A importância de um Peer Group

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Possuir um peer group é nos dias que correm algo que nos confere maior segurança e confiança, por nos revermos em pessoas que nos entendem e falam a mesma língua do que nós, sem nos julgar ou apontar o dedo, simplesmente aceitando-nos. Para quem não sabe o que é um peer group, este é um grupo de referência, de pares, de pessoas que podem ter gostos semelhantes ou estarem ligadas por razões profissionais.

Estar integrado num peer group e poder contar com ele é mais do que apenas ter com quem passar o tempo, quando não se tem nada para fazer, é contar com o seu apoio, a sua presença, é partilhar dúvidas, incertezas, é discutir pontos de vista, é encontrar pontos de suporte, sobretudo quando à nossa volta  vemos tudo a ruir. São as pessoas que nos questionam e desafiam e nunca nos deixam cair quando estamos mais fracas. São aquelas que nos motivam e inspiram com os seus exemplos de vida e as suas histórias. Somos sempre mais fortes quando estamos em grupo, porque nos “contaminamos” facilmente com a energia positiva que juntas produzimos, com a partilha de ideias e experiências. Juntas crescemos mais do que isoladas no nosso canto, às vezes enredadas em dramas e tristezas.

Foi a pensar na importância de criar um peer group feminino e no facto de muitas mulheres que tenho seguido em processos de coaching, se julgarem sós e as únicas a passar por determinados desafios, que decidi criar o grupo da Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras, que funciona a partir do facebook.
Apesar de ser um grupo com origem virtual, este é um grupo de mulheres de carne e osso e como tal, têm sido dinamizadas iniciativas para que se sintam mais integradas, apoiadas e se revejam no percurso de outras mulheres com percursos similares.
Neste grupo, além de podemos ser nós mesmas sem receios do que poderão pensar de nós, podemos falar abertamente em assuntos e temas que nem sempre as nossas amigas entendem ou conseguem ajudar, por nos conhecerem demasiado bem ou terem receio de magoar os nossos sentimentos. Quem passa pelas mesmas dores do que nós, pelos mesmos medos e incertezas, sabe o que sentimos e mais facilmente pode dizer-nos aquilo que nos dará a alavancagem para ir em frente e acreditar que é possível ultrapassar os obstáculos que encontramos pelo caminho. Funciona como um grupo de reflexão e encorajamento, de apoio e foco nos nossos objetivos, nos temas que precisamos debater e nos inquietam.

Estão previstas mais iniciativas mensais para consolidar a estrutura deste peer group, como tertúlias, caminhadas, passeios literários e de escrita, jantares temáticos e lanches. Se te agrada a ideia junta-te a nós e participa no grupo e aparece na próxima iniciativa que for organizada.

Junta-te a este grupo de mulheres inspiradoras e fantásticas!
Link do grupo: https://www.facebook.com/groups/697695000403858/

Ana Machado

«Como fazer amigos e influenciar pessoas» por Dale Carnegie -II

dale-carnegie-como-fazer-amigos-e-influenciar-pessoasA terceira parte da obra é dedicada à influência que podemos exercer sobre os outros, levando-os a concordar com a nossa maneira de pensar sem que para isso seja preciso exercer confronto direto. Trata-se antes de perceber como podemos de forma astuta «levar a água ao nosso moinho», sem grande alarido ou confusão. É um capítulo com grande aplicação nos meios profissionais, evidenciando algumas técnicas excelentes na área das vendas, embora também se possam retirar ilações para a nossa vida pessoal.

Neste sentido, Dale Carnegie define 12 regras para influenciar as pessoas. A primeira regra consiste em que não se deve vencer o outro pela discussão, despoletando a ira e a falta de foco perante os assuntos a tratar, sugerindo que se evitem as discussões, se treine o ego para não ter de mostrar que se tem sempre razão. Outro conselho que o autor sugere é que se respeite a opinião alheia, mesmo que não concordemos com ela, devendo ter-se uma atitude de diplomacia e não de escárnio e mal dizer.

Quando erramos é importante que saibamos reconhecer os nossos erros publicamente, pois isso evidencia que somos humanos e também podemos falhar, sendo preferível que o façamos nós para não ficarmos mal vistos por terceiros.

Outra dica interessante que Dale Carnegie apela de «o segredo de Sócrates» é que façamos a outra pessoa dizer-nos sempre sim, enquanto nos dirigimos a ela, ainda que tenhamos posições absolutamente divergentes sobre o assunto, levando a que o nosso discurso calmo e sustentado permita fazer prevalecer a nossa opinião. Esta técnica é muito usada nas vendas e no marketing.

Outra regra, já referida noutra parte da obra, consiste em que a pessoa que queremos convencer fale durante a maior parte da conversa, sentindo-se assim respeitado e valorizado.

Pedir sugestões ao outro em vez de impor a nossa opinião pode ser algo também extremamente importante, pois «ninguém gosta que lhe imponham determinada coisa. Preferimos sentir que compramos segundo a nossa vontade ou procedendo de acordo com as nossas ideias». Se nos colocarmos no lugar dos outros e questionarmos o seu ponto de vista também poderá ajudar-nos a expressar o que de facto pretendemos alcançar, agindo com compreensão, simpatia e tato.

