Em modo semente…

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A Primavera chegou e aí está com toda a sua pujança. É tempo de novas esperanças, de sair do casulo do inverno, de novos começos e novos desafios. É a estação de lançar as sementes à terra, de plantar o que iremos colher futuramente.
Se queremos que as nossas plantas cresçam viçosas e bonitas, há que investir primeiro no tratamento da terra, adubá-la para a tornar fértil, escolher as sementes que queremos plantar e só depois semear.

Tal como acontece na natureza, o mesmo sucede connosco e com os nossos sonhos. Há um tempo para nos interrogarmos sobre o que queremos alcançar na vida, e um momento em que estabelecemos objetivos para realizarmos os nossos sonhos. Mas, entre um momento e outro, há um compasso de tempo em que se cuida primorosamente do que se plantou. É nessa fase que devemos trabalhar constantemente a nossa motivação, o nosso empenho, a nossa dedicação, deitando abaixo os medos e as ansiedades e sobretudo ser paciente. Tal como a terra tem de ser regada cautelosamente para que a semente germine e brote, é preciso cuidar dos nossos sonhos com carinho, atenção, foco e persistência todos os dias. Nessa altura, é importante não perder a fé e a confiança, ainda que não se vejam ainda resultados, aceitar que nada é instantâneo na nossa vida. Sempre ouvi dizer que saber esperar é uma grande virtude, por isso há alturas em que parece que nada acontece, nada evolui, nem se revela, apesar de continuarmos sistematicamente a alimentar os nossos sonhos. Este é o chamado «tempo de espera». Nem sempre o aceitamos muito bem, porque queremos tudo para ontem, sobretudo quando sabemos que estamos a dar tudo por tudo, e as situações estão a levar muito tempo para serem realizadas. Quando sentimos que estamos a atravessar um longo deserto que não há maneira de acabar, temos de aprender a lidar com esse «tempo de espera» com uma atitude positiva, paciente, aceitando que por vezes o tempo pode ser lento a manifestar-se, a colocar tudo no seu lugar.

Antes que as coisas aconteçam, pode ser necessário arrumar gavetas e arquivar situações do passado, limpar experiências que nos fizeram doer, fazer um reset e começar do zero, para que quando acontecerem nós estejamos realmente preparadas e com uma energia diferente. É por isso que não adianta muito querer que os sonhos se realizem fora do seu tempo, do seu momento, pois não seria saboreado da mesma maneira.
Por isso, não te inquietes se sentires que estás há demasiado tempo à espera, não te frustres, nem desesperes, cultiva em ti pensamentos positivos durante esse processo, acalma a mente, tudo se há-de compor na altura certa. Não sintas ansiedade porque o relacionamento que desejavas não chega, porque não consegues o emprego ou a promoção que precisas, porque ainda não é este ano que mudas de casa, ou porque o momento de engravidar ainda não chegou…entre tantos outros sonhos que podes estar à espera.Não tenhas pressa, desacelera o teu ritmo, faz as coisas que te dão prazer e preenchem, abstrai-te das pressões e não desistas, persiste, insiste todos os dias. Quando não esperares, se alimentares a semente, ela germinará e tudo ao teu redor mudará. Nesse dia, em que vires o teu sonho a brotar vais entusiasmar-te e perceber que na vida, tudo tem um “tempo perfeito”.

Se o resultado, não for bem aquele que pretendias não te deixes abater, pois os objectivos que estabelecemos muitas vezes não se atingem do modo como idealizamos para que possamos realizar outros. Os chamados percalços do percurso nem sempre são negativos, levando-nos por vezes a situações muito melhores do que as que planeámos, introduzindo nas nossas vidas momentos inusitados que se revelam extremamente interessantes. Por tudo isso, deixa-te ser semente, semeia por onde quer que vás, pois quem bem semear, melhor há-de colher. Tudo a seu tempo, no tempo certo. Boas sementeiras! Aproveitem a Primavera!

​Sofres do Síndroma de Niágara?

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Viver exige saber quem somos e o que queremos da vida, conhecer-nos bem é assim um dos maiores segredos para sermos felizes, tornando-nos mais conscientes dos nossos desejos, dos nossos porquês e das nossas necessidades. Se não sabes quem és, nem o que queres, limitaste-te a ir na corrente e sofres daquilo a que Tony Robbins, famoso palestrante motivacional, coach e um dos nomes de referência da Programação Neuro –Linguística e do Desenvolvimento Pessoal, apelidou de «Síndroma de Niágara».

