Em modo semente…

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A Primavera chegou e aí está com toda a sua pujança. É tempo de novas esperanças, de sair do casulo do inverno, de novos começos e novos desafios. É a estação de lançar as sementes à terra, de plantar o que iremos colher futuramente.
Se queremos que as nossas plantas cresçam viçosas e bonitas, há que investir primeiro no tratamento da terra, adubá-la para a tornar fértil, escolher as sementes que queremos plantar e só depois semear.

Tal como acontece na natureza, o mesmo sucede connosco e com os nossos sonhos. Há um tempo para nos interrogarmos sobre o que queremos alcançar na vida, e um momento em que estabelecemos objetivos para realizarmos os nossos sonhos. Mas, entre um momento e outro, há um compasso de tempo em que se cuida primorosamente do que se plantou. É nessa fase que devemos trabalhar constantemente a nossa motivação, o nosso empenho, a nossa dedicação, deitando abaixo os medos e as ansiedades e sobretudo ser paciente. Tal como a terra tem de ser regada cautelosamente para que a semente germine e brote, é preciso cuidar dos nossos sonhos com carinho, atenção, foco e persistência todos os dias. Nessa altura, é importante não perder a fé e a confiança, ainda que não se vejam ainda resultados, aceitar que nada é instantâneo na nossa vida. Sempre ouvi dizer que saber esperar é uma grande virtude, por isso há alturas em que parece que nada acontece, nada evolui, nem se revela, apesar de continuarmos sistematicamente a alimentar os nossos sonhos. Este é o chamado «tempo de espera». Nem sempre o aceitamos muito bem, porque queremos tudo para ontem, sobretudo quando sabemos que estamos a dar tudo por tudo, e as situações estão a levar muito tempo para serem realizadas. Quando sentimos que estamos a atravessar um longo deserto que não há maneira de acabar, temos de aprender a lidar com esse «tempo de espera» com uma atitude positiva, paciente, aceitando que por vezes o tempo pode ser lento a manifestar-se, a colocar tudo no seu lugar.

Antes que as coisas aconteçam, pode ser necessário arrumar gavetas e arquivar situações do passado, limpar experiências que nos fizeram doer, fazer um reset e começar do zero, para que quando acontecerem nós estejamos realmente preparadas e com uma energia diferente. É por isso que não adianta muito querer que os sonhos se realizem fora do seu tempo, do seu momento, pois não seria saboreado da mesma maneira.
Por isso, não te inquietes se sentires que estás há demasiado tempo à espera, não te frustres, nem desesperes, cultiva em ti pensamentos positivos durante esse processo, acalma a mente, tudo se há-de compor na altura certa. Não sintas ansiedade porque o relacionamento que desejavas não chega, porque não consegues o emprego ou a promoção que precisas, porque ainda não é este ano que mudas de casa, ou porque o momento de engravidar ainda não chegou…entre tantos outros sonhos que podes estar à espera.Não tenhas pressa, desacelera o teu ritmo, faz as coisas que te dão prazer e preenchem, abstrai-te das pressões e não desistas, persiste, insiste todos os dias. Quando não esperares, se alimentares a semente, ela germinará e tudo ao teu redor mudará. Nesse dia, em que vires o teu sonho a brotar vais entusiasmar-te e perceber que na vida, tudo tem um “tempo perfeito”.

Se o resultado, não for bem aquele que pretendias não te deixes abater, pois os objectivos que estabelecemos muitas vezes não se atingem do modo como idealizamos para que possamos realizar outros. Os chamados percalços do percurso nem sempre são negativos, levando-nos por vezes a situações muito melhores do que as que planeámos, introduzindo nas nossas vidas momentos inusitados que se revelam extremamente interessantes. Por tudo isso, deixa-te ser semente, semeia por onde quer que vás, pois quem bem semear, melhor há-de colher. Tudo a seu tempo, no tempo certo. Boas sementeiras! Aproveitem a Primavera!

Acreditar até ao fim…

O futebol não é tudo na vida, os nossos problemas continuarão a ser os mesmos de sempre, poderão dizer alguns, mas a verdade é que não se pode descurar o fenómeno gerado em torno da vitória de Portugal no Euro 2016, contra a França. Ninguém pode negar a garra revelada por uma equipa que foi mentalizada para ganhar, o entusiasmo de um povo, que habitualmente vive conformado e apagado. Esta vitória devolve a autoestima ao povo português e a capacidade de acreditar nos sonhos e nos impossíveis, pois como dizia Mandela: «Tudo é considerado impossível até acontecer».

