Estar em paz é trazer a natureza para dentro de casa…

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Estar em paz é ir ao parque, ao jardim, à serra ou à natureza, respirar fundo, fazer um pouco de exercício, e no regresso colher umas flores silvestres, margaridas, rosmaninho, cardos para colocar na jarra ou fazer uns trabalhos manuais com elas. A paz faz-se de coisas simples e de trazer a natureza para as nossas práticas e hábitos. A primavera tem destes encantos mágicos, transforma os campos em vestidos coloridos.

Esperança…

Em véspera de Páscoa, a mensagem que vos deixo é de esperança. Sejam gratos por tudo o que têm, não percam o interesse na vida, coloquem amor em tudo o que fazem e sobretudo em vocês mesmas. Silenciem se necessário for, saiam de cena, vão meditar junto ao mar, rezar num templo ou igreja, fazer um retiro, caminhar na natureza, nadar, surfar, mergulhar, permitam-se ter esses momentos de paz e equilíbrio convosco. É possível transformar, mudar, só é preciso o tempo certo, o teu tempo para aceitares que as coisas boas já estão a chegar ao teu encontro. Tu consegues! Juntos transmitimos essa energia!

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Boa Semana!

Às vezes és a tu o teu maior crítico…achas que não consegues alcançar os resultados, porque tudo parece demorar ou acontecer, sentes que estás a caminhar de forma lenta e isso dá cabo de ti, porque o tempo de espera demora-se…mas a verdade é que enquanto acontece e não acontece o que queres e desejas, não podes parar, não podes suspender a marcha ou seguir em direções que te afastam do que queres…mesmo que a 50 à hora, o que importa é não parares! Pensa nisso e segue ao teu ritmo e à tua própria velocidade!!!! Boa semana!28166955_770217766510375_3323292836933141160_n.jpg

Positiva-Mente de Catarina Rivero e Helena Águeda Marujo

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Este é o livro que escolhi para te sugerir neste desafio que tenho feito na minha página de Facebook sobre a felicidade, no mês que se comemora esta fantástica emoção, a 20 de março, com uma celebração internacional.

Positiva-Mente tem como autoras Catarina Rivero, uma psicóloga clínica, dedicada à terapia familiar e de casal, e Helena Águeda Marujo, escritora, formadora, professora e co-coordenadora do Executive Master em Psicologia Positiva Aplicada, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, ISCSP.

Este é um livro que nos dá a conhecer de forma simples e leve os meandros desta vertente da Psicologia: a psicologia positiva, a ciência ao serviço da felicidade e do bem estar e a importância de termos mais positivismo nas nossas vidas. Convida-nos também  a percorrer um itinerário pelos caminhos da felicidade, apelando para certos requisitos, como é o autoconhecimento, o perdão, a transformação dos pensamentos negativos, a celebração dos momentos da vida, a rotina do riso e do afeto, a desdramatização, o culto da brincadeira, de atos de bondade, da amizade e do amor.

É seguramente um livro transformador que nos faz ver a vida com outros olhos, com um foco mais no momento presente e na nossa capacidade de enfrentar as dificuldades da vida com resiliência e otimismo, repleto de dicas e exemplos de histórias de vida.

Ainda que não haja nunca receitas para a felicidade, pois cada um de nós terá as suas, este é seguramente um livro que nos inspira a sermos mais felizes e a relativizar mais a vida e o que nos sucede através de umas lentes mais animadoras.

Um livro que aconselho vivamente a ler!

http://www.viverpositivamente.com/

Não te rendas!

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Não te rendas

“Não te rendas, ainda estás a tempo
De alcançar e começar de novo,
Aceitar as tuas sombras,
Enterrar os teus medos,
Libertar o lastro,
Retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem
Perseguir os teus sonhos,
Destravar o tempo,
Remover os escombros,
e destapar o céu.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se esconda,
E se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma
Ainda há vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o quiseste e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não há feridas que não cure o tempo.