Mas no que consiste este síndroma? É perigoso? É assustador? A resposta é afirmativa e pode dizer-se que quem sofre deste mal pode mesmo ter um triste fim, pois é eminente o colapso e a queda. O «Síndroma de Niágara», consiste em deixares-te ir na corrente do rio, que é a vida, sem saber onde esse rio poderá ir dar… num estado completamente inconsciente, o que desconheces é que esse rio pode começar a ter correntezas com que não contavas e afastar-te muito das margens e da tua zona confortável. Nesse momento desperta em ti o medo, a ansiedade da fúria daquele rio, que não sabes para onde te leva e arrasta…tu queres trazer o barco para fora de perigo, mas dás conta que o teu barco não tem remos e se aproxima a velocidade veloz de uma enorme catarata e não tardas a ver um precipício enorme, e o teu fim está para breve.

Assustador, não é? Bem sei que se trata de uma metáfora impactante, mas é o que nos espera, quando não sabemos bem o que andamos a fazer com a vida, sem planos, sem sonhos, sem objetivos, acionando apenas o piloto automático e vivendo para o dia-a-dia, sem questões, nem objeções. Limitamo-nos a existir!

Se não queres ser mais uma a ir na corrente, define o teu rumo, antes que seja tarde demais. Podes ter tentado, podes até ter caído, e não conseguires reerguer-te no momento, o que interessa é que saibas que nesse estado é que não podes continuar. Demora o tempo que necessitares para te levantar, pois se até «Roma e Pavia não se fizeram num dia», tu também podes levar o teu tempo. Lembra-te que se tu não tiveres planos para a tua vida, alguém os vai ter por ti… e se não assumires o controlo da situação nunca saberás como poderá ser a melhor versão de ti mesma.
Nunca te esqueças, que tal como Mark Twain um dia escreveu, «os dias mais importantes da tua vida são o dia em que nasceste e o dia em que te deste conta do porquê» Mark Twain

Armadilhas que impedem a nossa realização pessoal

free-your-mind-e1418557857168Hoje venho falar-te de algumas armadilhas que estão presentes no nosso quotidiano e que nos impedem de ter sucesso e êxito na realização dos nossos sonhos e objetivos. Essas armadilhas são colocadas por nós mesmas, por isso por sermos as únicas responsáveis por essa situação, devemos tomar consciência da sua existência e tomar algumas medidas para não cairmos nos seus perigos e enredos.
Uma das mais frequentes tem a ver com o excesso de passado nas nossas vidas, com as nossas crenças limitadoras, que alimentamos com as experiências anteriores que podem não ter corrido bem. Senão correram bem, e porque temos o péssimo hábito de nunca nos responsabilizarmos pelos nossos atos e assumir as consequências de ações mal calculadas ou os nossos próprios erros, tendemos a acreditar que não vai correr bem novamente, e pode nem ser possível repetir a experiência porque nos vai causar dor, ao recordar o que correu mal no passado.
Ao estarmos muito ligadas ao passado e aos episódios que nele ocorreram estamos a condicionarmo-nos ao que possa ter acontecido, quer de bom quer de ruim, e não estamos a viver o momento presente, a encarar os riscos, estamos sempre a projectar as experiências do passado na realidade.
Tomemos como exemplo as relações amorosas. Quantas mulheres não continuam presas a relacionamentos do passado, porque carregam com elas a dor do sofrimento, os aspetos negativos da relação, o condicionamento da sua mentalidade, preferindo ficar nesse estado do que dar uma nova oportunidade e tentar fazer algo de diferente na sua vida? Temem que se repitam os mesmos erros, as mesmas vivências, os mesmos padrões e quanto mais pensam nisso, mais se afundam no passado e não avançam na vida.
Outro síndroma ligado ao passado é o sentimento de nostalgia, de recordar algo que já passou e do qual não se consegue sair, permitindo a entrada de algo novo, que injecte uma nova energia no presente. Quem fica retido por estes tempos passados seja pela dor ou pela nostalgia acaba por ter mais dificuldades em evoluir, em avançar rumo ao sucesso, pois remete para uma época que já não existe mais, que passou lá atrás. Nesses casos é fundamental colocar um ponto final parágrafo e recomeçar de novo.
O futuro é a segunda armadilha com que nos deparamos e nos impede de ter mais sucesso nos nossos objetivos, isto porque o futuro, tal como o passado é um tempo que não existe, consiste em projeções, não tem tangibilidade, é uma criação da nossa mente. Temos de parar de colocar o poder no amanhã e deixar de procrastinar as ações, adiando-as em nome de um futuro que ainda não chegou, “deixando para amanhã o que se pode fazer hoje”. Por outro lado, ao ter apenas como foco o futuro, e por ele parecer ainda um pouco distante, pode também causar-nos a ideia de ir ao sabor do vento, sem estabelecer objectivos e lutar pelos ideais.
Outra das armadilhas e sem dúvida a mais nefasta é a autosabotagem. São os discursos da mente que nos enredam e nos criam pensamentos direcionados para o fracasso e falhanço, que se expressam naquela vozinha que ouvimos na nossa cabeça e nos diz: «Não és suficientemente boa», «isto não vai resultar», «ninguém gosta de ti», «tu não mereces isso». E enquanto alimentarmos esta vozinha só vamos diminuindo a qualidade dos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, porque nós somos aquilo em que acreditamos, se não acreditamos no nosso valor, o mais provável é que tal se verifique.
Assim, a autosabotagem traduz-se em fazermos dramas existenciais, levando-nos a duvidar, a desistir antecipadamente e a não acreditar nas nossas capacidades, porque se traduz numa autêntica falta de fé em nós.