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Por outro lado o dia de ontem veio reforçar-me a crença no pensamento positivo, a forma como podemos controlar a nossa mente e introduzir-lhe emoções e pensamentos fortes e impulsionadores através da visualização. Fiz um exercício destes à hora do almoço num workshop de imagens mentais, e depois de sentir no meu corpo a emoção de visualizar o Ronaldo com a taça, eu sabia que o resultado não poderia ser outro. Se usarmos o poder da mente para coisas positivas, estamos a desbravar maravilhosos caminhos para a realização de sonhos….! Tu podes, tu consegues, tu és capaz…quando acreditas!

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Junho, solistício, balanços, sonhos e coaching

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Tenho passado as últimas semanas a finalizar etapas iniciadas anteriormente, a fechar ciclos e a concluir as minhas participações como professora voluntária numa universidade sénior de Almada, e como facilitadora de um clube de escrita criativa, na instituição onde trabalho. Também aproveitei e fiz uma curta viagem pelo sul de Espanha, onde tive a oportunidade de descansar um pouco, ver novas paisagens, deslumbrar-me com as magníficas obras de arte edificadas pela mão humana, carregadas de história e de cultura, degustar novos pratos e as iguarias da Andaluzia.

Com tudo isto, temos o verão à porta apenas a um dia de distância e temos 6 meses do ano de 2016 passados…ao todo 170 dias que passaram e que tiveram de certeza algum impacto nas nossas vidas.

O meu post de hoje serve um pouco de balanço do ano e por isso convido-te  a ires buscar a tua bucket list de 2016, se a fizeste em dezembro de 2015 como te sugeri, e que olhes com muita atenção para ela. Repara no que já fizeste, no que ainda te falta fazer, e o que já não se coaduna com os teus sonhos e objetivos atuais. Pega numa caneta de cor, e coloca um visto junto dos sonhos e vontades que já realizaste, risca as que já não te interessam fazer e destaca as que ainda pretendes realizar até dezembro.

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Que tal? Que balanço fazes da tua lista de sonhos? Dos 30 que tinhas estabelecido realizaste quantos? Mais de 10? Mais de 20? Seja como for, não entres em stress se não conseguiste realizar mais de 5, o que importa é que ainda tens 6 meses pela frente para te colocares em ação e te aproximares o mais possível dos teus desejos do início do ano, caso contrário, essa lista não passa de algo fictício, destituída da energia mágica que se pretendia que invadisse a tua vida de foco e de determinação.

Eu confesso-te das 30, realizei já 12 dos meus desejos, mas o importante é que mesmo que não chegue nem perto das 30, eu tenha dado o meu melhor para poder chegar mais longe no que pretendo, me tenha envolvido, e pensado no que quero. Certamente, que por pouco que possas fazer, sempre farás mais alguma coisa, do que se não tiveres feito absolutamente nada.

Estas metas servem assim como faróis no nosso percurso que não devemos de todo abandonar. Coloca a tua bucket list num local que possas ver todos os dias e alimenta-a com a tua vontade e o teu pensamento.

Por outro lado, temos o solístico aí e o verão a bater à porta, inauguramos um tempo de  viragem, de mudança, de sol, de mar, de campo, de alegria, de pausa e de descanso, um tempo lento para contemplar novas paisagens e lugares, para ponderar, para aceitar os imponderáveis da vida com um sorriso, para nos mimarmos com muito amor, para saborearmos a vida e deixarmos o tempo passar devagar. Tempo de abertura ao novo, ao sagrado, ao romance, à conquista, à aventura de desbravar novos territórios, à música, aos pores do sol, à meditação, aos mergulhos, aos petiscos, aos brindes com os amigos…um verão que temos pela frente para sermos felizes e relativizarmos as nossas angústias, os nossos medos, as nossas carapaças, os nossos bodes expiatórios, para silenciar as nossas crenças limitadoras e as suas vozes irritantes nas nossas cabeças o tempo todo.

