Aproveita a magia do Solstício

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Hoje é dia do Solstício, o dia em que damos as boas vindas ao Inverno e lhe dizemos que pode entrar, é o dia consagrado ao sol, com a noite mais longa do ano, que nos recorda que da escuridão  pode surgir a luz, convidando-nos a um período de reflexão, interiorização, de pausa e introspeção. É por isso um excelente momento para olharmos bem fundo na nossa alma e sentirmos os efeitos do que andámos a fazer nos últimos tempos e fazermos balanços de vida. O que fiz? O que posso ainda fazer? O que aprendi com as minhas experiências? Se gostares de escrever, convido-te a aproveitares o momento e colocares tudo num papel, ajudando-te a clarificar as ideias. E depois coloca as tuas intenções para o tempo novo que aí vem, para os novos ciclos que se inauguram com esta nova estação. Acende uma vela, como símbolo deste período luminoso em que estamos a entrar, e faz uma breve meditação, pede o que te vem na alma, aquilo que te fará feliz.

Aproveita toda a conjuntura astral que vivemos, primeiro com a Lua Nova em Sagitário, no dia 18 de dezembro, depois com a entrada de Saturno em Capricórnio, dia 20 de dezembro, depois de quase 30 anos desde a última vez, e agora o Solstício, a 21,  e expressa todos os teus desejos e sonhos, para que eles possam ter concretização e se tornar uma realidade. Saturno em capricórnio, que ficará cerca de 3 anos, pede-nos tempo, responsabilidade e foco, por isso estes próximos meses vão ser seguramente exigentes, mas também vão permitir que nos agarremos mesmo ao que queremos transformar e criar.

Deixo-te algumas questões que poderás escrever na tua folha de papel.

O que agradeces neste ano de 2017? Que imagens te saltam à memória? Que emoções viveste? O que te surpreendeu? O que te desiludiu? O que é que gostavas que se tivesse materializado e ainda não conseguiste realizar? Se possível lembra-te do que foi significativo em cada mês e agradece os melhores  momentos e aprendizagens que tiveste em cada um deles.

O que é que queres deixar em 2017, que não te fará falta no próximo ano? (Podem ser pessoas tóxicas, situações,relacionamentos, doenças, o que entenderes que já te fartaste e não precisas mais)

O que é que queres que 2018 te traga? (Faz uma lista, ajuda-te a dares foco ao que queres realizar e se possível acrescenta imagens para te empoderar os teus desejos).

O que é que estás disposta a criar na tua vida nesta nova estação? (atitudes, comportamentos, experiências, aprendizagens) e o que precisas mudar em ti para te abrir em plenitude para esta nova fase que agora começa?

Aproveita este portal de luz, esta nesga de esperança que nos traz este Solstício e ama, ama muito o que tens de mais puro e autêntico, a tua eterna criança que em ti vive, abraça-a num calor fraterno e ouve o que ela tem para te dizer, que palavras te sussurra ao ouvido! Aproveita esta magia da noite mais longa do ano e abre-te à luz que dela emana!

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​Sofres do Síndroma de Niágara?

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Viver exige saber quem somos e o que queremos da vida, conhecer-nos bem é assim um dos maiores segredos para sermos felizes, tornando-nos mais conscientes dos nossos desejos, dos nossos porquês e das nossas necessidades. Se não sabes quem és, nem o que queres, limitaste-te a ir na corrente e sofres daquilo a que Tony Robbins, famoso palestrante motivacional, coach e um dos nomes de referência da Programação Neuro –Linguística e do Desenvolvimento Pessoal, apelidou de «Síndroma de Niágara».

Mas no que consiste este síndroma? É perigoso? É assustador? A resposta é afirmativa e pode dizer-se que quem sofre deste mal pode mesmo ter um triste fim, pois é eminente o colapso e a queda. O «Síndroma de Niágara», consiste em deixares-te ir na corrente do rio, que é a vida, sem saber onde esse rio poderá ir dar… num estado completamente inconsciente, o que desconheces é que esse rio pode começar a ter correntezas com que não contavas e afastar-te muito das margens e da tua zona confortável. Nesse momento desperta em ti o medo, a ansiedade da fúria daquele rio, que não sabes para onde te leva e arrasta…tu queres trazer o barco para fora de perigo, mas dás conta que o teu barco não tem remos e se aproxima a velocidade veloz de uma enorme catarata e não tardas a ver um precipício enorme, e o teu fim está para breve.