Como podemos contrariar estas situações?
– Concentrarmo-nos sempre no presente.
– Focarmo-nos nos objetivos que queremos alcançar e estabelecer metas.
– Erradicar as crenças limitadoras e substituí-las por crenças fortalecedoras.
– Fomentar o pensamento positivo diariamente.
– Alimentar a criatividade e o empoderamento pessoal.
– Fazer atividades que nos coloquem sintonizados com o aqui e o agora e nos libertem a mente, como Meditação ou  Mindfulness.
– Praticar a gratidão e ver sempre aspetos importantes e gratificantes na nossa vida.
– Sentirmo-nos úteis e a contribuir para causas sociais ou humanitárias.

Ao percebermos melhor os nossos pontos fracos, as armadilhas em que frequentemente caímos, temos tudo para poder contorná-los, e melhorar as nossas condutas, aumentando significativamente os nossos resultados.
Que te parece?

Tim…tim! À Nossa!

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Durante esta semana vamos começar a fazer os nossos balanços, utilizando a ferramenta do autocoaching. Vamos passar em perspetiva o nosso ano e assinalar as nossas aprendizagens. Se queres entrar neste desafio que te proponho, segue as questões que irei lançar ao longo destas duas semanas. Vamos criar momentos só para nós, para olhar bem para dentro e preparar 2017, para que este seja um grande ano para todos, no que puder depender de nós! Tim tim, à nossa!

No topo da montanha

«Difícil foi chegar aqui. A este momento da vida. A este lugar do mundo. Ao alto desta montanha. A este espaço escondido dentro de mim. Porque foi dentro de mim que tudo começou. Quando pensamos em alcançar alguma coisa , há uma pequena voz a sussurrar-nos que é por ali e se escolhermos obedecer a esse impulso, começamos, passo a passo, a fazer o caminho. Quer se trate de largar uma dependência, de pedir perdão ou de escalar uma montanha, deixamos as pegadas na neve, na areia, ou no coração de alguém e seguimos, com os pés no chão e os olhos no céu.
Foi assim. Fiz o caminho caminhando. Não me senti maior que os outros, pelo contrário. Apercebi-me de como sou pequeno perante a imensidão da montanha. Mas não desisti. E o prémio recebo-o agora, aqui em cima, a contemplar um universo azul de tão branco, branco de tão frio, de tão vasto.
Que seria de mim se tivesse ficado em casa? Não teria conhecido o que é, para mim, o paradigma do bem-estar e da alegria: o ter alcançado, pelo meu esforço e sacrifício, a realização de um objetivo, a concretização de um sonho, o lugar intermédio entre o céu e a terra, onde, ao por do sol, nascem os anjos.»
In: O Livro do Bem-estar, Rosa Lobato de Faria

Foto de Mad about dreams.