Abrir as portas,
Tirar os ferrolhos,
Abandonar as muralhas que te protegeram,
Viver a vida e aceitar o repto,
Recuperar o riso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo,
Celebrar a vida e retomar os céus.

Não te rendas, por favor não cedas,
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo morda,
Mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
Ainda há fogo na tua alma,
Ainda há vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um começo novo,
Porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, porque eu te amo. “

MARIO BENEDETTI
traduzido por Inês Pedrosa

Foto tirada de https://chastityproject.com/2014/11/feminine-genius/

Mergulha em ti!

mulher-de-costas-com-dorUltimamente os dias têm andado mais carregados, mais cinzentos, não só pelas condições meteorológicas que não sendo animadoras , são uma bênção para um país à beira da seca e da crise alimentar iminente, mas porque a energia tem andado mais densa, convidando-nos a um momento de mais calma, mais paciência, mais silêncio. Um tempo para cuidarmos de nós e das nossas dores, das nossas feridas e do que nos grita na alma.

Se te andas a sentir assim, deixa-me dizer-te que não és a única a ter estes sintomas, por isso reserva tempo para ti, permite-te estar onde estás e sentir o que estás a sentir. A conjuntura astral não está fácil, e embora não tenha conhecimentos suficientes de astrologia sei que a entrada de Saturno em Capricórnio nos veio fazer “entrar nos eixos” e deixar a brincadeira, “agora é ou vai ou racha”, vamos ter de parar de adiar decisões e tomar ação e controlo da nossa vida, ou a bem ou a mal.

Por isso este período pede-nos também desapego, fechamento de ciclos, desprendimento, seja em relação a situações ou pessoas na nossa vida, relacionamentos, ou mesmo a nossa forma de nos relacionarmos, os nossos sistemas de crenças e o nosso propósito de vida.

É tempo de soltar, abandonar, libertar, abraçar o novo para nos renovarmos. Clarificar as ilusões e abraçar a realidade por mais dolorosa que possa ser, pois é sempre preferível a consciência tranquila da verdade do que ser sustentada pela fantasia irreal. Por isso temos de abdicar da nossa zona de conforto, dos contos de fadas, dos mitos que criámos e acreditámos e passar a viver no mundo real. E por isso esta tensão entre a realidade dolorosa e a ilusão que criámos nos faz parecer que vivemos numa eterna montanha russa de emoções. É tempo de crescer!

Este processo de renovação que nos faz abraçar o abismo interno e a sensação de nos sentirmos perdidos pede-nos coragem para aceitar a nossa vulnerabilidade, o nosso propósito de alma. Se escolhermos enfiar a cabeça na areia, adiamos o nosso processo evolutivo, paramos, escondemo-nos e resistimos e como tal iremos continuar a viver as mesmas coisas. É preciso mesmo uma grande valentia da nossa parte para vivermos a verdade. Mas nós somos super-heróis…nós conseguimos!

Por isso é natural que o momento presente traga algumas lágrimas, algum desespero, porque nos é desconfortável mudar e é necessário confrontar as nossas sombras, os nossos medos e fragilidades e ver este período como uma nova oportunidade no nosso percurso.

Por isso se te sentes assim, dialoga com a tua dor, não a coloques debaixo do tapete, entende-a, procura um terapeuta se perceberes que não consegues curar-te sozinha. Aceita a luz que vem dessa dor, esse recolhimento necessário. Abraça a nudez da tua alma, expõe-te ao vazio redentor, atravessa esse deserto para ganhares novas forças e venceres o teu próprio combate.

Nada é fácil, este momento também não está a ser para muitos de nós, mas há esperança de dias melhores, mais coloridos, amenos e confiantes. Ama-te com carinho, respeita-te a ti e aos outros, cresce e evolui ao teu ritmo, nutre-te com afeto, expande o teu amor por todos e solta as amarras que te prendem e que te seguram. Mergulha em ti!

Ana Machado

Em momentos difíceis escolhes ser: a Vítima, o Carrasco ou a Aprendiza do que te acontece?

