Perdoar – a cura da alma

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A falta de perdão é um dos “pecados capitais” da nossa instabilidade emocional, o qual muitas vezes por medo de fraqueza, por orgulho ou medo de exposição preferimos não aceitar, ou não pedir. E na verdade, quem continua preso a essa ideia, a essa pessoa, a essa situação? Sempre nós, não é verdade? Quantas horas, quantos dias, quantas noites mal dormidas não despendemos da nossa vida a querer esquecer algo que não há maneira de apagar, porque ali está a morder, a consumir-nos, a deitar-nos abaixo, a remoer naquele discurso viciante e angustiado da mente.

Mas nós perdoar? Ah isso não, porque não dá jeito, porque não, porque isso era dar o braço a torcer, porque isso nos vai fazer doer…era o que faltava… ora, logo aquela pessoa, aquela situação que nos magoou tanto… Mas, essa é uma escolha nossa, preferimos acabar com isso para nos libertar, ou preferimos manter essa cruz no peito, esse ódio a germinar e a dar frutos dentro de nós, que tentamos curar com antidepressivos. Preferimos manter o discurso das vítimas, dos coitadinhos, dos enganados, burlados, magoados e injustiçados, ou aceitar que os outros não souberam fazer melhor, ou têm outras limitações, outros padrões, outra educação, ou que desconhecemos os motivos que os levaram a ter determinadas condutas.

Perdoar não significa que aceitemos novamente na nossa vida essas pessoas que nos magoaram, que nos humilharam, apenas que aceitámos o que aconteceu e que queremos seguir em frente libertando-nos, com o coração leve porque deixámos ir toda a raiva acumulada, todo o ressentimento, todo lixo que deixámos agarrado em nós.

Deixo-te agora com uma sugestão, que só aceitas, se quiseres e se estiveres interessado (a) em te libertar, obviamente. Escolhe uma pessoa ou uma situação que te esteja a incomodar a tua paz de espírito. Fecha os olhos, concentra-te nisso e questiona-te:

  1. Identifica que tipo de emoção ou emoções estás a sentir?
  2. O que te leva a sentir assim?
  3. O que te diz a tua voz interior?
  4. Identifica por que te estás a sentir assim? O que é que essa situação te faz sentir que não deveria ter acontecido dessa forma?
  5. Se achares que te alivia, escreve uma carta de perdão à pessoa ou à situação que identificaste. Depois queima-a e liberta as suas cinzas no mar ou na terra e sente o alívio que sai de ti.
  6. Visualiza essa pessoa ou situação com uma luz branca vinda de cima e perdoa-a de verdade.

Fico à espera dos teus comentários, das tuas experiências, dos teus processos de aceitação e perdão. Ilumina-te com tudo o que te aconteceu…é mais uma aprendizagem para seguires em frente!

Ho’oponopono

Hoje gostava de te falar no Ho’oponopono. Fiz a semana passada um workshop online com a Maria Silvia P. Orlovas e fiquei fascinada com o poder desta técnica de transformação pessoal e de relacionamentos, oriunda do Hawai, que é tão profunda, e ao mesmo tempo tão simples. Trata-se de uma oração de perdão, que te permite com o uso destas quatro frases, «Perdoa-me, sinto muito, amo-te, sou grata (o)» a vibração de libertação e perdão. As frases não têm de ser ditas com esta ordem, existindo variantes para o «sou grata» ou «obrigada». O que importa é que a repetição destas frases seja sentida e que sejam centradas em alguma situação específica da tua vida, que tu sentes que está a bloquear-te neste preciso momento e te está a fazer sentir muita dor. Pode servir para te perdoares a ti mesmo ou te aceitares, ou a alguém próximo, um relacionamento que não deu certo, algo que sintas que precisas curar dentro de ti. A repetição das frases, atua como um mantra, e ao colocares a intenção pretendida estás automaticamente a sentir-te mais leve e conectado com o que pretendes sarar em ti e nos outros. Experimenta mais logo antes de deitar o poder destas maravilhosas palavras e sente-as!