Fundamental nesta lista de regras é também apelar para os motivos mais nobres dos visados, sem julgamentos, levando-os a resgatar o melhor que há neles, «creio que o mesmo o indivíduo propenso a discutir, reagirá de maneira favorável, se o considerarmos honesto, correto e inteligente».

Finalmente, as últimas regras consistem em demonstrar as minhas ideias com recursos simples e práticos e por fim lançar desafios que incentivem o desejo de sobressair. Este é um recurso muito utilizado no meio empresarial para estimular a produtividade, incentivando a melhorar os resultados.

Resumo das doze maneiras de conquistar as pessoas para o seu modo de pensar

«Regra nº1 – O melhor meio de evitar uma discussão é evitá-la.

Regra nº 2 – Respeite a opinião alheia.

Regra nº3 – Se errar, reconheça o seu erro imediatamente, e com ênfase.

Regra nº 4 – Comece de um modo amigável.

Regra nº 5 – Consiga que outra pessoa diga «sim».

Regra nº6 – Deixe a outra pessoa falar durante a maior parte da conversa.

Regra nº7 – Deixe que os outros pensem que a ideia lhes pertence.

Regra nº 8 – Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista alheio.

Regra nº9 – Mostre simpatia pelas ideias e desejos alheios.

Regra nº10 – Apele para os mais nobres motivos.

Regra nº 11 – Demonstre praticamente as suas ideias.

Regra nº 12 – Lance um desafio.

«Como fazer amigos e influenciar pessoas» por Dale Carnegie

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Esta notável obra foi escrita pelo norte-americano Dale Carnegie, em 1936, e é um dos livros mais vendidos de sempre sobre a arte de fazer amigos, influenciar pessoas, constituindo uma importante referência tanto para o universo profissional na área do marketing e das vendas, como para a vida pessoal, oferecendo variadas dicas para aplicar na vida e na profissão, baseadas no compromisso do respeito, da assertividade e da verdade em relação ao nosso semelhante.

Um dos grandes conselhos do autor, logo nas primeiras páginas da obra é que o leitor «em vez de condenar as pessoas, procure compreendê-las, procure saber o motivo por que actuam de uma determinada maneira. Este processo é muito mais eficiente e instrutivo do que a crítica e dá ensejo a simpatia, tolerância e bondade».

A obra está dividida em seis partes, elencando regras de bem viver, ilustradas com variados exemplos e histórias verídicas que verificam e atestam as sugestões do autor, revelando-se verdadeiramente eficazes.

Numa das partes do livro o autor analisa a forma como podemos potenciar o modo de agradar os outros, reconhecendo a importância de nos interessarmos verdadeiramente pelas outras pessoas, que saibamos o seu nome, a sua data de aniversário, e outros pormenores que personalizem o contacto com ela e a tornem especial. A segunda forma de cativar e causar boa impressão é o modo como nos dirigimos ao outro, se possível com um sorriso rasgado e verdadeiro e um trato afável e genuíno. O autor apela constantemente que estes pequenos truques só resultarão se forem sinceros, caso contrário todo o esforço será visível e terá efeitos contrários, pois ninguém gosta de ser tratado com cinismo. Outro conselho precioso é trocar a crítica, o julgamento e a condenação pelo elogio, o que pode ter um efeito tremendo em quem o recebe, vendo reconhecido o seu mérito.

A postura é também fundamental no modo como transmitimos aos outros confiança e assertividade, pelo que Dale Carnegie recomenda ao leitor que «sempre que sair encolha o queixo, levante a cabeça e encha os pulmões o mais possível; cumprimente os amigos com um sorriso e ponha a alma em cada aperto de mão. Não receie ser mal compreendido e não gaste um minuto a pensar nos inimigos. Procure fixar no pensamento o que mais lhe agrada e, depois sem mudar de directriz encaminhe-se para o objectivo visado.»

Outra das dicas propostas é que saibamos ter uma boa conversa, mesmo com quem não conheçamos bem. Segundo o autor não é preciso saber dominar bem os temas apenas dar atenção ao interlocutor e deixá-lo falar. O segredo de uma boa conversa é ser-se um ouvinte atento, podendo desta forma aprender imensas informações úteis, quem sabe para encetar futuras conversas e ter presente os temas que interessam à pessoa com quem se dialoga. Este pequeno truque tem ainda a vantagem de fazer o outro sentir-se importante ao ser ouvido com interesse.

Neste sentido, em vários pontos desta obra Dale Carnegie apela-nos para a necessidade de tornar o outro importante: «Quase todos os homens com quem se encontra se julgam superiores a si e o caminho seguro para lhes tocar o coração é dar-lhes a compreender que lhes reconhece importância no seu pequeno mundo».

Em resumo, as seis maneiras de conseguir agradar os outros são:

«Regranº1 – Interessar-se verdadeiramente pelas pessoas

Regra nº2 – Sorrir

Regra nº 3 – Lembrar-se de que o nome de um homem é, para ele, o som mais doce e mais importante que existe no seu idioma.

Regra nº4 – Ser um bom ouvinte e incitar os outros a falarem de si próprios.

Regra nº5 – Falar sobre assuntos que possam interessar a outra pessoa.

Regra 6 – Fazer com que a outra pessoa se julgue importante – mas faça-o com sinceridade».

Os próximos posts do blogue serão dedicados a outros aspetos sugeridos pelo autor nesta obra, sobre como podemos influenciar os outros positivamente, evitando os conflitos e os mal entendidos.