Rir até doer

neden_guluyoruz

O fim de semana promete. Adoro quando me meto em novas aventuras, que me fazem sair da zona de conforto e lidar com novas realidades e desafios. Rir para mim é algo que me é inerente, mas tirar um curso de líder do riso é outra coisa completamente diferente, e é isso que vou fazer este fim de semana, aprender a fazer os outros rir… Hahahaha….Até a barriga doer e aguentar, até às lágrimas se calhar, o que importa é sentir a alegria brotar até às entranhas. Deixar de lado os aspetos menos bons da semana, os cansaços e deixar-me levar pelo riso…

Foi com este espírito de total abertura que cheguei ao Centro de Ioga Gayatri, em plena baixa lisboeta, no Chiado e fui recebida com aquele sorriso cheio da embaixadora do riso em Portugal, Sabrina Tacconi, uma espanhola que se rendeu aos encantos do nosso país e aqui tem feito um percurso notável no âmbito do ioga do riso. Dona de uma gargalhada contagiante, não é difícil não nos deixarmos levar pelo seu à vontade e pela sua alegria. Na sala, outras mulheres se foram juntando. Ao que parece os homens não são muito fãs de se rirem em público, de perderem um pouco a compostura e deixar em sair cá para fora um chorrilho de emoções, pelo que segundo Sabrina têm sido muito poucos os líderes de riso masculinos que tem formado no país.

O curso decorreu com boa disposição, expondo-se os vastos benefícios de rir e as suas consequências positivas para a saúde mental, física, emocional e espiritual, as caraterísticas de um clube de riso, as componentes de uma sessão de riso, e obviamente uma sessão de riso.

Rir é algo que por ser tão espontâneo que não é muito  fácil manter durante muito tempo. É preciso exercitá-lo, dar-lhe um motor de arranque, um pretexto, falseá-lo para o motivar, para o exprimir…É um riso que primeiro começa a surgir um pouco tímido e forçado e aos poucos pelo contágio dos participantes se sai libertando, se vai instalando até tomar conta de todos os orgãos do nosso corpo, um a um, numa autêntica avalanche descontrolada. No ioga do riso diz-se «finge, finge, até que atinge», e é bem verdade, pois a dada altura, o riso torna-se absolutamente descontrolado, não há botão que o faça parar, que o acomode de novo. Pode se estar assim horas…e de tão intenso que é, produz uma sensação de autêntica catarse, pelo que no fim da sessão, no momento de relaxamento ficamos com uma enorme vontade de adormecer, de tal modo é a explosão emocional. Eu pelo menos posso dizer que já não me ria assim, há bem uns bons meses, se calhar anos…e é tão bom deitá-lo cá para fora, libertar as ansiedades, as rotinas instaladas, as tristezas, as preocupações, simplesmente estar no “aqui e no agora.”

Amanhã já serei líder do riso…Já poderei proporcionar esta experiência a outras pessoas. Estou absolutamente radiante por isso. Há quanto tempo não te ris tu e deitas cá para fora tudo o que te vai na alma?

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Desafio 10- Gargalhar

O tema da felicidade de hoje é a gargalhada, que permite libertar o stress, as tristezas, as frustrações, celebrar a vida, o bom humor e o lado bom da vida.

Quem me conhece sabe que, de um modo geral, tenho a gargalhada fácil, e que é um dos maiores prazeres que tenho na vida – rir a “bandeiras despregadas” ou “partir o coco a rir” até a barriga doer e as lágrimas começarem a cair, não da dor, mas da alegria e da emoção que me liberta.

Neste sentido, soltar uma bela gargalhada pode ter efeitos catárticos, calmantes e de um enorme alívio, permitindo expulsar as más energias acumuladas, expandir o peito e oxigenar o cérebro. Trata-se de um remédio natural inspirador e contagiante que além do mais produz enormes benefícios mentais, físicos e emocionais. Ajuda por outro lado a produzir um enorme bem-estar e um maior desejo de viver, torna-se a sonoridade perfeita para exprimir um estado de felicidade.

Quem pratica ioga do riso, sabe que um dos truques é começar por provocar o riso, pois o cérebro não percebe que este está a ser forçado e liberta as mesmas substâncias de felicidade, como se o riso fosse espontâneo e natural.

Desta forma, o desafio que te trago hoje, embora te possa parecer um pouco estranho, caso não gostes muito de rir, é que rias à gargalhada pelo menos durante um minuto, vais ver que assim que engrenes no mecanismo do riso não vais querer parar tão rápido. Sugiro-te que te inspires em vários tipos de riso diferentes ou que vejas os pequenos filmes que aqui inseri, para que o riso possa ir crescendo dentro de ti.

O ideal é que vás integrando o ritual do riso no teu quotidiano, sobretudo nas alturas em que és assaltado por pensamentos e energias negativas, que te desgastam e impedem de desfrutar mais de um estado feliz e descontraído. Nessas alturas, tenta rir-te dessas situações e relativizar as mesmas, tornando-as o mais ridículas possíveis.

Bora lá rir?