«Vision Board» ou «Dream board»: ferramentas para definires os teus objetivos

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Para terminar o nosso capítulo relativo aos objetivos de 2016, sugiro-te hoje uma outra ferramenta igualmente interessante, onde poderás fazer uso da tua criatividade e imaginação. Falo-te do «vision board» ou «dream board», que consiste numa técnica de colagem divertida, em que através de imagens, afirmações ou palavras-chave tu poderás fixar os teus sonhos e objetivos. São uma forma diferente de te focares nos mesmos, pois ao colocares a tela ou o quadro em alguma divisão da tua casa, estarás forçosamente a olhar para ele todos os dias, clarificando as tuas intenções em realizar os teus desejos. Segundo a Lei da Atração, esta técnica pode ser poderosa, pois permite uma visualização permanente do que ambicionas atingir, funcionando como um emissor de mensagens para o universo.

Se ficaste curioso e queres experimentar o poder destes quadros feitos por ti e sentir a tua criatividade em ebulição, vamos lá, põe mãos à obra e inspira-te. Folheia as páginas das revistas lá de casa, ou mesmo na internet, procura as imagens sugestivas que retratem o que pretendes viver no próximo ano, imprime-as ou recorta-as diretamente das revistas, usa palavras que sejam importantes para ti, reforça as afirmações que te façam sentido e reúne-as numa combinação fantástica, colando-as numa tela, ou numa superfície de cartão. Depois é só colocares a intenção para que esses desejos se realizem e, voilá…o quadro especial dos teus desejos. Se puderes pendura-o depois na parede da tua casa, localizada a sul, pois segundo o Feng shui tradicional corresponde à área de sucesso e da fama na tua casa. Vamos esperar que a fé e a energia que imprimes no quadro diariamente façam os seus milagres.

Definição de objetivos para 2016

«A melhor coisa nesta vida, não é onde estamos agora, mas em que direção nos encaminhamos»,  Anónimo

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Continuamos com o tema dos objetivos por ser a época ideal para fechar ciclos e começar outros novos, por isso considero que pode ser útil colocares foco no que pretendes ver implementado na tua vida.

Em primeiro lugar é importante que percebas a diferença entre sonhos e objetivos. Nos sonhos tu idealizas uma ação que queres muito concretizar, que te tirará os pés do chão e te dará asas para voar,  enquanto os objetivos são o planeamento necessário que descreverás para os atingir. Por esse motivo, uma lista de objetivos, como o próprio nome indica é a forma que tu vais definir para chegares aos teus sonhos. Se não conceberes um plano de ação, o mais certo é ficares por aí, pelo sonho que teima em não sair da fantasia, que tem colorido na tua imaginação, mas nunca terá pernas para andar e ser objetivado.

Focado nos objetivos tu concentras a energia nas tarefas que tu podes e queres realizar, defines metas, datas, prioridades na tua vida, colocas motivação nas tuas ações, tomas consciência não só das dificuldades que tens de atravessar, mas também das vitórias, e do gozo que te dará alcançá-las.

Neste sentido é importante que estabeleças objetivos anuais, semestrais, mensais ou mesmo diários, para que reforces a tua determinação em fazer de ti uma pessoa empenhada, feliz e realizada. Periodicamente revê-os e faz um balanço das tuas ações e o modo como os estás a conseguir atingir, ou não. Sê flexível, embora não totalmente permissivo, pois a realização de sonhos exige algum esforço e disciplina, e já sabes quanto maiores forem os teus sonhos, maiores os degraus a subir para te aproximares deles.

Que tipo de objetivos podes escolher no momento atual que podem ajudar-te a mudar os padrões da tua vida? De acordo com o livro de Maggie João, «Coaching: Um guia essencial ao sucesso do coach, do gestor e de quem quer ainda ser mais feliz», podemos encontrar pelo menos os quatro seguintes:

Objetivos de Obtenção – se o teu foco está em alcançares algo, em obter um título académico, um prémio, um novo recorde olímpico, uma nova casa, um novo emprego, uma promoção, ou mesmo, porque não, uma condecoração? O que importa é que te esforces e empenhes para obteres o que pretendes.