Pensa no modo como podes transformar o verão de 2016, como aquele verão magnífico e especial…dá-lhe um tom, um toque, uma magia, uma cantiga, pinta-o com os matizes que mais gostas…corre atrás dele e celebra-o como um tempo para viver…

Para mim, depois do amor, o verão é a melhor coisa que existe. ..

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«Fernão Capelo Gaivota», de Richard Bach

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«Vê mais longe a gaivota que voa mais alto»

Este é o último livro da minha lista de livros mágicos com que fecho esta rubrica, para poder dar seguimento à exploração de outros temas, pois muitos mais poderiam aqui ser acrescentados. Talvez numa ou outra ocasião aqui vos fale sobre outros igualmente importantes no meu percurso de vida.

«Fernão Capelo Gaivota» é o livro ideal para trabalharmos os nossos propósitos de vida, os nossos sonhos mais ousados e persistentes que teimamos em perseguir e a fazer tudo para os realizar, com determinação e empenho, tendo como exemplo esta gaivota persistente que tudo fez para poder voar sempre mais alto.

E o que Fernão Capelo Gaivota nos ensina é que não há limites para o nosso voo, para aquilo que pretendemos fazer, quando a nossa voz interior é mais forte do que todos as outras vozes dissonantes que nos desencorajam de tentar ir sempre mais além.

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Esta é assim a história de uma gaivota que passava os dias a voar, ensaiando, experimentando, voos cada vez mais altos, contrariando os ensinamentos de seus pais, que o incentivavam a fazer voos rasos para que se alimentasse em condições. Mas Fernão Capelo Gaivota pouco se interessava por comer, nem pelos voos rasos, o que o fascinava era testar os limites de velocidade e esforçar-se até não aguentar mais, evidenciando-se desse modo do restante bando que não via com bons olhos esta obstinação da gaivota. Por ser mal visto entre os seus, chegou mesmo a interiorizar as crenças limitantes que lhe transmitiam, convencendo-se que não seria capaz de fazer melhor:

«Sou uma gaivota. A minha natureza limita-me. Se tivesse destinado a aprender tanto sobre o voo, teria mapas em vez de miolos. Se estivesse destinado a voar a alta velocidade teria as asas curtas de um falcão e comeria ratos em vez de peixe. O meu pai tinha razão. Devo voar para junto do Bando e contentar-me com aquilo que sou, uma pobre e limitada gaivota».

Certo, é que esta crença agrilhoada não se manteve muito tempo, pois a normalidade não fazia bem a esta gaivota e não tardou muito para que voltasse de novo aos seus testes de velocidade, até que um dia, excedeu todas as expectativas, voou o mais alto que conseguiu e em vez de um prémio, a sociedade em que vivia baniu-o, por se evidenciar demasiado, sendo acusado de irresponsabilidade e votado ao isolamento e à incompreensão de todos.

Esta obra é assim uma bela metáfora sobre o que pretendemos realizar, independentemente do que possam pensar ou julgar sobre nós, um hino que enaltece a nossa liberdade de voar, de não desistir do que queremos, lembrando-nos que só nós temos a chave para chegarmos onde queremos, pois como diz Richard Back neste livro «tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, Aqui e Agora; nada se pode interpor no teu caminho».

«Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo…»

«O Alquimista» de Paulo Coelho

«É justamente a possibilidade de realizar um sonho que torna a vida interessante», Paulo Coelho: in «O Alquimista»

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O «Alquimista» é um livro que li há muitos anos atrás, mas pelo qual senti um enorme chamamento, utilizando uma das suas frases mágicas, sempre que queria que alguma coisa muito importante se realizasse na minha vida: «Quando alguém quer uma coisa, todo o Universo conspira para que possa realizá-la».

Este livro é uma história sobre sonhos, sobre o significado da vida que se persegue e pelo qual se luta. O protagonista desta narrativa chama-se Santiago, um jovem pastor, que percorre os vales da Andaluzia com um rebanho de ovelhas, pensando em como gostaria de viajar e de rever a filha de um comerciante, pela qual se tinha encantado.

Certo dia Santiago tem um sonho que se repete e lhe indica a existência de um tesouro escondido nas Pirâmides do Egito. Determinado a não fazer caso do sonho, acaba por encontrar o rei de Salém, na cidade de Tarifa, que lhe fala da importância de se cumprir a Lenda Pessoal, que consiste naquilo que sempre se desejou fazer, apelando para que Santiago também cumprisse a sua.