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Foi com que esta questão que iniciei o desafio de hoje de Autocoaching ao grupo Mad About Dreams para Mulheres Inspiradoras e as respostas quase todas incidiram na terceira opção, o que nos demonstra que tendemos cada vez mais a aprender com o que nos acontece na vida, dando-nos resistência e força para enfrentar as dificuldades.

Essa é também a resposta mais fácil, a que é politicamente mais correta, que nos faz parecer mais evoluídas e com maior nível de maturidade e desenvolvimento pessoal. Mas será mesmo assim?

A tendência geral, e talvez a mais imediata e humana, é que quando nos acontece alguma coisa que não prevíamos e se desvia do que desejávamos, tenhamos a tendência de culpar alguém, normalmente o outro que provocou essa frustração em nós, e que sob o peso da emoção nos faz sentir uma vítima injustiçada do que nos aconteceu, porque foi algo que não contávamos, como uma traição, uma mentira, uma deslealdade e isso nos tira o chão, fazendo-nos sentir o pior dos seres ao cimo da terra. Por isso vomitamos a culpa no outro e encontramos justificações para as nossas próprias atitudes e isso faz-nos sentir temporariamente apaziguadas com a nossa dor e com a nossa responsabilidade pessoal. Isso é humano não te culpes se te sentes assim!

Outra tendência é irmos buscar o “chicote” e começarmos a punir-nos, essa pode ser uma fase posterior, a de nos culparmos pelos momentos difíceis que atravessamos, porque fizemos más escolhas, porque não vimos os sinais que para outros eram evidentes, porque confiámos e fomos demasiado ingénuas, porque nunca mais aprendemos as lições da vida, etc. Nós acabamos por ser o nosso próprio bode expiatório e o carrasco mais severo de nós mesmas, com críticas e pensamentos que só nos ferem e mandam abaixo. Culpar-nos sem reservas, nem explicações não nos vai levar a nenhum lado, só nos ajuda a escavar o buraco maior onde nos metemos, e onde nos sentimos sem esperança, perdidas e tristes.

A última fase pela qual  passamos é a da aprendizagem, ou a primeira para quem já se cansou das fases anteriores. Nesse estádio de entrega e serenidade, entregamos o coração, largamos as reservas e aceitamos o que nos acontece como uma bênção, uma aprendizagem, implicando-nos no processo de corpo e alma, crescendo com as experiências que nos dificultam o caminho, porque só elas nos amadurecem o espírito e a nossa tenacidade, refletindo sobre os porquês e como podemos evitar cair nas mesmas situações no futuro. Andando e aprendendo ao nosso ritmo, ao nosso passo, deixando as culpas e os culpados, num processo fluído de amor e sabedoria.

Seja em que fase te encontres neste momento, tudo é certo, tudo é válido, pois só tu saberás como te queres sentir:  uma vítima, um carrasco ou uma aprendiza! Mas uma coisa te garanto aprender sem culpas só te fará crescer e exponenciar todo o teu ser.

Aproveita a magia do Solstício

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Hoje é dia do Solstício, o dia em que damos as boas vindas ao Inverno e lhe dizemos que pode entrar, é o dia consagrado ao sol, com a noite mais longa do ano, que nos recorda que da escuridão  pode surgir a luz, convidando-nos a um período de reflexão, interiorização, de pausa e introspeção. É por isso um excelente momento para olharmos bem fundo na nossa alma e sentirmos os efeitos do que andámos a fazer nos últimos tempos e fazermos balanços de vida. O que fiz? O que posso ainda fazer? O que aprendi com as minhas experiências? Se gostares de escrever, convido-te a aproveitares o momento e colocares tudo num papel, ajudando-te a clarificar as ideias. E depois coloca as tuas intenções para o tempo novo que aí vem, para os novos ciclos que se inauguram com esta nova estação. Acende uma vela, como símbolo deste período luminoso em que estamos a entrar, e faz uma breve meditação, pede o que te vem na alma, aquilo que te fará feliz.