Objetivos de Desistência– Estes objetivos aplicam-se sobretudo nos casos das adições viciantes, como o consumo excessivo de açúcar (tão comum nesta época do ano), do tabaco, do álcool, entre outros comportamentos desviantes. Neste tipo de objetivos o que se pretende é desistir de hábitos enraizados que não contribuem para o bem-estar do individuo. Se necessitas definir objetivos deste género, nada melhor do que te comprometeres com quem te rodeia, pois ao partilhá-los estás de certo modo a pedir o seu apoio e encorajamento.

Objetivos de Insuficiência– são normalmente relacionados com a saúde, e podem ser essenciais quando algo cessa na nossa vida, sendo necessários para suprimir o que está em falta. Estou a lembrar-me por exemplo dos diabéticos, que não podem passar sem medir os níveis do açúcar no sangue ou de comer de x em x tempo, por exemplo.

Objetivos de Dissociação– neste tipo incluem-se os objetivos que têm como finalidade a desvinculação, seja de uma equipa, de um casamento, de um grupo de amigos, que podem ser considerados tóxicos, permitindo abandonar comportamentos, hábitos e vivências que já não satisfazem a pessoa.

Agora que já sabes mais um pouco sobre objetivos, estás pronto para entrar em ação?

– Define um grande objetivo para os próximos 12 meses.

– Define 1 objetivo pequeno para os próximos 6 meses.

Revê o teu plano semestral em junho de 2016 e verifica o que precisa ser ponderado, o que já foi realizado e o que te ainda falta estipular para os seis meses restantes.

Lembra-te que podes sempre ir ajustando o teu plano e moldá-lo às tuas necessidades.

Autocoaching no final de 2015

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Uma das principais motivações que me levou a inscrever-me na Certificação Internacional de Coaching, da We Create, em maio de 2015, foi saber como aplicar o coaching na minha vida. Assim, além dos processos que desenvolvo com quem me procura para sessões de coaching eu também o aplico na minha vida regularmente. É um dos princípios basilares dos coachs, pois de outro modo, como poderíamos ajudar os outros, se não conhecêssemos os seus verdadeiros efeitos?

Nesta medida, considero o autocoaching essencial para o meu autoconhecimento e autodesenvolvimento, utilizando as mesmas técnicas e ferramentas que utilizo nos processos que desenvolvo, contribuindo assim para melhorar as minhas competências e habilidades, realizar os meus objetivos e alcançar, ou chegar mais perto, dos resultados que pretendo atingir.

Por esse motivo, periodicamente, cerca de três em três meses, faço o exercício da roda da vida, ou pizza da vida, como também é designado. Este esquema permite analisar 12 fatias diferentes da minha vida, dividida em 4 partes, parte prática, emocional, mental e espiritual. Depois de analisados os valores que atribuí a cada uma delas, pontuados de 0 a 10, costumo definir em qual das fatias necessito focar-me e concentrar-me mais durante o trimestre, e escolho geralmente aquela que melhorada terá maior impacto nas restantes. Mas, não contente com isso, ainda defino objetivos para cada uma das fatias, geralmente não muitos, para não perder o foco na fatia que quero melhorar. Consoante o que preciso ver melhorado na minha vida, defino as leituras que necessito fazer, no sentido de existir uma maior reflexão sobre os temas.

Chegado o fim de ano é a altura perfeita para fazer balanços e definir novos objetivos.  Por esse motivo, convido-te a fazeres comigo algumas reflexões sobre o ano que agora acaba e o que pretendes atingir no próximo ano:

– Define quais os teus três a cinco melhores momentos do ano.

– O que fizeste de novo?

– O que queres manter no ano de 2016?

– O que é que não queres que se mantenha em 2016?

– O que te faltou fazer em 2015 e pretendes fazer em 2016?

– Faz um exercício de diagnóstico sobre o estado da tua vida atual, através da pizza da vida e mede de 0 a 5 o teu grau de satisfação em cada uma das áreas da tua vida.

– Elenca 5 objetivos principais para 2016 e coloca-os por prioridade.

Arranja um caderninho e vamos lá começar a trabalhar. 2016 tem tudo para ser um grande ano, mas para isso é importante foco e motivação. És dos que vais sonhar para concretizar ou dos que vais ter metas que não te inspiram?

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