Assustador, não é? Bem sei que se trata de uma metáfora impactante, mas é o que nos espera, quando não sabemos bem o que andamos a fazer com a vida, sem planos, sem sonhos, sem objetivos, acionando apenas o piloto automático e vivendo para o dia-a-dia, sem questões, nem objeções. Limitamo-nos a existir!

Se não queres ser mais uma a ir na corrente, define o teu rumo, antes que seja tarde demais. Podes ter tentado, podes até ter caído, e não conseguires reerguer-te no momento, o que interessa é que saibas que nesse estado é que não podes continuar. Demora o tempo que necessitares para te levantar, pois se até «Roma e Pavia não se fizeram num dia», tu também podes levar o teu tempo. Lembra-te que se tu não tiveres planos para a tua vida, alguém os vai ter por ti… e se não assumires o controlo da situação nunca saberás como poderá ser a melhor versão de ti mesma.
Nunca te esqueças, que tal como Mark Twain um dia escreveu, «os dias mais importantes da tua vida são o dia em que nasceste e o dia em que te deste conta do porquê» Mark Twain

«Do Drama para o Dharma», de Vera Luz

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O livro sobre o qual gostaria de vos falar hoje é o «Do Drama para o Dharma», de autoria de Vera Luz, que nos apresenta a história de uma mulher chamada Sara, que como todas nós, é uma mulher que carrega aos ombros uma história de vida, repleta de padrões, de crenças limitantes, de medos e de hesitações. Através deste relato percorremos uma interessante experiência de vida, revemo-nos no percurso de Sara, nas dificuldades que encontra e que tem de lidar, nos medos que a perseguem, nomeadamente a falta de autoestima e de amor próprio, o medo da rejeição, a falta de amor, a cobrança e a vitimização.

Vera Luz descreve as várias fases porque passa Sara ao longo da sua vida, e como a Regressão e a Astrologia podem ajudar a entender e descortinar certos aspetos da vida, dando-lhe um sentido mais elevado. Com uma perspetiva espiritual, baseada nas leis universais, é possível identificar como podemos evoluir e crescer com as experiências que trazemos sob a forma de karma e de como podemos ultrapassar os nossos bloqueios. É importante entender que o que atraímos na nossa vida é tudo uma questão de energia, e por isso os outros à nossa volta acabam por ser um reflexo do que emanamos energeticamente. Este livro permite-nos assim um olhar atento sobre quem somos, como podemos aceitar a nossa essência, e olhar para dentro para encontrar as respostas que buscamos.

O interessante na história de Sara é que ela descobre que tudo começa fora do perímetro de segurança e só assim é possível sair do círculo vicioso em que se move, mostrando-nos o poder maravilhoso do amor próprio, e da autenticidade. De Marrocos até à Índia, Sara vai descobrindo novos horizontes, e uma força que julgava impossíveis, conhecendo-se cada vez melhor, o que lhe permite escolher caminhos que não supunha existirem e que lhe revelam sentimentos e realidades deslumbrantes.

Este livro permite-nos também refletir sobre as belas histórias de amor, como lições que devemos ter nesta vida, desmistica-nos a ideia romântica e cor de rosa do «felizes para sempre», pois as pessoas só se relacionam enquanto houver algo que tenham que partilhar e aprender, nada dura para sempre e deve aceitar-se isso com humildade, em vez de se reagir com excesso de apego, cobrança e desamor quando as relações terminam, numa teia de sentimentos e sensações de vibração densa que se multiplica e de onde não é fácil sair ileso.

«Reencontros kármicos amorosos existem, sim, mas não para serem vividos na ilusão do “juntos para sempre”. São encontros fabulosos, cheios de emoções intensas e inexplicáveis e que se dão com a intenção de entreajuda amorosa entre duas almas. São uma maneira discreta do Universo nos lembrar que a vida é muito mais do que aquilo que vemos no nosso dia a dia»., In: «Do Drama para Dharma».