Aproveita toda a conjuntura astral que vivemos, primeiro com a Lua Nova em Sagitário, no dia 18 de dezembro, depois com a entrada de Saturno em Capricórnio, dia 20 de dezembro, depois de quase 30 anos desde a última vez, e agora o Solstício, a 21,  e expressa todos os teus desejos e sonhos, para que eles possam ter concretização e se tornar uma realidade. Saturno em capricórnio, que ficará cerca de 3 anos, pede-nos tempo, responsabilidade e foco, por isso estes próximos meses vão ser seguramente exigentes, mas também vão permitir que nos agarremos mesmo ao que queremos transformar e criar.

Deixo-te algumas questões que poderás escrever na tua folha de papel.

O que agradeces neste ano de 2017? Que imagens te saltam à memória? Que emoções viveste? O que te surpreendeu? O que te desiludiu? O que é que gostavas que se tivesse materializado e ainda não conseguiste realizar? Se possível lembra-te do que foi significativo em cada mês e agradece os melhores  momentos e aprendizagens que tiveste em cada um deles.

O que é que queres deixar em 2017, que não te fará falta no próximo ano? (Podem ser pessoas tóxicas, situações,relacionamentos, doenças, o que entenderes que já te fartaste e não precisas mais)

O que é que queres que 2018 te traga? (Faz uma lista, ajuda-te a dares foco ao que queres realizar e se possível acrescenta imagens para te empoderar os teus desejos).

O que é que estás disposta a criar na tua vida nesta nova estação? (atitudes, comportamentos, experiências, aprendizagens) e o que precisas mudar em ti para te abrir em plenitude para esta nova fase que agora começa?

Aproveita este portal de luz, esta nesga de esperança que nos traz este Solstício e ama, ama muito o que tens de mais puro e autêntico, a tua eterna criança que em ti vive, abraça-a num calor fraterno e ouve o que ela tem para te dizer, que palavras te sussurra ao ouvido! Aproveita esta magia da noite mais longa do ano e abre-te à luz que dela emana!

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​Sofres do Síndroma de Niágara?

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Viver exige saber quem somos e o que queremos da vida, conhecer-nos bem é assim um dos maiores segredos para sermos felizes, tornando-nos mais conscientes dos nossos desejos, dos nossos porquês e das nossas necessidades. Se não sabes quem és, nem o que queres, limitaste-te a ir na corrente e sofres daquilo a que Tony Robbins, famoso palestrante motivacional, coach e um dos nomes de referência da Programação Neuro –Linguística e do Desenvolvimento Pessoal, apelidou de «Síndroma de Niágara».

Mas no que consiste este síndroma? É perigoso? É assustador? A resposta é afirmativa e pode dizer-se que quem sofre deste mal pode mesmo ter um triste fim, pois é eminente o colapso e a queda. O «Síndroma de Niágara», consiste em deixares-te ir na corrente do rio, que é a vida, sem saber onde esse rio poderá ir dar… num estado completamente inconsciente, o que desconheces é que esse rio pode começar a ter correntezas com que não contavas e afastar-te muito das margens e da tua zona confortável. Nesse momento desperta em ti o medo, a ansiedade da fúria daquele rio, que não sabes para onde te leva e arrasta…tu queres trazer o barco para fora de perigo, mas dás conta que o teu barco não tem remos e se aproxima a velocidade veloz de uma enorme catarata e não tardas a ver um precipício enorme, e o teu fim está para breve.

Assustador, não é? Bem sei que se trata de uma metáfora impactante, mas é o que nos espera, quando não sabemos bem o que andamos a fazer com a vida, sem planos, sem sonhos, sem objetivos, acionando apenas o piloto automático e vivendo para o dia-a-dia, sem questões, nem objeções. Limitamo-nos a existir!

