a passar, da fase negra que possas estar a viver, tudo passa na vida, as coisas mudam, as situações são ultrapassadas, os ciclos fecham-se. Por isso, muitas vezes, para não dizer sempre, somos nós as responsáveis pelas coisas que nos acontecem, ligamos o complicómetro, focamo-nos apenas no negativo, o que nos dá uma espécie de prazer mórbido, sentindo-nos vítimas do destino, como se fôssemos as únicas mulheres do mundo mal amadas, sozinhas, abandonadas por tudo e por todos, ignoradas e infelizes.

Há um tempo para tudo, para sofrer e deixar as emoções falarem mais alto e nos entregarmos ao sofrimento e há uma altura em que temos de dizer «Basta!» «Já chega!», porque afinal nós podemos ter um papel ativo no que queremos sentir. Contudo, essa decisão nem sempre é fácil, pois mudar os nossos comportamentos, as nossas atitudes e sobretudo as nossas crenças, que nos limitam e toldam bastante a ação, exige de nós um esforço acrescido. Por isso é importante ver além dos rótulos, do que acreditamos, desbravar caminhos, que muitas vezes têm teias densas e difíceis de desembaraçar. Convém ver as questões que nos angustiam de vários lados e perspetivas e entender como podemos perceber as nossas emoções e torna-las nossas amigas, em vez de sermos constantemente controladas por elas.

O primeiro passo que podes dar é movimentar-te. Seja através da dança, da caminhada, da corrida ou do riso, vais estar a oxigenar as células do teu corpo, vais trazer mais leveza para dentro de ti e o movimento traz-te maior energia e cria novas emoções, altera o estado em que te encontravas, e desvia-te dos pensamentos tóxicos e negativos. Nesse sentido, é importante alterar pequenas rotinas no teu dia a dia, experimentares coisas novas, que te façam sentir novas sensações, fazer novos trajetos, introduzir novos hábitos que despertem mais a tua criatividade e o teu foco. Se estás demasiado absorta nos teus pensamentos, procura fazer algo que te interrompa o seu fluxo, sobretudo se estás numa fase em que te sentes desmotivada e sem forças e facilmente és manipulada pelos teus”filmes” internos.
Encara os teus medos, nada pode ser tão grave que tu não possas enfrentar, olha as situações de frente e sente o medo a diminuir. Há sempre uma saída para tudo na vida, menos para a morte, por isso não te entregues ao medo, procura sentir-te mais segura ao lidares com o que te aflige.

Outra estratégia eficaz é procurar ver o que te incomoda de outro modo, olhar a situação que estás enfrentando de uma perspetiva exterior, retira-te do problema e explica-o a ti própria, como se não fosse teu. Surpreende-te, e percebe como a tua carga emocional pode diminuir. Novas palavras, ganham novos sentidos. Ao veres as coisas de fora, vês tudo com um outro filtro e uma intensidade diferente. Pelo menos experimenta e tenta…

Passo a passo conseguirás aos poucos ver-te livre do que te tira o sono e está a dar cabo de ti. Busca novas soluções, novas formas de ultrapassar o que estás a passar, procura fazer sempre algo de diferente, ousa experimentar, tem coragem e persiste. E sobretudo tenta falar com pessoas que já passaram por isso e conseguiram ultrapassar. Sentir-te-ás mais motivada e encorajada para continuar a tua caminhada, passinho a passinho, mas com confiança no teu andar.
E sobretudo, começa a sonhar de olhos abertos, a veres benefícios em tudo o que te rodeia, a ouvir o canto dos pássaros, a respirares de forma calma e pausada, a esvaziar a tua cabeça dos problemas. Torna a sonhar como as crianças sonham, dá uma pausa à tua mente. Foca-te em pequenas alegrias, pequenos nadas que ganham um enorme sentido na tua vida.  Deixa-te fluir com o tempo, e sobretudo sorri… pois os problemas não se fizeram para durar, mas para serem resolvidos.
Ana Machado

No topo da montanha

«Difícil foi chegar aqui. A este momento da vida. A este lugar do mundo. Ao alto desta montanha. A este espaço escondido dentro de mim. Porque foi dentro de mim que tudo começou. Quando pensamos em alcançar alguma coisa , há uma pequena voz a sussurrar-nos que é por ali e se escolhermos obedecer a esse impulso, começamos, passo a passo, a fazer o caminho. Quer se trate de largar uma dependência, de pedir perdão ou de escalar uma montanha, deixamos as pegadas na neve, na areia, ou no coração de alguém e seguimos, com os pés no chão e os olhos no céu.
Foi assim. Fiz o caminho caminhando. Não me senti maior que os outros, pelo contrário. Apercebi-me de como sou pequeno perante a imensidão da montanha. Mas não desisti. E o prémio recebo-o agora, aqui em cima, a contemplar um universo azul de tão branco, branco de tão frio, de tão vasto.
Que seria de mim se tivesse ficado em casa? Não teria conhecido o que é, para mim, o paradigma do bem-estar e da alegria: o ter alcançado, pelo meu esforço e sacrifício, a realização de um objetivo, a concretização de um sonho, o lugar intermédio entre o céu e a terra, onde, ao por do sol, nascem os anjos.»
In: O Livro do Bem-estar, Rosa Lobato de Faria

Foto de Mad about dreams.