Nesse momento, Santiago convence-se que tem mesmo de viver a sua Lenda Pessoal e caminhar em direção ao seu tesouro, vende tudo o que tem e parte para Tânger, onde inicia uma venturosa jornada, até às pirâmides do Egito, encontrando pelo percurso o amor da jovem Fátima que lhe enche o coração.

Trata-se de uma história que nos demonstra que o nosso maior tesouro não é o que encontramos fora de nós, mas o que temos dentro, sendo necessário para isso ouvir o nosso coração e o que ele nos sussurra: «está atento ao lugar onde chorares, porque nesse lugar estou eu, e nesse lugar está o teu tesouro».

Paulo Coelho nesta obra poética e extremamente simples traduz então a importância transformadora da alquimia, sendo que aqui o seu principal sentido não é transformar metal em ouro, mas sim colocar o coração no cerne das nossas escolhas e percursos pessoais, apelando a que o devamos escutar mais e estar em maior sintonia com o nosso interior.

«O coração é um cofre escondido, porque se soubermos onde ele está, sabemos onde estará o nosso tesouro», Paulo Coelho in: «O Alquimista»

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«Vision Board» ou «Dream board»: ferramentas para definires os teus objetivos

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Para terminar o nosso capítulo relativo aos objetivos de 2016, sugiro-te hoje uma outra ferramenta igualmente interessante, onde poderás fazer uso da tua criatividade e imaginação. Falo-te do «vision board» ou «dream board», que consiste numa técnica de colagem divertida, em que através de imagens, afirmações ou palavras-chave tu poderás fixar os teus sonhos e objetivos. São uma forma diferente de te focares nos mesmos, pois ao colocares a tela ou o quadro em alguma divisão da tua casa, estarás forçosamente a olhar para ele todos os dias, clarificando as tuas intenções em realizar os teus desejos. Segundo a Lei da Atração, esta técnica pode ser poderosa, pois permite uma visualização permanente do que ambicionas atingir, funcionando como um emissor de mensagens para o universo.

Se ficaste curioso e queres experimentar o poder destes quadros feitos por ti e sentir a tua criatividade em ebulição, vamos lá, põe mãos à obra e inspira-te. Folheia as páginas das revistas lá de casa, ou mesmo na internet, procura as imagens sugestivas que retratem o que pretendes viver no próximo ano, imprime-as ou recorta-as diretamente das revistas, usa palavras que sejam importantes para ti, reforça as afirmações que te façam sentido e reúne-as numa combinação fantástica, colando-as numa tela, ou numa superfície de cartão. Depois é só colocares a intenção para que esses desejos se realizem e, voilá…o quadro especial dos teus desejos. Se puderes pendura-o depois na parede da tua casa, localizada a sul, pois segundo o Feng shui tradicional corresponde à área de sucesso e da fama na tua casa. Vamos esperar que a fé e a energia que imprimes no quadro diariamente façam os seus milagres.

Bucket List para 2016

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Uma das maneiras de fixarmos os nossos desejos pode ser através de uma bucket list, ou seja uma lista das coisas imperdíveis que gostaríamos de ver realizadas, uma espécie de top 30  que não devemos esquecer e que nos saberá tão bem colocar à frente um visto e pensar: “check!”

Vale a pena perder alguns momentos a fazê-la para que ela nos possa guiar ao longo do ano nas nossas opções e nas nossas escolhas, tal como um fio condutor que não nos deixa desviar do caminho traçado. Não tem a força de um objetivo, funcionando um pouco como um estímulo para alcançarmos os nossos sonhos e desafios pessoais de uma forma mais descontraída, mas por outro lado obriga-nos a pensar no que nos faz feliz e no que gostávamos de fazer nos próximos tempos.

Mas porquê este nome em inglês, bucket list? A origem da palavra é inglesa e vem da expressão kick the buket, que em português significa «bater as botas». Neste sentido, uma bucket list corresponde aos desejos que queremos realizar antes de morrer, e nessa perspetiva direciona-nos para o que pretendemos aproveitar nesta vida.