Ao ler este livro certamente encontrarão uma esperança para enfrentar dias difíceis, lidar com amores kármicos inexplicáveis, com as dores de alma, com a insegurança das decisões a tomar. Um livro que nos mostra que é importante entender os factos para além da racionalidade e perceber como podemos aceitá-los e integrá-los numa perspetiva evolutiva para chegar a um patamar de desenvolvimento e crescimento interior mais elevado. Só quem passa pelas dificuldades pode dar valor à vitória, às conquistas e à paz de espírito.

«Do Drama para o Dharma» revela-nos assim que não devemos desistir de ser felizes, porque a felicidade não é o destino, mas o caminho até lá chegar.

Ana Machado

Aceitação do que vem à nossa vida

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Nos últimos dias tenho refletido muito sobre o que vem à nossa vida e a forma como nos cabe a nós aceitar, digerir ou  então revoltar-nos e tornarmos-nos amargos e de mal com tudo e com todos. É importante aceitar as respostas que a vida nos dá, mesmo que não as entendamos e pensemos :«Porquê?», «Porque é que isto me está a acontecer a mim?», eu até sou esforçada, dedicada, porque é que nunca acontecem as coisas como eu quero??

O melhor é mesmo silenciar, não questionar demais, porque a vida é sábia, e se aquilo que tanto queremos não se realiza, é porque algum mistério encerrra, alguma coisa nos espera para fazer e viver que não pode ser contrariada. Algo que aprendi recentemente é que de nada vale resistir ao que constantemente se coloca à nossa frente…é porque tem de ser vivido, fugir, evitar, só torna a situação mais persistente…por isso, o melhor é deixar fluir. Não aconteceu o que eu queria? Ok, então é porque não era para ser dessa forma, também não podes dizer que não agiste, que não tentaste, apenas a vida te está a responder que há mais opções  para ti que tens de agarrar, ou talvez ainda não tenha chegado o momento certo para determinados passos que queres dar na tua vida.

A história que hoje aqui te deixo  é mesmo para refletires sobre o modo como devemos aceitar o que nos acontece, porque há sempre algo que vai ter repercussões nas nossas escolhas, e como sou uma pessoa espiritual, acredito sempre que “está tudo certo”, e nada acontece na nossa vida ao acaso.

«Um homem muito rico, ao morrer deixou as suas terras aos filhos. Todos eles receberam terras férteis exceto o mais novo, que ficou com um charco inútil para a agricultura. Os seus amigos, entristecidos, lamentaram a injustiça que lhe havia sido feita. Mas ele só lhes disse uma coisa: «Se isto é bom ou mau , só o futuro o dirá.»

No ano seguinte, uma seca impiedosa abateu-se sobre o país e as terras dos seus irmãos foram devastada: as fontes secaram, os pastos ficaram queimados e o gado morreu. Mas o charco do irmão mais novo transformou-se num oásis fértil e belo. Ele enriqueceu e comprou um lindo cavalo branco por um preço elevado. Os seus amigos rejubilaram e organizaram uma festa celebrando a sua «sorte». Mas dele só ouviram uma coisa: «Se é sorte ou azar, só o futuro o dirá».

Poucos dias depois, o cavalo fugiu desaparecendo na floresta. Os seus amigos, aborrecidos, logo disseram: «mas que azar, um cavalo tão caro». Ele respondeu: «Se é azar ou sorte, só o futuro o dirá».

Passados sete dias, o cavalo regressou do bosque trazendo consigo dez magníficos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: «Se é bom ou é mau, ninguém sabe.»

No dia seguinte o seu filho imprudentemente montou um dos cavalos selvagens. O cavalo lançou-o ao chão e ele partiu uma perna. Voltaram os amigos para lamentar o azar. «Se foi azar ou sorte, só o futuro o dirá», repetiu o pai.

Passados poucos dias, chegaram à sua aldeia os soldados do rei para levar os jovens para a guerra que o país travava. Todos os rapazes tiveram que partir menos o seu filho porque tinha uma perna partida. Os amigos festejaram a sua sorte. O pai assistiu a tudo e só disse uma coisa: «Quem saberá a sorte que resulta do azar e o azar que resulta de uma sorte?…»

In: «O Poder do Amor, de Vera Faria Leal

Pensem nesta história e interroguem-se de que modo o azar que surge na vossa vida, não será sorte, e o que parece sorte não será azar? Moral da história, as coisas acontecem-nos sempre por uma razão ainda que não o percebamos…Aceitemos, não vale a pena angústias, nem tristezas…Está sempre tudo certo!