Se não queres ser mais uma a ir na corrente, define o teu rumo, antes que seja tarde demais. Podes ter tentado, podes até ter caído, e não conseguires reerguer-te no momento, o que interessa é que saibas que nesse estado é que não podes continuar. Demora o tempo que necessitares para te levantar, pois se até «Roma e Pavia não se fizeram num dia», tu também podes levar o teu tempo. Lembra-te que se tu não tiveres planos para a tua vida, alguém os vai ter por ti… e se não assumires o controlo da situação nunca saberás como poderá ser a melhor versão de ti mesma.
Nunca te esqueças, que tal como Mark Twain um dia escreveu, «os dias mais importantes da tua vida são o dia em que nasceste e o dia em que te deste conta do porquê» Mark Twain

«Do Drama para o Dharma», de Vera Luz

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O livro sobre o qual gostaria de vos falar hoje é o «Do Drama para o Dharma», de autoria de Vera Luz, que nos apresenta a história de uma mulher chamada Sara, que como todas nós, é uma mulher que carrega aos ombros uma história de vida, repleta de padrões, de crenças limitantes, de medos e de hesitações. Através deste relato percorremos uma interessante experiência de vida, revemo-nos no percurso de Sara, nas dificuldades que encontra e que tem de lidar, nos medos que a perseguem, nomeadamente a falta de autoestima e de amor próprio, o medo da rejeição, a falta de amor, a cobrança e a vitimização.

Vera Luz descreve as várias fases porque passa Sara ao longo da sua vida, e como a Regressão e a Astrologia podem ajudar a entender e descortinar certos aspetos da vida, dando-lhe um sentido mais elevado. Com uma perspetiva espiritual, baseada nas leis universais, é possível identificar como podemos evoluir e crescer com as experiências que trazemos sob a forma de karma e de como podemos ultrapassar os nossos bloqueios. É importante entender que o que atraímos na nossa vida é tudo uma questão de energia, e por isso os outros à nossa volta acabam por ser um reflexo do que emanamos energeticamente. Este livro permite-nos assim um olhar atento sobre quem somos, como podemos aceitar a nossa essência, e olhar para dentro para encontrar as respostas que buscamos.

O interessante na história de Sara é que ela descobre que tudo começa fora do perímetro de segurança e só assim é possível sair do círculo vicioso em que se move, mostrando-nos o poder maravilhoso do amor próprio, e da autenticidade. De Marrocos até à Índia, Sara vai descobrindo novos horizontes, e uma força que julgava impossíveis, conhecendo-se cada vez melhor, o que lhe permite escolher caminhos que não supunha existirem e que lhe revelam sentimentos e realidades deslumbrantes.

Este livro permite-nos também refletir sobre as belas histórias de amor, como lições que devemos ter nesta vida, desmistica-nos a ideia romântica e cor de rosa do «felizes para sempre», pois as pessoas só se relacionam enquanto houver algo que tenham que partilhar e aprender, nada dura para sempre e deve aceitar-se isso com humildade, em vez de se reagir com excesso de apego, cobrança e desamor quando as relações terminam, numa teia de sentimentos e sensações de vibração densa que se multiplica e de onde não é fácil sair ileso.

«Reencontros kármicos amorosos existem, sim, mas não para serem vividos na ilusão do “juntos para sempre”. São encontros fabulosos, cheios de emoções intensas e inexplicáveis e que se dão com a intenção de entreajuda amorosa entre duas almas. São uma maneira discreta do Universo nos lembrar que a vida é muito mais do que aquilo que vemos no nosso dia a dia»., In: «Do Drama para Dharma».

Ao ler este livro certamente encontrarão uma esperança para enfrentar dias difíceis, lidar com amores kármicos inexplicáveis, com as dores de alma, com a insegurança das decisões a tomar. Um livro que nos mostra que é importante entender os factos para além da racionalidade e perceber como podemos aceitá-los e integrá-los numa perspetiva evolutiva para chegar a um patamar de desenvolvimento e crescimento interior mais elevado. Só quem passa pelas dificuldades pode dar valor à vitória, às conquistas e à paz de espírito.

«Do Drama para o Dharma» revela-nos assim que não devemos desistir de ser felizes, porque a felicidade não é o destino, mas o caminho até lá chegar.

Ana Machado