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Se quiseres pega num papel, decora-o à tua maneira e preenche a tua lista, esquecendo impeditivos de tempo ou dinheiro, sê sincero (a) contigo próprio (a) e segue o teu coração e o que te motiva mesmo a fazer nos próximos 12 meses, quer seja aquela viagem há muito desejada, aquele guilty pleasure que vais esquecendo. Liberta a tua imaginação, dá asas à criatividade e let it be

Partilho contigo alguns dos itens da minha lista e fico à espera que possas também  partilhar alguns dos teus comigo.

  • Comemorar o meu aniversário.
  • Fazer uma sessão de massagem e SPA.
  • Ir visitar o templo Budista de Sintra.
  • Ir viajar.
  • Ler mais um livro policial da Camilla Lackberg.
  • Fazer um workshop de escrita criativa.
  • Começar a fazer mais exercício físico.
  • Fazer um retiro de desenvolvimento pessoal/meditação.
  • Ir jantar a um restaurante russo.
  • Ir a um parque de diversões.
  • Ir dançar numa discoteca.
  • Ajudar alguém a atingir os seus objetivos.
  • Preparar-me para fazer o caminho de Santiago de Compostela.
  • Ter aulas de cozinha vegetariana.
  • Fazer um fim de semana cultural.
  • Fazer voluntariado com os mais carenciados.
  • Ir a um concerto.
  • Ir mais vezes ao teatro.
  • Doar sangue no início de junho.
  • Fazer um workshop sobre coaching.
  • Fazer mais amigos.
  • Alimentar o meu pote da gratidão diária ou semanalmente.
  • Ter ideias criativas para o meu blogue.
  • Ir a um baile de Máscaras.
  • Ver o Taj Mahal.
  • Assistir a uma chuva de estrelas cadentes e pedir desejos.
  • Dinamizar sessões de escrita criativa.
  • Fazer um piquenique no verão.
  • Meditar pelo menos 1x por semana.
  • Poupar mais.

Para te inspirares, aconselho-te a ver um filme excelente que tem esse nome mesmo «Bucket List», com Jack Nicholson e Morgan Freeman, para que escolhas viver tudo ao limite, antes do último suspiro.

Definição de objetivos para 2016

«A melhor coisa nesta vida, não é onde estamos agora, mas em que direção nos encaminhamos»,  Anónimo

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Continuamos com o tema dos objetivos por ser a época ideal para fechar ciclos e começar outros novos, por isso considero que pode ser útil colocares foco no que pretendes ver implementado na tua vida.

Em primeiro lugar é importante que percebas a diferença entre sonhos e objetivos. Nos sonhos tu idealizas uma ação que queres muito concretizar, que te tirará os pés do chão e te dará asas para voar,  enquanto os objetivos são o planeamento necessário que descreverás para os atingir. Por esse motivo, uma lista de objetivos, como o próprio nome indica é a forma que tu vais definir para chegares aos teus sonhos. Se não conceberes um plano de ação, o mais certo é ficares por aí, pelo sonho que teima em não sair da fantasia, que tem colorido na tua imaginação, mas nunca terá pernas para andar e ser objetivado.

Focado nos objetivos tu concentras a energia nas tarefas que tu podes e queres realizar, defines metas, datas, prioridades na tua vida, colocas motivação nas tuas ações, tomas consciência não só das dificuldades que tens de atravessar, mas também das vitórias, e do gozo que te dará alcançá-las.

Neste sentido é importante que estabeleças objetivos anuais, semestrais, mensais ou mesmo diários, para que reforces a tua determinação em fazer de ti uma pessoa empenhada, feliz e realizada. Periodicamente revê-os e faz um balanço das tuas ações e o modo como os estás a conseguir atingir, ou não. Sê flexível, embora não totalmente permissivo, pois a realização de sonhos exige algum esforço e disciplina, e já sabes quanto maiores forem os teus sonhos, maiores os degraus a subir para te aproximares deles.

Que tipo de objetivos podes escolher no momento atual que podem ajudar-te a mudar os padrões da tua vida? De acordo com o livro de Maggie João, «Coaching: Um guia essencial ao sucesso do coach, do gestor e de quem quer ainda ser mais feliz», podemos encontrar pelo menos os quatro seguintes:

Objetivos de Obtenção – se o teu foco está em alcançares algo, em obter um título académico, um prémio, um novo recorde olímpico, uma nova casa, um novo emprego, uma promoção, ou mesmo, porque não, uma condecoração? O que importa é que te esforces e empenhes para obteres o que pretendes.

