Desafio 18 – Dá sem esperares nada em troca

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A felicidade passa também por aquilo que nós fazemos, damos e contribuímos para o bem estar dos outros, fazendo-nos sentir úteis e parte de algo maior do que nós mesmos. Se cultivarmos essas ações com frequência, sem esperar vê-las reconhecidas ou receber algo em troca do que damos, estamos a trabalhar em nós o verdadeiro amor incondicional, aquele que é o amor maior e mais sublime que um ser humano pode dar a outro, sem condições, sem expectativas, com o coração inteiro, só pelo puro prazer de dar.

Está provado que quem faz voluntariado e não tem qualquer tipo de compensação financeira  pelo trabalho que realiza se sente muito motivado e feliz, mais até, muitas vezes, do que se o fizesse apenas por dinheiro, estando empenhado na causa que defende.

Neste sentido, o  desafio que te proponho hoje é que comeces a pensar como podes dar mais de ti aos outros e contribuir para um mundo melhor, mais justo e equilibrado. Como sabes há imensas instituições a precisar de trabalho voluntário e podes começar a pesquisar as necessidades que têm, caso sintas vontade de ocupar o teu tempo livre a sentir-te útil aos outros. Mas, se não tiveres disponibilidade, também não precisas ser voluntário para contribuíres, podes participar ativamente numa campanha que defenda grupos desfavorecidos, seja através de petições, de partilhas e de divulgação na internet; podes fazer doações de roupa ou de livros, por exemplo, a alguma instituição social; também te podes fazer sócio de alguma dessas associações, ou então através mesmo de donativos. Mas, se também não te revês nestas situações e gostavas de começar a dar mais, também o podes fazer junto da tua própria família, dos teus amigos, ou dos que te são próximos. Às vezes basta tão pouco para ajudar os outros, uma conversa, um pequeno serviço ou tarefa que sejam necessários, um sorriso, um abraço, ou a nossa simples presença. O importante é que te dês sem esperar nada , que dês pelo prazer de dar. Vais ver que te vais sentir ainda mais feliz quando experimentares o poder mágico da dádiva.

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Dá!

«Não pode haver maior dom do que o de dar o próprio tempo e energia para ajudar os outros, sem esperar algo em troca.» Nelson Mandela

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Comemora-se hoje, 5 de dezembro, o Dia Internacional do Voluntariado, um dia dedicado a todos os que se movem pela missão de ajuda ao próximo. Só quem é ou foi voluntário, alguma vez na vida saberá o que representa dar desinteressadamente o seu tempo, a sua dedicação e entrega, sem esperar algum tipo de pagamento em troca, até porque muitos desses trabalhos nunca poderiam ser compensados financeiramente. Aqui o truque é mesmo o dar, dar, dar, mas não penses que não recebes, porque se recebe muito, alimentando a alma com os sorrisos que captas no rosto do outro, com um simples abraço, ou um “obrigado”, com a noção de que o teu empenho está a contribuir para uma causa, e tens a consciência do dever cumprido, pois sentes-te implicado na construção dos sonhos dos outros, e no fundo do teu próprio. Por vezes, como é o meu caso, que sou também professora voluntária numa universidade da terceira idade, para me sentir compensada, basta-me entender o feedback que os meus alunos me transmitem, seja com um olhar atento ou um abanar de cabeça, seja com a satisfação que lhes vejo estampada ao saírem da sala. Pequenos sinais que me indicam que está a fazer sentido as palavras e ensinamentos que lhes trago, as horas que levo a preparar as aulas, o momento em que lhes transmito o que aprendi. Basta tão pouco para fazermos os outros felizes, e às vezes esse tão pouco pode ser tanto para os que recebem o nosso auxílio, sejam eles crianças, adultos, idosos ou mesmo animais…

Se pudéssemos dar todos um pouquinho mais do nosso tempo, ainda que por pouco fosse, do nosso talento ou saber, da nossa vontade, da força da nossa alma, não poderíamos contribuir todos para um mundo melhor? Unidos poderíamos fazer a diferença.

Garanto-vos que depois de experimentarem o voluntariado não o vão querer deixar mais, ainda que possam variar as experiências, como é o meu caso. Há lá sonho melhor do que este?