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21 dias para viver melhor a Felicidade

Desafio nº1 – Carta do Perdão

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A proposta que te trago hoje é que durante 21 dias seguidos sigas as orientações e os desafios colocados e os realizes com o intuito de desbloqueares padrões, eliminares calcanhares de Aquiles que te estão a impedir de ultrapassar situações que te estão a impedir de seres mais feliz e estares bem contigo próprio (a). Estes desafios podem te parecer pesados e até se calhar algo penosos, mas pensa no bem estar que podes ter depois de os realizares e no orgulho que vais sentir, por estares a ir a libertar-te de coisas que estão a mais na tua vida.

O desafio de hoje é que penses se existe alguma ou mais pessoas a quem tu precises de perdoar na vida, quem sabe se não és tu próprio (a). Peço-te que feches os olhos, que respires pausadamente e que penses no que essa pessoa ou pessoas que precisas perdoar, no que ela te faz sentir, não te deixes manipular pela mente que te diz que não deves perdoar, porque essa pessoa te fez sofrer, pensa que vais perdoá-la não por ela, mas por ti, para te libertares da angústia e do desgosto e para finalmente viveres a paz.

Quando abrires os olhos escreve uma carta a essa ou essas pessoas,  e podes  começar por «Eu perdoo-te e liberto-me». Perdoa as pessoas que te deixaram essa sensação no peito e a garganta estrangulada, mas sobretudo perdoa-te a ti e aceita as aprendizagem dessa situação.

Lembra-te que o perdão «é tão libertador que se sente literal e fisicamente um acréscimo energético quando é feito com sinceridade e abertura de coração para deixar ir. É como se uma parte de nós regressasse a nós mesmos: uma parte bloqueada, ausente ou anestesiada pela mágoa alojada no coração, na mente e no corpo. Chamo a esse processo a carta da cura.» In: Vera Faria Leal, O Poder do Amor.

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Podes queimar depois a carta e espalhar os seus vestígios no mar. Sente-te em paz e observa o ressentimento a voar para longe de ti. Observa o que isso te faz sentir e deixa-te invadir pela leveza do teu ato.

Dica 1 – Aceita-te!

«A felicidade só pode existir na aceitação!» George Orwell

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Hoje é o dia perfeito para aceitares todas as tuas imperfeições,  para assumires a pessoa que és, com todos os teus defeitos e virtudes. Faz as pazes contigo mesmo, apazigua o ruído interno que te demove e retira energia. Abraça o dia que começa com o foco na pessoa que és e que podes ainda melhorar mais. Aceitares o momento presente e quem tu és é verdadeiramente libertador, fazendo-te abandonar as dores emocionais do passado.

A sugestão que tenho para ti é que faças uma carta de perdão a ti próprio. Escolhe aquele momento do passado que mais te agonia e liberta-o. A aceitação e o perdão alivia-nos a alma do pesado fardo que carregamos nas costas, do que nos faz ainda emocionar quando nos confrontamos com a sombra que deixou ficar como um rasto. Às vezes, até achamos que está tudo resolvido, mas basta olhar para trás e perceber que há feridas que ainda sangram por dentro e dores que colocámos debaixo do tapete da alma.

Esta foi das minhas primeiras resoluções de Ano Novo e apesar da dor que possa provocar em ti, não te nego, todos temos as nossas por resolver, garanto-te que é bastante poderoso. Olhares bem no fundo de ti e dizeres-te  «eu perdoo-te por teres sido quem foste naquela ocasião». Se achares mesmo necessidade, escreve também a uma carta a quem tu sintas que te tenha magoado muito e precisas mesmo de perdoar, porque o peso da mágoa é superior à paz de espírito que não consegues sentir.

Depois da carta escrita, o alívio que vais sentir é muito superior ao impacto das lágrimas que podem surgir. Confrontas-te com a tua essência e com quem és de verdade. Se puderes, queima a carta e liberta-a no universo. Ele ouvirá o teu coração.

Que tal? Disposto a começar o ano de alma limpa e renovada?

«Aceitar cria espaço para a transformação. Aceita isso e a tua vida ficará mais fácil. Toda a transformação é precedida de aceitação, aceita que criarás espaço para exercer o teu poder de mudança». (Pedro Vieira, In: Inspiração para uma Vida Mágica).