Objetivos de Desistência– Estes objetivos aplicam-se sobretudo nos casos das adições viciantes, como o consumo excessivo de açúcar (tão comum nesta época do ano), do tabaco, do álcool, entre outros comportamentos desviantes. Neste tipo de objetivos o que se pretende é desistir de hábitos enraizados que não contribuem para o bem-estar do individuo. Se necessitas definir objetivos deste género, nada melhor do que te comprometeres com quem te rodeia, pois ao partilhá-los estás de certo modo a pedir o seu apoio e encorajamento.

Objetivos de Insuficiência– são normalmente relacionados com a saúde, e podem ser essenciais quando algo cessa na nossa vida, sendo necessários para suprimir o que está em falta. Estou a lembrar-me por exemplo dos diabéticos, que não podem passar sem medir os níveis do açúcar no sangue ou de comer de x em x tempo, por exemplo.

Objetivos de Dissociação– neste tipo incluem-se os objetivos que têm como finalidade a desvinculação, seja de uma equipa, de um casamento, de um grupo de amigos, que podem ser considerados tóxicos, permitindo abandonar comportamentos, hábitos e vivências que já não satisfazem a pessoa.

Agora que já sabes mais um pouco sobre objetivos, estás pronto para entrar em ação?

– Define um grande objetivo para os próximos 12 meses.

– Define 1 objetivo pequeno para os próximos 6 meses.

Revê o teu plano semestral em junho de 2016 e verifica o que precisa ser ponderado, o que já foi realizado e o que te ainda falta estipular para os seis meses restantes.

Lembra-te que podes sempre ir ajustando o teu plano e moldá-lo às tuas necessidades.

Ouse sonhar

Ouse sonhar…os sonhos foram feitos para serem realizados. Mas não se perca no caminho em direção a eles. Com o planeamento adequado e a definição de objetivos que o aproximem do que pretende alcançar, tudo pode ficar mais fácil. O coaching ajuda-o a desbravar esse caminho de forma mais rápida. Tudo dependerá da sua vontade de mudar, de melhorar, das amarras que se quer libertar. Saia da sua zona confortável e arrisque-se, rompa com as rotinas, os hábitos e os pensamentos estandardizados.Ouse! Apaixone-se!

Dá!

«Não pode haver maior dom do que o de dar o próprio tempo e energia para ajudar os outros, sem esperar algo em troca.» Nelson Mandela

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Comemora-se hoje, 5 de dezembro, o Dia Internacional do Voluntariado, um dia dedicado a todos os que se movem pela missão de ajuda ao próximo. Só quem é ou foi voluntário, alguma vez na vida saberá o que representa dar desinteressadamente o seu tempo, a sua dedicação e entrega, sem esperar algum tipo de pagamento em troca, até porque muitos desses trabalhos nunca poderiam ser compensados financeiramente. Aqui o truque é mesmo o dar, dar, dar, mas não penses que não recebes, porque se recebe muito, alimentando a alma com os sorrisos que captas no rosto do outro, com um simples abraço, ou um “obrigado”, com a noção de que o teu empenho está a contribuir para uma causa, e tens a consciência do dever cumprido, pois sentes-te implicado na construção dos sonhos dos outros, e no fundo do teu próprio. Por vezes, como é o meu caso, que sou também professora voluntária numa universidade da terceira idade, para me sentir compensada, basta-me entender o feedback que os meus alunos me transmitem, seja com um olhar atento ou um abanar de cabeça, seja com a satisfação que lhes vejo estampada ao saírem da sala. Pequenos sinais que me indicam que está a fazer sentido as palavras e ensinamentos que lhes trago, as horas que levo a preparar as aulas, o momento em que lhes transmito o que aprendi. Basta tão pouco para fazermos os outros felizes, e às vezes esse tão pouco pode ser tanto para os que recebem o nosso auxílio, sejam eles crianças, adultos, idosos ou mesmo animais…

Se pudéssemos dar todos um pouquinho mais do nosso tempo, ainda que por pouco fosse, do nosso talento ou saber, da nossa vontade, da força da nossa alma, não poderíamos contribuir todos para um mundo melhor? Unidos poderíamos fazer a diferença.

Garanto-vos que depois de experimentarem o voluntariado não o vão querer deixar mais, ainda que possam variar as experiências, como é o meu caso. Há lá sonho melhor do que este?